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A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

O SEGUNDO LIVRO DE MOYSÉS CHAMADO EXODO.

João Ferreira d' Almeida translation

Os descendentes de Jacob no Egypto.

Antes de Christo 1635

1 Estes pois são [1] os nomes dos filhos de Israel, que entraram no Egypto com Jacob: cada um entrou com sua casa:

2 Ruben, Simeão, Levi, e Judah;

3 Issacar, Zabulon, e Benjamin;

4 Dan e Naphtali, Gad e Aser.

5 Todas as almas, pois, que procederam da côxa de Jacob, foram [2] setenta almas: José, porém, estava no Egypto.

6 Sendo pois José fallecido, e todos os seus irmãos, e toda aquella geração,

7 Os filhos de Israel fructificaram, [3] e augmentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu d’elles.

8 Depois levantou-se um novo rei sobre o Egypto, que não conhecera a José;

9 O qual disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito, e mais poderoso do que nós.

10 Eia, [4] usemos sabiamente para com elle, para que não se multiplique, e aconteça que, vindo guerra, elle tambem se ajunte com os nossos inimigos, e peleje contra nós, e suba da terra.

11 E pozeram sobre elles maioraes de [DX] tributos, [5] para os affligirem com suas cargas. Porque edificaram a Pharaó cidades de thesouros, Pitom e Ramesses.

12 Mas quanto mais o affligiam, tanto mais se multiplicava, e tanto mais crescia: de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.

13 E os egypcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;

14 Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão em barro, e em tijolos, [6] e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.

As parteiras poupam as vidas aos recemnascidos.

15 E o rei do Egypto fallou ás parteiras das hebreas (das quaes o nome de uma era Siphra, e o nome da outra Pua),

16 E disse: Quando ajudardes a parir as hebreas, e as virdes sobre os assentos, se fôr filho, matae-o; mas se fôr filha, então viva.

17 As parteiras, [7] porém, temeram a Deus, e não fizeram como o rei do Egypto lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida.

18 Então o rei do Egypto chamou as parteiras, e disse-lhes: Porque fizestes isto, que guardastes os meninos com vida?

19 E as parteiras disseram a Pharaó: Porquanto as mulheres hebreas não são como as egypcias: porque são [DY] vivas, e já teem parido antes que a parteira venha a ellas.

20 Portanto Deus fez bem ás parteiras. [8] E o povo se augmentou, e se fortaleceu muito.

21 E aconteceu que, porquanto as parteiras temeram a Deus, [9] estabeleceu-lhes casas.

22 Então ordenou Pharaó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.

O nascimento de Moysés.

2 E foi-se [1] um varão da casa de Levi, e casou com uma filha de Levi.

2 E a mulher concebeu, [2] e pariu um filho, e, vendo que elle era formoso, escondeu-o tres mezes.

3 Não podendo, porém, mais escondel-o tomou uma arca de juncos, e a betumou com betume e pêz; e, pondo n’ella o menino, a poz nos juncos á borda do rio.

4 E sua irmã parou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer.

5 E a filha de Pharaó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzellas passeavam, pela borda do rio: e ella viu a arca no meio dos juncos, e enviou a sua creada, e a tomou.

6 E abrindo-a, viu ao menino, e eis que o menino chorava; e moveu-se [3] de compaixão d’elle, e disse: Dos meninos dos hebreos é este.

7 Então disse sua irmã á filha de Pharaó: Irei eu a chamar uma ama das hebreas, que crie este menino por ti?

8 E a filha de Pharaó disse-lhe: Vae. E foi-se a moça, e chamou a mãe do menino.

9 Então lhe disse a filha de Pharaó: Leva este menino, [4] e cria-m’o: eu te darei teu salario. E a mulher tomou o menino, e creou-o.

10 E, sendo o menino já grande, ella o trouxe á filha de Pharaó, a qual o adoptou; e chamou o seu nome [DZ] Moysés, e disse: Porque das aguas o tenho tirado.

Moysés mata um egypcio e foge para Midian.

Antes de Christo 1571

11 E aconteceu n’aquelles dias que, sendo Moysés já grande, saiu a seus irmãos, [5] e attentou nas suas cargas: e viu que um varão egypcio feria a um hebreu, varão de seus irmãos.

12 E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguem ali havia, feriu ao egypcio, e escondeu-o na areia.

13 E tornou a sair no dia seguinte, [6] e eis que dois varões hebreos contendiam; e disse ao injusto: Porque feres a teu proximo?

14 O qual disse: Quem te tem posto a ti por [EA] maioral e juiz sobre nós? pensas matar-me, como mataste o egypcio? Então temeu Moysés, e disse: Certamente este negocio foi descoberto.

15 Ouvindo pois Pharaó este negocio, procurou matar a Moysés: [7] mas Moysés fugiu de diante da face de Pharaó, e habitou na terra de Midian, e assentou-se junto a um poço.

16 E o sacerdote de Midian tinha sete filhas, as quaes vieram a tirar agua, e encheram as pias, para dar de beber ao rebanho de seu pae.

17 Então vieram os pastores, e lançaram-as d’ali; Moysés porém levantou-se, e defendeu-as, e abeberou-lhes o rebanho.

18 E vindo ellas a Reuel seu pae, elle disse: Porque hoje tomastes tão depressa?

19 E ellas disseram: Um homem egypcio nos livrou da mão dos pastores; e tambem nos tirou agua em abundancia, e abeberou o rebanho.

20 E disse a suas filhas: E onde está elle? porque deixastes o homem? chamae-o para que coma pão.

21 E Moysés consentiu em morar com aquelle homem: [8] e elle deu a Moysés sua filha Zippora,

22 A qual pariu um filho, e elle chamou o seu nome [EB] Gerson, porque disse: Peregrino fui em terra estranha.

A morte do rei do Egypto.

Antes de Christo 1531

23 E aconteceu depois de muitos d’estes dias, [9] morrendo o rei do Egypto, que os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram: e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.

24 E ouviu Deus o seu gemido, [10] e lembrou-se Deus do seu concerto com Abrahão, com Isaac, e com Jacob;

25 E attentou Deus para os filhos d’Israel, e conheceu-os Deus.

Deus falla com Moysés do meio da sarça ardente.

Antes de Christo 1491

3 E apascentava Moysés o rebanho de Jethro, seu sogro, sacerdote em Midian: e levou o rebanho atrás do deserto, [1] e veiu ao monte de Deus, a Horeb.

2 E appareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chamma de fogo do meio d’uma sarça: [2] e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.

3 E Moysés disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.

4 E vendo o Senhor que se virava para lá a vêr, bradou Deus a elle do meio da sarça, e disse: Moysés, Moysés. E elle disse: Eis-me aqui.

5 E disse: Não te chegues para cá: [3] tira os teus sapatos de teus pés; porque o logar em que tu estás é terra sancta.

6 Disse mais: [4] Eu sou o Deus de teu pae, o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. E Moysés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.

7 E disse o Senhor: [5] Tenho visto attentamente a afflicção do meu povo, que está no Egypto, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exactores, porque conheci as suas dôres.

8 Portanto desci para livral-o da mão dos egypcios, [6] e para fazel-o subir d’aquella terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel: ao logar do Cananeo, e do Hetheo, e do Amorrheo, e do Pherezeo, e do Heveo, e do Jebuseo.

9 E agora, eis que o clamor dos filhos d’Israel é vindo a mim, e tambem tenho visto a oppressão com que os egypcios os opprimem.

10 Vem agora, pois, e eu te enviarei a Pharaó, [7] para que tires o meu povo (os filhos d’Israel), do Egypto.

11 Então Moysés disse a Deus: Quem sou eu, [8] que vá a Pharaó e tire do Egypto os filhos d’Israel?

12 E Deus disse: Certamente eu serei comtigo; e isto te será por signal de que eu te enviei: Quando houveres tirado este povo do Egypto, servireis a Deus n’este monte.

13 Então disse Moysés a Deus: Eis que quando vier aos filhos d’Israel, e lhes disser: O Deus de vossos paes me enviou a vós; e elles me disserem: Qual é o seu nome? que lhes direi?

14 E disse Deus a Moysés: [EC] SEREI O QUE SEREI. Disse mais: Assim dirás aos filhos d’Israel: [9] Serei [ED] me enviou a vós.

15 E Deus disse mais a Moysés: Assim dirás aos filhos d’Israel: O Senhor Deus de vossos paes, o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob, me enviou a vós: este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.

16 Vae, e ajunta os anciãos d’Israel, e dize-lhes: O Senhor, o Deus de vossos paes, o Deus de Abrahão, de Isaac e de Jacob, me appareceu, dizendo: Certamente vos tenho visitado, [10] e visto o que vos é feito no Egypto.

17 Portanto eu disse: [11] Far-vos-hei subir da afflicção do Egypto á terra do cananeo, do hetheo, e do amorrheo, e do pherezeo, e do heveo, e do jebuseo, a uma terra que mana leite e mel.

18 E ouvirão a tua voz; e virás, tu e os anciãos d’Israel, ao rei do Egypto, e dir-lhe-heis: O Senhor, o Deus dos hebreos, nos encontrou: [12] agora pois deixa-nos ir caminho de tres dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus.

19 Eu sei, porém, que o rei do Egypto não vos deixará ir, [13] nem ainda por uma mão forte.

20 Porque eu estenderei a minha mão, [14] e ferirei ao Egypto com todas as minhas maravilhas que farei no meio d’elle: depois vos deixará ir.

21 E eu darei graça a este povo aos olhos dos egypcios; [15] e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,

22 Porque cada mulher pedirá á sua visinha e á sua hospeda [EE] vasos de prata, e vasos de oiro, [16] e vestidos, os quaes poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis ao Egypto.

A vara de Moysés torna-se em cobra.

4 Então respondeu Moysés, e disse: Mas eis que me não crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te appareceu.

2 E o Senhor disse-lhe: Que é isso na tua mão? E elle disse: Uma vara.

3 E elle disse: Lança-a na terra. Elle a lançou na terra, e tornou-se em cobra: e Moysés fugia d’ella.

4 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão, e pega-lhe pela cauda, E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão,

5 Para que creiam que te appareceu o Senhor, Deus de seus paes, o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob.

6 E disse-lhe mais o Senhor: Mette agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, [1] branca como a neve.

7 E disse: Torna a metter a tua mão no teu seio. E tornou a metter sua mão no seu seio: depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a sua outra carne.

8 E acontecerá que, se elles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro signal, crerão a voz do derradeiro signal;

9 E se acontecer que ainda não creiam a estes dois signaes, nem ouvirem a tua voz, tomarás das aguas do rio, e as derramarás na terra secca: e as aguas, que tomarás do rio, [2] tornar-se-hão em sangue sobre a terra secca.

10 Então disse Moysés ao Senhor: Ah Senhor! eu não sou homem que bem falla, nem de hontem nem de antehontem, nem ainda desde que tens fallado ao teu servo; porque sou pesado de bocca, e pesado de lingua.

11 E disse-lhe o Senhor: Quem fez a bocca do homem? [3] ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? não sou eu, o Senhor?

12 Vae pois agora, e eu serei com a tua bocca, [4] e te ensinarei o que has de fallar.

13 Elle porém disse: Ah Senhor! envia pela mão d’aquelle a quem tu has de enviar.

14 Então se accendeu a ira do Senhor contra Moysés, e disse: Não é Aarão, o levita, teu irmão? eu sei que elle fallará muito bem: e [5] eis que elle tambem sae ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração.

15 E tu lhe fallarás, e porás as palavras na sua bocca: e eu serei com a tua bocca, e com a sua bocca, ensinando-vos o que haveis de fazer.

16 E elle fallará por ti ao povo: e acontecerá que elle te será por bocca, [6] e tu lhe serás por Deus.

17 Toma pois esta vara na tua mão, [7] com que farás os signaes.

Moysés volta para o Egypto.

18 Então foi-se Moysés, e voltou para Jethro seu sogro, e disse-lhe; Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egypto, para ver se ainda vivem. Disse pois Jethro a Moysés: Vae em paz.

19 Disse tambem o Senhor a Moysés em Midian: Vae, volta para o Egypto; [8] porque todos os que buscavam a tua alma morreram.

20 Tomou pois Moysés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou-se á terra do Egypto; [9] e Moysés tomou a vara de Deus na sua mão.

21 E disse o Senhor a Moysés: Quando fores tornado ao Egypto, attenta que faças diante de Pharaó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão: [10] mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo.

22 Então dirás a Pharaó: Assim diz o Senhor: [11] Israel é meu filho, meu primogenito.

23 E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixal-o ir: eis que eu matarei a teu filho, [12] o teu primogenito.

24 E aconteceu no caminho, n’uma estalagem, que o Senhor o encontrou, [13] e o quiz matar.

25 Então Zippora tomou uma pedra aguda, e circumcidou o prepucio de seu filho, [14] e o lançou a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinario.

26 E desviou-se d’elle. Então ella disse: Esposo sanguinario, por causa da circumcisão.

27 Disse tambem o Senhor a Aarão: Vae ao encontro de Moysés ao deserto. [15] E elle foi, encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o.

28 E denunciou Moysés a Aarão todas as palavras do Senhor, que o enviara, e todos os signaes que lhe mandara.

29 Então foram Moysés e Aarão, e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel.

30 E Aarão fallou todas as palavras que o Senhor fallara a Moysés, [16] e fez os signaes perante os olhos do povo,

31 E o povo creu, [17] e ouviram que o Senhor visitava aos filhos d’Israel, e que via a sua afflicção: e inclinaram-se, e adoraram.

