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A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

ACTOS DOS APOSTOLOS.

João Ferreira d' Almeida translation

Introducção. A ascenção.

Anno Domini 33

1 Fiz o primeiro tratado, ó [1] Theophilo, ácerca de todas as coisas que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,

2 Até [2] ao dia em que [3] foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espirito Sancto, aos apostolos que escolhera;

3 Aos [4] quaes tambem, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalliveis provas, sendo visto por elles por espaço de quarenta dias, e fallando do que respeita ao reino de Deus.

4 E, [5] ajuntando-os, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalem, mas que esperassem a promessa do Pae que (disse elle) de mim [6] ouvistes.

5 Porque, [7] na verdade, João baptizou com agua, [8] porém vós sereis baptizados com o Espirito Sancto, não muito depois d’estes dias.

6 Aquelles pois que se haviam ajuntado perguntaram-lhe, dizendo: [9] Senhor, [10] restaurarás tu n’este tempo o reino a Israel?

7 E disse-lhes: [11] Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pae poz em seu proprio poder.

8 Mas [12] recebereis a virtude do [13] Espirito Sancto, que ha de vir sobre vós; e ser-me-heis [14] testemunhas, tanto em Jerusalem como em toda a Judea e Samaria, e até aos confins da terra.

9 E, [15] havendo dito estas coisas, vendo-o elles, [16] foi elevado ás alturas, e uma nuvem o recebeu, occultando-o a seus olhos.

10 E, estando elles com os olhos fitos no céu, emquanto elle ia subindo, eis que junto d’elles se pozeram dois varões [17] vestidos de branco,

11 Os quaes então disseram: [18] Varões galileos, porque estaes olhando para o céu? Esse Jesus, que d’entre vós foi recebido acima no céu, [19] ha de vir assim como para o céu o vistes ir.

12 Então [20] voltaram para Jerusalem, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalem, á distancia do caminho de um sabbado.

13 E, entrando, subiram [21] ao cenaculo, onde ficaram [22] Pedro e Thiago, João e André, Philippe e Thomé, Bartholomeo e Matheus, Thiago, filho de Alpheo, [23] Simão, o zelador, e [24] Judas, irmão de Thiago.

14 Todos [25] estes perseveravam unanimemente em orações e supplicas, com [26] as mulheres, e Maria mãe de Jesus, [27] e com seus irmãos.

Mathias é escolhido apostolo em logar de Judas.

15 E n’aquelles dias, levantando-se Pedro no meio dos discipulos, disse (ora [28] a multidão junta era de quasi cento e vinte pessoas):

16 Varões irmãos, convinha que se cumprisse a Escriptura [29] que o Espirito Sancto predisse pela bocca de David, ácerca de Judas, [30] que foi o guia d’aquelles que prenderam a Jesus;

17 Porque foi [31] contado comnosco e alcançou sorte n’este [32] ministerio.

18 Ora este [33] adquiriu um campo com o [34] galardão da iniquidade; e, precipitando-se, arrebentou pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram.

19 E foi notorio a todos os que habitam em Jerusalem; de maneira que na sua propria lingua esse campo se chama Aceldama, isto é, Campo de sangue:

20 Porque no livro dos Psalmos está escripto: [35] Fique deserta a sua habitação, e não haja quem n’ella habite, [36] e tome outro [AHX] o seu bispado.

21 É necessario pois que, dos varões que conviveram comnosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu d’entre nós,

22 Começando [37] desde o baptismo de João até ao dia [38] em que d’entre nós foi recebido em cima, um d’elles se faça comnosco [39] testemunha da sua resurreição.

23 E apresentaram dois: José, chamado [40] Barsabbás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matthias.

24 E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor [41] dos corações de todos, mostra qual d’estes dois tens escolhido,

25 Para [42] que tome parte n’este ministerio e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu proprio logar.

26 E lançaram-lhes sortes, e caiu a sorte sobre Matthias. E por voto commum foi contado com os onze apostolos.

A descida do Espirito Sancto.

2 E, cumprindo-se [1] o dia de Pentecostes, [2] estavam todos concordemente reunidos.

2 E de repente veiu do céu um som, como de um vento vehemente e impetuoso, [3] e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 E foram vistas por elles linguas repartidas, como que de fogo, e pousaram sobre cada um d’elles.

4 E todos foram [4] cheios do Espirito Sancto, [5] e começaram a fallar n’outras linguas, conforme o Espirito Sancto lhes concedia que fallassem.

5 E em Jerusalem estavam habitando judeos, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6 E, correndo aquella voz, ajuntou-se a multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia fallar na sua propria lingua.

7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois que! não [6] são galileos todos esses homens que estão fallando?

8 Como pois os ouvimos, cada um, na nossa propria lingua em que somos nascidos?

9 Parthos e medas, elamitas e os que habitam na Mesopotamia, e Judea, e Cappadocia, Ponto e Asia,

10 E Phrygia e Pamphylia, Egypto e partes da Lybia, junto a Cyrene, e forasteiros romanos, tanto judeos como proselytos,

11 Cretenses e arabes, ouvimos todos em nossas proprias linguas fallar das grandezas de Deus.

12 E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

O discurso de Pedro no dia de Pentecostes.

14 Porém Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Varões judeos, e todos os que habitaes em Jerusalem, seja-vos isto conhecido, e escutae as minhas palavras;

15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensaes, sendo [7] a terceira hora do dia.

16 Mas isto é o que foi dito pelo propheta Joel:

17 E [8] nos ultimos dias acontecerá, diz Deus, [9] que do meu Espirito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos [10] e as vossas filhas prophetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;

18 E tambem do meu Espirito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas n’aquelles dias, [11] e prophetizarão;

19 E [12] farei apparecer prodigios nas alturas, no céu; e signaes em baixo na terra, sangue, fogo e vapor de fumo:

20 O [13] sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e illustre dia do Senhor;

21 E acontecerá [14] que todo aquelle que invocar o nome do Senhor será salvo.

22 Varões israelitas, escutae estas palavras: A Jesus Nazareno, varão approvado por Deus [15] entre vós com maravilhas, prodigios e signaes, que Deus por elle fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis:

23 A este, [16] sendo entregue pelo determinado conselho e presciencia de Deus, [17] tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos:

24 Ao [18] qual Deus resuscitou, soltas as dôres da morte, pois não era possivel que fosse retido por ella;

25 Porque d’elle disse David: Sempre via diante de mim ao Senhor, porque está á minha direita, para que eu não seja commovido:

26 Por isso se alegrou o meu coração, [19] e a minha lingua exultou; e ainda a minha carne ha de repousar em esperança;

27 Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permittirás que o teu Sancto veja a corrupção:

28 Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; com a tua face me encherás de jubilo.

29 Varões irmãos, seja-me licito dizer-vos livremente [20] ácerca do patriarcha David, que elle morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.

30 Sendo pois elle propheta, [21] e sabendo que Deus lhe havia promettido com juramento que do fructo de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Christo, para o assentar sobre o seu throno,

31 Prevendo isto, fallou da resurreição de Christo, [22] dizendo que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.

32 Deus [23] resuscitou a este Jesus, do [24] que todos nós somos testemunhas.

33 De [25] sorte que, exaltado já pela dextra de Deus, [26] e recebendo do Pae a promessa do Espirito Sancto, [27] derramou isto que vós agora vêdes e ouvis.

34 Porque David não subiu aos céus, mas diz: [28] Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te á minha direita,

35 Até que ponha os teus inimigos por escabello de teus pés.

36 Saiba pois com certeza toda a casa d’Israel que a esse Jesus, a quem [29] vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Christo.

As primeiras conversões.

37 E, ouvindo elles estas [30] coisas, compungiram-se em seu coração, e disseram a Pedro e aos demais apostolos: Que faremos, varões irmãos?

38 E disse-lhes Pedro: [31] Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Christo, para perdão dos peccados; e recebereis o dom do Espirito Sancto;

39 Porque a promessa vos pertence, a vós, [32] a vossos filhos, e a [33] todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.

40 E com muitas outras palavras testificava e os exhortava, dizendo: Salvae-vos d’esta geração perversa.

41 De sorte que foram baptizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e n’aquelle dia ajuntaram-se á egreja quasi tres mil almas;

42 E [34] perseveravam na doutrina dos apostolos, e na communhão, e no partir do pão e nas orações.

43 E em toda a alma havia temor, [35] e muitas maravilhas e signaes se faziam pelos apostolos.

44 E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo [36] em commum.

45 E vendiam suas propriedades e fazendas, [37] e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.

46 E, [38] perseverando unanimes todos os dias [39] no templo, e [40] repartindo o pão de casa em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

47 Louvando a Deus, [41] e tendo graça para com todo o povo. E todos os dias accrescentava o Senhor [42] á egreja aquelles que se haviam de salvar.

Cura d’um côxo; discurso de Pedro no templo.

3 E Pedro e João subiam [1] juntos ao templo [2] á hora da oração, a nona.

2 E [3] era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era côxo, o qual cada dia punham á porta do templo, chamada Formosa, [4] para pedir esmola aos que entravam no templo.

3 O qual, vendo a Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe déssem uma esmola.

4 E Pedro, com João, fitando os olhos n’elle, disse: Olha para nós.

5 E olhou para elles, esperando receber d’elles alguma coisa.

6 E disse Pedro: Não tenho prata nem oiro; mas o que tenho isso te dou. [5] Em nome de Jesus Christo, o Nazareno, levanta-te e anda.

7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

8 E, saltando [6] elle, poz-se em pé, e andou, e entrou com elles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus;

9 E [7] todo o povo o viu andar e louvar a Deus;

10 E conheciam-n’o, que era elle o que [8] se assentava á esmola á porta Formosa do templo, e ficaram cheios de pasmo e assombro, pelo que lhe acontecera.

11 E, apegando-se o côxo, que fôra curado, a Pedro e João, todo o povo correu attonito para junto d’elles, ao alpendre [9] chamado de Salomão.

12 E Pedro, vendo isto, disse ao povo: Varões israelitas, porque vos maravilhaes d’isto? Ou, porque olhaes tanto para nós, como se por nossa propria virtude ou sanctidade o fizessemos andar?

13 O [10] Deus d’Abrahão, e de Isaac e de Jacob, o Deus de nossos paes, [11] glorificou a seu filho Jesus, a quem vós [12] entregastes e [13] perante a face de Pilatos negastes, julgando elle que devia ser solto.

14 Mas vós negastes [14] o Sancto e [15] o Justo, e pedistes que se vos désse um homem homicida.

15 E matastes o [16] Principe da vida, ao qual Deus resuscitou dos mortos, [17] do que nós somos testemunhas.

16 E [18] pela fé no seu nome o seu nome fortaleceu a este que vêdes e conheceis; e a fé que é por elle deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saude.

17 E agora, irmãos, eu sei que o fizestes [19] por ignorancia, como tambem os vossos [AHY] principes:

18 Mas Deus [20] assim cumpriu o que já d’antes pela bocca de todos os seus prophetas havia [21] annunciado; que o Christo havia de padecer.

19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos peccados, quando vierem os tempos do refrigerio pela presença do Senhor,

20 E elle enviar a Jesus Christo, [22] que já d’antes vos foi prégado:

21 O [23] qual convem que o céu contenha até aos tempos da restauração [24] de todas as coisas, [25] das quaes Deus fallou pela bocca de todos os seus sanctos prophetas, desde todo o seculo.

22 Porque Moysés disse aos paes: [26] O Senhor vosso Deus levantará d’entre vossos irmãos um propheta similhante a mim: a elle ouvireis em tudo quanto vos disser.

