O LIVRO DOS PSALMOS. (continued 3)
João Ferreira d' Almeida translation
44 E deu-lhes [22] as terras das nações; e herdaram o trabalho dos povos;
45 Para que guardassem os seus preceitos, e observassem as suas leis. Louvae ao Senhor.
Deus é louvado por haver supportado o seu povo, apezar das suas muitas rebelliões.
106 Louvae ao Senhor. Louvae ao Senhor, porque elle é bom, porque a sua misericordia dura para sempre.
2 Quem pode referir as obras poderosas do Senhor? Quem annunciará os seus louvores?
3 Bemaventurados os que guardam o juizo, [1] o que obra justiça em todos os tempos.
4 Lembra-te de mim, Senhor, segundo a tua boa vontade para com o teu povo: visita-me com a tua salvação;
5 Para que eu veja os bens de teus escolhidos, para que eu me alegre com a alegria do teu povo, para que me glorie com a tua herança.
6 Nós peccámos [2] com os nossos paes, commettemos a iniquidade, obrámos perversamente.
7 Nossos paes não entenderam as tuas maravilhas no Egypto; [3] não se lembraram da multidão das tuas misericordias; antes o provocaram no mar, sim no Mar Vermelho.
8 Não obstante, [4] elle os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.
9 Reprehendeu o Mar Vermelho e se seccou, e os fez caminhar pelos abysmos como pelo deserto.
10 E os livrou [5] da mão d’aquelle que os aborrecia, e os remiu da mão do inimigo.
11 E as aguas [6] cobriram os seus adversarios: nem um só d’elles ficou.
12 Então creram [7] as suas palavras, e cantaram os seus louvores.
13 Porém cedo se esqueceram das suas obras; não esperaram o seu conselho,
14 Mas deixaram-se levar da cubiça no deserto, e tentaram a Deus na solidão.
15 E elle lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza ás suas almas.
16 E invejaram a [8] Moysés no campo, e a Aarão, o sancto do Senhor.
17 Abriu-se [9] a terra, e enguliu a Dathan, e cobriu a gente de Abiram.
18 E um fogo se accendeu [10] na sua gente: a chamma abrazou os impios.
19 Fizeram um bezerro [11] em Horeb, e adoraram a imagem fundida.
20 E converteram [12] a sua gloria na figura de um boi que come herva.
21 Esqueceram-se de Deus, seu salvador, que fizera grandezas no Egypto,
22 Maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas no Mar Vermelho.
23 Pelo que disse que os [13] destruiria, se Moysés, seu escolhido, se não pozesse perante elle na abertura, para desviar a sua indignação, afim de os não destruir.
24 Tambem desprezaram [14] a terra aprazivel: não creram na sua palavra.
25 Antes murmuraram [15] nas suas tendas, e não deram ouvidos á voz do Senhor.
26 Pelo que levantou [16] a sua mão contra elles, para os derribar no deserto;
27 Para derribar tambem a sua semente entre as nações, e espalhal-os pelas terras.
28 Tambem se juntaram [17] com Baal-peor, e começaram os sacrificios dos mortos.
29 Assim o provocaram á ira com as suas invenções; e a peste rebentou entre elles.
30 Então se levantou [18] Phineas, e fez juizo, e cessou aquella peste.
31 E isto lhe foi contado [19] como justiça, de geração em geração, para sempre.
32 Indignaram-n’o [20] tambem junto ás aguas da contenda, de sorte que succedeu mal a Moysés, por causa d’elles;
33 Porque irritaram o seu espirito, [21] de modo que fallou imprudentemente com seus labios.
34 Não [22] destruiram os povos, como o Senhor lhes dissera.
35 Antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras.
36 E serviram aos seus idolos, que vieram a ser-lhes um laço.
37 Demais d’isto, [23] sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demonios,
38 E derramaram sangue innocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que sacrificaram aos idolos de Canaan; [24] e a terra foi manchada com sangue.
39 Assim se contaminaram [25] com as suas obras, e se prostituiram com os seus feitos.
40 Pelo que se accendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança.
41 E os entregou [26] nas mãos das nações; e aquelles que os aborreciam se assenhorearam d’elles.
42 E os seus inimigos os opprimiram, e foram humilhados debaixo das suas mãos.
43 Muitas vezes os livrou, mas o provocaram com o seu conselho, e foram abatidos pela sua iniquidade.
44 Comtudo, attendeu á sua afflicção, ouvindo o seu clamor.
45 E se lembrou [27] do seu concerto, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericordias.
46 Pelo que fez [28] com que d’elle tivessem misericordia os que os levaram captivos.
47 Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos d’entre as nações, para que louvemos o teu nome sancto, e nos gloriemos no teu louvor.
48 Bemdito seja o Senhor, Deus d’Israel, de eternidade em eternidade, e todo o povo diga: Amen. Louvae ao Senhor.
A bondade de Deus em proteger os viajantes, os encarcerados, os doentes, os que navegam, e em geral todos os homens.
107 Louvae ao Senhor, porque elle é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.
2 Digam-n’o os remidos do Senhor, os que remiu da mão do inimigo,
3 E os que congregou das terras do oriente [1] e do occidente, do norte e do sul.
4 Andaram desgarrados pelo deserto, por caminhos solitarios; não acharam cidade para habitarem.
5 Famintos e sedentos, a sua alma n’elles desfallecia.
6 E clamaram [2] ao Senhor na sua angustia, e os livrou das suas necessidades.
7 E os levou por caminho direito, para irem a uma cidade de habitação.
8 Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.
9 Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bondade a alma faminta.
10 Tal como a que se assenta nas trevas e sombra da morte, presa em afflicção e em ferro;
11 Porquanto se rebellaram contra as palavras de Deus, e desprezaram o conselho do Altissimo,
12 Portanto lhes abateu o coração com trabalho; tropeçaram, e não houve quem os ajudasse.
13 Então clamaram ao Senhor na sua angustia, e os livrou das suas necessidades.
14 Tirou-os das trevas e sombra da morte; e quebrou as suas prisões.
15 Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.
16 Pois quebrou [3] as portas de bronze; e despedaçou os ferrolhos de ferro.
17 Os loucos, por causa da sua transgressão, e por causa das suas iniquidades, são afflictos.
18 A sua alma aborreceu toda a comida, e chegaram até ás portas da morte.
19 Então clamaram ao Senhor na sua angustia: e elle os livrou das suas necessidades.
20 Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.
21 Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.
22 E offereçam os sacrificios de louvor, e relatem as suas obras com regozijo.
23 Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes aguas,
24 Esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo.
25 Pois elle manda, e se levanta o vento tempestuoso, que eleva as suas ondas.
26 Sobem aos céus; descem aos abysmos, e a sua alma se derrete em angustias.
27 Andam e cambaleam como ebrios, e perderam todo o tino.
28 Então clamam ao Senhor na sua angustia; e elle os livra das suas necessidades.
29 Faz cessar a tormenta, e calam-se as suas ondas.
30 Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado.
31 Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.
32 Exaltem-n’o na congregação do povo, e glorifiquem-n’o na assembléa dos anciãos.
33 Elle converte [4] os rios em um deserto, e as fontes em terra sedenta:
34 A terra fructifera [5] em esteril, pela maldade dos que n’ella habitam.
35 Converte o deserto em lagoa, e a terra secca em fontes.
36 E faz habitar ali os famintos, para que edifiquem cidade para habitação;
37 E semeiam os campos e plantam vinhas, que produzem fructo abundante.
38 Tambem os abençoa, [6] de modo que se multiplicam muito; e o seu gado não diminue.
39 Depois se diminuem e se abatem, pela oppressão, afflicção e tristeza.
40 Derrama o desprezo sobre os principes, e os faz andar desgarrados pelo deserto, onde não ha caminho.
41 Porém livra ao necessitado da oppressão em um logar alto, e multiplica as familias como rebanhos.
42 Os rectos o verão, e se alegrarão, e toda a iniquidade tapará a bocca.
43 Quem [7] é sabio observará estas coisas, e elles comprehenderão as benignidades do Senhor.
David louva a Deus pela victoria que lhe concedeu.