Moysés e Aarão fallam a Pharaó.

5 E depois foram Moysés e Aarão, e disseram a Pharaó: Assim diz o Senhor Deus d’Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.

2 Mas Pharaó disse: [1] Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel.

3 E elles disseram: O Deus dos hebreos nos encontrou; portanto deixa-nos agora ir caminho de tres dias ao deserto, para que não venha sobre nós com pestilencia ou com espada.

4 Então disse-lhes o rei do Egypto: Moysés e Aarão, porque fazeis cessar o povo das suas obras? ide a vossas cargas.

5 E disse tambem Pharaó: Eis que o povo da terra já é muito, e vós fazeis cessal-os das suas cargas.

Pharaó afflige os israelitas.

6 Portanto deu ordem Pharaó n’aquelle mesmo dia aos exactores do povo, e aos seus officiaes, dizendo:

7 D’aqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como fizestes hontem e antehontem: vão elles mesmos, e colham palhas para si.

8 E lhes imporeis a conta dos tijolos que fizeram hontem, e antehontem: nada diminuireis d’ella: porque elles estão ociosos; por isso clamam, dizendo: Vamos, sacrifiquemos ao nosso Deus.

9 Aggrave-se o serviço sobre estes homens, para que se occupem n’elle, e não confiem em palavras de mentira.

10 Então sairam os exactores do povo, e seus officiaes, e fallaram ao povo, dizendo: Assim diz Pharaó: Eu não vos darei palha;

11 Ide vós mesmos, e tomae vós palha d’onde a achardes: porque nada se diminuirá de vosso serviço.

12 Então o povo se espalhou por toda a terra do Egypto, a colher rastolho em logar de palha.

13 E os exactores os apertavam, dizendo: Acabae vossa obra, a tarefa de cada dia, como quando havia palha.

14 E foram açoitados os officiaes dos filhos d’Israel, que os exactores de Pharaó tinham posto sobre elles, dizendo estes: Porque não acabastes vossa tarefa, fazendo tijolos como antes, assim tambem hontem e hoje?

15 Pelo que foram-se os officiaes dos filhos d’Israel, e clamaram a Pharaó, dizendo: Porque fazes assim a teus servos?

16 Palha não se dá a teus servos, e nos dizem: Fazei tijolos: e eis que teus servos são açoitados; porém o teu povo tem a culpa.

17 Mas elle disse: Vós sois ociosos: vós sois ociosos: por isso dizeis: Vamos, sacrifiquemos ao Senhor.

18 Ide pois agora, trabalhae: palha porém não se vos dará: comtudo, dareis a conta dos tijolos.

19 Então os officiaes dos filhos d’Israel viram-se em afflicção, porquanto [2] se dizia: Nada diminuireis de vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.

Os israelitas queixam-se de Moysés e Aarão.

20 E encontraram a Moysés e a Aarão, que estavam defronte d’elles, quando sairam de Pharaó,

21 E disseram-lhes: O Senhor attente sobre vós, e julgue isso, [3] porquanto fizeste feder o nosso cheiro diante de Pharaó, e diante de seus servos, dando-lhes a espada nas mãos, para nos matar.

22 Então se tornou Moysés ao Senhor, e disse: Senhor! [4] porque fizeste mal a este povo? porque me enviaste?

23 Porque desde que entrei a Pharaó, para fallar em teu nome, elle maltratou a este povo; e de nenhuma sorte livraste o teu povo.

6 Então disse o Senhor a Moysés: Agora verás o que hei de fazer a Pharaó: porque por uma mão poderosa os deixará ir, sim, por uma mão poderosa [1] os lançará de sua terra.

Deus promette livrar os israelitas.

2 Fallou mais Deus a Moysés, e disse: Eu sou o [EF] Senhor,

3 E eu appareci a Abrahão, a Isaac, e a Jacob, como Deus o Todo-poderoso: [2] mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido.

4 E tambem estabeleci o meu concerto com elles, [3] para dar-lhes a terra de Canaan, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos.

5 E tambem tenho ouvido o gemido dos filhos d’Israel, [4] aos quaes os egypcios fazem servir, e me lembrei do meu concerto.

6 Portanto dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egypcios, [5] e vos resgatarei com braço estendido e com juizos grandes.

7 E eu vos tomarei [6] por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egypcios;

8 E eu vos levarei á terra, ácerca da qual levantei minha mão, que a daria a Abrahão, a Isaac, e a Jacob, [7] e vol-a darei por herança, eu o Senhor.

9 D’este modo fallou Moysés aos filhos d’Israel, mas elles não ouviram a Moysés, por causa da ancia do espirito e da dura servidão.

10 Fallou mais o Senhor a Moysés, dizendo:

11 Entra, e falla a Pharaó rei do Egypto, que deixe sair os filhos d’Israel da sua terra.

12 Moysés, porém, fallou perante o Senhor, dizendo: Eis que os filhos d’Israel me não teem ouvido; como pois Pharaó me ouvirá? [8] tambem eu sou incircumciso dos labios.

13 Todavia o Senhor fallou a Moysés e a Aarão, e deu-lhes mandamento para os filhos de Israel, e para Pharaó rei do Egypto, para que tirassem os filhos de Israel da terra do Egypto.

Genealogias de Ruben, Simeão e Levi.

14 Estas são as cabeças das casas de seus paes: Os filhos de Ruben, o primogenito de Israel: Hanoch e Pallu, [9] Hezron e Carmi; estas são as familias de Ruben.

15 E os filhos de Simeão: [10] Jemuel, e Jamin, e Ohad, e Jachin, e Zohar, e Shaul, filho de uma cananea; estas são as familias de Simeão.

16 E estes são os nomes dos filhos de Levi, [11] segundo as suas gerações: Gerson, e Koath, e Merari: e os annos da vida de Levi foram cento e trinta e sete annos.

17 Os filhos de Gerson: Libni e Simei, segundo as suas familias;

18 E os filhos de Kohath: Amram, e Izhar, e Hebron, e Uzziel: e os annos da vida de Kohath foram cento e trinta e tres annos.

19 E os filhos de Merari: Mahali e Musi: estas são as familias de Levi, segundo as suas gerações.

20 E Amram [12] tomou por mulher a Jochebed, sua tia, e ella pariu-lhe a Aarão e a Moysés: e os annos da vida de Amram foram cento e trinta e sete annos.

21 E os filhos de Izhar: [13] Korah, e Nepheg, e Zichri.

22 E os filhos de Uzziel: [14] Misael, e Elzaphan e Sithri.

23 E Aarão tomou por mulher a Eliseba, filha de Amminadab, irmã de Nahasson; e ella pariu-lhe a Nadab, e Abihu, Eleazar e [15] Ithamar.

24 E os filhos de Korah: Assir, e Elkana, e Abiasaph: estas são as familias dos Korithas.

25 E Eleazar, filho de Aarão, tomou para si por mulher uma das filhas de Putiel, e ella pariu-lhe a Phineas: estas são as cabeças dos paes dos levitas, segundo as suas familias.

26 Estes são Aarão e Moysés, aos quaes o Senhor disse: Tirae os filhos de Israel da terra do Egypto, segundo os seus exercitos.

27 Estes são os que fallaram a Pharaó, rei do Egypto, para que tirasse do Egypto os filhos de Israel: [16] estes são Moysés e Aarão.

Deus anima Moysés, a fallar outra vez a Pharaó.

28 E aconteceu que n’aquelle dia, quando o Senhor fallou a Moysés na terra do Egypto,

29 Fallou o Senhor a Moysés, dizendo: Eu sou o Senhor; falla a Pharaó, rei do Egypto, tudo quanto eu [17] te digo a ti.

30 Então disse Moysés perante o Senhor: Eis que eu [18] sou incircumciso dos labios; como pois Pharaó me ouvirá?

7 Então disse o Senhor a Moysés: Eis que te tenho posto por Deus sobre Pharaó, [1] e Aarão, teu irmão, será o teu propheta.

2 Tu fallarás tudo o que eu te mandar: e Aarão teu irmão fallará a Pharaó, [2] que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.

3 Eu, porém, endurecerei o coração de Pharaó, [3] e multiplicarei na terra do Egypto os meus signaes e as minhas maravilhas.

4 Pharaó pois não vos ouvirá; e eu porei minha mão sobre o Egypto, e tirarei meus exercitos, meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egypto, com grandes juizos.

5 Então os egypcios saberão que eu sou o Senhor, [4] quando estender a minha mão sobre o Egypto, e tirar os filhos de Israel do meio d’elles.

6 Então fez Moysés e Aarão; como o Senhor lhes ordenara, assim fizeram.

7 E Moysés era da edade de oitenta annos, e Aarão da edade de oitenta e tres annos, quando fallaram a Pharaó.

8 E o Senhor fallou a Moysés e a Aarão, dizendo:

9 Quando Pharaó vos fallar, dizendo: Fazei por vós algum milagre; [5] dirás a Aarão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Pharaó; e se tornará em serpente.

10 Então Moysés e Aarão entraram a Pharaó, e fizeram assim como o Senhor ordenara: e lançou Aarão a sua vara diante de Pharaó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente.

11 E Pharaó tambem chamou os sabios e encantadores: e os magos do Egypto fizeram tambem o mesmo com os seus encantamentos,

12 Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes: mas a vara de Aarão tragou as varas d’elles.

13 Porém o coração de Pharaó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha [6] dito.

O coração de Pharaó mostra-se endurecido.

14 Então disse o Senhor a Moysés: O coração de Pharaó está [EG] aggravado: [7] recusa deixar ir o povo.

15 Vae pela manhã a Pharaó: eis que elle sairá ás aguas: põe-te em frente d’elle na praia do rio, e tomarás em tua mão a vara [8] que se tornou em cobra.

16 E lhe dirás: O Senhor, o Deus dos hebreos, me tem enviado a ti, dizendo: [9] Deixa ir o meu povo, para que me sirva no deserto; porém eis que até agora não tens ouvido.

17 Assim diz o Senhor: N’isto saberás que eu sou o Senhor: [10] Eis que eu com esta vara, que tenho em minha mão, ferirei as aguas que estão no rio, e tornar-se-hão [11] em sangue.

18 E os peixes, que estão no rio, morrerão, e o rio federá; e os egypcios nausear-se-hão, bebendo a agua do rio.

19 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Toma tu a vara, e estende a tua mão sobre as aguas do Egypto, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os seus tanques, e sobre todo o ajuntamento das suas aguas, para que se tornem em sangue: e haja sangue em toda a terra do Egypto, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.

A primeira praga: as aguas tornam-se em sangue.

20 E Moysés e Aarão fizeram assim como o Senhor tinha mandado: e levantou a vara, e feriu as aguas que estavam no rio, diante dos olhos de Pharaó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as aguas do rio se tornaram em sangue.

21 E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio fedeu, que os egypcios não podiam beber a agua do rio: e houve sangue por toda a terra do Egypto.

22 Porém os magos do Egypto tambem fizeram o mesmo com os seus encantamentos; [12] de maneira que o coração de Pharaó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

23 E virou-se Pharaó, e foi para sua casa: [13] nem ainda n’isto poz seu coração.

24 E todos os egypcios cavaram poços junto ao rio, para beberem agua; porquanto não podiam beber das aguas do rio.

25 Assim se cumpriram sete dias, depois que o Senhor ferira o rio.

A praga das rans.

8 Depois disse o Senhor a Moysés: Entra a Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2 E se recusares deixal-o ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.

3 E o rio creará rãs, que subirão e virão á tua casa, e ao teu dormitorio, e sobre a tua cama, e ás casas dos teus servos, e sobre o teu povo, e aos teus fornos, e ás tuas amassadeiras.

4 E as rãs subirão sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre todos os teus servos.

5 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Estende a tua mão com tua vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre os tanques, e faze subir rãs sobre a terra do Egypto.

6 E Aarão estendeu a sua mão sobre as aguas do Egypto, [1] e subiram rãs, e cobriram a terra do Egypto.

7 Então os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos: e fizeram subir rãs sobre a terra do Egypto.

8 E Pharaó chamou a Moysés e a Aarão, e disse: [2] Rogae ao Senhor que tire as rãs de mim e do meu povo; depois deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao Senhor.

9 E Moysés disse a Pharaó: [EH] Tu tenhas a honra sobre mim: Quando orarei por ti, e pelos teus servos, e por teu povo, para tirar as rãs de ti, e das suas casas, que sómente fiquem no rio?

10 E elle disse: Ámanhã. E Moysés disse: Seja conforme á tua palavra, para que saibas que ninguem ha como o Senhor nosso [3] Deus.

11 E as rãs apartar-se-hão de ti, e das tuas casas, e dos teus servos, e do teu povo: sómente ficarão no rio.

12 Então saiu Moysés e Aarão de Pharaó: [4] e Moysés clamou ao Senhor por causa das rãs que tinha posto sobre Pharaó,

13 E o Senhor fez conforme á palavra de Moysés: e as rãs morreram nas casas, nos pateos, e nos campos,

14 E ajuntaram-as em montões, e a terra fedeu.

15 Vendo pois Pharaó que havia descanço, aggravou o seu coração, [5] e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.

A praga dos piolhos.

16 Disse mais o Senhor a Moysés: Dize a Aarão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egypto.

17 E fizeram assim; porque Aarão estendeu a sua mão com a sua vara, e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado: todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egypto.