23 E acontecerá que toda a alma que não escutar esse propheta será exterminada d’entre o povo.

24 E tambem todos os prophetas, desde Samuel, e todos quantos depois teem fallado, já d’antes annunciaram esses dias.

25 Vós [27] sois os filhos dos prophetas, e do concerto que Deus fez com nossos paes, dizendo a Abrahão: [28] Na tua descendencia serão bemditas todas as familias da terra.

26 Resuscitando [29] Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou [30] a vós, para que n’isso vos abençoasse, [31] e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.

Pedro e João perante o synhedrio.

4 E, estando elles fallando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os sadduceos,

2 Doendo-se [1] muito de que ensinassem o povo, e annunciassem em Jesus a resurreição dos mortos.

3 E lançaram mão d’elles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois era já tarde.

4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra crêram, e chegou o numero d’esses homens a quasi cinco mil.

5 E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalem os seus principaes, e anciãos e escribas,

6 E [2] Annás, o summo sacerdote, e Caiphás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do summo sacerdote.

7 E, pondo-os no meio, perguntaram: [3] Com que poder fizestes isto, ou em nome de quem?

8 Então [4] Pedro, cheio do Espirito Sancto, lhes disse: Principaes do povo, e vós, anciãos d’Israel.

9 Visto que hoje somos interrogados ácerca do beneficio feito a um homem enfermo, do modo como foi curado,

10 Seja conhecido a vós todos, e a todo o povo d’Israel, [5] que em nome de Jesus Christo, o nazareno, aquelle a quem vós crucificastes [6] e a quem Deus resuscitou dos mortos, em nome d’esse é que este está são diante de vós.

11 Este [7] é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça d’esquina.

12 E [8] em nenhum outro ha salvação, porque tambem debaixo do céu nenhum outro nome ha, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

13 Então elles, vendo a ousadia de Pedro e João, [9] e informados de que eram homens sem lettras e indoutos, se maravilharam; e conheciam que elles haviam estado com Jesus.

14 Mas, vendo [10] estar com elles o homem que fôra curado, nada tinham que dizer em contrario.

15 E, mandando-os sair fóra do conselho, conferenciaram entre si,

16 Dizendo: [11] Que havemos de fazer a estes homens? porque a todos os que habitam em Jerusalem [12] é manifesto que por elles foi feito um signal notorio, e não o podemos negar;

17 Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemol-os para que não fallem mais n’esse nome a homem algum.

18 E, [13] chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não fallassem, nem ensinassem, no nome de Jesus.

19 Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: [14] Julgae vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;

20 Porque [15] não podemos deixar de fallar do que temos [16] visto e ouvido.

21 Mas elles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, [17] deixaram-n’os ir, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus ácerca [18] do que acontecera:

22 Pois tinha mais de quarenta annos o homem em quem se operara aquelle milagre de saude.

23 E, soltos elles, foram [19] para os seus, e contaram tudo o que lhes disseram os principaes dos sacerdotes e os anciãos.

24 E, ouvindo elles isto, unanimes levantaram a voz a Deus, e disseram: [20] Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar, e todas as coisas que n’elles ha;

25 Que disseste pela bocca de David, teu servo: [21] Porque bramaram as gentes, e os povos pensaram coisas vãs?

26 Levantaram-se os reis da terra, e os principes se ajuntaram á uma, [22] contra o Senhor e contra o seu Ungido.

27 Porque verdadeiramente contra [23] o teu sancto Filho Jesus, [24] que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Poncio Pilatos, com os gentios e os povos d’Israel;

28 Para [25] fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.

29 Agora pois, ó Senhor, põe os olhos nas suas ameaças, e concede aos teus servos que [26] fallem com toda a ousadia a tua palavra;

30 Estendendo a tua mão para curar, [27] e para que se façam signaes e prodigios [28] pelo nome do [29] teu sancto Filho Jesus.

31 E, tendo orado, [30] moveu-se o logar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espirito Sancto, [31] e fallavam com ousadia a palavra de Deus.

A communidade de bens entre os primeiros christãos: Ananias e Saphira.

32 E era um [32] o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguem dizia que coisa alguma do que possuia era sua propria, [33] mas todas as coisas lhes eram communs.

33 E os apostolos davam, [34] com grande poder, [35] testemunho da resurreição do Senhor Jesus, [36] e em todos elles havia abundante graça.

34 Não havia pois entre elles [37] necessitado algum; porque todos os que possuiam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do vendido, [38] e o depositavam aos pés dos apostolos.

35 E [39] repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

36 Então José, cognominado pelos apostolos Barnabé (que, traduzido, é Filho de consolação), levita, natural de Chypre,

37 Possuindo uma [40] herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o apresentou aos pés dos apostolos.

5 E um certo varão chamado Ananias, com Saphira, sua mulher, vendeu uma propriedade;

2 E reteve parte do preço, sabendo-o tambem sua mulher; [1] e, trazendo uma parte d’elle, a depositou aos pés dos apostolos.

3 Disse [2] então Pedro: Ananias, porque encheu [3] Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espirito Sancto, e retivestes parte do preço da herdade?

4 Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Porque formaste este designio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu [4] e expirou. E um grande temor veiu sobre todos os que isto ouviram.

6 E, levantando-se os mancebos, pegaram d’elle, [5] e, transportando-o para fóra, o sepultaram.

7 E, passando um espaço quasi de tres horas, entrou tambem sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.

8 E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquella herdade? E ella disse: Sim, por tanto.

9 Porém Pedro lhe disse: Porque é que entre vós vos concertastes para [6] tentar o Espirito do Senhor? Eis ahi á porta os pés dos que sepultaram a teu marido, e tambem te levarão a ti.

10 E [7] logo caiu aos seus pés, e expirou. E, entrando os mancebos, acharam-n’a morta, e a sepultaram junto de seu marido.

11 E [8] veiu um grande temor a toda a egreja, e a todos os que ouviram estas coisas.

12 E [9] muitos signaes e prodigios eram feitos entre o povo [10] pelas mãos dos apostolos. E estavam todos unanimes no alpendre de Salomão.

13 E dos [11] outros ninguem ousava ajuntar-se com elles: mas o povo tinha-os em grande estima.

14 E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia mais e mais.

15 De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas [12] para que a sombra de Pedro, quando passasse, cobrisse alguns d’elles.

16 E até das cidades circumvisinhas concorria a multidão a Jerusalem, conduzindo [13] enfermos e atormentados de espiritos immundos; os quaes todos eram curados.

Os apostolos são milagrosamente tirados da prisão, e dão testemunho perante o synhedrio. O conselho de Gamaliel.

17 E, [14] levantando-se o summo sacerdote, e todos os que estavam com elle (que era a seita dos sadduceos), encheram-se de inveja,

18 E [15] lançaram mão dos apostolos, e os pozeram na prisão publica.

19 Mas [16] de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, e, tirando-os para fóra, disse:

20 Ide apresentar-vos no templo, e dizei ao povo [17] todas as palavras d’esta vida.

21 E, ouvindo elles isto, entraram de manhã cedo no templo, e ensinavam. [18] Chegando, porém, o summo sacerdote e os que estavam com elle, convocaram o conselho, e a todos os anciãos dos filhos d’Israel, e enviaram ao carcere, para que de lá os trouxessem.

22 Mas, tendo lá chegado os [AHZ] servidores, não os acharam na prisão, e, voltando, lh’o annunciaram,

23 Dizendo: Achámos realmente o carcere fechado, com toda a segurança, e os guardas, que estavam fóra, diante das portas; mas, quando abrimos, ninguem achámos dentro.

24 Então o capitão do templo e os principaes dos sacerdotes, ouvindo [19] estas palavras, estavam perplexos ácerca do que viria a ser aquillo.

25 E, chegando um, annunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encerrastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo.

26 Então foi o capitão com os servidores, e os trouxe, não com violencia (porque [20] temiam ser apedrejados pelo povo).

27 E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o summo sacerdote os interrogou, dizendo:

28 Não [21] vos admoestámos nós expressamente que não ensinasseis n’esse nome? E eis que já enchestes Jerusalem d’essa vossa doutrina, [22] e quereis trazer sobre nós [23] o sangue d’esse homem.

29 Porém, respondendo Pedro e os apostolos, disseram: [24] Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.

30 O [25] Deus de nossos paes resuscitou a Jesus, ao qual vós matastes suspendendo-o no madeiro.

31 Deus com a sua [26] dextra o elevou a [27] Principe e [28] Salvador, para dar a Israel [29] o arrependimento e remissão dos peccados.

32 E [30] nós somos testemunhas ácerca d’estas palavras, e tambem o Espirito Sancto, que [31] Deus deu áquelles que lhe obedecem.

33 E, [32] ouvindo elles isto, se enfureciam, e deliberaram matal-os.

34 Mas, levantando-se no conselho um certo phariseo, chamado [33] Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo, mandou que por um pouco levassem para fóra os apostolos;

35 E disse-lhes: Varões israelitas, acautelae-vos, emquanto ao que haveis de fazer ácerca d’esses homens,

36 Porque antes d’estes dias levantou-se Theudas, dizendo ser alguem: d’este se acercou o numero de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.

37 Depois d’este levantou-se Judas, o galileo, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; e tambem este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.

38 E agora digo-vos: Dae de mão a estes homens, e deixae-os, [34] porque, se esse designio, ou essa obra, é de homens, se desfará,

39 Mas, [35] se é de Deus, não podereis desfazel-a; para que não aconteça serdes [36] tambem achados combatendo contra Deus.

40 E concordaram com elle. [37] E, chamando os apostolos, [38] e tendo-os açoitado, mandaram que não fallassem no nome de Jesus, e os deixaram ir.

41 Retiraram-se pois da presença do conselho, [39] rogozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer affronta pelo nome de Jesus.

42 E todos os dias, [40] no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de annunciar a Jesus Christo.

A instituição dos diaconos.

6 Ora n’aquelles dias, [1] crescendo o numero dos discipulos, houve uma murmuração dos [2] gregos contra os hebreos, porque as suas viuvas [3] eram desprezadas no ministerio quotidiano.

2 E os doze, convocando a multidão dos discipulos, disseram: [4] Não é razoavel que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos ás mesas.

3 Escolhei pois, irmãos, [5] d’entre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espirito Sancto e de sabedoria, aos quaes constituamos sobre este importante negocio.

4 Porém nós [6] perseveraremos na oração e no ministerio da palavra.

5 E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estevão, homem cheio de [7] fé e do Espirito Sancto, [8] e Philippe e Prochoro, e Nicanor, e Timon, e Parmenas e Nicolau, [9] proselyto de Antiochia:

6 E os apresentaram ante os apostolos, e estes, [10] orando, lhes impozeram [11] as mãos.

7 E crescia [12] a palavra de Deus, e em Jerusalem se multiplicava muito o numero dos discipulos, e grande multidão [13] dos sacerdotes obedecia á fé.

Estevão, o primeiro martyr.

8 E Estevão, cheio de fé e de poder, fazia prodigios e grandes signaes entre o povo.

9 E levantaram-se alguns que eram da synagoga chamada dos libertinos, e dos cyreneos e dos alexandrinos, e dos que eram da Cilicia e da Asia, e disputavam com Estevão.

10 E não [14] podiam resistir á sabedoria, e ao espirito com que fallava.

11 Então [15] subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasphemas contra Moysés e contra Deus.

12 E excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e, arremettendo contra elle, o arrebataram e o levaram ao conselho.

13 E apresentaram falsas testemunhas, que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras blasphemas contra este sancto logar e contra a lei:

14 Pois nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno ha de destruir este logar e mudar os costumes que Moysés nos deu.

15 Então todos os que estavam assentados no conselho, fixando os olhos n’elle, viram o seu rosto como o rosto de um anjo.