Cantico e psalmo de David.
108 Preparado está o meu coração, ó Deus; cantarei e direi psalmos até com a minha gloria.
2 Desperta-te, psalterio e harpa; eu mesmo despertarei ao romper da alva.
3 Louvar-te-hei entre os povos, Senhor, e a ti cantarei psalmos entre as nações.
4 Porque a tua benignidade se estende até aos céus, e a tua verdade chega até ás mais altas nuvens.
5 Exalta-te sobre os céus, ó Deus, e a tua gloria sobre toda a terra,
6 Para que sejam livres os teus amados: salva-nos com a tua dextra, e ouve-nos.
7 Deus fallou na sua sanctidade: eu me regozijarei; repartirei a Sichem, e medirei o valle de Succoth.
9 Moab o meu vaso de lavar: sobre Edom lançarei o meu sapato, sobre a Palestina jubilarei.
10 Quem me levará á cidade forte? Quem me guiará até Edom?
11 Porventura não serás tu, ó Deus, que nos rejeitaste? E não sairás, ó Deus, com os nossos exercitos?
12 Dá-nos auxilio [QZ] para sair da angustia, porque vão é o soccorro da parte do homem.
13 Em Deus faremos proezas, pois elle calcará aos pés os nossos inimigos.
David roga a Deus o castigo dos impios, e que o livre das suas afflicções.
Psalmo de David para o cantor-mór.
109 Ó Deus do meu louvor, não te cales,
2 Pois a bocca do impio e a bocca do enganador estão abertas contra mim: teem fallado contra mim com uma lingua mentirosa.
3 Elles me cercaram com palavras odiosas, e pelejaram contra mim sem causa.
4 Em recompensa do meu amor são meus adversarios: mas eu faço oração.
5 E me deram mal pelo bem, e odio pelo meu amor.
6 Põe [1] sobre elle um impio, e Satanaz esteja á sua direita.
7 Quando fôr julgado, saia condemnado; e a sua oração se lhe torne em peccado.
8 Sejam poucos [2] os seus dias, e outro tome o seu officio.
9 Sejam orphãos [3] os seus filhos, e viuva sua mulher.
10 Sejam vagabundos e pedintes os seus filhos, e busquem o pão dos seus logares desolados.
11 Lance o credor a mão a tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.
12 Não haja ninguem que se compadeça d’elle, nem haja quem favoreça os seus orphãos.
13 Desappareça a sua posteridade, o seu nome seja apagado na seguinte geração.
14 Esteja na memoria do Senhor a iniquidade [4] de seus paes, e não se apague o peccado de sua mãe.
15 Antes estejam sempre perante o Senhor, para que faça desapparecer a sua memoria da terra.
16 Porquanto não se lembrou de fazer misericordia; antes perseguiu ao varão afflicto e ao necessitado, para que podesse até matar o quebrantado de coração.
17 Visto que amou a maldição, ella lhe sobrevenha, [5] e assim como não desejou a benção, ella se affaste d’elle.
18 Assim como se vestiu de maldição, como d’um vestido, assim penetre ella nas suas entranhas como agua, e em seus ossos como azeite.
19 Seja para elle como o vestido que o cobre, e como cinto que o cinja sempre.
20 Seja este o galardão dos meus contrarios, da parte do Senhor, e dos que fallam mal contra a minha alma.
21 Mas tu, Deus Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericordia é boa; livra-me,
22 Pois estou afflicto e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim.
23 Vou-me como a sombra que declina; sou sacudido como o gafanhoto.
24 De jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos, [6] e a minha carne emmagrece.
25 E ainda lhes sou opprobrio; quando me contemplam, [7] movem as cabeças.
26 Ajuda-me, Senhor Deus meu, salva-me segundo a tua misericordia.
27 Para que saibam que esta é a tua mão, e que tu, Senhor, o fizeste.
28 Amaldiçoem [8] elles, mas abençoa tu: quando se levantarem fiquem confundidos; e alegre-se o teu servo.
29 Vistam-se os meus adversarios de vergonha, e cubram-se com a sua propria confusão como com uma capa.
30 Louvarei grandemente ao Senhor com a minha bocca: louval-o-hei entre a multidão.
31 Pois se porá á mão direita do pobre, para o livrar dos que condemnam a sua alma.
O reino, o sacerdocio e a conquista do Messias.
Psalmo de David.
110 Disse o Senhor [1] ao meu Senhor: Assenta-te á minha mão direita, até que ponha aos teus inimigos por escabello dos teus pés.
2 O Senhor enviará o sceptro da tua fortaleza desde Sião, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos.
3 O teu povo será [RA] mui voluntario no dia do teu poder, [RB] nos ornamentos de sanctidade, desde a madre da alva: tu tens o orvalho da tua mocidade.
4 Jurou [2] o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melchisedec.
5 O Senhor, á tua direita, ferirá os reis no dia da sua ira.
6 Julgará entre as nações: tudo encherá de corpos mortos: ferirá os cabeças de [RC] grandes terras.
7 Beberá [3] do ribeiro no caminho, pelo que exaltará a cabeça.
Deus é louvado por amor das suas obras maravilhosas.
111 Louvae ao Senhor. Louvarei ao Senhor de todo o meu coração, na assembléa dos justos e na congregação.
2 Grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que n’ellas tomam prazer.
3 A sua obra tem gloria e magestade, e a sua justiça permanece para sempre.
4 Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas: piedoso e misericordioso é o Senhor.
5 Deu mantimento aos que o temem; lembrar-se-ha sempre do seu concerto.
6 Annunciou ao seu povo o poder das suas obras, para lhe dar a herança das nações.
7 As obras [1] das suas mãos são verdade e juizo, seguros todos os seus mandamentos.
8 Permanecem firmes para sempre, e sempre; e são feitos em verdade e rectidão.
9 Redempção enviou ao seu povo; ordenou o seu concerto para sempre; [2] sancto e tremendo é o seu nome.
10 O temor do Senhor é o principio da sabedoria: [3] bom entendimento teem todos os que cumprem os seus mandamentos: o seu louvor permanece para sempre.
A felicidade d’aquelle que teme a Deus.
112 Louvae ao Senhor. Bemaventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer.
2 A sua semente será poderosa na terra: a geração dos rectos será abençoada.
3 Fazenda [1] e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre.
4 Aos justos nasce luz nas trevas: elle é piedoso, misericordioso e justo.
5 O homem bom se compadece, e empresta: [RD] disporá as suas coisas com juizo.
6 Na verdade que nunca será commovido: o justo estará em memoria eterna.
7 Não temerá maus rumores: o seu coração está firme, confiando no Senhor.
8 O seu coração bem confirmado, elle não temerá, até que veja o seu desejo sobre os seus inimigos.
9 Elle espalhou, [2] deu aos necessitados: a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em gloria.
10 O impio o verá, e se entristecerá: rangerá com os dentes, e se consumirá: o desejo dos impios perecerá.
Exhortação a louvar a Deus pela sua grandeza e por amor da sua bondade para com os pobres.
113 Louvae ao Senhor. Louvae, servos do Senhor, louvae o nome do Senhor.
2 Seja bemdito [1] o nome do Senhor, desde agora para sempre.
3 Desde o [2] nascimento do sol até ao occaso, seja louvado o nome do Senhor.
4 Exaltado está o Senhor acima de todas as nações, e a sua gloria sobre os céus.
5 Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas?
6 O qual se abate, para vêr o que está nos céus e na terra!
7 Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado,
8 Para o fazer assentar com os principes, mesmo com os principes do seu povo.
9 Faz com que a mulher esteril habite na casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvae ao Senhor.
O psalmista celebra a passagem maravilhosa pelo Mar Vermelho e Jordão.
114 Quando Israel saiu [1] do Egypto, e a casa de Jacob de um povo barbaro,
2 Judah [2] ficou seu sanctuario, e Israel seu dominio.
3 O mar o viu, e fugiu: o Jordão voltou para traz.
4 Os montes saltaram como carneiros, e os outeiros como cordeiros.
5 Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para traz?