18 E os magos fizeram tambem assim com os seus encantamentos para produzir piolhos, mas não poderam: e havia piolhos nos homens e no gado.

19 Então disseram os magos a Pharaó: Isto é [6] o dedo de Deus. Porém o coração de Pharaó se endureceu, e não os ouvia, como o Senhor tinha dito.

A praga das moscas.

20 Disse mais o Senhor a Moysés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Pharaó; eis que elle sairá ás aguas, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

21 Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, e á tuas casas; e as casas dos egypcios se encherão d’estes enxames, e tambem a terra em que elles estiverem.

22 E n’aquelle dia eu separarei a terra de Goshen, [7] em que meu povo habita, que n’ella não haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no meio d’esta terra.

23 E porei [EI] separação entre o meu povo e o teu povo: ámanhã será este signal.

24 E o Senhor fez assim; e vieram grandes enxames de moscas á casa de Pharaó, e ás casas dos seus servos, e sobre toda a terra do Egypto: a terra foi corrompida d’estes enxames.

25 Então chamou Pharaó a Moysés e a Aarão, e disse: Ide, e sacrificae ao vosso Deus n’esta terra.

26 E Moysés disse: Não convem que façamos assim, porque sacrificariamos ao Senhor nosso Deus a abominação dos egypcios: [8] eis que se sacrificassemos a abominação dos egypcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam elles?

27 Deixa-nos ir caminho de tres dias ao deserto, [9] para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus, como elle nos dirá.

28 Então disse Pharaó: Deixar-vos-hei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor vosso Deus no deserto; sómente que, indo, não vades longe; orae tambem por [10] mim.

29 E Moysés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao Senhor, que estes enxames de moscas se retirem ámanhã de Pharaó, dos seus servos, e do seu povo: sómente que Pharaó não mais me engane, [11] não deixando ir a este povo para sacrificar ao Senhor.

30 Então saiu Moysés de Pharaó, e orou ao Senhor,

31 E fez o Senhor conforme á palavra de Moysés, e os enxames de moscas se retiraram de Pharaó, dos seus servos, e do seu povo: não ficou uma só.

32 Mas aggravou Pharaó ainda esta vez seu coração, [12] e não deixou ir o povo.

A praga da peste nos animaes.

9 Depois o Senhor disse a Moysés: Entra a Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreos: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.

2 Porque se recusares de os deixar ir, e ainda por força os detiveres,

3 Eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo, sobre os cavallos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois, e sobre as ovelhas, com pestilencia gravissima.

4 E o Senhor fará separação entre o gado dos israelitas, e o gado dos egypcios, que nada morra de tudo o que fôr dos filhos d’Israel.

5 E o Senhor assignalou certo tempo, dizendo: Ámanhã fará o Senhor esta coisa na terra.

6 E o Senhor fez esta coisa no dia seguinte, [1] e todo o gado dos egypcios morreu: porém do gado dos filhos d’Israel não morreu nenhum.

7 E Pharaó enviou a ver, e eis que do gado d’Israel não morrera nenhum: porém o coração de Pharaó se aggravou, e não deixou ir o povo.

8 Então disse o Senhor a Moysés e a Aarão: Tomae vossos punhos cheios da cinza do forno, e Moysés a espalhe para o céu diante dos olhos de Pharaó;

9 E tornar-se-ha em pó miudo sobre toda a terra do [2] Egypto, e se tornará em sarna, que arrebente em ulceras nos homens e no gado, por toda a terra do Egypto.

10 E elles tomaram a cinza do forno, e pozeram-se diante de Pharaó, e Moysés a espalhou para o céu: e tornou-se em sarna, que arrebentava em ulceras nos homens e no gado;

11 De maneira que os magos não podiam parar diante de Moysés, por causa da sarna; porque havia sarna em os magos, e em todos os egypcios.

12 Porém o Senhor endureceu o coração de Pharaó, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito a [3] Moysés.

As ameaças de Deus.

13 Então disse o Senhor a Moysés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Pharaó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreos: Deixa ir o meu povo, para que me sirva;

14 Porque esta vez [4] enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não ha outro como Eu em toda a terra.

15 Porque agora tenho estendido minha mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilencia, e para que sejas destruido da terra;

16 Mas devéras para isto te levantei, para mostrar minha potencia em ti, [5] e para que o meu nome seja annunciado em toda a terra.

17 Tu ainda te levantas contra o meu povo, para não os deixar ir?

18 Eis que ámanhã por este tempo farei chover saraiva mui grave, qual nunca houve no Egypto, desde o dia em que foi fundado até agora.

19 Agora pois envia, recolhe o teu gado, e tudo o que tens no campo; todo o homem e animal, que fôr achado no campo, e não fôr recolhido á casa, a saraiva cairá sobre elles, e morrerão.

20 Quem dos servos de Pharaó temia a palavra do Senhor, fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;

21 Mas aquelle que não tinha applicado a palavra do Senhor ao seu coração, deixou os seus servos e o seu gado no campo.

A praga da saraiva.

22 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egypto, sobre os homens e sobre o gado, e sobre toda a herva do campo na terra de Egypto.

23 E Moysés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor deu trovões e saraiva, [6] e fogo corria pela terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do Egypto.

24 E havia saraiva, e fogo misturado entre a saraiva, mui grave, qual nunca houve em toda a terra do Egypto, desde que veiu a ser uma nação.

25 E a saraiva feriu, em toda a terra do Egypto, tudo quanto havia no campo, desde os homens até aos animaes: tambem a saraiva feriu toda a herva do campo, e quebrou todas as arvores do campo.

26 Sómente na terra de Goshen, [7] onde estavam, os filhos de Israel, não havia saraiva.

27 Então Pharaó enviou para chamar a Moysés e a Aarão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo [8] impios.

28 Orae ao Senhor (pois que basta) para que não haja mais trovões de Deus nem saraiva; e eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui.

29 Então lhe disse Moysés: Em saindo da cidade estenderei minhas mãos ao Senhor: os trovões cessarão, e não haverá mais saraiva; [9] para que saibas que a terra é do Senhor.

30 Todavia, quanto a ti e aos teus servos, eu sei [10] que ainda não temereis diante do Senhor Deus.

31 E o linho e a cevada foram feridos, porque a cevada já estava na espiga, e o linho na cana,

32 Mas o trigo e o centeio não foram feridos, porque estavam cobertos.

33 Saiu pois Moysés de Pharaó, da cidade, e estendeu as suas mãos ao Senhor: e cessaram os trovões e a saraiva, e a chuva não caiu mais sobre a terra.

34 Vendo Pharaó que cessou a chuva, e a saraiva, e os trovões, continuou em peccar: [11] e aggravou o seu coração, elle e os seus servos.

35 Assim o coração de Pharaó se endureceu, e não deixou ir os filhos de Israel, como o Senhor tinha dito por Moysés.

Deus ameaça Pharaó com a praga dos gafanhotos.

10 Depois disse o Senhor a Moysés: Entra a Pharaó, porque tenho aggravado o seu coração, [1] e o coração de seus servos, para fazer estes meus signaes no meio d’elle,

2 E para que contes aos ouvidos de teus filhos, [2] e dos filhos de teus filhos, as coisas que obrei no Egypto, e os meus signaes, que tenho feito entre elles: para que saibaes que eu sou o Senhor.

3 Assim foram Moysés e Aarão a Pharaó, e disseram-lhe: Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreos: [3] Até quando recusas humilhar-te diante de mim? deixa ir o meu povo, para que me sirva;

4 Porque se ainda recusares deixar ir o meu povo, [4] eis que trarei ámanhã gafanhotos aos teus termos,

5 E cobrirão a face da terra, que a terra não se poderá ver; e elles comerão o resto do que escapou, o que vos ficou da saraiva: [5] tambem comerão toda a arvore que vos cresce no campo;

6 E encherão as tuas casas, e as casas de todos os teus servos, e as casas de todos os egypcios, quaes nunca viram teus paes, nem os paes de teus paes, desde o dia, era que elles foram sobre a terra até ao dia de hoje. E virou-se, e saiu da presença de Pharaó.

7 E os servos de Pharaó disseram-lhe: Até quando este nos ha de ser por laço? [6] deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor seu Deus: ainda não sabes que o Egypto está destruido?

8 Então Moysés e Aarão foram levados outra vez a Pharaó, e elle disse-lhes: Ide, servi ao Senhor vosso Deus. Quaes são os que hão de ir?

9 E Moysés disse: Havemos de ir com os nossos meninos, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque festa do Senhor temos.

10 Então elle lhes disse: Seja o Senhor assim comvosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos: olhae que ha mal diante da vossa face.

11 Não será assim: andae agora vós, varões, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os empuxaram da face de Pharaó.

A praga dos gafanhotos.

12 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão sobre a terra do Egypto pelos gafanhotos, para que venham sobre a terra do Egypto, e comam toda a herva da terra, tudo o que deixou a saraiva.

13 Então estendeu Moysés sua vara sobre a terra do Egypto, e o Senhor trouxe sobre a terra um vento oriental todo aquelle dia e toda aquella noite: e aconteceu que pela manhã o vento oriental trouxe os gafanhotos.

14 E vieram [7] os gafanhotos sobre toda a terra do Egypto, e assentaram-se sobre todos os termos do Egypto; mui graves foram; antes d’estes nunca houve taes gafanhotos, nem depois d’elles virão outros taes.

15 Porque cobriram a face de toda a terra, de modo que a terra se escureceu; e comeram toda a herva da terra, e todo o fructo das arvores, que deixara a saraiva; e não ficou alguma verdura nas arvores, nem na herva do campo, em toda a terra do Egypto.

16 Então Pharaó se apressou a chamar a Moysés e a Aarão, e disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, [8] e contra vós.

17 Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu peccado sómente d’esta vez, e que oreis ao Senhor vosso Deus que tire de mim sómente esta [9] morte.

18 E saiu da presença de Pharaó, e orou ao Senhor.

19 Então o Senhor trouxe um vento occidental fortissimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; nem ainda um gafanhoto ficou em todos os termos do Egypto.

20 O Senhor, porém, endureceu o coração de Pharaó, [10] e não deixou ir os filhos de Israel.

A praga das trevas.

21 Então disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão para o céu, e virão trevas sobre a terra do Egypto, trevas que se apalpem.

22 E Moysés estendeu a sua mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egypto por tres dias.

23 Não viu um ao outro, e ninguem se levantou do seu logar por tres dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas [11] habitações.

24 Então Pharaó chamou a Moysés, e disse: Ide, servi ao Senhor: sómente fiquem vossas ovelhas e vossas vaccas: vão tambem comvosco as vossas creanças.

25 Moysés, porém, disse: Tu tambem darás em nossas mãos sacrificios e holocaustos, que offereçamos ao Senhor nosso Deus.

26 E tambem o nosso gado ha de ir comnosco, nem uma unha ficará; porque d’aquelle havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso Deus: porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá.

27 O Senhor, porém, endureceu [12] o coração de Pharaó, e não os quiz deixar ir.

28 E disse-lhe Pharaó: Vae-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto: porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.

29 E disse Moysés: Bem disseste; [13] eu nunca mais verei o teu rosto.

Deus annuncia a Moysés a morte de todos os primogenitos.

11 E o senhor dissera a Moysés: Ainda uma praga trarei sobre Pharaó e sobre o Egypto: depois vos deixarei ir d’aqui: e, quando vos deixar ir totalmente, a toda a pressa [1] vos lançará d’aqui.

2 Falla agora aos ouvidos do povo, que cada varão peça ao seu visinho, e cada mulher á sua visinha, [EJ] vasos de prata e vasos de oiro.

3 E o Senhor deu graça ao povo aos olhos dos egypcios; [2] tambem o varão Moysés era mui grande na terra do Egypto, aos olhos dos servos de Pharaó, e aos olhos do povo.

4 Disse mais Moysés: Assim o Senhor tem dito: [3] Á meia noite eu sairei pelo meio do Egypto;

5 E todo o primogenito na terra do Egypto morrerá, [4] desde o primogenito de Pharaó, que houvera de assentar-se sobre o seu throno, até ao primogenito da serva que está detraz da mó, e todo o primogenito dos animaes.

6 E haverá grande clamor [5] em toda a terra do Egypto, qual nunca houve similhante e nunca haverá;

7 Mas entre todos os filhos de Israel nem ainda um cão moverá a sua lingua, desde os homens até aos animaes, [6] para que saibaes que o Senhor fez differença entre os egypcios e os israelitas.

8 Então todos estes teus servos [7] descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sae tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei. E saiu de Pharaó em ardor de ira.

9 O Senhor dissera a Moysés: Pharaó vos não ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do [8] Egypto.

10 E Moysés e Aarão fizeram todas estas maravilhas diante de Pharaó; mas o Senhor endureceu o coração de Pharaó, [9] que não deixou ir os filhos de Israel da sua terra.

A instituição da primeira paschoa.

12 E fallou o Senhor a Moysés e a Aarão na terra do Egypto, dizendo:

2 Este mesmo mez [1] vos será o principio dos mezes: este vos será o primeiro dos mezes do anno.

3 Fallae a toda a congregação d’Israel, dizendo: Aos dez d’este mez tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos paes, um cordeiro para cada casa.

4 Mas se a casa fôr pequena para um cordeiro, então elle tome a seu visinho perto de sua casa, conforme ao numero das almas: cada um conforme ao seu comer, fareis a conta conforme ao cordeiro.