7 E disse o summo sacerdote: Porventura é isto assim?

2 E elle disse: [1] Varões, irmãos, e paes, ouvi. O Deus da gloria appareceu a nosso pae Abrahão, estando na Mesopotamia, antes de habitar em Haran,

3 E disse-lhe: [2] Sae da tua terra e d’entre a tua parentela, e dirige-te á terra que eu te mostrarei.

4 Então [3] saiu da terra dos chaldeos, e habitou em Haran. E d’ali, depois que seu pae falleceu, o fez passar para esta terra em que agora habitaes.

5 E não lhe deu n’ella herança, nem ainda o espaço de [4] um pé: mas prometteu que lh’a daria em possessão, e depois d’elle á sua descendencia, não tendo elle ainda filho.

6 E fallou Deus assim: [5] Que a sua descendencia seria peregrina em terra alheia, e a sujeitariam á escravidão, e a maltratariam por [6] quatrocentos annos.

7 E eu julgarei a nação a quem servirem, disse Deus. E depois d’isto sairão, [7] e me servirão n’este logar.

8 E deu-lhe [8] o pacto da circumcisão; [9] e assim gerou a Isaac, e o circumcidou ao oitavo dia: [10] e Isaac gerou a Jacob, e [11] Jacob aos doze patriarchas.

9 E [12] os patriarchas, movidos de inveja, venderam a José para o [13] Egypto; e Deus era com elle,

10 E livrou-o de todas as suas tribulações, [14] e lhe deu graça e sabedoria ante Pharaó, rei do Egypto, que o constituiu governador sobre o Egypto e toda a sua casa.

11 E a [15] todo o paiz do Egypto e de Canaan sobreveiu fome e grande tribulação; e nossos paes não achavam alimentos.

12 Porém [16] Jacob, ouvindo que no Egypto havia trigo, enviou ali nossos paes, a primeira vez.

13 E [17] na segunda foi José conhecido por seus irmãos, e a linhagem de José foi manifesta a Pharaó.

14 E [18] José mandou chamar a seu pae Jacob, [19] e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas.

15 E [20] Jacob desceu ao Egypto, [21] e morreu, elle e nossos paes;

16 E [22] foram transportados para Sichem, e depositados [23] na sepultura que Abrahão comprara por certa somma de dinheiro aos filhos de Hemor, pae de Sichem.

17 Approximando-se, [24] porém, o tempo da promessa que Deus tinha jurado a Abrahão, o povo [25] cresceu e se multiplicou no Egypto;

18 Até que se levantou outro rei, que não conhecia a José.

19 Este, usando de astucia contra a nossa linhagem, maltratou nossos paes, ao ponto de lhes fazer [26] engeitar as suas creanças, para que não se multiplicassem.

20 N’esse tempo nasceu Moysés, e [27] era mui formoso, e [28] foi criado tres mezes em casa de seu pae.

21 E, sendo [29] engeitado, tomou-o a filha do Pharaó, e o criou como seu filho.

22 E Moysés [30] foi instruido em toda a sciencia dos egypcios; e era poderoso em suas palavras e obras.

23 E, [31] quando completou o tempo de quarenta annos, veiu-lhe ao coração ir visitar seus irmãos, os filhos d’Israel.

24 E, vendo maltratado um d’elles, o defendeu, e vingou o offendido, matando o egypcio.

25 E elle cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; porém elles não entenderam.

26 E [32] no dia seguinte, pelejando elles, foi por elles visto, e quiz leval-os á paz, dizendo: Varões, sois irmãos; porque vos aggravaes um ao outro?

27 E o que offendia o seu proximo o repelliu, dizendo: [33] Quem te constituiu principe e juiz sobre nós?

28 Queres tu matar-me, como hontem mataste o egypcio?

29 E a esta palavra fugiu [34] Moysés, e esteve como estrangeiro na terra de Madian, onde gerou dois filhos.

30 E, [35] completados quarenta annos, appareceu-lhe o anjo do Senhor, no deserto do monte Sinai, n’uma chamma de fogo de um sarçal.

31 Então Moysés, vendo-o, se maravilhou da visão; e, approximando-se para vêr, foi-lhe dirigida a voz do Senhor,

32 Dizendo: [36] Eu sou o Deus de teus paes, o Deus d’Abrahão, e o Deus d’Isaac e o Deus de Jacob. E Moysés, todo tremulo, não ousava olhar.

33 E disse-lhe [37] o Senhor: Descalça as alparcas dos teus pés, porque o logar em que estás é terra sancta:

34 Tenho [38] visto attentamente a afflicção do meu povo que está no Egypto, e ouvi os seus gemidos, e desci a livral-os. Agora, pois, vem, e enviar-te-hei ao Egypto.

35 A este Moysés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu principe e juiz? a este enviou Deus como principe e [AIA] libertador, [39] pela mão do anjo que lhe apparecera no sarçal.

36 Este [40] os conduziu para fóra, [41] fazendo prodigios e signaes na terra do Egypto, [42] e no Mar Vermelho, [43] e no deserto, por quarenta annos.

37 Este é aquelle Moysés que disse aos filhos d’Israel: [44] O Senhor vosso Deus vos levantará d’entre vossos irmãos um propheta como eu; [45] a elle ouvireis.

38 Este é [46] o que esteve entre a congregação no deserto, com [47] o anjo que lhe fallava no monte Sinai, e com nossos paes, [48] o qual recebeu as palavras de vida [49] para nol-as dar.

39 Ao qual nossos paes não quizeram obedecer, antes o rejeitaram, e de coração se tornaram ao Egypto,

40 Dizendo a Aarão: [50] Faze-nos deuses que vão adiante de nós; porque a esse Moysés, que nos tirou da terra do Egypto, não sabemos o que lhe aconteceu.

41 E [51] n’aquelles dias fizeram o bezerro, e offereceram sacrificios ao idolo, e se alegraram nas obras das suas mãos.

42 E [52] Deus se affastou, e os abandonou a que servissem [53] ao exercito do céu, como está escripto no livro dos prophetas: [54] Porventura me offerecestes victimas e sacrificios no deserto por quarenta annos, ó casa d’Israel?

43 Antes tomastes o tabernaculo de Molech, e a estrella do vosso deus Remphan, figuras que vós fizestes para as adorar. Transportar-vos-hei pois para além de Babylonia.

44 Estava entre nossos paes no deserto o tabernaculo do testemunho, como ordenara aquelle que disse a Moysés [55] que o fizesse segundo o modelo que tinha visto.

45 O [56] qual nossos paes, recebendo-o tambem, o levaram com Josué quando entraram na possessão das nações [57] que Deus expulsou da face de nossos paes, até aos dias de David:

46 Que [58] achou graça diante de Deus, [59] e pediu para achar tabernaculo para o Deus de Jacob.

47 E [60] Salomão lhe edificou casa;

48 Mas o [61] Altissimo não habita em templos feitos por mãos d’homens, como diz o propheta:

49 O [62] céu é o meu throno, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor: ou qual é o logar do meu repouso?

50 Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?

51 Duros [63] de cerviz, [64] e incircumcisos de coração e ouvidos: vós sempre resistis ao Espirito Sancto; tambem vós sois como vossos paes.

52 A qual [65] dos prophetas não perseguiram vossos paes? Até mataram os que anteriormente annunciaram a vinda [66] do Justo, do qual vós agora fostes traidores e homicidas;

53 Vós, que [67] recebestes a lei por disposição dos anjos, e não a guardastes.

54 E, [68] ouvindo estas coisas, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra elle.

55 Mas [69] elle, estando cheio do Espirito Sancto, fixando os olhos no céu, viu a gloria de Deus, e Jesus, que estava á direita de Deus;

56 E disse: Eis que [70] vejo os céus abertos, [71] e o Filho do homem, que está em pé á mão direita de Deus.

57 Elles, [72] porém, clamando com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremetteram unanimes contra elle.

58 E, expulsando-o da cidade, [73] o apedrejavam. [74] E as testemunhas depozeram os seus vestidos aos pés de um mancebo chamado Saulo.

59 E apedrejaram a Estevão, [75] invocando elle ao Senhor, e dizendo: Senhor Jesus, recebe [76] o meu espirito.

60 E, pondo-se [77] de joelhos, clamou com grande voz: [78] Senhor, não lhes imputes este peccado. E, tendo dito isto, [79] adormeceu.

O evangelho em Samaria.

Anno Domini 34

8 E tambem Saulo consentia na morte d’elle. E fez-se n’aquelle dia uma grande perseguição contra a egreja que estava em Jerusalem; [1] e todos foram dispersos pelas terras da Judea e da Samaria, excepto os apostolos.

2 E alguns varões piedosos foram enterrar a Estevão, [2] e fizeram sobre elle grande pranto.

3 E Saulo [3] assolava a egreja, entrando pelas casas: e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

4 Mas [4] os que andavam dispersos iam por toda a parte, annunciando a palavra.

5 E, [5] descendo Philippe á cidade de Samaria, lhes prégava a Christo.

6 E as multidões estavam attentas unanimemente ás coisas que Philippe dizia, porquanto ouviam e viam os signaes que elle fazia;

7 Pois [6] os espiritos immundos sahiam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralyticos e côxos eram curados.

8 E havia grande alegria n’aquella cidade.

9 E havia um certo varão, chamado Simão, que anteriormente exercera n’aquella cidade a arte magica, [7] e tinha illudido a gente de Samaria, dizendo [8] que era um grande personagem:

10 Ao qual todos attendiam, desde o mais pequeno até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus.

11 E attendiam-n’o a elle, porque já desde muito tempo os havia illudido com artes magicas.

12 Mas, como crêram em Philippe que [9] lhes prégava ácerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Christo, se baptizavam, tanto homens como mulheres.

13 E creu até o mesmo Simão; e, sendo baptizado, ficou de continuo com Philippe; e, vendo os signaes e as grandes maravilhas que se faziam, estava attonito.

14 Os apostolos, pois, que estavam em Jerusalem, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João.

15 Os quaes, tendo descido, oraram por elles [10] para que recebessem o Espirito Sancto.

16 (Porque [11] sobre nenhum d’elles tinha ainda descido; mas sómente eram [12] baptizados em [13] nome do Senhor Jesus.)

17 Então [14] lhes impozeram as mãos, e receberam o Espirito Sancto.

18 E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apostolos se dava o Espirito Sancto, lhes offereceu dinheiro,

19 Dizendo: Dae-me tambem a mim esse poder, para que qualquer sobre quem eu pozer as mãos receba o Espirito Sancto.

20 Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja comtigo para perdição, pois cuidaste [15] que o [16] dom de Deus se alcança por dinheiro.

21 Tu não tens parte nem sorte n’esta palavra, porque o teu coração não é recto diante de Deus;

22 Arrepende-te pois d’essa tua iniquidade, e ora a Deus, [17] para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;

23 Pois vejo que estás [18] em fel de amargura, e em laço de iniquidade.

24 Respondendo, porém, Simão, disse: Orae vós por mim ao Senhor, para que nada do que dissestes venha sobre mim.

25 Tendo elles pois testificado e fallado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalem, e em muitas aldeias dos [19] samaritanos annunciaram o evangelho.

Philippe e o eunucho.

26 E o anjo do Senhor fallou a Philippe, dizendo: Levanta-te, e vae para a banda do sul, ao caminho que desce de Jerusalem para Gaza, que é deserta.