6 Montes, que saltastes como carneiros, e outeiros, como cordeiros?
7 Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacob.
8 O qual converteu [3] o rochedo em lago de aguas, e o seixo em fonte de agua.
A gloria do Senhor e a vaidade dos idolos. Exhortação a confiar só em Deus.
115 Não a nós, [1] Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá gloria, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
2 Porque dirão as nações: Onde está o seu Deus?
3 Porém o nosso Deus está nos céus: fez tudo o que lhe aprouve.
4 Os idolos d’elles [2] são prata e oiro, obra das mãos dos homens.
5 Teem bocca mas não fallam: olhos teem, mas não vêem:
6 Teem ouvidos, mas não ouvem; narizes teem, mas não cheiram:
7 Teem mãos, mas não apalpam; pés teem, mas não andam; nem som algum sae da sua garganta.
8 A elles se tornem similhantes os que os fazem, assim como todos os que n’elles confiam.
9 Israel, confia no Senhor: elle é o seu auxilio e o seu escudo.
10 Casa de Aarão, confia no Senhor: elle é o seu auxilio e o seu escudo.
11 Vós, os que temeis ao Senhor, confiae no Senhor: elle é o seu auxilio e o seu escudo.
12 O Senhor se lembrou de nós; elle nos abençoará; abençoará a casa d’Israel; abençoará a casa d’Aarão.
13 Abençoará os que temem ao Senhor, tanto pequenos como grandes.
14 O Senhor vos augmentará cada vez mais, a vós e a vossos filhos.
15 Sois bemditos [3] do Senhor que fez os céus e a terra.
16 Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens.
17 Os mortos não louvam ao Senhor, [4] nem os que descem ao silencio.
18 Mas [5] nós bemdiremos ao Senhor, desde agora e para sempre. Louvae ao Senhor.
Amor e gratidão a Deus pela sua salvação.
116 Amo ao Senhor, porque elle ouviu a minha voz e a minha supplica.
2 Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto o invocarei emquanto viver.
3 Os cordeis da morte me cercaram, e angustias do inferno se apoderaram de mim: encontrei aperto e tristeza.
4 Então invoquei o nome do Senhor, dizendo: Ó Senhor, livra a minha alma.
5 Piedoso é o Senhor e justo: o nosso Deus tem misericordia.
6 O Senhor guarda aos simplices: fui abatido, mas elle me livrou.
7 Alma minha, volta para o [1] teu repouso, pois o Senhor te fez bem.
8 Porque tu, Senhor, livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lagrimas, e os meus pés da queda.
9 Andarei perante a face do Senhor na terra dos viventes.
10 Cri, [2] por isso fallei: estive muito afflicto.
11 Dizia na minha pressa: Todos os homens são mentirosos.
12 Que darei eu ao Senhor, por todos os beneficios que me tem feito?
13 Tomarei o calix da salvação, e invocarei o nome do Senhor.
14 Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo.
15 Preciosa é á vista do Senhor a morte dos seus sanctos.
16 Ó Senhor, devéras sou teu servo: sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras.
17 Offerecer-te-hei [3] sacrificios de louvor, e invocarei o nome do Senhor.
18 Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o meu povo.
19 Nos atrios da casa do Senhor, no meio de ti, ó Jerusalem. Louvae ao Senhor.
Deus é louvado por amor da sua bondade e veracidade.
117 Louvae [1] ao Senhor todas as nações, louvae-o todos os povos.
2 Porque a sua benignidade é grande para comnosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvae ao Senhor.
O psalmista louva a Deus por amor do livramento de muitos inimigos.
118 Louvae ao Senhor, porque elle é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.
2 Diga agora Israel que a sua benignidade dura para sempre.
3 Diga agora a casa d’Aarão que a sua benignidade dura para sempre.
4 Digam agora os que temem ao Senhor que a sua benignidade dura para sempre.
5 Invoquei o Senhor na angustia; o Senhor me ouviu, e me tirou para um logar largo.
6 O Senhor está comigo: [1] não temerei o que me pode fazer o homem.
7 O Senhor está comigo com aquelles que me ajudam; pelo que verei cumprido o meu desejo sobre os que me aborrecem.
8 É melhor confiar no Senhor [2] do que confiar no homem.
9 É melhor confiar no Senhor do que confiar nos principes.
10 Todas as nações me cercaram, mas no nome do Senhor as despedaçarei.
11 Cercaram-me, e tornaram a cercar-me; mas no nome do Senhor eu as despedaçarei.
12 Cercaram-me como abelhas: porém apagaram-se como o fogo d’espinhos; pois no nome do Senhor os despedaçarei.
13 Com força me impelliste para me fazeres cair, porém o Senhor me ajudou.
14 O Senhor [3] é a minha força e o meu cantico; e se fez a minha salvação.
15 Nas tendas dos justos ha voz de jubilo e de salvação: a dextra do Senhor faz proezas.
16 A dextra [4] do Senhor se exalta: a dextra do Senhor faz proezas.
17 Não morrerei, [5] mas viverei; e contarei as obras do Senhor.
18 O Senhor me [6] castigou muito, mas não me entregou á morte.
19 Abri-me [7] as portas da justiça: entrarei por ellas, e louvarei ao Senhor.
20 Esta é a porta do Senhor, [8] pela qual os justos entrarão.
21 Louvar-te-hei, pois me escutaste, e te fizeste a minha salvação.
22 A Pedra [9] que os edificadores rejeitaram se tornou a cabeça da esquina.
23 Da parte do Senhor se fez isto; maravilhoso é aos nossos olhos.
24 Este é o dia que fez o Senhor: regozijemo-nos, e alegremo-nos n’elle.
25 Salva-nos, agora, te pedimos, ó Senhor, ó Senhor, te pedimos, prospera-nos.
26 Bemdito [10] aquelle que vem em nome do Senhor: nós vos bemdizemos desde a casa do Senhor.
27 Deus é o Senhor [11] que nos mostrou a luz: atae a victima da festa com cordas, até aos cornos do altar.
28 Tu és o meu Deus, e eu te louvarei; [12] tu és o meu Deus, e eu te exaltarei.
29 Louvae [13] ao Senhor, porque elle é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
A excellencia da lei do Senhor e a felicidade d’aquelle que a observa.
Aleph.
119 Bemaventurados os rectos em seus caminhos, que andam na lei do Senhor.
2 Bemaventurados os que guardam os seus testemunhos, e que o buscam com todo o coração.
3 E não obram iniquidade: andam nos seus caminhos.
4 Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observassemos.
5 Oxalá que os meus caminhos fossem dirigidos a observar os teus estatutos.
6 Então não serei envergonhado, quando tiver respeito a todos os teus mandamentos.
7 Louvar-te-hei com rectidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juizos.
8 Observarei os teus estatutos: não me desampares totalmente.
Beth.
9 Com que purificará o mancebo o seu caminho? observando-o conforme a tua palavra.
10 Com todo [1] o meu coração te busquei: não me deixes desviar dos meus mandamentos.
11 A tua palavra tenho eu escondido [2] no meu coração, para não peccar contra ti.
12 Bemdito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos.
13 Com os meus labios declarei todos os juizos da tua bocca.
14 Folguei tanto no caminho dos teus testemunhos, como em todas as riquezas.
15 Meditarei nos teus preceitos, e terei respeito aos teus caminhos.
16 Recrear-me-hei nos teus estatutos: não me esquecerei da tua palavra.
Gimel.
17 Faze bem ao teu servo, para que viva e observe a tua palavra.
18 Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino [3] na terra: não escondas de mim os teus mandamentos.
20 A minha alma está quebrantada de desejar os teus juizos em todo o tempo.
21 Tu reprehendeste asperamente os soberbos que são amaldiçoados, que se desviam dos teus mandamentos.
22 Tira de sobre mim o opprobrio e o desprezo, pois guardei os teus testemunhos.
23 Principes tambem se assentaram, e fallaram contra mim, mas o teu servo meditou nos teus estatutos.
24 Tambem os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros.
Daleth.