5 O cordeiro, ou cabrito, será sem macula, um macho [2] de um anno, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras,

6 E o guardareis até ao decimo quarto dia d’este mez [3], e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará á [EK] tarde.

7 E tomarão do sangue, e pol-o-hão em ambas as umbreiras, e na lumieira da porta, nas casas em que o comerão.

8 E n’aquella noite comerão a carne assada no fogo, [4] com pães asmos; com hervas amargosas a comerão.

9 Não comereis d’elle crú, nem cozido em agua, senão assado ao fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura.

10 E nada d’elle deixareis até ámanhã: [5] mas o que d’elle ficar até ámanhã, queimareis no fogo.

11 Assim pois o comereis: os vossos lombos cingidos, [6] os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão: e o comereis apressadamente: esta é a paschoa do Senhor.

12 E eu passarei pela terra do Egypto esta noite, e ferirei todo o primogenito na terra do Egypto, desde os homens até aos animaes; [7] e em todos os deuses do Egypto farei juizos, Eu sou o Senhor.

13 E aquelle sangue vos será por signal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egypto.

14 E este dia vos será por memoria, [8] e celebral-o-heis por festa ao Senhor: nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpetuo.

15 Sete dias comereis [9] pães asmos; ao primeiro dia tirareis o fermento das vossas casas; porque qualquer que comer pão levedado, desde o primeiro até ao setimo dia, aquella alma será cortada d’Israel.

16 E ao primeiro dia haverá sancta convocação; tambem ao setimo dia tereis sancta convocação: [10] nenhuma obra se fará n’elles, senão o que cada alma houver de comer; isso sómente apromptareis para vós.

17 Guardae pois a festa dos pães asmos, porque n’aquelle mesmo dia tirei vossos exercitos da terra do Egypto: pelo que guardareis a este dia nas vossas gerações por estatuto perpetuo.

18 No primeiro mez, aos quatorze dias do mez, á tarde, comereis pães asmos até vinte e um do mez á tarde.

19 Por sete dias não se ache nenhum fermento nas vossas casas: [11] porque qualquer que comer pão levedado, aquella alma será cortada da congregação de Israel, assim o estrangeiro como o natural da terra.

20 Nenhuma coisa levedada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães asmos.

21 Chamou pois Moysés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomae vós cordeiros para vossas familias, e sacrificae a [12] paschoa.

22 Então tomae um mólho de hyssopo, e molhae-o no sangue que estiver na bacia, e mettei na lumieira da porta, e em ambas as umbreiras, do sangue que estiver na bacia, [13] porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até á manhã.

23 Porque o Senhor passará para ferir aos egypcios, porém quando vir o sangue na lumieira da porta, e em ambas as umbreiras, o Senhor passará aquella [14] porta, e não deixará ao destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir.

24 Portanto guardae isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre.

25 E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto.

26 E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este [15] vosso?

27 Então direis: Este é o sacrificio da paschoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos d’Israel no Egypto, quando feriu aos egypcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e [16] adorou.

28 E foram os filhos d’Israel, e fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moysés e a Aarão, assim fizeram.

A morte dos primogenitos.

29 E aconteceu, á meia noite, que o Senhor feriu a todos os primogenitos na terra do Egypto, [17] desde o primogenito de Pharaó, que se sentava em seu throno, até ao primogenito do captivo que estava no carcere, e todos os primogenitos dos animaes.

30 E Pharaó levantou-se de noite, elle e todos os seus servos, e todos os egypcios; e havia grande clamor no Egypto, [18] porque não havia casa em que não houvesse um morto.

31 Então chamou a Moysés e a Aarão de noite, e disse: Levantae-vos, sahi do meio do meu povo, tanto vós como os filhos d’Israel: e ide, servi ao Senhor, como tendes dito.

32 Levae tambem comvosco vossas ovelhas e vossas vaccas, como tendes dito; e ide, e abençoae-me tambem a mim.

33 E os egypcios apertavam [19] ao povo, apressando-se para lançal-os da terra; porque diziam: Todos somos mortos.

34 E o povo tomou a sua massa, antes que levedasse, as suas amassadeiras atadas em seus vestidos, sobre seus hombros.

35 Fizeram pois os filhos de Israel conforme á palavra de Moysés, e pediram aos egypcios [EL] vasos de prata, e vasos de oiro, e [20] vestidos.

36 E o Senhor deu graça ao povo em os olhos dos egypcios, e [EM] emprestavam-lhes; e elles despojavam [21] aos egypcios.

A saida dos israelitas do Egypto.

37 Assim partiram os filhos de Israel de Rameses [22] para Succoth, coisa de seiscentos mil de pé, sómente de varões, sem contar os meninos.

38 E subiu tambem com elles muita mistura [23] de gente, e ovelhas, e vaccas, uma grande multidão de gado.

39 E cozeram bolos asmos da massa que levaram do Egypto, porque não se tinha levedado, porquanto foram lançados do Egypto; e não se poderam deter, nem ainda se prepararam comida.

40 O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egypto [24] foi de quatrocentos e trinta annos.

41 E aconteceu, passados os quatrocentos e trinta annos, n’aquelle mesmo dia succedeu que todos os exercitos do Senhor sairam da terra do Egypto.

42 Esta noite se guardará ao Senhor, porque n’ella os tirou da terra do Egypto: esta é a noite do Senhor, que devem guardar todos os filhos de Israel [25] nas suas gerações.

43 Disse mais o Senhor a Moysés e a Aarão: Esta é a ordenança da paschoa; nenhum filho do estrangeiro comerá [26] d’ella.

44 Porém todo o servo de qualquer, comprado por dinheiro, depois que o houveres circumcidado, [27] então comerá d’ella.

45 O estrangeiro e o assalariado não comerão [28] d’ella.

46 N’uma casa se comerá; não levarás d’aquella carne fóra da casa, nem d’ella quebrareis [29] osso.

47 Toda a congregação de Israel o fará.

48 Porém se algum estrangeiro se hospedar comtigo, e quizer celebrar a paschoa ao Senhor, seja-lhe circumcidado todo o macho, e então chegará a celebral-a, e será como o natural da terra; mas nenhum incircumciso comerá d’ella.

49 Uma mesma lei haja para o natural, e para o estrangeiro que peregrinar entre [30] vós.

50 E todos os filhos de Israel o fizeram: como o Senhor ordenara a Moysés e a Aarão, assim fizeram.

51 E aconteceu n’aquelle mesmo dia [31] que o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egypto, segundo os seus exercitos.

Os primogenitos são sanctificados a Deus.

13 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Sanctifica-me todo o primogenito, [1] o que abrir toda a madre entre os filhos de Israel, de homens e de animaes: porque meu é.

3 E Moysés disse ao povo: Lembrae-vos d’este mesmo dia, [2] em que saistes do Egypto, da casa da servidão; pois com mão forte o Senhor vos tirou d’aqui: portanto não comereis pão levedado.

4 Hoje, no mez de Abib, vós [3] sahis.

5 E acontecerá que, quando o Senhor te houver mettido na terra dos cananeos, e dos hetheos, e dos amorrheos, e dos heveos, e dos jebuzeos, a qual jurou a teus paes que t’a daria, [4] terra que mana leite e mel, guardarás este culto n’este mez.

6 Sete dias comerãs pães asmos; [5] e ao setimo dia haverá festa ao Senhor.

7 Sete dias se comerão pães asmos, e o levedado não se verá comtigo, nem ainda fermento será visto em todos os teus termos.

8 E n’aquelle mesmo dia farás saber a teu filho, dizendo: [6] Isto é pelo que o Senhor me tem feito, quando eu sahi do Egypto.

9 E te será por signal sobre tua mão, [7] e por lembrança entre teus olhos; para que a lei do Senhor esteja em tua bocca: porquanto com mão forte o Senhor te tirou do Egypto.

10 Portanto tu guardarás este estatuto a seu tempo, de anno em anno.

11 Tambem acontecerá que, quando o Senhor te houver mettido na terra dos cananeos, como jurou a ti e a teus paes, quando t’a houver dado,

12 Farás passar ao Senhor tudo o que abrir a madre, e tudo o que abrir a madre do fructo dos animaes que terás: os machos serão do Senhor.

13 Porém tudo o que abrir a madre da jumenta, resgatarás com [EN] cordeiro; e se o não resgatares cortar-lhe-has a cabeça: mas todo o primogenito do homem entre teus filhos resgatarás.

14 Se acontecer que teu filho no tempo futuro te pergunte, [8] dizendo: Que é isto? dir-lhe-has: O Senhor nos tirou com mão forte do Egypto, da casa da servidão.

15 Porque succedeu que, endurecendo-se Pharaó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos os primogenitos na terra do Egypto, do primogenito do homem até ao primogenito dos animaes: por isso eu sacrifico ao Senhor os machos de tudo que abre a madre; porém a todo o primogenito de meus filhos eu resgato.

16 E será por signal sobre tua mão, e por frontaes entre os teus olhos; porque o Senhor nos tirou do Egypto com mão [9] forte.

Deus guia o povo pelo caminho.

17 E aconteceu, que quando Pharaó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos philisteos, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e se tornem ao [10] Egypto.

18 Mas Deus [11] fez rodear o povo pelo caminho no deserto do Mar Vermelho: e subiram os filhos de Israel da terra do Egypto armados.

19 E tomou Moysés os ossos de José comsigo, porquanto havia este estreitamente ajuramentado aos filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará; fazei pois subir d’aqui [12] os meus ossos comvosco.

20 Assim se partiram de Succoth, e acamparam-se em Etham, á entrada [13] do deserto.

21 E o Senhor ia adiante d’elles, [14] de dia n’uma columna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite n’uma columna de fogo, para os allumiar, para que caminhassem de dia e de noite.

22 Nunca tirou de diante da face do povo a columna de nuvem, de dia, nem a columna de fogo, de noite.

Deus annuncia a ruina dos egypcios.

14 Então fallou o Senhor a Moysés, dizendo:

2 Falla aos filhos de Israel que tornem, e que se acampem diante de Pi-hahiroth, [1] entre Migdol e o mar, diante de Baal-zephon: em frente d’elle assentareis o campo junto ao mar.

3 Então Pharaó dirá dos filhos de Israel: Estão embaraçados na terra, o deserto os encerrou.

4 E eu endurecerei [2] o coração de Pharaó, para que os persiga, e serei glorificado em Pharaó em todo o seu exercito, e saberão os egypcios que eu sou o Senhor. E elles fizeram assim.

5 Sendo pois annunciado ao rei do Egypto que o povo fugia, mudou-se o coração de Pharaó e dos seus servos contra o povo, e disseram: Porque fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, que nos não sirva?

6 E apromptou o seu carro, e tomou comsigo o seu povo;

7 E tomou seiscentos carros escolhidos, [3] e todos os carros do Egypto, e os capitães sobre elles todos.

8 Porque o Senhor endureceu o coração de Pharaó, rei do Egypto, que perseguisse aos filhos de Israel: [4] porém os filhos de Israel sairam com alta mão.

9 E os egypcios perseguiram-n’os, todos os cavallos e carros de Pharaó, e os seus cavalleiros, e o seu exercito, e alcançaram-n’os acampados junto ao mar, perto de Pi-hahiroth, diante de Baal-zephon.

10 E, chegando Pharaó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egypcios vinham atraz d’elles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram [5] ao Senhor.

11 E disseram a Moysés: Não havia sepulchros no Egypto, que nos tiraste de lá, para que morramos n’este deserto? porque nos fizeste isto, que nos tens tirado do Egypto?

12 Não é esta a palavra que te temos fallado no Egypto, [6] dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egypcios? pois que melhor nos fôra servir aos egypcios, do que morrermos no deserto.

13 Moysés, porém, disse ao povo: Não temaes; [7] estae quietos, e vêde o livramento do Senhor, que hoje vos fará: porque aos egypcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre:

14 O Senhor pelejará [8] por vós, e vos calareis.

A passagem pelo meio do mar.

15 Então disse o Senhor a Moysés: Porque clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.

16 E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em secco.

17 E eu, eis que endurecerei o coração dos egypcios, para que entrem n’elle atraz d’elles; e eu serei glorificado em Pharaó, e em todo o seu exercito, nos seus carros e nos seus cavalleiros,

18 E os egypcios saberão que eu sou o Senhor, quando fôr glorificado em Pharaó, nos seus carros e nos seus cavalleiros.

19 E o anjo de Deus, [9] que ia diante do exercito d’Israel, se retirou, e ia detraz d’elles: tambem a columna de nuvem se retirou de diante d’elles, e se poz atraz d’elles,

20 E ia entre o campo dos egypcios e o campo d’Israel: e a nuvem era escuridade para aquelles, e para estes esclarecia a noite: de maneira que em toda a noite não chegou um ao outro.

21 Então Moysés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquella noite; e o mar tornou-se em secco, e as aguas [10] foram partidas.

22 E os filhos d’Israel entraram pelo meio do mar em secco: [11] e as aguas foram-lhes como muro á sua direita e á sua esquerda.

23 E os egypcios seguiram-n’os, e entraram atraz d’elles todos os cavallos de Pharaó, os seus carros e os seus cavalleiros, até ao meio do mar.