27 E levantou-se, e foi; e eis que um [20] homem ethiope, eunucho, mordomo-mór de Candace, rainha dos ethiopes, o qual era superintendente de todos os seus thesouros, e tinha ido a [21] Jerusalem a adorar,

28 Regressava, e, assentado no seu carro, lia o propheta Isaias.

29 E disse o Espirito a Philippe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro.

30 E, correndo Philippe, ouviu que lia o propheta Isaias, e disse: Entendes tu o que lês?

31 E elle disse: Como o poderei eu, se alguem me não ensinar? E rogou a Philippe que subisse e com elle se assentasse.

32 E o logar da Escriptura que lia era este: [22] Foi levado como a ovelha para o matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua bocca.

33 Na sua humilhação foi [AIB] tirada a sua sentença; e quem contará a sua geração? porque a sua vida é tirada da terra.

34 E, respondendo o eunucho a Philippe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o propheta? De si mesmo, ou d’algum outro?

35 Então Philippe, abrindo a sua bocca, [23] e começando n’esta Escriptura, lhe annunciou a Jesus.

36 E, indo elles caminhando, chegaram ao pé d’alguma agua, e disse o eunucho: Eis aqui agua; que impede [24] que eu seja baptizado?

37 E disse Philippe: [25] É licito, se crês de todo o coração. E, respondendo elle, disse: [26] Creio que Jesus Christo é o Filho de Deus.

38 E mandou parar o carro, e desceram ambos á agua, tanto Philippe como o eunucho, e o baptizou.

39 E, quando sairam da agua, o Espirito do Senhor arrebatou a Philippe, [27] e não o viu mais o eunucho; e, jubiloso, continuou o seu caminho.

40 Porém Philippe achou-se em Azoto, e, indo passando, annunciou o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesarea.

A conversão de Saulo no caminho de Damasco.

Act. 21.1-16; 26.9-18.

Anno Domini 35

9 E Saulo, [1] respirando ainda ameaças e mortes contra os discipulos do Senhor, dirigiu-se ao summo sacerdote,

2 E pediu-lhe cartas para Damasco, para as synagogas, para que, se encontrasse alguns d’aquella seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalem.

3 E, indo [2] já no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.

4 E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, [3] Saulo, porque me persegues?

5 E elle disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: [4] Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

6 E elle, tremendo e attonito, disse: [5] Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e ali te será dito o que te convem fazer.

7 E [6] os varões, que iam com elle, pararam attonitos, ouvindo a voz, mas não vendo ninguem.

8 E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguem. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.

9 E esteve tres dias sem vêr, e não comeu nem bebeu.

10 E havia em Damasco um certo discipulo [7] chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E elle respondeu: Eis-me aqui, Senhor.

11 E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e vae á rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por [8] um chamado Saulo, de Tarso; pois eis que elle ora;

12 E tem visto em visão que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre elle a mão, para que tornasse a vêr.

13 E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi ácerca d’este varão, quantos [9] males tem feito aos teus sanctos em Jerusalem;

14 E aqui tem poder dos principaes dos sacerdotes para prender a todos os que [10] invocam o teu nome.

15 Disse-lhe, porém, o Senhor: Vae, porque [11] este é para mim vaso escolhido, para levar o meu nome diante [12] dos gentios, [13] e dos reis e dos filhos d’Israel.

16 Porque [14] eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.

17 E Ananias [15] foi, e entrou na casa, e, impondo-lhe [16] as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te appareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a [17] vêr e sejas cheio do Espirito Sancto.

18 E logo lhe cairam dos olhos como que umas escamas, e recebeu logo a vista; e, levantando-se, foi baptizado.

O perseguidor é perseguido.

Anno Domini 37

19 E, tendo comido, ficou confortado. E esteve Saulo [18] alguns dias com os discipulos que estavam em Damasco.

20 E logo nas synagogas prégava a Jesus, [19] que este era o Filho de Deus.

21 E todos os que o ouviam estavam attonitos, e diziam: [20] Não é este aquelle que em Jerusalem assolava aos que invocavam esse nome, e para isso veiu aqui, para os levar presos aos principaes dos sacerdotes?

22 Porém Saulo [21] se esforçava muito mais, e confundia os judeos que habitavam em Damasco, provando que aquelle era o Christo.

23 E, tendo passado muitos dias, [22] os judeos tomaram conselho entre si para o matar.

24 Mas as suas ciladas vieram ao conhecimento de Saulo: e [23] elles guardavam as portas, tanto de dia como de noite, para poderem matal-o.

25 Porém, tomando-o de [24] noite os discipulos, o arriaram, dentro d’um cesto, pelo muro.

26 E, [25] quando Saulo chegou a Jerusalem, procurava ajuntar-se aos discipulos, porém todos se temiam d’elle, não crendo que fosse discipulo.

27 Mas [26] Barnabé, tomando-o comsigo, o trouxe aos apostolos, e lhes contou como no caminho elle vira ao Senhor e lhe fallara, [27] e como em Damasco fallara ousadamente no nome de Jesus.

28 E [28] andava com elles em Jerusalem, entrando e saindo.

29 E fallou ousadamente no nome de Jesus. Fallava e disputava tambem contra os [29] gregos, [30] mas elles procuravam matal-o.

30 Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesarea, e o enviaram a Tarso.

31 Assim [31] pois, as egrejas em toda a Judea, e Galilea e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espirito Sancto.

Cura de Eneas; resurreição de Tabitha.

Anno Domini 38

32 E aconteceu [32] que, passando Pedro por todas as partes, veiu tambem aos sanctos que habitavam em Lydda.

33 E achou ali um certo homem, chamado Eneas, jazendo n’uma cama havia oito annos, o qual era paralytico.

34 E disse-lhe Pedro: [33] Eneas, Jesus Christo te dá saude; levanta-te e faze a tua cama. E logo se levantou.

35 E viram-n’o todos os que habitavam em Lydda e [34] Sarona, os [35] quaes se converteram ao Senhor.

36 E havia em Joppe uma certa discipula chamada Tabitha, que traduzido se diz [AIC] Dorcas. Esta estava cheia [36] de boas obras e esmolas que fazia.

37 E aconteceu n’aquelles dias, que, enfermando ella, morreu; e, tendo-a lavado, a [37] depositaram n’um quarto alto.

38 E, como Lydda era perto de Joppe, ouvindo os discipulos que Pedro estava ali, lhe mandaram dois varões, rogando-lhe que não se demorasse em vir ter com elles.

39 E, levantando-se Pedro, foi com elles; e quando chegou o levaram ao quarto alto, e todas as viuvas o rodearam, chorando e mostrando as tunicas e vestidos que Dorcas fizera quando estava com ellas.

40 Porém Pedro, [38] fazendo-as sair [39] a todas, poz-se de joelhos e orou: e, voltando-se para o corpo, [40] disse: Tabitha, levanta-te. E ella abriu os olhos, e, vendo a Pedro, assentou-se,

41 E elle dando-lhe a mão a levantou, e, chamando os sanctos e as viuvas, apresentou-lh’a viva.

42 E foi isto notorio por toda a Joppe, [41] e muitos crêram no Senhor.

43 E aconteceu que ficou muitos dias em Joppe, com um [42] certo Simão curtidor.

O centurião Cornelio.

Anno Domini 41

10 E havia em Cesarea um certo varão por nome Cornelio, centurião da cohorte chamada italiana,

2 [1] Piedoso e [2] temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de continuo orava a Deus.

3 Este, [3] quasi á hora nona do dia, viu claramente em visão um anjo de Deus, que se dirigia para elle e dizia: Cornelio.

4 E este, fixando os olhos n’elle, e muito atemorisado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas teem subido para memoria diante de Deus;

5 Agora, pois, envia varões a Joppe, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.

6 Este pousa em casa de um [4] certo Simão curtidor, que tem a sua casa junto do mar. [5] Elle te dirá o que deves fazer.

7 E, ido o anjo que lhe fallava, chamou dois dos seus creados, e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço.

8 E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Joppe.

9 E no dia seguinte, indo elles seu caminho, e chegando perto da cidade, subiu [6] Pedro ao terraço para orar, quasi á hora sexta.

10 E, tendo fome, quiz comer; e, emquanto lh’o preparavam, sobreveiu-lhe um arrebatamento de sentidos:

11 E viu [7] o céu aberto, e que para elle descia um certo vaso, como um grande lençol atado pelas quatro pontas, e abaixando-se para a terra.

12 No qual havia de todos os animaes da terra quadrupedes, féras e reptis, e aves do céu.

13 E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.

14 Porém Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, [8] porque nunca comi coisa alguma commum nem immunda.

15 E segunda vez lhe disse a voz: [9] Não faças tu commum ao que Deus purificou.

16 E aconteceu isto por tres vezes; e o vaso tornou a recolher-se para o céu.

17 E, estando Pedro duvidando entre si que seria aquella visão que tinha visto, eis que os varões que foram enviados por Cornelio, pararam á porta, perguntando pela casa de Simão.

18 E, chamando, perguntaram se Simão, que tinha por sobrenome Pedro, pousava ali.

19 E, pensando Pedro n’aquella visão, [10] disse-lhe o Espirito: Eis que tres varões te buscam:

20 Levanta-te [11] pois, e desce, e vae com elles, não duvidando; porque eu os enviei.

21 E Pedro, descendo para junto dos varões que lhe foram enviados por Cornelio, disse: Eis que sou eu a quem procuraes; qual é a causa porque estaes aqui?

22 E elles disseram: [12] Cornelio, o centurião, varão justo e temente a Deus, [13] e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeos, foi avisado por um sancto anjo para que mandasse chamar-te a sua casa, e ouvisse de ti palavras.

23 Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. Porém no dia seguinte foi Pedro com elles, [14] e foram com elle alguns irmãos de Joppe.

24 E no dia immediato chegaram a Cesarea. E Cornelio os estava esperando, tendo já convidado a seus parentes e amigos mais intimos.

25 E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornelio a recebel-o, e, prostrando-se a seus pés, o adorou.

26 Porém Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, eu [15] mesmo tambem sou homem.

27 E, fallando com elle, entrou, e achou muitos que ali se haviam ajuntado.

28 E disse-lhes: Vós bem sabeis como não é [16] licito a um varão judeo ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas [17] Deus mostrou-me que a nenhum homem chame commum ou immundo:

29 Pelo que, sendo chamado, vim sem contradizer. Pergunto pois; por que razão mandastes chamar-me?

30 E disse Cornelio: Ha quatro dias estava eu em jejum até esta hora, e orava em minha casa á hora [18] nona.

31 E eis que diante de mim se apresentou um varão [19] com um vestido resplandecente, e disse: [20] Cornelio, a tua oração é ouvida, e as tuas [21] esmolas estão em memoria diante de Deus:

32 Envia pois a Joppe, e manda chamar Simão, o que tem por sobrenome Pedro; este pousa em casa de Simão o curtidor, junto do mar, e elle, vindo, te fallará.

33 Assim que logo mandei a ti; e bem fizeste em vir. Agora pois estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado.

34 E Pedro, abrindo a bocca, disse: [22] Reconheço por verdade que Deus não faz accepção de pessoas;

35 Mas [23] que lhe é agradavel aquelle que, em qualquer nação, o teme e obra a justiça.

36 A palavra que elle enviou aos filhos d’Israel, [24] annunciando a paz por Jesus Christo (este [25] é o Senhor de todos),

37 Esta palavra, vós bem sabeis, veiu por toda a Judea, [26] começando desde a Galilea, depois do baptismo que João prégou;

38 Emquanto a Jesus de Nazareth, como [27] Deus o ungiu com o Espirito Sancto e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os opprimidos do diabo, [28] porque Deus era com elle.

39 E [29] nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judea como em Jerusalem: [30] ao qual mataram, pendurando-o n’um madeiro.