25 A minha alma está pegada ao pó: vivifica-me segundo a tua palavra.
26 Eu te contei os meus caminhos, e tu me ouviste: ensina-me os teus estatutos.
27 Faze-me entender os caminhos dos teus preceitos: assim fallarei das tuas maravilhas.
28 A minha alma se derrete de tristeza: fortalece-me segundo a tua palavra.
29 Desvia de mim o caminho da falsidade, e concede-me piedosamente a tua lei.
30 Tenho escolhido o caminho da verdade: os teus juizos tenho posto diante de mim.
31 Tenho-me apegado aos teus testemunhos: ó Senhor, não me confundas.
32 Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, [4] quando dilatares o meu coração.
He.
33 Ensina-me, [5] ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardal-o-hei até ao fim.
34 Dá-me [6] entendimento, e guardarei a tua lei, e observal-a-hei de todo o meu coração.
35 Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque n’ella tenho prazer.
36 Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não á cubiça.
37 Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.
38 Confirma a tua palavra ao teu servo, que é dedicado ao teu temor.
39 Desvia de mim o opprobrio que temo, pois os teus juizos são bons.
40 Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça.
Vau.
41 Venham sobre mim tambem as tuas misericordias, ó Senhor, e a tua salvação segundo a tua palavra.
42 Assim terei que responder ao que me affronta, pois confio na tua palavra.
43 E não tires totalmente a palavra de verdade da minha bocca, pois tenho esperado nos teus juizos.
44 Assim observarei de continuo a tua lei para sempre e eternamente.
45 E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.
46 Tambem fallarei [7] dos teus testemunhos perante os reis, e não me envergonharei.
47 E recrear-me-hei em teus mandamentos, que tenho amado.
48 Tambem levantarei as minhas mãos para os teus mandamentos, que amei, e meditarei nos teus estatutos.
Zain.
49 Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar.
50 Isto [8] é a minha consolação na minha afflicção, porque a tua palavra me vivificou.
51 Os soberbos [9] zombaram grandemente de mim; comtudo não me desviei da tua lei.
52 Lembrei-me dos teus juizos antiquissimos, ó Senhor, e assim me consolei.
53 Grande indignação se apoderou de mim por causa dos impios que desamparam a tua lei.
54 Os teus estatutos teem sido os meus canticos, na casa da minha peregrinação.
55 Lembrei-me do teu nome, ó Senhor, de noite, e observei a tua lei.
56 Isto fiz eu, porque guardei os teus mandamentos.
Heth.
57 O Senhor é a minha porção: eu disse que observaria as tuas palavras.
58 Roguei devéras o teu favor com todo o meu coração: tem piedade de mim, segundo a tua palavra.
59 Considerei [10] os meus caminhos, e voltei os meus pés para os teus testemunhos.
60 Apressei-me, e não me detive, a observar os teus mandamentos.
61 Bandos de impios me despojaram, mas eu não me esqueci da tua lei.
62 Á meia noite [11] me levantarei para te louvar, pelos teus justos juizos.
63 Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos.
64 A terra, ó Senhor, está cheia da tua benignidade: ensina-me os teus estatutos.
Teth.
65 Fizeste bem ao teu servo, Senhor, segundo a tua palavra.
66 Ensina-me bom juizo e sciencia, pois cri nos teus mandamentos.
67 Antes de ser afflicto andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra.
68 Tu és bom e [12] fazes bem: ensina-me os teus estatutos.
69 Os soberbos forjaram mentiras contra mim; mas eu com todo o meu coração guardarei os teus preceitos.
70 Engrossa-se-lhes o coração como gordura, mas eu me recreio na tua lei.
71 Foi-me bom ter sido afflicto, para que aprendesse os teus estatutos.
72 Melhor é para mim a lei da tua bocca do que milhares de oiro ou prata.
Jod.
73 As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me intelligencia para entender os teus mandamentos.
74 Os que te temem alegraram-se quando me viram, porque tenho esperado na tua palavra.
75 Bem sei eu, ó Senhor, que os teus juizos são justos, e que segundo a tua fidelidade me affligiste.
76 Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que déste ao teu servo.
77 Venham sobre mim as tuas misericordias, para que viva, pois a tua lei é as minhas delicias.
78 Confundam-se os soberbos, pois me trataram d’uma maneira perversa, sem causa; mas eu meditarei nos teus preceitos.
79 Voltem-se para mim os que te temem, e aquelles que teem conhecido os teus testemunhos.
80 Seja recto o meu coração nos teus estatutos, para que não seja confundido.
Caph.
81 Desfallece a minha alma pela tua salvação, mas espero na tua palavra.
82 Os meus olhos desfallecem pela tua palavra; entretanto dizia: Quando me consolarás tu?
83 Pois estou como odre no fumo; comtudo não me esqueço dos teus estatutos.
84 Quantos serão os dias do teu servo? [13] Quando me farás justiça contra os que me perseguem?
85 Os soberbos me cavaram covas, o que não é conforme á tua lei.
86 Todos os teus mandamentos são verdade: com mentiras me perseguem; ajuda-me.
87 Quasi que me teem consumido sobre a terra, mas eu não deixei os teus preceitos.
88 Vivifica-me segundo a tua benignidade; assim guardarei o testemunho da tua bocca.
Lamed.
89 Para sempre, ó Senhor, [14] a tua palavra permanece no céu.
90 A tua fidelidade dura de geração em geração: tu firmaste a terra, e ella permanece firme.
91 [RE] Elles continuam até ao dia d’hoje, segundo as tuas ordenações; porque todos são teus servos.
92 Se a tua lei não fôra toda a minha recreação, ha muito que pereceria na minha afflicção.
93 Nunca me esquecerei dos teus preceitos; pois por elles me tens vivificado.
94 Sou teu, salva-me; pois tenho buscado os teus preceitos.
95 Os impios me esperam para me destruirem, mas eu considerarei os teus testemunhos.
96 Tenho visto [15] fim a toda a perfeição, mas o teu mandamento é amplicissimo.
Mem.
97 Oh! quanto amo a tua lei! é a minha meditação em todo o dia.
98 Tu pelos teus mandamentos me fazes mais sabio [16] do que os meus inimigos, pois estão sempre comigo.
99 Tenho mais [17] entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação.
100 Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.
101 Desviei os meus pés de todo o caminho mau, para guardar a tua palavra.
102 Não me apartei dos teus juizos, pois tu me ensinaste.
103 Oh! quão [18] doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel á minha bocca.
104 Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; pelo que aborreço todo o falso caminho.
Nun.
105 A tua palavra é uma lampada para os meus pés e uma luz para o meu caminho.
107 Estou afflictissimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.
108 Acceita, eu te rogo, as offerendas voluntarias [20] da minha bocca, ó Senhor; ensina-me os teus juizos.
109 A minha alma está de continuo nas minhas mãos; todavia não me esqueço da tua lei.
110 Os impios me armaram laço; comtudo não me desviei dos teus preceitos.
111 Os teus testemunhos tenho eu tomado por herança [21] para sempre, pois são o gozo do meu coração.
112 Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.
Samech.
113 Aborreço a duplicidade, mas amo a tua lei.
114 Tu és o meu refugio e o meu escudo; espero na tua palavra.
115 Apartae-vos [22] de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus.
116 Sustenta-me conforme a tua palavra, para que viva, [23] e não me deixes envergonhado da minha esperança.
117 Sustenta-me, e serei salvo, e de continuo terei respeito aos teus estatutos.
118 Tu tens [RG] pisado aos pés todos os que se desviam dos teus estatutos, pois o engano d’elles é falsidade.
119 Tu tiraste da terra todos os impios, como a escoria, pelo que amo os teus testemunhos.
120 O meu corpo se arrepiou com temor [24] de ti, e temi os teus juizos.
Ain.
121 Fiz juizo e justiça: não me entregues aos meus oppressores.
122 Fica por fiador do teu servo para o bem; não deixes que os soberbos me opprimam.
123 Os meus olhos desfalleceram pela tua salvação e pela promessa da tua justiça.
124 Usa com o teu servo segundo a tua benignidade, e ensina-me os teus estatutos.
125 Sou teu servo: dá-me intelligencia, para entender os teus testemunhos.
126 Já é tempo de operares ó Senhor, pois elles teem quebrantado a tua lei.
127 Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o oiro, e ainda mais do que o oiro fino.