24 E aconteceu que, na vigilia d’aquella manhã, o Senhor, na columna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egypcios: e alvorotou o campo dos egypcios,

25 E tirou-lhes as rodas dos seus carros, e fel-os andar difficultosamente. Então disseram os egypcios: Fujamos da face d’Israel, porque o Senhor por elles peleja contra os egypcios.

26 E disse o Senhor a Moysés: Estende a tua mão sobre o mar, para que as aguas tornem sobre os egypcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavalleiros.

Os egypcios perecem no mar.

27 Então Moysés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar tornou-se em sua força ao amanhecer, e os egypcios fugiram ao seu encontro: e o Senhor derribou os egypcios no meio do mar,

28 Porque as aguas, tornando, cobriram os carros e os cavalleiros de todo o exercito de Pharaó, que os haviam seguido no mar: nem ainda um d’elles ficou.

29 Mas os filhos d’Israel foram pelo meio do mar secco: e as aguas foram-lhes como muro á sua mão direita e á sua esquerda.

30 Assim o Senhor salvou Israel n’aquelle dia da mão dos egypcios: e Israel viu os egypcios mortos na praia do mar.

31 E viu Israel a grande mão que o Senhor mostrara aos egypcios; e temeu o povo ao Senhor, e [12] creram no Senhor e em Moysés, seu servo.

O cantico de Moysés.

15 Então cantou Moysés e os filhos d’Israel este cantico ao Senhor, e fallaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque summamente se exaltou: lançou no mar o cavallo e o seu cavalleiro.

2 O Senhor é a minha força, e o meu cantico; [1] elle me foi por salvação; este é o meu Deus, [EO] portanto lhe farei uma habitação; elle é o Deus de meu pae, por isso o exaltarei.

3 O Senhor é varão de guerra: [2] o Senhor é o seu nome.

4 Lançou no mar os carros de Pharaó e o seu exercito; e os seus escolhidos principes afogaram-se no Mar Vermelho.

5 Os abysmos os cobriram: desceram ás profundezas [3] como pedra.

6 A tua dextra, ó Senhor, se tem glorificado em potencia: a tua dextra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo;

7 E com a grandeza da tua excellencia derribaste aos que se levantaram contra ti: enviaste o teu furor, que os consumiu [4] como o rastolho.

8 E com o sopro [5] dos teus narizes amontoaram-se as aguas, as correntes pararam-se como montão: os abysmos coalharam-se no coração do mar.

9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos: fartar-se-ha [EP] a minha alma d’elles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá,

10 Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu: afundaram-se como chumbo em vehementes aguas.

11 Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? quem é como tu [EQ] glorificado em sanctidade, terrivel em louvores, obrando maravilhas?

12 Estendeste a tua mão direita: a terra os tragou.

13 Tu, com a tua beneficencia, [6] guiaste a este povo, que salvaste: com a tua força o levaste á habitação da tua sanctidade.

14 Os povos o ouvirão, [7] elles estremecerão: apoderar-se-ha uma dôr dos habitantes da Palestina.

15 Então os principes de Edom se pasmarão, dos poderosos dos moabitas apoderar-se-ha um tremor, derreter-se-hão [8] todos os habitantes de Canaan.

16 Espanto e pavor [9] cairá sobre elles: pela grandeza do teu braço emmudecerão como pedra; até que o teu povo haja passado, ó Senhor, até que passe este povo [10] que adquiriste.

17 Tu os introduzirás, [11] e os plantarás no monte da tua herança, no logar que tu, ó Senhor, apparelhaste para a tua habitação, o sanctuario, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

18 O Senhor reinará [12] eterna e perpetuamente;

19 Porque os cavallos de Pharaó, com os seus carros e com os seus cavalleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as aguas do mar sobre elles; mas os filhos d’Israel passaram em secco pelo meio do mar.

A dança de Miriam e das mulheres.

20 Então Miriam, a prophetiza, a irmã d’Aarão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres sairam atraz d’ella com tamboris e com danças.

21 E Miriam lhes respondia: Cantae ao Senhor, porque summamente se exaltou, e lançou no mar o cavallo com o seu cavalleiro.

22 Depois fez Moysés partir os israelitas do Mar Vermelho, [13] e sairam ao deserto de Sur: e andaram tres dias no deserto, e não acharam aguas.

As aguas amargas tornam-se doces.

23 Então chegaram a [ER] Marah; [14] mas não poderam beber as aguas de Marah, porque eram amargas: por isso chamou-se o seu nome Marah.

24 E o povo murmurou contra Moysés, dizendo: Que havemos de beber?

25 E elle clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um lenho que lançou nas aguas, e as aguas se tornaram doces: [15] ali lhes deu estatutos e uma ordenação, e ali os provou.

26 E disse: Se ouvires attento a voz do Senhor teu Deus, e obrares o que é recto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, [16] e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que puz sobre o Egypto; porque eu sou o Senhor [17] que te sara.

27 Então vieram [18] a Elim, e havia ali doze fontes d’agua e setenta palmeiras: e ali se acamparam junto das aguas.

Deus manda o manná.

16 E partidos de Elim, [1] toda a congregação dos filhos d’Israel veiu ao deserto de Sin, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mez segundo, depois que sairam da terra do Egypto.

2 E toda a congregação dos filhos d’Israel [2] murmurou contra Moysés e contra Aarão no deserto.

3 E os filhos d’Israel disseram-lhes: Quem déra que nós morressemos por mão do Senhor na terra do Egypto, quando estavamos sentados ás panellas da carne, quando comiamos pão até fartar! [3] porque nos tendes tirado a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.

4 Então disse o Senhor a Moysés: Eis que vos choverei pão dos céus, [4] e o povo sairá, e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.

5 E acontecerá, ao sexto dia, que apparelhem o que colheram: e será dobrado [5] do que colhem cada dia.

6 Então disse Moysés, e Aarão a todos os filhos d’Israel: A tarde sabereis que o Senhor vos tirou da terra do Egypto,

7 E ámanhã vereis a gloria do Senhor, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o Senhor: porque quem somos nós, que murmureis contra nós?

8 Disse mais Moysés: Isso será quando o Senhor á tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar, porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que murmuraes contra elle: porque, quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, mas sim [6] contra o Senhor.

9 Depois disse Moysés a Aarão: Dize a toda a congregação dos filhos d’Israel: Chegae-vos para diante do Senhor, porque ouviu as vossas murmurações.

10 E aconteceu que, quando fallou Aarão a toda a congregação dos filhos d’Israel, e elles se viraram para o deserto, eis que a gloria do Senhor [7] appareceu na nuvem.

Deus manda carne.

11 E o Senhor fallou a Moysés, dizendo:

12 Tenho [8] ouvido as murmurações dos filhos de Israel; falla-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão: e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.

13 E aconteceu que á tarde subiram codornizes, [9] e cobriram o arraial: e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial,

14 E, alçando-se o orvalho caido, eis que sobre a face do deserto estava uma coisa miuda, redonda, miuda como a geada sobre a terra.

15 E, vendo-a os filhos d’Israel, disseram uns aos outros: [ES] Que é isto; porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moysés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer.

16 Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Colhei d’elle cada um conforme ao que pode comer, um gomer por cada cabeça, segundo o numero das vossas almas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda.

17 E os filhos d’Israel fizeram assim; e colheram, uns mais e outros menos.

18 Porém, medindo-o com o gomer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava [10] ao que colhera pouco; cada um colheu tanto quanto podia comer.

19 E disse-lhes Moysés: Ninguem d’elle deixe para [11] ámanhã.

20 Elles, porém, não deram ouvidos a Moysés, antes alguns d’elles deixaram d’elle para a manhã; e aquelle criou bichos, e fedeu; por isso indignou-se Moysés contra elles.

21 Elles pois o colhiam cada manhã, cada um conforme ao que podia comer; porque, aquentando o sol, derretia-se.

22 E aconteceu que ao sexto dia colheram pão em dobro, dois gomeres para cada um: e todos os principes da congregação vieram, e contaram-n’o a Moysés.

23 E elle disse-lhes: Isto é o que o Senhor tem [12] dito: Amanhã é repouso, do sancto sabbado do Senhor: o que quizerdes cozer no forno, cozei-o, e o que quizerdes cozer em agua, cozei-o em agua; e tudo o que sobejar, para vós ponde em guarda até ámanhã.

24 E guardaram-n’o até ámanhã, como Moysés tinha ordenado: e não fedeu, nem n’elle houve algum [13] bicho.

25 Então disse Moysés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sabbado do Senhor: hoje não o achareis no campo.

26 Seis dias o colhereis, mas o setimo dia é o sabbado; n’aquelle não haverá.

27 E aconteceu ao setimo dia, que alguns do povo sairam para colher, mas não o acharam.

28 Então disse o Senhor a Moysés: Até quando recusareis de guardar os meus mandamentos [14] e as minhas leis?

29 Vêde, porquanto o Senhor vos deu o sabbado, portanto elle no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu logar, que ninguem saia do seu logar no setimo dia.

30 Assim repousou o povo no setimo dia.

31 E chamou a casa de Israel o seu nome manná; [15] e era como semente de coentro branco, e o seu sabor como bolos de mel.

32 E disse Moysés: Esta é a palavra que o Senhor tem mandado: Encherás um gomer d’elle em guarda para as vossas gerações, para que vejam o pão que vos tenho dado a comer n’este deserto, quando eu vos tirei da terra do Egypto.

33 Disse tambem Moysés a Aarão: Toma um vaso, [16] e mette n’elle um gomer cheio de manná, e pôe-o diante do Senhor, em guarda para as vossas gerações.

34 Como o Senhor tinha ordenado a Moysés, assim Aarão o poz diante do testemunho em [17] guarda.

35 E comeram os filhos d’Israel manná quarenta annos, [18] até que entraram em terra habitada: comeram manná até que chegaram aos termos da terra de [19] Canaan.

36 E um [20] gomer é a decima parte do epha.

A jornada pelo deserto de Sin e a falta de agua.

17 Depois toda a congregação dos filhos d’Israel partiu do deserto de Sin [1] pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acamparam em Rephidim; e não havia ali agua para o povo beber.

2 Então contendeu o povo com Moysés, [2] e disseram: Dae-nos agua para beber. E Moysés lhes disse: Porque contendeis commigo? porque tentaes ao [3] Senhor?

3 Tendo pois ali o povo sêde d’agua, o povo murmurou contra Moysés, e disse: Porque nos fizeste subir do Egypto, para nos matares de sêde, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?

4 E clamou Moysés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? d’aqui a pouco me [4] apedrejarão.

5 Então disse o Senhor a Moysés: Passa diante do povo, e toma comtigo alguns dos anciãos de Israel: e toma na tua mão a tua vara, [5] com que feriste o rio: vae.

6 Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horeb, e tu ferirás a rocha, e d’ella sairão aguas [6] e o povo beberá. E Moysés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.

7 E chamou o nome d’aquelle logar [ET] Massah e [EU] Meribah, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porquanto tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não?

Amalek peleja contra os israelitas.

8 Então veiu Amalek, [7] e pelejou contra Israel em Rephidim.

9 Pelo que disse Moysés a Josué: Escolhe-nos homens, e sae, peleja contra Amalek: ámanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, [8] e a vara de Deus estará na minha mão.

10 E fez Josué como Moysés lhe dissera, pelejando contra Amalek: mas Moysés, Aarão, e Hur subiram ao cume do outeiro.

11 E acontecia que, quando Moysés levantava a sua mão, Israel prevalecia: mas quando elle abaixava a sua mão, Amalek prevalecia.

12 Porém as mãos de Moysés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a pozeram debaixo d’elle, para assentar-se sobre ella: [9] e Aarão e Hur sustentaram as suas mãos, um d’uma banda, e o outra da outra: assim ficaram as suas mãos firmes até que o sol se poz.

13 E assim Josué desfez a Amalek, e a seu povo, ao fio da espada.

14 Então disse o Senhor a Moysés; Escreve isto para memoria n’um livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memoria d’Amalek de debaixo [10] dos céus.

15 E Moysés edificou um altar, e chamou o seu nome, o Senhor é minha [EV] bandeira.

16 E disse: Porquanto jurou o Senhor, haverá guerra do Senhor contra Amalek de geração em geração.

O sogro de Moysés traz-lhe sua mulher e seus filhos.

18 Ora Jethro, sacerdote de Midian, [1] sogro de Moysés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moysés e a Israel seu povo: como o Senhor tinha tirado a Israel do Egypto.

2 E Jethro, sogro de Moysés, tomou a Zippora, a mulher de Moysés, depois que elle lh’a [2] enviara,

3 Com seus dois filhos, dos quaes [3] um se chamava Gerson; porque disse: Eu fui peregrino em terra estranha;

4 E o outro se chamava Eliezer; porque disse: O Deus de meu pae foi por minha ajuda, e me livrou da espada de Pharaó.

5 Vindo pois Jethro, o sogro de Moysés, com seus filhos e com sua mulher, a Moysés no deserto, [4] ao monte de Deus, onde se tinha acampado,

6 Disse a Moysés: Eu, teu sogro Jethro, venho a ti, com tua mulher, e seus dois filhos com ella.

7 Então saiu Moysés ao [5] encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.

8 E Moysés contou a seu sogro todas as coisas que o Senhor tinha feito a Pharaó e aos egypcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no caminho, e como o [6] Senhor os livrara.

9 E alegrou-se Jethro de todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egypcios.

10 E Jethro disse: Bemdito [7] seja o Senhor, que vos livrou das mãos dos egypcios e da mão de Pharaó; que livrou a este povo de debaixo da mão dos egypcios.