40 A [31] este resuscitou Deus ao terceiro dia, e fez que fosse manifesto,

41 Não a todo o povo, [32] mas ás testemunhas que Deus antes ordenára; a nós, [33] que comemos e bebemos juntamente com elle, depois que resuscitou dos mortos.

42 E [34] mandou-nos prégar ao povo, e testificar que elle [35] é aquelle que por Deus [36] foi constituido juiz dos vivos e dos mortos.

43 A [37] este dão testemunho todos os prophetas, de que [38] todos os que n’elle crêrem receberão o perdão dos peccados pelo seu nome.

44 E, dizendo Pedro ainda estas palavras, [39] caiu o Espirito Sancto sobre todos os que ouviam a palavra.

45 E [40] os fieis que eram da circumcisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, [41] maravilharam-se de que o dom do Espirito Sancto se derramasse tambem sobre os gentios.

46 Porque os ouviam fallar linguas, e magnificar a Deus.

47 Respondeu então Pedro: Pode alguem porventura impedir a agua, para que não sejam baptizados estes, que tambem receberam como nós [42] o Espirito Sancto?

48 [43] E mandou que fossem baptizados em [44] nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com elles por alguns dias.

Pedro justifica-se perante a egreja de haver baptizado Cornelio.

11 E ouviram os apostolos, e os irmãos que estavam na Judea, que tambem os gentios receberam a palavra de Deus.

2 E, subindo Pedro a Jerusalem, disputavam [1] com elle os que eram da circumcisão,

3 Dizendo: [2] Entraste em casa de varões incircumcisos, [3] e comeste com elles.

4 Mas Pedro começou a contar-lhes tudo [4] por ordem, dizendo:

5 Estando [5] eu orando na cidade de Joppe, vi, arrebatado dos sentidos, uma visão, um certo vaso, como um grande lençol que descia do céu e, baixado, vinha até junto de mim.

6 No qual, pondo eu os olhos, considerei, e vi animaes da terra, quadrupedes, e féras, e reptis, e aves do céu.

7 E ouvi uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro; mata e come.

8 Porém eu disse: De maneira nenhuma, Senhor; pois nunca em minha bocca entrou coisa alguma commum ou immunda.

9 Mas a voz respondeu-me do céu segunda vez: Não chames tu commum ao que Deus purificou.

10 E succedeu isto por tres vezes; e tudo tornou a recolher-se no céu.

11 E eis que, na mesma hora, pararam junto da casa em que eu estava tres varões que me foram enviados de Cesarea.

12 E [6] disse-me o Espirito que fosse com elles, não duvidando; e tambem estes [7] seis irmãos foram comigo, e entrámos em casa d’aquelle varão;

13 E [8] contou-nos como vira estar um anjo em sua casa, e lhe dissera: Envia varões a Joppe, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro,

14 O qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa.

15 E, quando comecei a fallar, caiu sobre elles o Espirito Sancto [9] como tambem sobre nós ao principio.

16 E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João [10] certamente baptizou com agua: [11] mas vós sereis baptizados com o Espirito Sancto.

17 Portanto, [12] se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, que tambem já havemos crido no Senhor Jesus Christo, quem [13] era então eu, para que podesse estorvar a Deus?

18 E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a Deus, dizendo: [14] De maneira que até aos gentios deu Deus o arrependimento para a vida.

O evangelho é prégado aos gentios em Antiochia.

19 E [15] os que foram dispersos pela perseguição que succedeu por causa d’Estevão caminharam até á Phenicia, Chypre e Antiochia, não annunciando a ninguem a palavra, senão só aos judeos.

20 E havia entre elles alguns varões chyprios e cyrenenses, os quaes, entrando em Antiochia, fallaram [16] aos gregos, annunciando o Senhor Jesus.

21 E a mão [17] do Senhor era com elles; [18] e grande numero creu e se converteu ao Senhor.

22 E chegou a fama d’isto aos ouvidos da egreja que estava em Jerusalem; e enviaram [19] Barnabé á Antiochia.

23 O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, [20] e exhortou a todos a que permanecessem no Senhor com proposito do coração.

24 Porque era homem de bem, [21] e cheio do Espirito Sancto e de fé. E muita gente se [22] uniu ao Senhor.

25 E partiu Barnabé para [23] Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antiochia.

26 E succedeu que todo um anno se congregaram n’aquella egreja, e ensinaram muita gente; e em Antiochia foram os discipulos, pela primeira vez, chamados christãos.

27 E n’aquelles dias [24] desceram prophetas de Jerusalem para Antiochia.

28 E, levantando-se um d’elles, por nome [25] Agabo, dava a entender, pelo Espirito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, a qual aconteceu no tempo de Claudio Cesar.

29 E os discipulos determinaram mandar, cada um conforme o que podesse, [26] soccorro para serviço dos irmãos que habitavam na Judea,

30 O [27] que elles com effeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.

Herodes manda matar Thiago—Pedro é livre da prisão—A morte de Herodes.

Anno Domini 44

12 E por aquelle mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da egreja, para os maltratar;

2 E matou á espada Thiago, [1] irmão de João.

3 E, vendo que isso agradára aos judeos, continuou, mandando prender tambem a Pedro. E [2] eram os dias dos asmos.

4 E, [3] havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresental-o ao povo depois da paschoa.

5 Pedro, pois, era guardado na prisão; porém a egreja fazia continua oração por elle a Deus.

6 E quando Herodes o havia de tirar, n’aquella mesma noite, estava Pedro dormindo entre dois soldados, ligado com duas cadeias, e os guardas diante da porta guardavam a prisão.

7 E eis que [4] sobreveiu o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E cairam-lhe das mãos as cadeias.

8 E disse-lhe o anjo: Cinge-te, e ata as tuas alparcas. E elle o fez assim. Disse-lhe mais: Lança ás costas a tua capa, e segue-me.

9 E, saindo, o seguia. [5] E não sabia que fosse verdade o que era feito pelo anjo, mas cuidava [6] que via alguma visão.

10 E, quando passaram a primeira e segunda guarda, chegaram á porta de ferro, que dá para a cidade, [7] a qual se lhes abriu por si mesma; e, tendo saido, andaram uma rua, e logo o anjo se apartou d’elle.

11 E Pedro, tornando a si, disse: [8] Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, [9] e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeos esperava.

12 E, considerando elle n’isto, [10] foi a casa de Maria, mãe de [11] João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam juntos e [12] orando.

13 E, batendo Pedro á porta do pateo, uma menina chamada Rhode saiu a escutar;

14 E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta do pateo, mas, correndo para dentro, annunciou que Pedro estava fóra á porta do pateo.

15 E disseram-lhe: Estás fóra de ti. Mas ella affirmava que assim era. E diziam: [13] É o seu anjo.

16 Porém Pedro perseverava em bater, e, quando abriram, viram-n’o, e se espantaram.

17 E, acenando-lhes [14] elle com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirára da prisão, e disse: Annunciae isto a Thiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro logar.

18 E, sendo já dia, houve não pouco alvoroço entre os soldados sobre o que seria feito de Pedro.

19 E, quando Herodes o buscou e o não achou, feita inquirição aos guardas, mandou-os justiçar. E, partindo da Judea para Cesarea, ficou ali.

20 E Herodes estava irritado com os de Tyro e de Sidon; porém elles, vindo de commum accordo ter com elle, e persuadindo Blasto, que era o camarista do rei, pediam paz: porquanto [15] o seu paiz sustentava-se do paiz do rei.

21 E n’um dia designado, vestindo Herodes as vestes reaes, e assentado no tribunal, lhes fez uma pratica.

22 E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.

23 E no mesmo instante [16] feriu-o o anjo do Senhor, [17] porquanto não deu gloria a Deus, e, comido de bichos, expirou.

24 [18] E a palavra de Deus crescia e se multiplicava.

25 E Barnabé e Saulo, havendo cumprido aquelle serviço, voltaram de Jerusalem, [19] levando tambem [20] comsigo a João, que tinha por sobrenome Marcos.

Barnabé e Saulo são enviados pela egreja de Antiochia, e pregam em Chypre: Elymas o encantador.

Anno Domini 45

13 E na [1] egreja que estava em Antiochia havia alguns prophetas e doutores, a saber: [2] Barnabé e Simeão, chamado Niger, e [3] Lucio cyreneo, e Manahen, que fôra criado com Herodes o tetrarcha, e Saulo.

2 E, servindo elles ao Senhor, e jejuando, disse o Espirito [4] Sancto: Apartae-me a Barnabé e a Saulo para a obra para [5] que os tenho chamado.

3 Então, [6] jejuando e orando, e pondo sobre elles as mãos, os despediram.

4 Estes então, enviados pelo Espirito Sancto, desceram a Seleucia e d’ali navegaram para [7] Chypre.

5 E, chegados a Salamina, [8] annunciavam a palavra de Deus nas synagogas dos judeos; e tinham tambem a João [9] por ministro.

6 E, havendo atravessado a ilha até Paphos, acharam [10] um certo judeo magico, falso propheta, chamado Bar-jesus,

7 O qual estava com o proconsul Sergio Paulo, varão prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus.

8 Mas [11] resistia-lhes Elymas, o encantador (que assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o proconsul.

9 Porém Saulo, que tambem se chama Paulo, [12] cheio do Espirito Sancto, e fixando os olhos n’elle, disse:

10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malicia, [13] inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os rectos caminhos do Senhor?

11 Eis-ahi, pois, [14] agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem vêr o sol por algum tempo. E no mesmo instante a escuridão e as trevas cairam sobre elle, e, andando em redor, buscava a quem o guiasse pela mão.

12 Então o proconsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.

O discurso de Paulo na synagoga de Antiochia da Pisidia: a opposição dos judeos.

13 E, partindo de Paphos, Paulo e os que estavam com elle chegaram a Perge, cidade da Pamphylia. [15] Porém João, apartando-se d’elles, voltou para Jerusalem.

14 E elles, saindo de Perge, chegaram a Antiochia, [16] da Pisidia, e, entrando na synagoga, n’um dia de sabbado, assentaram-se;

15 E, depois [17] da lição da lei e dos prophetas, lhes mandaram dizer os principaes da synagoga: Varões irmãos, [18] se vós tendes alguma palavra de consolação para o povo, fallae.

16 E, levantando-se Paulo, [19] e pedindo silencio com a mão, disse: Varões israelitas, e os [20] que temeis a Deus, ouvi:

17 O Deus d’este povo d’Israel escolheu a [21] nossos paes, e exaltou o [22] povo, sendo elles estrangeiros na terra do Egypto; e [23] com braço levantado os tirou d’ella;

18 E [24] supportou os seus costumes no deserto por espaço de quasi quarenta annos.

19 E, [25] destruindo a sete nações na terra de Canaan, [26] lhes repartiu por sorte a terra d’elles.

20 E, depois d’isto, [27] por quasi quatrocentos e cincoenta annos, lhes deu juizes, [28] até ao propheta Samuel.

21 E [29] depois pediram um rei, e Deus lhes deu por quarenta annos, a Saul filho de Kis, varão da tribu de Benjamin.

22 [30] E, tirado este, [31] lhes levantou como rei a David, ao qual tambem deu testemunho, e disse: [32] Achei a David, filho de Jessé, [33] varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.

23 Da [34] descendencia d’este, conforme [35] a promessa, levantou Deus a Jesus [36] para Salvador d’Israel;

24 Tendo primeiramente [37] João, antes da vinda d’elle, prégado a todo o povo d’Israel o baptismo do arrependimento.

25 Mas, como João cumprisse a sua carreira, disse: [38] Quem pensaes vós que eu sou? Eu não sou o Christo; mas eis que após mim vem aquelle a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés.