128 Por isso estimo todos os teus preceitos ácerca de tudo, como rectos, e aborreço toda a falsa vereda.
Pe.
129 Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto a minha alma os guarda.
130 A entrada das tuas palavras dá luz, [25] dá entendimento aos simplices.
131 Abri a minha bocca, e respirei, pois que desejei os teus mandamentos.
132 Olha para mim, e tem piedade de mim, conforme usas com os que amam o teu nome.
133 Ordena os meus passos na tua palavra, [26] e não se apodere de mim iniquidade alguma.
134 Livra-me [27] da oppressão do homem; assim guardarei os teus preceitos.
135 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo, e ensina-me os teus estatutos.
136 Rios [28] d’aguas correm dos meus olhos, porque não guardam a tua lei.
Tsade.
137 Justo és, [29] ó Senhor, e rectos são os teus juizos.
138 Os teus testemunhos que ordenaste são rectos e muito fieis.
139 O meu zelo me consumiu, porque os meus inimigos se esqueceram da tua palavra.
140 A tua palavra é muito pura; portanto o teu servo a ama.
141 Pequeno sou e desprezado, porém não me esqueço dos teus mandamentos.
142 A tua justiça é uma justiça eterna, [30] e a tua lei é a verdade.
143 Aperto e angustia se apoderam de mim; comtudo os teus mandamentos são o meu prazer.
144 A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me intelligencia, e viverei.
Koph.
145 Clamei de todo o meu coração; escuta-me, Senhor, e guardarei os teus estatutos.
146 A ti te invoquei; salva-me, e guardarei os teus testemunhos.
147 Preveni a alva da manhã, e clamei: esperei na tua palavra.
148 Os meus olhos preveniram as vigilias da noite, para meditar na tua palavra.
149 Ouve a minha voz, segundo a tua benignidade; vivifica-me, ó Senhor, segundo o teu juizo.
150 Approximam-se os que se dão a maus tratos; affastam-se da tua lei.
151 Tu estás perto ó Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade.
152 Ácerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, [31] que tu os fundaste para sempre.
Res.
153 Olha para a minha afflicção, e livra-me, pois não me esqueci da tua lei.
154 Pleiteia a minha causa, e livra-me: vivifica-me segundo a tua palavra.
155 A salvação está longe dos impios, pois não buscam os teus estatutos.
156 Muitas são, ó Senhor, as tuas misericordias: vivifica-me segundo os teus juizos.
157 Muitos são os meus perseguidores e os meus inimigos; porém não me desvio dos teus testemunhos.
158 Vi os transgressores, e me affligi, porque não observam a tua palavra.
159 Considera como amo os teus preceitos: vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua benignidade.
160 A tua palavra é a verdade desde o principio, e cada um dos teus juizos dura para sempre.
Sin.
161 Principes me perseguiram sem causa, mas o meu coração temeu a tua palavra.
162 Folgo com a tua palavra, como aquelle que acha um grande despojo.
163 Abomino e aborreço a falsidade, porém amo a tua lei.
164 Sete vezes no dia te louvo pelos juizos da tua justiça.
165 Muita paz teem os que amam a tua lei, e para elles não ha tropeço.
166 Senhor, tenho esperado na tua salvação, [32] e tenho cumprido os teus mandamentos.
167 A minha alma tem observado os teus testemunhos; amo-os excessivamente.
168 Tenho observado os teus preceitos e os teus testemunhos, porque todos os meus caminhos estão diante de ti.
Tau.
169 Chegue a ti o meu clamor, ó Senhor: dá-me entendimento conforme a tua palavra.
170 Chegue a minha supplica perante a tua face: livra-me segundo a tua palavra.
171 Os meus labios proferiram o louvor, quando me ensinaste os teus estatutos.
172 A minha lingua fallará da tua palavra, pois todos os teus mandamentos são justiça.
173 Venha a tua mão soccorrer-me, [33] pois elegi os teus preceitos.
174 Tenho desejado a tua salvação, ó Senhor, a tua lei é todo o meu prazer.
175 Viva a minha alma, e louvar-te-ha: ajudem-me os teus juizos.
176 Desgarrei-me [34] como a ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueci dos teus mandamentos.
O psalmista ora para que seja livre do mentiroso e calumniador.
[RH] Cantico dos degraus.
120 Na minha angustia [1] clamei ao Senhor, e me ouviu.
2 Senhor, livra a minha alma dos labios mentirosos e da lingua enganadora.
3 Que te será dado, ou que te será accrescentado, lingua enganadora?
4 Frechas agudas do valente, com brazas vivas de zimbro.
5 Ai de mim, que peregrino em Mesech, [2] e habito nas tendas de Kedar.
6 A minha alma bastante tempo habitou com os que detestam a paz.
7 Pacifico sou, porém quando eu fallo já elles procuram guerra.
Deus é o guarda fiel do seu povo.
Cantico dos degraus.
121 Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem a minha salvação.
2 O meu soccorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.
3 Não deixará vacillar o teu pé: aquelle que te guarda não tosquenejará.
4 Eis-que não tosquenejará nem dormirá o guarda d’Israel.
5 O Senhor é quem te guarda: o Senhor é a tua sombra á tua direita.
6 O sol não te molestará de dia nem a lua de noite.
7 O Senhor te guardará de todo o mal: guardará a tua alma.
8 O Senhor guardará a tua entrada e a tua saida, desde agora e para sempre.
Oração para que a paz de Jerusalem continue.
Cantico dos degraus, de David.
122 Alegrei-me quando me disseram: [1] Vamos á casa do Senhor.
2 Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalem.
3 Jerusalem está edificada como uma cidade que é [2] compacta,
4 Onde sobem as tribus, as tribus do Senhor, até o testemunho d’Israel, para darem [RI] graças ao nome do Senhor.
5 Pois ali estão os thronos do juizo, os thronos da casa de David.
6 Orae pela paz de Jerusalem: prosperarão aquelles que te amam.
7 Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palacios.
8 Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti.
9 Por causa da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem.
A oração do crente desprezado.
Cantico dos degraus.
123 A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus.
2 Assim como os olhos dos servos attentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos attentam para o Senhor nosso Deus, até que tenha piedade de nós.
3 Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.
4 A nossa alma está extremamente cheia da zombaria d’aquelles que estão á sua vontade e com o desprezo dos soberbos.
Só Deus pode livrar o seu povo.
Cantico dos degraus, de David.
124 Se não fôra o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora diga Israel;
2 Se não fôra o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós,
3 Elles então nos teriam engulido vivos, quando a sua ira se accendesse contra nós.
4 Então as aguas teriam trasbordado sobre nós, e a corrente teria passado sobre a nossa alma;
5 Então as aguas altivas teriam passado sobre a nossa alma.
6 Bemdito seja o Senhor, que não nos deu por preza aos seus dentes.
7 A nossa alma escapou, como um passaro do laço dos passarinheiros; o laço quebrou-se, e nós escapámos.
8 O nosso soccorro está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.
A segurança d’aquelle que confia em Deus.
Cantico dos degraus.
125 Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre.
2 Assim como estão os montes á roda de Jerusalem, assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.
3 Porque o sceptro da impiedade não permanecerá [1] sobre a sorte dos justos, a não ser que o justo estenda as suas mãos para a iniquidade.
4 Faze bem, ó Senhor, aos bons e aos que são rectos de coração.
5 Emquanto áquelles que se inquietam para os seus caminhos tortuosos, leval-os-ha o Senhor com os que obram [2] a maldade: paz haverá sobre Israel.
Deus é louvado porque fez retirar do captiveiro o seu povo.
Cantico dos degraus.
126 Quando o Senhor [RJ] trouxe do captiveiro os que voltaram a Sião estavamos com os que sonham.
2 Então a nossa bocca se encheu do riso e a nossa lingua de cantico: então se dizia entre as nações: Grandes coisas fez o Senhor a estes.