11 Agora sei que o Senhor [8] é maior que todos os deuses: porque na coisa, em que se ensoberbeceram, os sobrepujou.

12 Então tomou Jethro, o sogro de Moysés, holocausto e sacrificios para Deus: e veiu Aarão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moysés [9] diante de Deus.

13 E aconteceu que, ao outro dia, Moysés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moysés desde a manhã até á tarde.

14 Vendo pois o sogro de Moysés tudo o que elle fazia ao povo, disse: Que é isto, que tu fazes as povo? porque te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até á tarde?

15 Então disse Moysés a seu sogro: É porque este [10] povo vem a mim, para consultar a Deus:

16 Quando tem algum negocio [11] vem a mim, para que eu julgue entre um e outro, e lhes declare os estatutos de Deus, e as suas leis.

17 O sogro de Moysés porém lhe disse: Não é bom o que fazes.

18 Totalmente desfallecerás, assim tu, como este povo que está comtigo: porque este negocio é mui difficil para ti; [12] tu só não o podes fazer.

19 Ouve agora minha voz, eu te aconselharei, [13] e Deus será comtigo: Sê tu pelo povo diante de Deus, e leva tu as coisas a Deus;

20 E declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber o caminho [14] em que devem andar, e a obra que devem fazer.

21 E tu d’entre todo o povo procura homens capazes, tementes [15] a Deus, homens de verdade, que aborrecem a avareza; e põe-n’os sobre elles por maioraes de mil, maioraes de cento, maioraes de cincoenta, e maioraes de dez;

22 Para que julguem este povo em tempo; [16] e seja que todo o negocio pequeno elles o julguem: assim a ti mesmo te alliviarás da carga, [17] e elles a levarão comtigo.

23 Se isto fizeres, e Deus t’o mandar, [18] poderás então subsistir: assim tambem todo este povo em paz virá ao seu logar.

24 E Moysés deu ouvidos á voz de seu sogro, e fez tudo quanto tinha dito;

25 E escolheu Moysés homens capazes, de todo o Israel, [19] e os poz por cabeças sobre o povo: maioraes de mil, maioraes de cento, maioraes de cincoenta, e maioraes de dez.

26 E elles julgaram [20] o povo em todo o tempo; o negocio arduo trouxeram a Moysés, e todo o negocio pequeno julgaram elles.

27 Então despediu Moysés o seu sogro, o qual se foi á sua terra.

Deus falla com Moysés no monte de Sinai.

19 Ao terceiro mez da saida dos filhos de Israel da terra do Egypto, no mesmo dia vieram [1] ao deserto de Sinai,

2 Porque partiram de Rephidim [2] e vieram ao deserto de Sinai, e acamparam-se no deserto: Israel pois ali acampou-se defronte [3] do monte.

3 E subiu Moysés a Deus, [4] e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim fallarás á casa de Jacob, e annunciarás aos filhos de Israel:

4 Vós tendes visto o que fiz aos egypcios, [5] como vos levei sobre azas d’aguias, e vos trouxe a mim;

5 Agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, [6] e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar d’entre todos os povos: porque toda a terra é minha.

6 E vós me sereis um [7] reino sacerdotal e o povo sancto. Estas são as palavras que fallarás aos filhos de Israel.

7 E veiu Moysés, e chamou os anciãos do povo, e expoz diante d’elles todas estas palavras, que o Senhor lhe tinha ordenado.

8 Então todo o povo respondeu [8] a uma voz, e disseram: Tudo o que o Senhor tem fallado, faremos. E relatou Moysés ao Senhor as palavras do povo.

9 E disse o Senhor a Moysés; Eis que eu virei a ti n’uma nuvem espessa, para [9] que o povo ouça, fallando eu comtigo, e para que tambem te creiam eternamente. Porque Moysés tinha annunciado as palavras do seu povo ao Senhor.

10 Disse tambem o Senhor a Moysés: Vae ao povo, e sanctifica-os [10] hoje e ámanhã, e lavem elles os seus vestidos,

11 E estejam promptos para o terceiro dia: porquanto no terceiro dia o Senhor descerá [11] ante dos olhos de todo o povo sobre o monte de Sinai.

12 E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardae-vos que não subaes ao monte, [12] nem toqueis o seu termo; todo aquelle, que tocar o monte, certamente morrerá.

13 Nenhuma mão tocará n’elle: porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando [13] [EW] a buzina longamente, então subirão ao monte.

14 Então Moysés desceu do monte ao povo, e sanctificou o povo; [14] e lavaram os seus vestidos.

15 E disse ao povo: Estae [15] promptos ao terceiro dia; e não chegueis a mulher.

16 E aconteceu ao terceiro dia, ao amanhecer, que houve trovões [16] e relampagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, [17] de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.

17 E Moysés levou [18] o povo fóra do arraial ao encontro de Deus; e puzeram-se ao pé do monte.

18 E todo o monte de Sinai [19] fumegava, porque o Senhor descera sobre elle em fogo: e o seu fumo subiu como fumo d’um forno, e todo o monte tremia grandemente.

19 E o sonido da buzina ia esforçando-se em grande maneira: [20] Moysés fallava, e Deus lhe respondia em voz alta.

20 E, descendo o Senhor sobre o monte de Sinai, sobre o cume do monte, chamou o Senhor a Moysés ao cume do monte; e Moysés subiu.

21 E disse o Senhor a Moysés: Desce, protesta ao povo que não trespassem o termo, para ver o Senhor, [21] e muitos d’elles perecerem.

22 E tambem os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de sanctificar, [22] para que o Senhor não se lance sobre elles.

23 Então disse Moysés ao Senhor: O povo não poderá subir ao monte de Sinai, porque tu nos tens protestado, dizendo: Marca termos [23] ao monte, e sanctifica-o.

24 E disse-lhe o Senhor: Vae, desce: depois subirás tu, e Aarão comtigo: os sacerdotes, porém, e o povo não trespassem o termo para subir ao Senhor, para que não se lance sobre elles.

25 Então Moysés desceu ao povo, e disse-lhes isto.

Os dez mandamentos.

20 Então fallou Deus todas [1] estas palavras, dizendo:

2 Eu sou o Senhor teu Deus, [2] que te tirei da terra do Egypto, da casa da servidão.

3 Não terás [3] outros deuses diante de mim.

4 Não farás para ti imagem [4] d’esculptura, nem alguma similhança do que ha em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas aguas debaixo da terra.

5 Não te encurvarás a ellas [5] nem as servirás: porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus [6] zeloso, que visito a maldade dos paes nos filhos, até á terceira e quarta geração d’aquelles que me aborrecem,

6 E faço misericordia [7] em milhares, aos que me amam, e aos que guardam os meus mandamentos.

7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por innocente o [8] que tomar o seu nome em vão.

8 Lembra-te do dia do sabbado, para o [9] sanctificar.

9 Seis dias trabalharás, [10] e farás toda a tua obra,

10 Mas o setimo [11] dia é o sabbado do Senhor teu Deus: não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem a tua besta, nem o teu estrangeiro, [12] que está dentro das tuas portas.

11 Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que n’elles ha, e ao setimo dia descançou: portanto abençoou o Senhor o dia do sabbado, e o sanctificou,

12 Honra a teu pae [13] e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

13 Não [14] matarás.

14 Não [15] adulterarás.

15 Não [16] furtarás.

16 Não dirás falso testemunho [17] contra o teu proximo.

17 Não cubiçarás a casa do teu proximo, [18] não cubiçarás a mulher do teu proximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu proximo.

18 E todo o povo viu os [19] trovões e os relampagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando: e o povo, vendo isso retirou-se e poz-se de longe.

19 E disseram a Moysés: Falla [20] tu comnosco, e ouviremos: e não falle Deus comnosco, para que não morramos.

20 E disse Moysés ao povo: Não temaes, [21] que Deus veiu para provar-vos, e para que o seu temor esteja diante de vós, para que não pequeis.

21 E o povo estava em pé de longe: Moysés, porém, se chegou [22] á escuridade, onde Deus estava.

22 Então disse o Senhor a Moysés: Assim dirás aos filhos d’Israel: Vós tendes visto que eu fallei [23] comvosco desde os céus.

23 Não fareis outros deuses commigo; deuses de prata [24] ou deuses de oiro não fareis para vós.

24 Um altar de terra me farás, e sobre elle sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas offertas pacificas, as tuas ovelhas, [25] e as tuas vaccas: em todo o logar, onde eu fizer celebrar a memoria do meu nome, virei a ti, e te abençoarei.

25 E se me fizeres um altar de pedras, [26] não o farás de pedras lavradas: se sobre elle levantares o teu buril, profanal-o-has.

26 Não subirás tambem por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja descoberta diante d’elles.

As leis ácerca dos servos e dos homicidios.

21 Estes são os estatutos [1] que lhes proporás.

2 Se comprares um servo [2] hebreo, seis annos servirá; mas ao setimo sairá forro, de graça.

3 Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá: se elle era homem casado, sairá sua mulher com elle.

4 Se seu senhor lhe houver dado uma mulher, e ella lhe houver parido filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e elle sairá só com seu corpo.

5 Mas se aquelle servo expressamente disser: [3] Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair forro:

6 Então seu senhor o levará [4] aos juizes, e o fará chegar á porta, ou ao postigo, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e o servirá para sempre.

7 E se algum vender [5] sua filha por serva, não sairá como saem os servos.

8 Se desagradar aos olhos de seu senhor, e não se desposar com ella, fará que se resgate: não poderá vendel-a a um povo estranho, usando deslealmente com ella.

9 Mas se a desposar com seu filho, fará com ella conforme ao direito das filhas.

10 Se lhe tomar outra, não deminuirá o mantimento d’esta, nem o seu vestido, nem a sua obrigação [6] marital.

11 E se lhe não fizer estas tres coisas, sairá de graça, sem dar dinheiro.

12 Quem ferir alguem, [7] que morra, elle tambem certamente morrerá;

13 Porém o que lhe não [8] armou ciladas, mas Deus o fez encontrar nas suas mãos, ordenar-te-hei um logar, para onde elle fugirá.

14 Mas se alguem se ensoberbecer contra o seu proximo, [9] matando-o com engano, tiral-o-has do meu altar, para que morra.

15 O que ferir a seu pae, ou a sua mãe, certamente morrerá.

16 E quem furtar algum [10] homem, e o vender, ou fôr achado na sua mão, certamente morrerá.

As leis ácerca dos que amaldiçoam os paes ou ferem qualquer pessoa.

17 E quem amaldiçoar [11] a seu pae ou a sua mãe, certamente morrerá.

18 E se alguns homens pelejarem, ferindo-se um ao outro com pedra ou com o punho, e este não morrer, mas cair na cama;

19 Se elle tornar a levantar-se e andar fóra sobre o seu bordão, então aquelle que o feriu será absolvido: [12] sómente lhe pagará o tempo que perdera e o fará curar totalmente.

20 Se alguem ferir a seu servo, ou a sua serva com pau, e morrer debaixo da sua mão, certamente será [EX] castigado;

21 Porém se ficar vivo por um ou dois dias, não será castigado, [13] porque é seu dinheiro.

22 Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher gravida, e forem causa que aborte, porém não houver morte, certamente será multado, [14] conforme ao que lhe impuzer o marido da mulher, e pagará diante dos juizes.

23 Mas se houver morte, então darás vida por vida,

24 Olho por olho, [15] dente por dente, mão por mão, pé por pé,

25 Queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

26 E quando alguem ferir o olho do seu servo, ou o olho da sua serva, e o damnificar, o deixará ir forro pelo seu olho.

27 E se tirar o dente do seu servo, ou o dente da sua serva, o deixará ir forro pelo seu dente.

28 E se algum boi escornear homem ou mulher, e morrer, o boi será apedrejado [16] certamente, e a sua carne se não comerá; mas o dono do boi será absolvido.

29 Mas se o boi d’antes era escorneador, e o seu dono foi conhecedor d’isso, e não o guardou, matando homem ou mulher, o boi será apedrejado, e tambem o seu dono morrerá.

30 Se lhe fôr imposto resgate, então dará [17] por resgate da sua vida tudo quanto lhe fôr imposto,

31 Quer tenha escorneado um filho, quer tenha escorneado uma filha; conforme a este estatuto lhe será feito.

32 Se o boi escornear um servo, ou uma serva, dará [18] trinta siclos de prata ao seu senhor, e o boi será apedrejado.

33 Se alguem abrir uma cova, ou se alguem cavar uma cova, e não a cobrir, e n’ella cair um boi ou jumento,

34 O dono da cova o pagará, ao seu dono o dinheiro restituirá; mas o morto será seu.

35 Se o boi de alguem ferir o boi do seu proximo, e morrer, então se venderá o boi vivo, e o dinheiro d’elle se repartirá egualmente, e tambem o morto se repartirá egualmente.

36 Mas se foi notorio que aquelle boi d’antes era escorneador, e seu dono não o guardou, certamente pagará boi por boi; porém o morto será seu.

As leis ácerca da propriedade.

22 Se alguem furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e [1] pela ovelha quatro ovelhas.

2 Se o ladrão fôr achado na mina, [2] e fôr ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.

3 Se o sol houver saido sobre elle, será culpado do sangue: totalmente o restituirá: e se não tiver com que pagar, será vendido por seu furto.