26 Varões irmãos, filhos da geração d’Abrahão, e os que d’entre vós temem a Deus, [39] a vós vos é enviada a palavra d’esta salvação.

27 Porque, [40] não conhecendo a este os que habitavam em Jerusalem, nem os seus principes, condemnando-o, cumpriram assim as vozes dos [41] prophetas que se lêem todos [42] os sabbados.

28 E, [43] não achando nenhuma causa de morte, [44] pediram a Pilatos que fosse morto.

29 E, [45] havendo elles cumprido todas as coisas que d’elle estavam escriptas, tirando-o [46] do madeiro, o pozeram na sepultura;

30 Porém [47] Deus o resuscitou dos [48] mortos.

31 E elle por muitos dias foi visto pelos que subiram com elle [49] da Galilea a Jerusalem, [50] e são suas testemunhas para com o povo.

32 E nós vos annunciamos [51] a promessa que foi feita aos paes, a qual já Deus nos cumpriu, a nós, seus filhos, resuscitando a Jesus:

33 Como tambem está escripto no psalmo segundo: Meu filho és [52] tu, hoje te gerei.

34 E que o resuscitaria dos mortos, para nunca mais tornar á corrupção, disse-o assim: [53] [AID] As sanctas e fieis bençãos de David vos darei.

35 Pelo que tambem em outro psalmo diz: [54] Não permittirás que o teu sancto veja corrupção.

36 Porque, na verdade, tendo David no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, [55] dormiu, e foi posto junto de seus paes e viu a corrupção,

37 Mas aquelle a quem Deus resuscitou nenhuma corrupção viu.

38 Seja-vos pois notorio, varões irmãos, [56] que por este se vos annuncia a remissão dos peccados.

39 E de tudo o que, pela lei de Moysés não podestes ser justificados n’este é [57] justificado todo aquelle que crê.

40 Vêde pois que não venha sobre vós o que está dito nos [58] prophetas:

41 Vêde, ó desprezadores, e espantae vos e desapparecei; porque opéro uma obra em vossos dias, obra que não crereis, se alguem vol-a contar.

42 E, saidos os judeos da synagoga, os gentios rogaram que no sabbado seguinte se lhes fallassem as mesmas coisas.

43 E, despedida a synagoga, muitos dos judeos e dos proselytos religiosos seguiram Paulo e Barnabé; os quaes, fallando-lhes, [59] os exhortavam a que permanecessem [60] na graça de Deus.

44 E no sabbado seguinte ajuntou-se quasi toda a cidade a ouvir a palavra de Deus.

45 Porém os judeos, vendo a multidão, encheram-se de inveja: e, blasphemando, [61] contradiziam o que Paulo dizia.

46 Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: [62] Era mister que a vós se vos fallasse primeiro a palavra de Deus; [63] mas, visto que a rejeitaes, e vos não julgaes dignos da vida eterna, eis que [64] nós voltamos para os gentios;

47 Porque o Senhor assim nol-o mandou, dizendo: [65] Eu te puz para luz dos gentios, para que sejas para salvação até aos confins da terra.

48 E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; [66] e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.

49 E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquella provincia.

50 Mas os judeos incitaram [67] a algumas mulheres religiosas e honestas, e aos principaes da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fóra dos seus termos.

51 Sacudindo, [68] porém, contra elles o pó dos seus pés, partiram para Iconio.

52 E os discipulos estavam [69] cheios d’alegria e do Espirito Sancto.

O evangelho é prégado em Iconio, Lystra, e Derbe; successo e perseguição; a volta a Antiochia.

Anno Domini 46

14 E aconteceu que em Iconio entraram juntos na synagoga dos judeos, e fallaram de tal modo, que creu uma grande multidão, não só de judeos mas de gregos.

2 Porém os judeos incredulos incitaram e irritaram, contra os irmãos, os animos dos gentios.

3 Detiveram-se pois muito tempo, fallando ousadamente no Senhor, [1] o qual dava testemunho á palavra da sua graça, permittindo que por suas mãos se fizessem signaes e prodigios.

4 E dividiu-se a multidão da cidade; e [2] uns eram pelos judeos, e outros pelos apostolos.

5 E, havendo um motim, tanto dos judeos como dos gentios, com os seus principaes, [3] para os insultarem e apedrejarem,

6 Entendendo-o elles, [4] acolheram-se a Lystra e Derbe, cidades de Lycaonia, e á provincia circumvisinha;

7 E ali prégavam o Evangelho.

8 E estava assentado em [5] Lystra um certo varão leso dos pés, côxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado.

9 Este ouviu fallar Paulo, que, fixando n’elle os olhos, [6] e vendo que tinha fé para ser curado,

10 Disse em voz [7] alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E elle saltou e andou.

11 E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em lingua lycaonica: [8] Fizeram-se os deuses similhantes aos homens, e desceram até nós.

12 E chamavam Jupiter a Barnabé, e Mercurio a Paulo; porque este era o que fallava.

13 E o sacerdote de Jupiter, que estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta toiros e grinaldas, [9] queria com a multidão sacrificar-lhes.

14 Ouvindo, porém, isto os apostolos Barnabé e Paulo, [10] rasgaram os seus vestidos, e saltaram entre a multidão, clamando,

15 E dizendo: Varões, [11] porque fazeis essas coisas? [12] Nós tambem somos homens como vós, sujeitos ás mesmas paixões, [13] e vos annunciamos que vos convertaes d’essas vaidades ao [14] Deus vivo, [15] que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto ha n’elles;

16 O qual nos [16] tempos passados deixou andar todas as gentes em seus caminhos.

17 Ainda [17] que, apezar d’isso, nunca se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando lá do céu, [18] dando-nos chuvas e tempos fructiferos, enchendo de mantimento e de alegria os nossos corações.

18 E, dizendo [19] isto, com difficuldade impediram que as multidões [20] lhes sacrificassem.

19 Sobrevieram, porém, alguns judeos de Antiochia e de Iconio, e, persuadindo a multidão, apedrejaram a Paulo, e o arrastaram para fóra da cidade, cuidando que estava morto.

20 Mas, rodeando-o os discipulos, levantou-se, [21] e entrou na cidade, e no dia seguinte saiu com Barnabé para Derbe.

21 E, tendo annunciado o evangelho áquella cidade, e feito muitos discipulos, voltaram para Lystra, e Iconio, e Antiochia,

22 Confirmando os animos dos discipulos, [22] exhortando-os a permanecer na fé, e [23] dizendo que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.

23 E, havendo-lhes, [24] por commum consentimento, eleito anciãos em cada egreja, orando com jejuns, os encommendaram ao Senhor em quem haviam crido.

24 Passando depois por Pisidia, dirigiram-se a Pamphylia.

25 E, tendo annunciado a palavra em Perge, desceram a Attalia.

26 E d’ali navegaram para Antiochia, [25] d’onde tinham sido [26] encommendados á graça de Deus para a obra que já haviam cumprido.

27 E, quando chegaram e reuniram a egreja, [27] relataram quão grandes coisas Deus fizera por elles, e [28] como abrira aos gentios a porta da fé.

28 E ficaram ali não pouco tempo com os discipulos.

A questão ácerca do rito mosaico; a assembléa de Jerusalem, e sua decisão.

Anno Domini 52

15 Então [1] alguns que tinham descido da Judea ensinavam os irmãos, dizendo: Se vos [2] não circumcidardes, conforme o uso de Moysés, não podeis salvar-vos.

2 Feita pois por Paulo e Barnabé não pequena dissensão e contenda contra elles, resolveu-se que Paulo [3] e Barnabé, e alguns d’entre elles, subissem a Jerusalem, aos apostolos e aos anciãos, sobre aquella questão.

3 De sorte [4] que elles, acompanhados pela egreja, passavam pela Phenicia e por Samaria, [5] contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos.

4 E, vindos a Jerusalem, foram recebidos pela egreja e pelos apostolos e anciãos, [6] e lhes annunciavam quão grandes coisas Deus tinha feito com elles.

5 Porém alguns da seita dos phariseos, que tinham crido, se levantaram, dizendo [7] que era mister circumcidal-os e mandar-lhes que guardassem a lei de Moysés.

6 Congregaram-se pois os apostolos e os anciãos para examinar este negocio.

7 E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: [8] Varões irmãos, bem sabeis que já ha muito tempo Deus me elegeu d’entre nós, para que os gentios ouvissem da minha bocca a palavra do evangelho, e cressem.

8 E Deus, [9] que conhece os corações, deu testemunho d’elles, [10] dando-lhes o Espirito Sancto, assim como tambem a nós;

9 E [11] não fez differença alguma entre elles e nós, [12] purificando os seus corações pela fé.

10 Agora, pois, porque tentaes a Deus, pondo sobre a cerviz dos discipulos um [13] jugo que nem nossos paes nem nós podémos supportar?

11 Antes [14] crêmos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Christo, como elles tambem.

12 Então toda a multidão se calou, e escutava a Barnabé e a Paulo, [15] que contavam quão grandes signaes e prodigios Deus havia [16] feito por meio d’elles entre os gentios.

13 E, havendo-se elles calado, [17] tomou Thiago a palavra, dizendo: Varões irmãos, ouvi-me:

14 Simão [18] relatou como Deus primeiramente visitou os gentios, para tomar d’elles um povo para o seu nome.

15 E com isto concordam as palavras dos prophetas; como está escripto:

16 Depois [19] d’isto voltarei, e reedificarei o tabernaculo de David, que está caido, e reedificarei as suas ruinas, e tornarei a levantal-o.

17 Para que o resto dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quaes o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas estas coisas.

18 São notorias a Deus desde toda a eternidade as suas obras.

19 Pelo que [20] julgo que não se deve perturbar aquelles, d’entre os gentios, que se [21] convertem a Deus,

20 Mas escrever-lhes que se abstenham [22] das contaminações dos idolos, e da fornicação, [23] e das carnes suffocadas e [24] do sangue.

21 Porque Moysés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem [25] o prégue, e cada sabbado é lido nas synagogas.

22 Então pareceu bem aos apostolos e aos anciãos, com toda a egreja, eleger d’elles alguns varões, e envial-os com Paulo e Barnabé a Antiochia, a saber: Judas, chamado Barsabbás, e [26] Silas, varões distinctos entre os irmãos.

23 E por elles escreveram o seguinte: Os apostolos, e os anciãos e os irmãos, aos irmãos d’entre os gentios que estão em Antiochia, e Syria e Cilicia, saude.

24 Porquanto ouvimos que [27] alguns que sairam d’entre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que devieis circumcidar-vos e guardar a lei, aos quaes nada mandámos:

25 Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns varões, e envial-os com os nossos amados Barnabé e Paulo,

26 Homens [28] que já expozeram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Christo.

27 Enviamos pois Judas e Silas, os quaes de bocca vos annunciarão tambem o mesmo.

28 Porque pareceu bem ao Espirito Sancto, e a nós, não vos impôr mais encargo algum, senão estas coisas necessarias:

29 Que [29] vos abstenhaes das coisas sacrificadas aos idolos, [30] e do sangue, e da carne suffocada, e da fornicação: das quaes coisas fazeis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

30 Tendo-se elles pois despedido, partiram para Antiochia, e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.

31 E, lendo-a, alegraram-se, pela consolação a que lhes causava.

32 Depois Judas e Silas, que tambem eram [31] prophetas, exhortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras.

33 E, detendo-se ali algum tempo, os [32] irmãos os deixaram voltar em paz para os apostolos;

34 Mas pareceu bem a Silas ficar ali.

Separação entre Paulo e Barnabé.

35 E Paulo [33] e Barnabé ficaram em Antiochia, ensinando e prégando, com muitos outros, a palavra do Senhor.

36 E alguns dias depois disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos [34] por cada cidade em que já annunciámos a palavra do Senhor, a vêr como estão.