3 Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quaes estamos alegres.
4 Traze-nos outra vez, ó Senhor, do captiveiro, como as correntes das aguas no sul.
5 Os que semeiam em lagrimas segarão com alegria.
6 Aquelle que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem duvida com alegria, trazendo comsigo os seus molhos.
Segurança, prosperidade e fecundidade veem de Deus só.
Cantico dos degraus, de Salomão.
127 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam: se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinella.
2 Inutil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dôres, pois assim dá elle aos seus amados o somno.
3 Eis que [1] os filhos são herança do Senhor, e o fructo do ventre o seu galardão.
4 Como frechas na mão d’um homem valente, assim são os filhos da mocidade.
5 Bemaventurado o homem que enche d’elles a sua aljava: não serão confundidos, mas fallarão com os seus inimigos á porta.
Aquelle que teme a Deus será abençoado na sua familia.
Cantico dos degraus.
128 Bemaventurado aquelle que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.
2 Pois comerás [1] do trabalho das tuas mãos: feliz serás, e te irá bem.
3 A tua mulher será [2] como a videira fructifera aos lados da tua casa, os teus filhos como plantas de oliveira á roda da tua mesa.
4 Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor.
5 O Senhor te abençoará desde Sião, e tu verás os bens de Jerusalem em todos os dias da tua vida.
6 E verás [3] os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.
A egreja é perseguida, mas não destruida.
Cantico dos degraus.
129 Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, diga agora Israel:
2 Muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, todavia não prevaleceram contra mim.
3 Os lavradores araram sobre as minhas costas: compridos fizeram os seus sulcos.
4 O Senhor é justo: cortou as cordas dos impios.
5 Sejam confundidos, e voltem para traz, todos os que aborrecem a Sião.
6 Sejam como a herva dos telhados, que se secca antes que [RK] a arranquem.
7 Com a qual o segador não enche a sua mão, nem o que ata os feixes enche o seu braço.
8 Nem tão pouco os que passam digam: A benção do Senhor seja sobre vós: nós vos abençoamos em nome do Senhor.
A confissão do peccado e a esperança do perdão.
Cantico dos degraus.
130 Das profundezas a ti clamo, ó Senhor.
2 Senhor, escuta a minha voz: sejam os teus ouvidos attentos á voz das minhas supplicas.
3 Se tu, Senhor, [1] observares as iniquidades, Senhor, quem subsistirá?
4 Porém comtigo está [2] o perdão, para que sejas temido.
5 Aguardo ao Senhor; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.
6 A minha alma aguarda ao Senhor, mais do que os guardas pela manhã, mais do que aquelles que vigiam pela manhã.
7 Espere Israel no Senhor, porque no Senhor ha misericordia, e n’elle ha abundante redempção.
8 E elle remirá [3] a Israel de todas as suas iniquidades.
A humildade do psalmista.
Cantico dos degraus, de David.
131 Senhor, o meu coração não se elevou [1] nem os meus olhos se levantaram: não me exercito em grandes materias, nem em coisas muito elevadas para mim.
2 Certamente que me tenho portado [RL] e socegado como uma creança [2] desmamada de sua mãe: a minha alma está como uma creança desmamada.
3 Espere Israel no Senhor, desde agora e para sempre.
O zelo de David pelo templo e pela arca. As promessas feitas por Deus.
Cantico dos degraus.
132 Lembra-te, Senhor, de David, e de todas as suas afflicções.
2 Como jurou ao Senhor, [1] e fez votos ao poderoso de Jacob, dizendo:
3 Certamente que não entrarei na tenda de minha casa, nem subirei ao leito da minha cama.
4 Não darei somno aos meus olhos, nem adormecimento ás minhas pestanas,
5 Emquanto [2] não achar logar para o Senhor, uma morada para o Poderoso de Jacob.
6 Eis que ouvimos fallar d’ella em Ephrata, e a achámos no campo do bosque.
7 Entraremos nos seus tabernaculos: prostrar-nos-hemos ante o escabello de seus pés.
8 Levanta-te, [3] Senhor, no teu repouso, tu e a arca da tua força.
9 Vistam-se os teus sacerdotes de justiça, e alegrem-se os teus sanctos.
10 Por amor de David, teu servo, não faças virar o rosto do teu ungido.
11 O Senhor jurou na verdade a David: não se apartará [4] d’ella: Do fructo do teu ventre porei sobre o teu throno.
12 Se os teus filhos guardarem o meu concerto, e os meus testemunhos, que eu lhes hei de ensinar, tambem os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu throno.
13 Porque o Senhor elegeu a Sião; desejou-a para a sua habitação, dizendo:
14 Este é o meu repouso para sempre: aqui habitarei, pois o desejei.
15 Abençoarei abundantemente o seu mantimento; fartarei de pão os seus necessitados.
16 Vestirei os seus sacerdotes de salvação, e os seus sanctos saltarão de prazer.
18 Vestirei os seus inimigos de confusão; mas sobre elle florescerá a sua corôa.
A excellencia do amor fraternal.
Cantico dos degraus, de David.
133 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos habitem [1] em união.
2 É como [2] o oleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba, d’Aarão, e que desce á orla dos seus vestidos.
3 Como o orvalho [3] de Hermon e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o [4] Senhor ordena a benção e vida para sempre.
Exhortação a bemdizer o Senhor.
Cantico dos degraus.
134 Eis-aqui, bemdizei ao Senhor todos vós, servos do Senhor, que assistis na casa do Senhor todas as noites.
2 Levantae as vossas mãos no sanctuario, e bemdizei ao Senhor.
3 O Senhor, que fez o céu e a terra, te abençõe desde Sião.
Deus é louvado pela sua bondade, poder e justiça. A vaidade dos idolos.
135 Louvae ao Senhor. Louvae o nome do Senhor; louvae-o, servos do Senhor.
2 Vós que assistis na casa do Senhor, nos atrios da casa do nosso Deus.
3 Louvae ao Senhor, porque o Senhor é bom: cantae louvores ao seu nome, porque é agradavel.
4 Porque [1] o Senhor escolheu para si a Jacob, e a Israel para seu proprio thesouro.
5 Porque eu conheço que o Senhor é grande e que o nosso Deus está acima de todos os deuses.
6 Tudo o que o Senhor quiz fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abysmos.
7 Faz [2] subir os vapores das extremidades da terra; faz os relampagos para a chuva; produz os ventos dos seus thesouros.
8 O que feriu os primogenitos do Egypto, desde os homens até ás bestas.
9 O que enviou signaes e prodigios no meio de ti, ó Egypto, contra Pharaó e contra os seus servos.
10 O que feriu [3] muitas nações, e matou poderosos reis;
11 A Sehon, rei dos amorrheos, e a Og, rei de Basan, e a todos os reinos de Canaan.
12 E deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo.
13 O teu nome, ó Senhor, dura perpetuamente; e a tua memoria, ó Senhor, de geração em geração.
14 Pois o Senhor julgará o seu povo, e se arrependerá com respeito aos seus servos.
15 Os idolos das nações são prata e oiro, obra das mãos dos homens.
16 Teem bocca, mas não fallam; teem olhos, e não vêem.
17 Teem ouvidos, mas não ouvem, nem ha respiro algum nas suas boccas.
18 Similhantes a elles se tornem os que os fazem, e todos os que confiam n’elles.
19 Casa d’Israel, bemdizei ao Senhor; casa d’Aarão bemdizei ao Senhor.
20 Casa de Levi, bemdizei ao Senhor: vós, os que temeis ao Senhor, louvae ao Senhor.
21 Bemdito seja o Senhor desde Sião, que habita em Jerusalem. Louvae ao Senhor.
Deus é louvado pelas suas obras e porque sua benignidade dura para sempre.