4 Se o furto fôr achado vivo [3] na sua mão, seja boi, ou jumento, ou ovelha, pagará o dobro.

5 Se alguem fizer pastar n’um campo ou n’uma vinha, e largar a sua besta, para comer no campo de outro, o melhor do seu proprio campo e o melhor da sua propria vinha restituirá.

6 Se arrebentar um fogo, e prender os espinhos, e abrazar a meda de trigo, ou a seara, ou o campo, aquelle que accendeu o fogo totalmente pagará o queimado.

7 Se alguem der prata, os vasos ao seu proximo a guardar, e fôr furtado da casa d’aquelle homem, se o ladrão se achar, [4] pagará o dobro.

8 Se o ladrão não se achar, então o dono da casa será levado diante dos juizes, [5] a ver se não metteu a sua mão na fazenda do seu proximo.

9 Sobre todo o negocio de injustiça, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miudo, sobre vestido, sobre toda a coisa perdida, de que alguem disser que é sua a causa de ambos virá perante os juizes, [6] aquelle a quem condemnarem os juizes o pagará em dobro ao seu proximo.

10 Se alguem der a seu proximo a guardar um jumento, ou boi, ou ovelha, ou alguma besta, e morrer, ou fôr dilacerado, ou afugentado, ninguem o vendo,

11 Então haverá juramento [7] do Senhor entre ambos, que não metteu a sua mão na fazenda do seu proximo: e seu dono o acceitará, e o outro não o restituirá.

12 Mas se lhe fôr furtado, o [8] pagará ao seu dono.

13 Porém se lhe fôr dilacerado, tral-o-ha em testemunho d’isso, e não pagará o dilacerado.

14 E se alguem a seu proximo pedir alguma coisa, e fôr damnificada ou morta, não estando presente o seu dono, certamente a restituirá.

15 Se o seu dono esteve presente, não a restituirá: se foi alugada, será pelo seu aluguer.

As leis ácerca da immoralidade e idolatria.

16 Se alguem enganar [9] alguma virgem, que não fôr desposada, e se deitar com ella, certamente a dotará por sua mulher.

17 Se seu pae inteiramente recusar dar-lh’a, dará dinheiro conforme ao dote das [10] virgens.

18 A feiticeira não [11] deixarás viver.

19 Todo aquelle que se deitar [12] com animal, certamente morrerá.

20 O que sacrificar [13] aos deuses, e não só ao Senhor, será morto.

21 O estrangeiro não [14] affligirás, nem o opprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egypto.

22 A nenhuma viuva nem orphão [15] affligireis.

23 Se de alguma maneira [16] os affligires, e elles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor,

24 E a minha ira [17] se accenderá, e vos matarei á espada; e vossas mulheres ficarão viuvas, e vossos filhos orphãos.

25 Se emprestares [18] dinheiro ao meu povo, ao pobre que está comtigo, não te haverás com elle como um usurario; não lhe imporeis usura.

26 Se tomares em penhor o vestido do teu proximo, [19] lh’o restituirás antes do pôr do sol,

27 Porque aquella é a sua cobertura, e o vestido da sua pelle; em que se deitaria? será pois que, quando clamar a [20] mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.

28 Os juizes não [21] amaldiçoarás, e o principe d’entre o teu povo não maldirás.

29 As tuas primicias, [22] e os teus licores não dilatarás: o primogenito de teus filhos me darás.

30 Assim farás dos teus bois [23] e das tuas ovelhas: sete dias estarão com sua mãe, e ao oitavo dia m’os darás.

31 E ser-me-heis homens [24] sanctos; portanto não comereis carne despedaçada no campo: aos cães a lançareis.

O testemunho falso e a injustiça.