37 E Barnabé aconselhava que tomassem comsigo a João, chamado Marcos.

38 Mas a Paulo parecia razoavel que não tomassem comsigo [35] aquelle que desde Pamphylia [36] se tinha apartado d’elles, e não tinha ido com elles áquella obra.

39 E tal contenda houve entre elles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando comsigo a Marcos, navegou para Chypre.

Paulo emprehende uma segunda viagem missionaria na companhia de Silas e Timotheo.

40 E Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu, [37] encommendado pelos irmãos á graça de Deus.

41 E foi passando por Syria e Cilicia, confirmando [38] as egrejas.

16 E chegou a [1] Derbe e Lystra. E eis que estava ali um certo discipulo por nome [2] Timotheo, [3] filho de uma mulher judia fiel, mas de pae grego:

Anno Domini 53

2 Do qual [4] davam bom testemunho os irmãos que estavam em Lystra e em Iconio.

3 Paulo quiz que este fosse com elle: e [5] tomando-o, o circumcidou, por causa dos judeos que estavam n’aquelles logares; porque todos sabiam que seu pae era grego.

4 E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos [6] que haviam sido estabelecidos pelos apostolos e anciãos em Jerusalem.

5 De sorte [7] que as egrejas eram confirmadas na fé, e cada dia se augmentavam em numero.

6 E, passando pela Phrygia e pela provincia da Galacia, foram impedidos pelo Espirito Sancto de annunciar a palavra na Asia.

7 E, quando chegaram a Mysia, intentavam ir para Bithynia, porém o Espirito não lh’o permittiu.

8 E, passando por Mysia, [8] desceram a Troas.

A visão em Troas. Paulo passa á Macedonia e préga em Philippos. Lydia, a pythonissa. O carcereiro de Philippos.

9 E Paulo viu de noite uma visão, em que se apresentou [9] um varão da Macedonia, e lhe rogou, dizendo: Passa á Macedonia, e ajuda-nos.

10 E, logo que viu a visão, procurámos partir [10] para a Macedonia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes annunciarmos o evangelho.

11 E, navegando de Troas, fomos correndo caminho direito para Samothracia, e no dia seguinte para Napoles;

12 E d’ali para [11] Philippos, que é a primeira cidade d’esta parte da Macedonia, e é uma colonia; e estivemos alguns dias n’aquella cidade.

13 E no dia de sabbado saimos fóra da cidade para o rio, onde se costumava fazer oração; e, assentando-nos, fallámos ás mulheres que ali se ajuntaram.

14 E uma certa mulher, chamada Lydia, vendedora de purpura, da cidade de Thyatira, e que servia a Deus, nos ouvia, [12] e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse attenta ao que Paulo dizia.

15 E, depois que foi baptizada, ella e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrae em minha casa, e ficae [13] ali. E nos constrangeu a isso.

16 E aconteceu que, indo nós á oração, nos saiu ao encontro uma moça [14] que tinha espirito de adivinhação, [15] a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.

17 Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos annunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altissimo.

18 E ella fazia isto por muitos dias. Porém, [16] descontentando isto a Paulo, voltou-se, e disse ao espirito: Em nome de Jesus Christo, te mando que saias d’ella. [17] E na mesma hora saiu.

19 E, [18] vendo seus senhores que a esperança do seu lucro estava perdida, pegaram [19] de Paulo e Silas, e os levaram á praça, á presença dos magistrados.

20 E, apresentando-os aos magistrados, disseram: Estes homens, [20] sendo judeos, perturbaram a nossa cidade,

21 E prégam ritos que nos não é licito receber nem praticar, visto que somos romanos.

22 E a multidão se levantou juntamente contra elles, [21] e os magistrados, rasgando-lhes os vestidos, mandaram açoital-os com varas,

23 E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança.

24 O qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no carcere mais interior, e lhes segurou os pés no tronco.

25 E, perto da meia noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hymnos a Deus, e os outros presos os escutavam.

26 E [22] de repente sobreveiu um tão grande terremoto, que os alicerces do carcere se moveram, e logo [23] se abriram todas as portas e se soltaram as prisões de todos.

27 E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirando da espada, quiz matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.

28 Porém Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.

29 E, pedindo luz, saltou dentro, e, todo tremendo, se prostrou aos pés de Paulo e Silas.

30 E, tirando-os para fóra, disse: Senhores, [24] que me é necessario fazer para me salvar?

31 E elles disseram: [25] Crê no Senhor Jesus Christo, e serás salvo, tu e a tua casa.

32 E lhe fallavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa.

33 E, tomando-os elle comsigo n’aquella mesma hora da noite, lavou-lhes os açoites; e logo foi baptizado, elle e todos os seus.

34 E, levando-os a sua casa, [26] lhes poz a mesa; e, crendo em Deus, alegrou-se com toda a sua casa.

35 E, sendo já dia, os magistrados mandaram quadrilheiros, dizendo: Soltae aquelles homens.

36 E o carcereiro annunciou a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que vos soltasse; agora pois sahi, e ide em paz.

37 Porém Paulo disse-lhes: Açoitaram-nos publicamente e, sem ser sentenciados, [27] sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fóra? Não será assim; mas venham elles mesmos e tirem-nos para fóra.

38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e elles temeram, ouvindo que eram romanos.

39 E, vindo, [28] lhes rogaram; e, tirando-os para fóra, lhes pediram que saissem da cidade.

40 E, saindo da prisão, [29] entraram em casa de Lydia, e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.

Paulo em Thessalonica e em Berea.

Anno Domini 54

17 E, passando por Amphipolis e Apollonia, chegaram a Thessalonica, onde havia uma synagoga de judeos.

2 E Paulo, [1] como tinha por costume, foi ter com elles; e por tres sabbados disputou com elles sobre as Escripturas,

3 Declarando-as, [2] e demonstrando que convinha que o Christo padecesse e resuscitasse dos mortos. E este Jesus, que vos annuncio, dizia elle, é o Christo.

4 E [3] alguns d’elles crêram, e ajuntaram-se com Paulo e [4] Silas uma grande multidão de gregos religiosos, e não poucas mulheres principaes.

5 Porém os judeos desobedientes, movidos d’inveja, tomaram comsigo alguns homens malignos, d’entre os vadios, e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e, accommettendo a casa de Jason, [5] procuravam tiral-os para junto do povo.

6 E, não os achando, trouxeram com violencia a Jason, e alguns irmãos, aos magistrados da cidade, [6] clamando: Estes que teem alvoroçado o mundo, chegaram tambem aqui;

7 Os quaes Jason tem recolhido; e todos estes obram contra os mandados de Cesar, [7] dizendo que ha outro rei, a saber, Jesus.

8 E alvoroçaram a multidão e os principaes da cidade, que ouviram estas coisas.

9 Tendo, porém, recebido satisfação de Jason, e dos demais, os soltaram.

10 E logo [8] os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Berea: os quaes, chegando lá, foram á synagoga dos judeos.

11 E estes foram mais nobres do que os que estavam em Thessalonica, porque de bom grado receberam a palavra, [9] examinando cada dia nas Escripturas se estas coisas eram assim.

12 De sorte que crêram muitos d’elles, e mulheres gregas honestas, e não poucos varões.

13 Mas, logo que os judeos de Thessalonica souberam que a palavra de Deus tambem era annunciada por Paulo em Berea, foram tambem lá, e commoveram as multidões.

14 Porém [10] no mesmo instante os irmãos mandaram a Paulo que fosse como para o mar, mas Silas e Timotheo ficaram ali.

Paulo em Athenas; o seu discurso no Areopago.

15 E os que acompanhavam Paulo o levaram até Athenas, [11] e, recebendo ordem para que Silas e Timotheo fossem ter com elle o mais depressa possivel, partiram.

16 E, emquanto Paulo os esperava em Athenas, [12] o seu espirito se commovia em si mesmo, vendo a cidade tão dada á idolatria.

17 De sorte que disputava na synagoga com os judeos e religiosos, e todos os dias na praça com os que se apresentavam.

18 E alguns dos philosophos epicureos e estoicos contendiam com elle; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é prégador de deuses estranhos. Porque lhes annunciava a Jesus e a resurreição.

19 E, tomando-o, o levaram ao Areopago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que fallas?

20 Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos: queremos pois saber o que vem a ser isto.

21 (Pois todos os athenienses e hospedes estrangeiros de nenhuma outra coisa se occupavam, senão de dizer e ouvir alguma coisa nova).

22 E, estando Paulo no meio do Areopago, disse: Varões athenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos:

23 Porque, passando eu e vendo os vossos sanctuarios, achei tambem um altar em que estava escripto: AO DEUS DESCONHECIDO. Aquelle pois que vós honraes, não o conhecendo, vos annuncio.

24 O Deus [13] que fez o mundo e todas as coisas que n’elle ha: este, sendo Senhor [14] do céu e da terra, [15] não habita em templos feitos por mãos de homens;

25 Nem tão pouco é servido por mãos de homens, [16] como que necessitando de alguma coisa; pois é [17] elle só quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;

26 E de um sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos [18] já d’antes ordenados, e os limites da sua habitação;

27 Para [19] que buscassem ao Senhor, se porventura o podessem apalpar e achar; ainda [20] que não está longe de cada um de nós;

28 Porque [21] n’elle vivemos, e nos movemos, e existimos; [22] como tambem alguns dos vossos poetas disseram: Porque somos tambem sua geração.

29 Sendo pois geração de Deus, [23] não havemos de cuidar que a divindade seja similhante ao oiro, ou á prata, ou á pedra esculpida por artificio e imaginação dos homens.

30 De sorte que Deus, [24] [AIE] dissimulando os tempos da ignorancia, [25] annuncia agora a todos os homens, e em todo o logar, que se arrependam;

31 Porquanto tem determinado um dia [26] em que com justiça ha-de julgar o mundo com justiça por aquelle varão que destinou; dando certeza a todos, [27] resuscitando-o dos mortos.

32 E, como ouviram da resurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Ácerca d’isso te ouviremos outra vez.

33 E assim Paulo saiu do meio d’elles.

34 Porém, chegando alguns varões a elle, creram: entre os quaes foram Dionysio, areopagita, e uma mulher por nome Damaris, e com elles outros.

Paulo em Corintho; em Epheso; volta para Jerusalem.

Anno Domini 55

18 E depois d’isto partiu Paulo de Athenas, e chegou a Corintho.

2 E, achando um certo judeo por nome [1] Aquila, natural do Ponto, que havia pouco que tinha vindo da Italia, e Priscilla, sua mulher (porquanto Claudio tinha mandado que todos os judeos saissem de Roma), se ajuntou com elles,

3 E, porque era do mesmo officio, ficou com elles, [2] e trabalhava; pois tinham por officio fazer tendas.

4 E cada sabbado [3] disputava na synagoga, e persuadia a judeos e gregos.

5 E, [4] quando Silas e Timotheo desceram da Macedonia, foi [5] Paulo constrangido pelo Espirito, testificando aos judeos que Jesus era o Christo.

6 Porém, [6] resistindo e [7] blasphemando elles, sacudiu os vestidos, e disse-lhes: O [8] vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; [9] eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.

7 E, partindo d’ali, entrou em casa de um, por nome Justo, que servia a Deus, cuja casa estava junto da synagoga.

8 E [10] Crispo, principal da synagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos corinthios, ouvindo-o, crêram e foram baptizados.