136 Louvae ao Senhor, porque elle é bom; porque [1] a sua benignidade dura para sempre.
2 Louvae ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
3 Louvae ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
4 Aquelle que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
5 Aquelle que por entendimento fez os céus, [2] porque a sua benignidade dura para sempre.
6 Aquelle que estendeu a terra sobre as aguas; porque a sua benignidade dura para sempre.
7 Aquelle que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre.
8 O sol [3] para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre.
9 A lua e as estrellas para presidirem á noite; porque a sua benignidade dura para sempre.
10 O que feriu [4] o Egypto nos seus primogenitos; porque a sua benignidade dura para sempre.
11 E tirou a [5] Israel do meio d’elles; porque a sua benignidade dura para sempre.
12 Com mão [6] forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre.
13 Aquelle que dividiu o Mar Vermelho [7] em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre.
14 E fez passar Israel por meio d’elles; porque a sua benignidade dura para sempre.
15 Mas derribou [8] a Pharaó com o seu exercito no Mar Vermelho, porque a sua benignidade dura para sempre.
16 Aquelle que guiou [9] o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre.
17 Aquelle que feriu [10] os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre.
18 E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre.
19 Sehon, rei dos amorrheos; porque a sua benignidade dura para sempre.
20 E Og, rei de Basan; porque a sua benignidade dura para sempre.
21 E deu a terra d’elles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre.
22 E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre.
23 Que se lembrou da [11] nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre.
24 E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre.
25 O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
26 Louvae ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
137 Junto dos rios de Babylonia, ali nos assentámos e chorámos, quando nos lembrámos de Sião:
2 Sobre os salgueiros que ha no meio d’ella, pendurámos as nossas harpas.
3 Pois lá aquelles que nos levaram captivos, nos pediam uma canção; e os que nos destruiram, que os alegrassemos, dizendo; Cantae-nos uma das canções de Sião.
4 Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?
5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalem, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
6 Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a lingua ao meu paladar; se não prefiro Jerusalem á minha maior alegria.
7 Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom [1] no dia de Jerusalem, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
8 Ah! filha de Babylonia, que vaes ser assolada; feliz aquelle que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
9 Feliz aquelle que pegar em teus filhos e der [2] com elles pelas pedras.
Acção de graças a Deus por amor da sua fidelidade. Todos os reis o louvarão.
Psalmo de David.
138 Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração: na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
2 Inclinar-me-hei para o teu sancto templo, e louvarei o teu nome pela sua benignidade, e pela tua verdade: pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
3 No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
4 Todos os reis da terra te louvarão, ó Senhor, quando ouvirem as palavras da tua bocca;
5 E cantarão os caminhos do Senhor; pois grande é a gloria do Senhor.
6 Ainda que o Senhor é excelso, attende todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
7 Andando eu no meio da angustia, tu me reviverás: estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua dextra me salvará.
8 O Senhor aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó Senhor, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.
A omnipresença e a omnipotencia de Deus.
Psalmo de David para o cantor-mór.
139 Senhor, [1] tu me sondaste, e me conheces.
2 Tu sabes [2] o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 Não havendo ainda palavra alguma na minha lingua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.
5 Tu me cercaste por detraz e por diante; e pozeste sobre mim a tua mão.
6 Tal sciencia é para mim maravilhosissima; tão alta que não a posso attingir.
7 Para onde me irei do teu Espirito, ou para onde fugirei da tua face?
8 Se subir [3] ao céu, lá tu estás: se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás tambem.
9 Se tomar as azas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
10 Até ali a tua mão me guiará e a tua dextra me susterá.
11 Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz á roda de mim.
12 Nem ainda [4] as trevas me encobrem de ti: mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
13 Pois possuiste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
14 Eu te louvarei, porque de um modo terrivel, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 Os meus ossos não te foram encobertos, quando no occulto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
16 Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escriptas; as quaes em continuação foram formadas, quando nem ainda uma d’ellas havia.
17 E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as sommas d’elles!
18 Se as contasse, seriam em maior numero do que a areia: quando acordo ainda estou comtigo.
19 Ó Deus, tu matarás decerto o impio: apartae-vos portanto de mim, homens de sangue.
20 Pois fallam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.
21 Não aborreço eu, ó Senhor, aquelles que te aborrecem, e não me afflijo por causa dos que se levantam contra ti?
22 Aborreço-os com odio perfeito: tenho-os por inimigos.
23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me, e conhece os meus pensamentos.
24 E vê se ha em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
O psalmista ora para que seja livre de inimigos potentes e injustos.
Psalmo de David para o cantor-mór.
140 Livra-me, ó Senhor, do homem mau: guarda-me do homem violento;
2 Que pensa o mal no coração: continuamente se ajuntam para a guerra.
3 Aguçaram as linguas como a serpente; o veneno das viboras está debaixo dos seus labios (Selah).
4 Guarda-me, ó Senhor, das mãos do impio; guarda-me do homem [1] violento, os quaes se propozeram empuxar os meus passos.
5 Os soberbos [2] armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho: armaram-me laços corrediços (Selah).
6 Eu disse ao Senhor: Tu és o meu Deus: ouve a voz das minhas supplicas, ó Senhor.
7 Senhor Deus, [RN] fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.
8 Não concedas, ó Senhor, ao impio os seus desejos: não promovas o seu mau proposito, para que não se exalte (Selah).
9 Quanto á cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus labios.
10 Caiam sobre elles brazas vivas: sejam lançados no fogo: em covas profundas para que se não tornem a levantar.
11 Não terá firmeza na terra o homem de má lingua: o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado.
12 Sei que o Senhor [RO] sustentará a causa do opprimido, e o direito do necessitado.
13 Assim os justos louvarão o teu nome: os rectos habitarão na tua presença.
O psalmista ora para que seja preservado no meio da tentação.
Psalmo de David.
141 Senhor, a ti clamo, escuta-me; inclina os teus ouvidos á minha voz, quando a ti clamar.
2 Suba a minha [1] oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrificio da tarde.
3 Põe, ó Senhor, uma guarda á minha bocca: guarda a porta dos meus labios.
4 Não inclines o meu coração a coisas más, a praticar obras más, com aquelles que obram a iniquidade; e não coma das suas delicias.
5 Fira-me o justo, será uma benignidade; e reprehenda-me, será um excellente oleo, que me não quebrará a cabeça; porque orarei nas suas proprias calamidades.
6 Quando os seus juizes forem derribados pelos lados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradaveis.
7 Os nossos ossos são espalhados á bocca da sepultura como se alguem [RP] fendera e partira lenha em terra.
8 Mas os meus olhos te contemplam, o Deus, Senhor: em ti confio; não desnudes a minha alma.
9 Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que obram a iniquidade.
10 Caiam os impios nas suas proprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.
Oração no meio de grande perigo.
Maschil de David: oração que fez quando estava na caverna.
142 Com a minha voz clamei ao Senhor, com a minha voz suppliquei ao Senhor.
2 Derramei a minha queixa perante a sua face; expuz-lhe a minha angustia.
3 Quando o meu espirito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda: no caminho em que eu andava, esconderam-me um laço.
4 Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse: refugio me faltou, ninguem cuidou da minha alma.
5 A ti, ó Senhor, clamei; disse: Tu és o meu refugio, e a minha porção na terra dos viventes.
6 Attende ao meu clamor; porque estou muito abatido: livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.
7 Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.
O psalmista ora para que seja livre de inimigos.
Psalmo de David.
143 Ó Senhor, ouve a minha oração, inclina os ouvidos ás minhas supplicas: escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça,
2 E não entres em juizo com o teu servo, [1] porque á tua vista não se achará justo nenhum vivente.
3 Pois o inimigo perseguiu a minha alma; atropellou-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aquelles que morreram ha muito.
4 Pelo que o meu espirito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado.
5 Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.
6 Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sêde de ti, como terra sedenta (Selah).
7 Ouve-me depressa, ó Senhor; o meu espirito desmaia; não escondas de mim a tua face, para que não seja similhante aos que descem á cova.
8 Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.
9 Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.
10 Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus: [2] o teu Espirito é bom; guia-me por terra plana.
11 Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angustia.
12 E por tua misericordia desarreiga os meus inimigos, e destroe a todos os que angustiam a minha alma: pois sou teu servo.
Acção de graças pela protecção de Deus e oração por outros livramentos.
Psalmo de David.