23 Não admittirás falso [1] rumor, e não porás a tua mão com o impio, para seres testemunha falsa.

Notes in this chapter

Note 1 · Gen. 46.8.Note 2 · Gen. 46.27. Deu. 10.22.Note 3 · Gen. 46.3. Deu. 26.5. Psa. 105.24. Act. 7.17.Note 4 · Pro. 21.30. Act. 7.19.Note 5 · tarefas.Note 6 · Gen. 15.13. cap. 3.7. Deu. 26.6. Psa. 81.6. Gen. 47.11.Note 7 · cap. 2.23 e 6.9.Note 8 · Dan. 3.18 e 6.13. Act. 5.29.Note 9 · espertas.Note 10 · Pro. 11.18. Ecc. 8.12. Isa. 3.10. Heb. 6.10.Note 11 · I Sam. 2.35. II Sam. 7.11. I Reis 2.24. Psa. 127.1.Note 12 · cap. 6.20.Note 13 · Act. 7.20. Heb. 11.23.Note 14 · Psa. 106.46.Note 15 · Psa. 27.10.Note 16 · tirando.Note 17 · Act. 7.23, 24. Heb. 11.24, 26.Note 18 · Act. 7.26.Note 19 · ou, principe.Note 20 · Act. 7.29.Note 21 · cap. 18.2.Note 22 · um estranho ali.Note 23 · Num. 20.16. Deu. 26.7. Psa. 12.5. cap. 3.9.Note 24 · Gen. 15.14 e 26.3 e 46.4. Luc. 1.72, 76.Note 25 · cap. 18.5. I Reis 19.8.Note 26 · Deu. 33.16. Isa. 63.9. Act. 7.30.Note 27 · Jos. 5.15.Note 28 · Gen. 28.13. Mat. 22.32.Note 29 · Neh. 9.9. Psa. 142.3.Note 30 · Deu. 1.25.Note 31 · Miq. 6.4.Note 32 · Jer. 1.6.Note 33 · Eu Sou o que Eu Sou.Note 34 · cap. 6.3. João 8.58.Note 35 · Eu Sou.Note 36 · Gen. 50.24.Note 37 · Gen. 15.13, 20.Note 38 · cap. 5.3.Note 39 · cap. 5.2.Note 40 · cap. 7.3 e 11.9. Psa. 105.27. Jer. 32.20. Act. 7.36. cap. 12.31.Note 41 · cap. 11.3.Note 42 · joias.Note 43 · cap. 12.36. Job 27.17. Pro. 13.22.Note 44 · Num. 12.10. II Reis 5.27.Note 45 · cap. 7.20. Psa. 78.44.Note 46 · Psa. 94.9. Jer. 1.6, 9.Note 47 · Mat. 10.19.Note 48 · ver. 27.Note 49 · cap. 7.1 e 18.19.Note 50 · ver. 2.Note 51 · cap. 2.15, 23. Mat. 2.20.Note 52 · cap. 7.3. Num. 20.8, 9.Note 53 · cap. 17.9. Deu. 2.30. Jos. 11.20. Isa. 6.10 e 63.17. João 12.40. Rom. 9.18.Note 54 · Deu. 14.1. Jer. 31.9. Ose. 11.1. Rom. 9.4.Note 55 · cap. 11.5 e 12.29.Note 56 · Gen. 17.14.Note 57 · Jos. 5.2, 3.Note 58 · cap. 3.1.Note 59 · ver. 8.Note 60 · cap. 3.16. ver. 3, 9. cap. 12.27.Note 61 · Job 21.15. cap. 3.18.Note 62 · Ecc. 4.1 e 5.8.Note 63 · Gen. 34.30. I Sam. 27.12. II Sam. 10.6. I Chr. 19.6.Note 64 · Jer. 20.7. Hab. 2.3.Note 65 · cap. 11.1.Note 66 · Jehovah.Note 67 · Gen. 17.1 e 35.11 e 48.3.Note 68 · Gen. 17.7, 8.Note 69 · cap. 2.24. Psa. 105.8.Note 70 · Deu. 26.8. Psa. 81.6. cap. 15.13. Deu. 7.8. I Chr. 17.21. Neh. 1.10.Note 71 · Deu. 4.20 e 7.6.Note 72 · Gen. 15.14 e 26.3 e 35.12.Note 73 · cap. 4.10. ver. 30.Note 74 · Gen. 46.9, &c.Note 75 · I Chr. 4.24.Note 76 · Num. 3.17. I Chr. 6.1.Note 77 · cap. 2.1. Num. 26.59.Note 78 · Num. 16.1.Note 79 · Lev. 10.4.Note 80 · Lev. 10.1, 6.Note 81 · Miq. 6.4.Note 82 · Jer. 1.7, 8, 17 e 26.2. Eze. 2.6, 7.Note 83 · ver. 12.Note 84 · cap. 4.16.Note 85 · cap. 6.29.Note 86 · cap. 4.21 e 11.9.Note 87 · cap. 14.4, 18.Note 88 · João 2.18. cap. 4.2, 17.Note 89 · ver. 4. cap. 4.21.Note 90 · pesado.Note 91 · cap. 8.15 e 10.1, 27.Note 92 · ver. 10.Note 93 · cap. 3.18 e 5.1, 3.Note 94 · ver. 5. I Reis 20.28. II Reis 19.19. Eze. 29.9 e 38.23.Note 95 · Psa. 78.44 e 105.29. Apo. 8.8 e 16.4, 6.Note 96 · II Tim. 3.8. ver. 14.Note 97 · Isa. 26.11. Jer. 5.3 e 36.24. Agg. 1.5.Note 98 · Psa. 78.45 e 105.30.Note 99 · cap. 9.28 e 10.17. Num. 21.7. I Reis 13.6. Act. 8.24.Note 100 · Heb. Gloria-te sobre mim.Note 101 · Psa. 86.8. Jer. 10.6, 7.Note 102 · Deu. 34.10, 12.Note 103 · cap. 7.14. Ecc. 8.11. cap. 7.4.Note 104 · I Sam. 6.3, 9.Note 105 · cap. 9.4, &c. e 10.23 e 11.6, 7 e 12.13.Note 106 · ou, um signal de livramento.Note 107 · Gen. 43.32 e 46.34.Note 108 · cap. 3.18.Note 109 · ver. 8.Note 110 · Psa. 78.34, 37. Jer. 42.20, 21.Note 111 · ver. 15. cap. 4.21. Rom. 2.5.Note 112 · Psa. 78.50.Note 113 · Deu. 28.27. Job 2.7. Apo. 16.2.Note 114 · cap. 4.21.Note 115 · I Sam. 4.8.Note 116 · Pro. 16.4. Rom. 9.17. I Ped. 2.8.Note 117 · Jos. 10.11. Job 38.22, 23. Psa. 18.13 e 78.47 e 105.32. Isa. 30.30. Eze. 38.22. Apo. 8.7.Note 118 · cap. 8.22.Note 119 · II Chr. 12.6.Note 120 · Psa. 24.1. I Chr. 10.26.Note 121 · Isa. 26.10.Note 122 · II Chr. 36.13. Rom. 2.4, 5.Note 123 · cap. 7.13, 14.Note 124 · Deu. 4.9. Psa. 44.1 e 78.5.Note 125 · I Reis 21.29. II Chr. 7.14 e 33.12, 19. Job 42.6. Thi. 4.10.Note 126 · Pro. 30.27.Note 127 · cap. 9.32.Note 128 · Jos. 23.13.Note 129 · Psa. 78.46 e 105.34.Note 130 · cap. 9.27.Note 131 · I Reis 13.6.Note 132 · cap. 4.21.Note 133 · cap. 8.22 e 9.4, 26 e 12.13.Note 134 · ver. 1, 20. cap. 14.4, 8.Note 135 · Heb. 11.27.Note 136 · cap. 12.31, 39.Note 137 · joias.Note 138 · cap. 12.36.Note 139 · cap. 12.29. Job 34.20.Note 140 · cap. 4.23.Note 141 · cap. 12.30.Note 142 · Jos. 10.21. cap. 8.22.Note 143 · cap. 12.31, 33.Note 144 · cap. 7.3.Note 145 · cap. 10.20, 27.Note 146 · cap. 13.4 e 34.18.Note 147 · Lev. 22.19, 21. Deu. 17.1. Mal. 1.8, 14. I Ped. 1.19.Note 148 · Lev. 23.5. Num. 9.3 e 28.16. Deu. 16.1, 6.Note 149 · Heb. entre as duas tardes.Note 150 · cap. 34.25. Deu. 16.3. I Cor. 5.8.Note 151 · cap. 23.18.Note 152 · Luc. 12.35. Eph. 6.14. Eph. 6.15.Note 153 · Num. 33.4.Note 154 · Lev. 23.4, 5.Note 155 · cap. 13.6.Note 156 · Num. 29.12.Note 157 · cap. 23.15 e 34.18.Note 158 · Jos. 5.10. II Reis 23.21. Esd. 6.20. Mat. 26.18.Note 159 · Heb. 11.28.Note 160 · II Sam. 24.16. Eze. 9.4, 6. Apo. 7.3 e 9.4.Note 161 · cap. 13.8, 14. Jos. 4.6. Psa. 78.6.Note 162 · cap. 4.31.Note 163 · Num. 3.13 e 33.4. Psa. 78.51 e 105.36 e 135.8 e 136.10. Heb. 11.28.Note 164 · cap. 11.6.Note 165 · Psa. 105.38.Note 166 · joias.Note 167 · cap. 11.2.Note 168 · Heb. davam-lhes o que lhes pediam.Note 169 · cap. 3.21.Note 170 · Num. 33.3, 5. Num. 1.46 e 11.21.Note 171 · Num. 11.4.Note 172 · Gen. 15.13. Act. 7.6. Gal. 3.17.Note 173 · Deu. 16.1, 6.Note 174 · Eph. 2.19.Note 175 · Phi. 3.3.Note 176 · Lev. 22.10. Eph. 2.12.Note 177 · Num. 9.12. João 19.36.Note 178 · Num. 9.14. Gal. 3.28. Col. 3.11.Note 179 · ver. 41. cap. 6.26.Note 180 · cap. 22.29 e 34.19. Num. 3.13. Deu. 15.19. Luc. 2.23.Note 181 · cap. 12.42.Note 182 · cap. 23.15.Note 183 · Gen. 17.8 e 22.16.Note 184 · cap. 12.15.Note 185 · cap. 12.26. ver. 4.Note 186 · ver. 16. Deu. 6.8 e 11.18. Pro. 6.21. Can. 8.6.Note 187 · ou, cabrito.Note 188 · Deu. 6.20. Jos. 4.6, 21.Note 189 · Deu. 26.8.Note 190 · cap. 14.11, 12. Num. 14.1, 4.Note 191 · Deu. 32.10.Note 192 · Gen. 50.25. Jos. 24.32. Act. 7.16.Note 193 · Num. 33.6.Note 194 · Num. 9.15, 23 e 10.34 e 14.14. Deu. 1.33. Neh. 9.12, 19. Psa. 78.14 e 99.7 e 105.39. Isa. 4.5. I Cor. 10.2.Note 195 · Num. 33.7.Note 196 · cap. 4.21.Note 197 · cap. 15.4.Note 198 · Num. 33.3. Deu. 26.8.Note 199 · Jos. 24.7. Neh. 9.9.Note 200 · cap. 5.21 e 6.9.Note 201 · Deu. 20.3. II Reis 6.16. II Chr. 20.15, 17. Psa. 27.1, 2 e 46.1, 3. Isa. 41.10, 14.Note 202 · Deu. 1.30 e 20.4. Jos. 23.3, 10. Isa. 30.15.Note 203 · Num. 20.16. Isa. 63.9.Note 204 · Jos. 4.23. Psa. 66.6.Note 205 · I Cor. 10.1. Heb. 11.29.Note 206 · cap. 19.9. João 2.11.Note 207 · Psa. 118.14. Isa. 12.2.Note 208 · Heb. e o louvarei.Note 209 · Psa. 24.8 e 45.3. Apo. 19.11.Note 210 · Neh. 9.11. Psa. 118.15, 16.Note 211 · Isa. 5.24 e 47.14.Note 212 · II Sam. 22.16. Job 4.9.Note 213 · Heb. o meu desejo.Note 214 · poderoso.Note 215 · Isa. 63.13.Note 216 · Num. 14.14. Jos. 2.10.Note 217 · Jos. 5.1.Note 218 · Deu. 2.25 e 11.25.Note 219 · Psa. 74.2.Note 220 · Psa. 44.2, 3. Psa. 78.54.Note 221 · Psa. 146.10. Dan. 4.3 e 7.27.Note 222 · Gen. 16.7.Note 223 · amarga.Note 224 · Num. 33.8.Note 225 · II Reis 2.21 e 4.41.Note 226 · cap. 23.25.Note 227 · Psa. 103.3.Note 228 · Num. 33.9.Note 229 · Num. 33.10.Note 230 · cap. 15.24.Note 231 · Num. 11.4, 5.Note 232 · Psa. 78.24. João 6.31, 32. I Cor. 10.3. Deu. 8.16.Note 233 · ver. 22.Note 234 · I Sam. 8.7.Note 235 · Num. 14.10.Note 236 · ver. 7.Note 237 · Num. 11.31. Psa. 105.40.Note 238 · Heb. Man hu.Note 239 · II Cor. 8.15.Note 240 · Mat. 6.34.Note 241 · Gen. 2.3. cap. 20.8 e 31.15. Lev. 23.3.Note 242 · ver. 20.Note 243 · Num. 14.11.Note 244 · ver. 15. Num. 11.7, 8.Note 245 · Heb. 9.4. Apo. 2.17.Note 246 · cap. 25.16. Num. 17.10. I Reis 8.9.Note 247 · Deu. 8.2, 3. Neh. 9.21. João 6.31, 49.Note 248 · Jos. 5.12.Note 249 · ver. 16, 32, 33.Note 250 · cap. 16.1. Num. 33.12, 14.Note 251 · Num. 20.3, 4.Note 252 · Deu. 6.16. Psa. 78.18, 41 e 95.8, 9. Isa. 7.12. Mat. 4.7. I Cor. 10.9.Note 253 · I Sam. 30.6. João 8.59.Note 254 · cap. 7.20. Num. 20.8, 11.Note 255 · Psa. 78.15 e 105.41. I Cor. 10.4.Note 256 · Heb. tentação.Note 257 · Heb. contenda.Note 258 · Num. 24.20.Note 259 · cap. 4.20.Note 260 · cap. 24.14.Note 261 · Deu. 25.19. I Sam. 15.3.Note 262 · Heb. Jehovahnissi.Note 263 · cap. 2.16 e 3.1.Note 264 · cap. 4.26.Note 265 · Act. 7.29. cap. 2.22.Note 266 · cap. 3.1, 12.Note 267 · I Reis 2.19. Gen. 29.13 e 33.4.Note 268 · Psa. 78.42.Note 269 · Gen. 14.20. II Sam. 18.28. Luc. 1.68.Note 270 · II Chr. 2.5. Psa. 95.3. cap. 5.2, 7. I Sam. 2.3. Neh. 9.10. Psa. 31.23. Luc. 1.51.Note 271 · Deu. 12.7. I Chr. 29.22. I Cor. 10.18, 21, 31.Note 272 · Lev. 24.12. Num. 15.34.Note 273 · cap. 23.7. Deu. 17.8. Act. 18.15. I Cor. 6.1. Lev. 24.15. Num. 15.35.Note 274 · Num. 11.14, 17. Deu. 1.9, 12.Note 275 · cap. 3.12 e 4.16. Deu. 5.5. Num. 27.5.Note 276 · Deu. 4.1. Psa. 143.8. Deu. 1.18.Note 277 · Deu. 1.15. II Chr. 19.5, 10. Act. 6.3. II Chr. 19.9. Eze. 18.8. Deu. 16.19.Note 278 · ver. 26. Lev. 24.11. Num. 15.33. Deu. 1.17.Note 279 · Num. 11.17.Note 280 · ver. 18.Note 281 · Deu. 1.15. Act. 6.5.Note 282 · ver. 22. Job 29.16.Note 283 · Num. 33.15.Note 284 · cap. 17.1.Note 285 · cap. 3.1, 12.Note 286 · cap. 20.21. Act. 7.38. cap. 3.4.Note 287 · Deu. 29.2. Isa. 63.9.Note 288 · Deu. 5.2. I Reis 8.53. Psa. 135.4. Isa. 41.8. Mal. 3.17. Tito 2.14. Deu. 10.14. I Cor. 10.26.Note 289 · I Ped. 2.5, 9. Apo. 1.6. Lev. 20.26. Isa. 62.12. I Cor. 3.17. I The. 5.27.Note 290 · cap. 24.3, 7. Deu. 5.27.Note 291 · ver. 16. cap. 20.21. Mat. 17.5. Deu. 4.12, 36. João 12.29, 30. cap. 14.31.Note 292 · Lev. 11.44, 45. Heb. 10.22. ver. 14. Gen. 35.2.Note 293 · ver. 16, 18. cap. 34.5. Deu. 33.2.Note 294 · Heb. 12.20.Note 295 · ver. 16, 19.Note 296 · Heb. o corno do carneiro.Note 297 · ver. 10.Note 298 · ver. 11. I Sam. 21.4, 5. I Cor. 7.5.Note 299 · Heb. 12.18, 19. Apo. 4.5. cap. 40.34. II Chr. 5.14.Note 300 · Apo. 1.10 e 4.1. Heb. 12.21.Note 301 · Deu. 4.10.Note 302 · Deu. 4.11. Jui. 5.5. Psa. 68.8, 9. Hab. 3.3. II Chr. 7.1, 2, 3. Apo. 15.8. Heb. 12.26.Note 303 · ver. 13. Neh. 9.13.Note 304 · cap. 3.5. I Sam. 6.19.Note 305 · Lev. 10.3. II Sam. 6.7, 8.Note 306 · ver. 12. Jos. 3.4.Note 307 · Deu. 5.22.Note 308 · Lev. 26.1, 13. Ose. 13.4. cap. 13.3.Note 309 · Deu. 5.7. Jer. 25.6.Note 310 · Lev. 26.1. Psa. 97.7.Note 311 · cap. 23.24. Jos. 23.7. II Reis 17.35. Isa. 44.15, 19. cap. 34.14.Note 312 · Jos. 24.19. Nah. 1.2. cap. 34.7. Num. 14.18, 33. Isa. 14.20, 21.Note 313 · cap. 34.7. Deu. 7.9. Rom. 11.28.Note 314 · Lev. 19.12. Deu. 5.11. Mat. 5.33.Note 315 · cap. 31.13, 14. Lev. 19.3, 30. Deu. 5.12.Note 316 · cap. 23.12. Lev. 23.3. Eze. 20.12. Luc. 13.14.Note 317 · Gen. 2.2, 3. cap. 16.26.Note 318 · Neh. 13.16, 19.Note 319 · Deu. 5.16. Mat. 15.4. Mar. 7.10. Luc. 18.20. Eph. 6.2.Note 320 · Deu. 5.17. Mat. 5.21. Rom. 13.9.Note 321 · Deu. 5.18. Mat. 5.27.Note 322 · Lev. 19.11. Mat. 19.18.Note 323 · cap. 23.1. Deu. 5.20.Note 324 · Deu. 5.21. Miq. 2.2. Hab. 2.9. Luc. 12.15. Rom. 7.7. Eph. 5.3, 5. Heb. 13.5. Jer. 5.8. Mat. 5.28.Note 325 · Heb. 12.18. cap. 19.18.Note 326 · Heb. 12.19. Deu. 5.25.Note 327 · Isa. 41.10, 13. Gen. 22.1. Deu. 4.10.Note 328 · cap. 19.16. Deu. 5.5.Note 329 · Deu. 4.36. Neh. 9.13.Note 330 · cap. 32.4. II Reis 17.33. Dan. 5.4, 23. Sof. 1.5. II Cor. 6.14, 15, 16.Note 331 · Lev. 1.2. Deu. 12.5, 11, 21. Neh. 1.9. Jer. 7.10, 12. Deu. 7.13.Note 332 · Deu. 27.5. Jos. 8.31.Note 333 · cap. 24.3, 4. Deu. 4.14 e 6.1.Note 334 · Lev. 25.39, 40, 41. Deu. 15.12. Jer. 34.14.Note 335 · Deu. 15.16, 17.Note 336 · cap. 12.12 e 22.8, 28.Note 337 · Neh. 5.5. ver. 2, 3.Note 338 · I Cor. 7.5.Note 339 · Gen. 9.6. Lev. 24.17. Num. 35.30. Mat. 26.52.Note 340 · Deu. 19.4, 5. I Sam. 24.4, 10, 18. Num. 35.11. Jos. 20.2.Note 341 · Num. 15.30. Deu. 19.11, 12. Heb. 10.26. I Reis 2.28, 34.Note 342 · Deu. 24.7. Gen. 37.28.Note 343 · Lev. 20.9. Pro. 20.20. Mat. 15.4. Mar. 7.10.Note 344 · II Sam. 3.29.Note 345 · ou, vingado.Note 346 · Lev. 25.45, 46.Note 347 · ver. 30. Deu. 22.18, 19.Note 348 · Lev. 24.20. Mat. 5.38.Note 349 · Gen. 9.5.Note 350 · ver. 22. Num. 35.31.Note 351 · Zac. 11.12, 13. Mat. 26.15. ver. 28.Note 352 · II Sam. 12.6. Luc. 19.8. Pro. 6.31.Note 353 · Num. 35.27.Note 354 · cap. 21.16. ver. 1, 7. Pro. 6.31.Note 355 · ver. 4.Note 356 · cap. 21.6. ver. 28.Note 357 · Deu. 25.1. II Chr. 19.10.Note 358 · Heb. 6.16.Note 359 · Gen. 31.39.Note 360 · Deu. 22.28, 29.Note 361 · Gen. 14.12.Note 362 · Deu. 18.10, 11. I Sam. 28.3, 9.Note 363 · Lev. 18.23.Note 364 · Deu. 13.1, 2.Note 365 · cap. 23.9. Deu. 10.19. Jer. 7.6. Zac. 7.10.Note 366 · Deu. 10.18. Psa. 94.6. Isa. 1.17, 23. Thi. 1.27.Note 367 · Job 35.9. Psa. 18.6. Thi. 5.4.Note 368 · Psa. 69.24. Lam. 5.3.Note 369 · Deu. 23.19, 20. Psa. 15.5. Eze. 8.8, 17.Note 370 · Deu. 24.6, 10, 13, 17. Eze. 18.7, 16.Note 371 · cap. 34.6. II Chr. 30.9. Psa. 86.15.Note 372 · Ecc. 10.20. Act. 23.5. Jud. 8.Note 373 · cap. 23.16, 19. Pro. 3.9. cap. 13.2, 12.Note 374 · Lev. 22.27.Note 375 · cap. 19.6. Lev. 19.2. Deu. 14.21.Note 376 · Lev. 19.16. II Sam. 19.27. cap. 20.16. I Reis 21.10, 13. Pro. 19.5. Mat. 26.59. Act. 6.11, 13.
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