144 Bemdito seja o Senhor, minha rocha, [1] que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;
2 Benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu: escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo.
3 Senhor, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?
4 O homem é similhante á vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.
5 Abaixa, ó Senhor, os teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão.
6 Vibra os teus raios, e dissipa-os; envia as tuas frechas, e desbarata-os.
7 Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e, arrebata-me das muitas aguas e das mãos dos filhos estranhos,
8 Cuja bocca falla vaidade, e a sua direita é direita de falsidade.
9 A ti, ó Deus, cantarei um cantico novo, com o psalterio e instrumento de dez cordas te cantarei louvores.
10 A ti, que dás a salvação aos reis, e que livras a David, teu servo, da espada maligna.
11 Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja bocca falla vaidade, e a sua direita é direita de iniquidade;
12 Para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras d’esquina lavradas á moda de palacio.
13 Para que as nossas dispensas se encham de todo o provimento; para que os nossos gados produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas.
14 Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saidas, nem gritos nas nossas ruas.
15 Bemaventurado o povo, ao qual assim acontece: bemaventurado é o povo cujo Deus é o Senhor.
A bondade, grandeza e providencia de Deus.
Cantico de David.
145 Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bemdirei o teu nome pelo seculo do seculo e para sempre.
2 Cada dia te bemdirei, e louvarei o teu nome pelo seculo do seculo e para sempre.
3 Grande é o Senhor, e muito digno de louvor, [1] e a sua grandeza inexcrutavel.
4 Uma geração louvará as tuas obras á outra geração, e annunciarão as tuas proezas.
5 Fallarei da magnificencia gloriosa da tua magestade e das tuas obras maravilhosas.
6 E se fallará da força dos teus feitos terriveis; e contarei a tua grandeza.
7 Proferirão abundantemente a memoria da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça.
8 Piedoso e benigno é o Senhor, soffredor e de grande misericordia.
9 O Senhor é bom para todos, e as suas misericordias são sobre todas as suas obras.
10 Todas as tuas obras te louvarão, ó Senhor, e os teus sanctos te bemdirão.
11 Fallarão da gloria do teu reino, e relatarão o teu poder,
12 Para fazer saber aos filhos dos homens as tuas proezas e a gloria da magnificencia do teu reino.
13 O teu reino [2] é um reino eterno; o teu dominio dura em todas as gerações.
14 O Senhor sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.
15 Os olhos de todos esperam em ti, e lhes dás o seu mantimento a seu tempo.
16 Abres a tua mão, e fartas os desejos de todos os viventes.
17 Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e sancto em todas as suas obras.
18 Perto está o Senhor de todos os que o invocam, [3] de todos os que o invocam em verdade.
19 Elle cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor, e os salvará.
20 O Senhor guarda a todos os que o amam; porém todos os impios serão destruidos.
21 A minha bocca fallará o louvor do Senhor, e toda a carne louvará o seu sancto nome pelo seculo do seculo e para sempre.
A fraqueza do homem e a fidelidade de Deus.
146 Louvae ao Senhor. Ó alma minha, louva ao Senhor.
2 Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus emquanto eu fôr vivo.
3 Não confieis em principes, nem no filho do homem, em quem não ha salvação.
4 Sae-lhe o espirito, volta para a terra: [1] n’aquelle mesmo dia perecem os seus pensamentos.
5 Bemaventurado [2] aquelle que tem o Deus de Jacob por seu auxilio, e cuja esperança está posta no Senhor seu Deus.
6 O que fez os céus e a terra, [3] o mar e tudo quanto ha n’elles, e o que guarda a verdade para sempre;
7 O que faz justiça aos opprimidos, o que dá pão aos famintos. O Senhor solta os encarcerados.
8 O Senhor abre [4] os olhos aos cegos: O Senhor levanta os abatidos: o Senhor ama os justos.
9 O Senhor guarda os estrangeiros: [5] sustem o orphão e a viuva, mas transtorna o caminho dos impios.
10 O Senhor reinará [6] eternamente; o teu Deus, ó Sião, é de geração em geração. Louvae ao Senhor.
Exhortação a louvar ao Senhor pela sua beneficencia.
147 Louvae ao Senhor, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradavel; decoroso é o louvor.
2 O Senhor edifica a Jerusalem, congrega os dispersos de Israel.
3 Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.
4 Conta o numero das estrellas, chama-as a todas pelos seus nomes.
5 Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito.
6 O Senhor eleva os humildes, e abate os impios até á terra.
7 Cantae ao Senhor em acção de graça; cantae louvores ao nosso Deus sobre a harpa.
8 Elle é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir herva sobre os montes.
9 O que dá aos animaes o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam.
10 Não se deleita na força do cavallo, nem se compraz nas pernas do varão.
11 O Senhor se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericordia.
12 Louva, ó Jerusalem, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.
13 Porque fortaleceu os ferrolhos das tuas portas; abençôa aos teus filhos dentro de ti.
14 Elle é o que põe em paz os teus termos, e da flor da farinha te farta.
15 O que envia o seu mandamento á terra, a sua palavra corre velozmente.
16 O que dá a neve como lã, esparge a geada como cinza.
17 O que lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?
18 Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as aguas.
19 Mostra a sua palavra a Jacob, os seus estatutos e os seus juizos a Israel.
20 Não fez assim a nenhuma outra nação; e, emquanto aos seus juizos, não os conhecem. Louvae ao Senhor.
Toda a creação deve louvar ao Senhor.
148 Louvae ao Senhor. Louvae ao Senhor desde os céus, louvae-o nas alturas.
2 Louvae-o, todos os seus anjos; louvae-o todos os seus exercitos.
3 Louvae-o, sol e lua; louvae-o, todas as estrellas luzentes.
4 Louvae-o, [1] céus dos céus, e as aguas que estão sobre os céus.
5 Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo foram creados.
6 E os confirmou para sempre, e lhes deu uma lei que não ultra-passarão.
7 Louvae ao Senhor desde a terra: vós, baleias, [2] e todos os abysmos,
8 Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra:
9 Montes e todos os outeiros, [3] arvores fructiferas e todos os cedros:
10 As feras e todos os gados, reptis e aves voadoras:
11 Reis da terra e todos os povos, principes e todos os juizes da terra:
12 Mancebos e donzellas, velhos e creanças,
13 Louvem o nome do Senhor, pois só o seu nome é exaltado: a sua gloria está sobre a terra e o céu.
14 Elle tambem exalta o [RQ] poder do seu povo, o louvor de todos os seus sanctos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvae ao Senhor.
Os fieis louvam a seu Deus com canticos e instrumentos de musica.
149 Louvae ao Senhor. [1] Cantae ao Senhor um cantico novo, e o seu louvor na congregação dos sanctos.
2 Alegre-se Israel n’aquelle que o fez, gozem-se os filhos de Sião no seu rei.
3 Louvem o seu nome com [RR] flauta; cantem-lhe o seu louvor com adufe e harpa.
4 Porque o Senhor se agrada do seu povo; ornará os mansos com a [RS] salvação.
5 Exultem os sanctos na gloria, alegrem-se nas suas camas.
6 Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, [2] e espada de dois fios nas suas mãos,
7 Para tomarem vingança das nações, e darem reprehensões aos povos;
8 Para aprisionarem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro;
9 Para fazerem n’elles o juizo escripto; [RT] esta será a gloria de todos os sanctos. Louvae ao Senhor.
O psalmista exhorta toda a creatura a louvar o Senhor.
150 Louvae ao Senhor. Louvae a Deus no seu sanctuario, louvae-o no firmamento do seu poder.
2 Louvae-o pelos seus actos poderosos, [1] louvae-o conforme a excellencia da sua grandeza.
3 Louvae-o com o som de trombeta, louvae-o com o psalterio e a harpa.
4 Louvae-o com o adufe e a [RU] flauta, louvae-o com instrumento de cordas e com orgãos.
5 Louvae-o [2] com os cymbalos sonoros, louvae-o com cymbalos altisonantes.
6 Tudo quanto tem folego louve [RV] ao Senhor. Louvae ao Senhor.