9 E disse [11] o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas falla, e não te cales;

10 Porque [12] eu estou comtigo, e ninguem lançará mão de ti para te fazer mal, porque tenho muito povo n’esta cidade.

11 E ficou ali um anno e seis mezes, ensinando entre elles a palavra de Deus.

12 Porém, sendo Gallio proconsul da Achaia, levantaram-se os judeos concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal,

13 Dizendo: Este persuade os homens a servir a Deus contra a lei.

14 E, querendo Paulo abrir a bocca, disse Gallio aos judeos: [13] Se houvesse, ó judeos, algum aggravo ou crime enorme, com razão vos soffreria,

15 Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós ha, vêde-o vós mesmos: porque eu não quero ser juiz d’essas coisas.

16 E lançou-os do tribunal.

17 Porém, tomando todos os gregos a [14] Sosthenes, principal da synagoga, o feriram diante do tribunal; e a Gallio nada d’estas coisas se lhe davam.

18 E Paulo, ficando ainda ali muitos dias, despediu-se dos irmãos e d’ali navegou para a Syria, e com elle Priscilla e Aquila, tendo [15] tosquiado a cabeça em Cenchrea, [16] porque tinha voto.

19 E chegou a Epheso, e deixou-os ali; porém elle, entrando na synagoga, disputava com os judeos.

20 E, rogando-lhe elles que ficasse com elles por mais algum tempo, não conveiu n’isso.

21 Antes se despediu d’elles, dizendo: É-me necessario em todo o caso guardar em Jerusalem a festa que se approxima; [17] mas, querendo Deus, outra vez voltarei para vós. E partiu de Epheso.

22 E, chegando a Cesarea, subiu a Jerusalem, e, saudando a egreja, desceu a Antiochia.

23 E, estando ali algum tempo, partiu, passando successivamente pela provincia da [18] Galacia e Phrygia, confirmando [19] a todos os discipulos.

Apollo em Epheso e em Corintho.

24 E chegou [20] a Epheso um certo judeo chamado Apollo, natural d’Alexandria, varão eloquente e poderoso nas Escripturas.

25 Este era instruido no caminho do Senhor, [21] e, fervoroso de espirito, fallava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, [22] conhecendo sómente o baptismo de João.

26 E este começou a fallar ousadamente na synagoga; e, ouvindo-o Priscilla e Aquila, o levaram comsigo, e lhe declararam mais pontualmente o caminho de Deus.

27 E, querendo elle passar á Achaia, exhortando-o os irmãos, escreveram aos discipulos que o recebessem; o qual, tendo chegado, [23] aproveitou muito aos que pela graça criam.

28 Porque com grande vehemencia convencia publicamente os judeos, mostrando pelas Escripturas [24] que Jesus era o Christo.

Terceira viagem missionaria de Paulo. Prega o evangelho em Epheso. Tumulto excitado por Demetrio.

Anno Domini 56

19 E succedeu que, emquanto Apollo estava [1] em Corintho, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Epheso; e, achando ali alguns discipulos,

2 Disse-lhes: Recebestes vós já o Espirito Sancto quando crêstes? E elles disseram-lhe: [2] Antes nem ainda ouvimos que haja Espirito Sancto.

3 Disse-lhes então: Em que sois baptizados então? E elles disseram: [3] No baptismo de João.

4 Porém Paulo disse: [4] Certamente João baptizou com o baptismo do arrependimento, dizendo ao povo que crêsse no que após elle havia de vir, isto é, em Jesus Christo.

5 E os que ouviram foram baptizados [5] em nome do Senhor Jesus.

6 E, impondo-lhes Paulo [6] as mãos, veiu sobre elles o Espirito Sancto; [7] e fallavam diversas linguas, e prophetizavam.

7 E estes eram, ao todo, quasi doze varões.

8 E, [8] entrando na synagoga, fallou ousadamente por espaço de tres mezes, disputando e persuadindo [9] ácerca do reino de Deus.

9 Mas, endurecendo-se [10] alguns, e não obedecendo, [11] e fallando mal do caminho do Senhor perante a multidão, retirou-se d’elles, e separou os discipulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tyranno.

10 E durou [12] isto por espaço de dois annos; de tal maneira que todos os que habitavam na Asia, ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeos como gregos.

11 E Deus [13] pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinarias.

12 De tal [14] maneira que até os lenços e aventaes do seu corpo se levavam aos enfermos, e as enfermidades fugiam d’elles, e os espiritos malignos sahiam.

13 E [15] alguns dos exorcistas [16] judeos vagabundos tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espiritos malignos, dizendo: Esconjuramos-vos por Jesus a quem Paulo préga.

14 E os que faziam isto eram sete filhos de Sceva, judeo, principal dos sacerdotes.

15 Respondendo, porém, o espirito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; porém vós quem sois?

16 E, saltando n’elles o homem em que estava o espirito maligno, e assenhoreando-se d’elles, poude mais do que elles; de tal maneira que, nús e feridos, fugiram d’aquella casa.

17 E foi isto notorio a todos os que habitavam em Epheso, [17] tanto judeos como gregos; e caiu temor sobre todos elles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.

18 E muitos dos que criam vinham, confessando [18] e publicando os seus feitos.

19 Tambem muitos dos que seguiam artes curiosas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos, e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cincoenta mil peças de prata.

Anno Domini 59

20 Assim [19] a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.

21 E, [20] cumpridas estas coisas, Paulo [21] propoz-se, em espirito, ir a Jerusalem, passando pela Macedonia e pela Achaia, dizendo: Depois que houver estado ali, [22] importa-me vêr tambem Roma.

22 E, enviando á Macedonia dois d’aquelles que o [23] serviam, Timotheo [24] e Erasto, ficou elle por algum tempo na Asia.

23 Porém, [25] n’aquelle mesmo tempo, houve um não pequeno alvoroço ácerca do caminho do Senhor.

24 Porque um certo ourives da prata, por nome Demetrio, que fazia de prata nichos de Diana, [26] dava não pouco lucro aos artifices,

25 Aos quaes, havendo-os ajuntado com os officiaes de obras similhantes, disse: Varões, vós bem sabeis que d’este officio temos a nossa prosperidade:

26 E bem vêdes e ouvis que não só em Epheso, mas até quasi em toda a Asia, este Paulo tem persuadido e afastado uma grande multidão, [27] dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos.

27 E não sómente ha o perigo de que isto venha a servir-nos de desprezo, mas tambem de que o proprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, e de que a sua magestade, a qual toda a Asia e o mundo inteiro veneram, venha a ser destruida.

28 E, ouvindo-o, encheram-se de ira, e clamaram, dizendo: Grande é a Diana dos ephesios.

29 E encheu-se de confusão toda a cidade; e unanimes arremetteram ao theatro, arrebatando comsigo [28] a Gaio e [29] a Aristarcho, macedonios, companheiros de Paulo na viagem.

30 E, querendo Paulo apresentar-se ao povo, não lh’o permittiram os discipulos.

31 E tambem alguns dos principaes da Asia, que eram seus amigos, lhe enviaram, rogando que não se apresentasse no theatro.

32 Uns pois clamavam de uma maneira, outros d’outra, porque o ajuntamento era confuso; e os mais d’elles não sabiam por que causa se tinham ajuntado.

Anno Domini 60

33 Então tiraram Alexandre d’entre a multidão, impellindo-o os judeos para diante; e Alexandre, [30] acenando com a mão, queria dar razão d’isto ao povo.

34 Porém, conhecendo que era judeo, todos unanimemente levantaram a voz, clamando por espaço de quasi duas horas: Grande é a Diana dos ephesios.

Notes in this chapter

Note 1 · Luc. 1.3.Note 2 · Mar. 16.19. Luc. 9.51 e 24.51. ver. 9. I Tim. 3.16.Note 3 · Mat. 28.19. Mar. 16.15. João 20.21. cap. 10.41, 42.Note 4 · Mar. 16.14. Luc. 24.36. João 20.19, 26 e 21.1, 14. I Cor. 15.6.Note 5 · Luc. 24.43, 49.Note 6 · Luc. 24.49. João 14.16, 26, 27 e 15.26 e 16.7. cap. 2.33.Note 7 · Mat. 3.11. cap. 11.16 e 19.4.Note 8 · Joel 3.18. cap. 2.4 e 11.15.Note 9 · Mat. 24.3.Note 10 · Isa. 1.26. Dan. 7.27. Amós 9.11.Note 11 · Mat. 24.36. Mar. 13.32. I The. 5.1.Note 12 · cap. 2.1, 4.Note 13 · Luc. 24.49.Note 14 · Luc. 24.48. João 15.27. ver. 22. cap. 2.32.Note 15 · Luc. 24.51. João 6.62.Note 16 · ver. 2.Note 17 · Mat. 28.3. Mar. 16.5. Luc. 24.4. João 20.12. cap. 10.3, 30.Note 18 · cap. 2.7 e 13.31.Note 19 · Dan. 7.13. Mat. 24.30. Mar. 13.26. Luc. 21.27. João 14.3. I The. 1.10 e 4.15. II The. 1.10. Apo. 1.7.Note 20 · Luc. 24.52.Note 21 · cap. 9.37, 39 e 20.8.Note 22 · Mat. 10.2, 3, 4.Note 23 · Luc. 6.15.Note 24 · Jud. 1.Note 25 · cap. 2.1, 46.Note 26 · Luc. 23.49, 55 e 24.10.Note 27 · Mat. 13.55.Note 28 · Apo. 3.4.Note 29 · Psa. 41.9. João 13.18.Note 30 · Luc. 22.47. João 18.3.Note 31 · Mat. 10.4. Luc. 6.16.Note 32 · ver. 25. cap. 12.25 e 20.24 e 21.19.Note 33 · Mat. 27.5, 7, 8.Note 34 · Mat. 26.15. II Ped. 2.15.Note 35 · Psa. 69.25.Note 36 · Psa. 109.8.Note 37 · ou, a sua superintendencia.Note 38 · Mar. 1.1.Note 39 · ver. 9.Note 40 · João 15.27. ver. 8. cap. 4.33.Note 41 · cap. 15.22.Note 42 · I Sam. 16.7. I Chr. 28.9 e 29.17. Jer. 11.20 e 17.10. cap. 15.8. Apo. 2.23.Note 43 · ver. 17.Note 44 · Lev. 23.15. Deu. 16.9. cap. 20.16.Note 45 · cap. 1.14.Note 46 · cap. 4.31.Note 47 · cap. 1.5.Note 48 · Mar. 16.17. cap. 10.46 e 19.6. I Cor. 12.10, 28, 30 e 13.1 e 14.2, etc.Note 49 · cap. 1.11.Note 50 · I The. 5.7.Note 51 · Isa. 44.3. Eze. 11.19 e 36.27. Joel 2.28, 29. Zac. 12.10. João 7.38.Note 52 · cap. 10.45.Note 53 · cap. 21.9.Note 54 · cap. 21.4, 9, 10. I Cor. 12.10, 28 e 14.1, etc.Note 55 · Joel 2.30, 31.Note 56 · Mat. 24.29. Mar. 13.24. Luc. 21.25.Note 57 · Rom. 10.13.Note 58 · João 3.2 e 14.10, 11. cap. 10.38. Heb. 2.4.Note 59 · Mat. 26.24. Luc. 22.22 e 24.44. cap. 3.18 e 4.28.Note 60 · cap. 5.30.Note 61 · ver. 32. cap. 3.15 e 4.10 e 10.40 e 13.30, 34 e 17.31. Rom. 4.24 e 8.11. I Cor. 6.14 e 15.15. II Cor. 4.14. Gal. 1.1. Eph. 1.20. Col. 2.12. Note 62 · Psa. 16.8, 11.Note 63 · I Reis 2.10. cap. 13.36.Note 64 · II Sam. 7.12, 13. Psa. 132.11. Luc. 1.32, 69. Rom. 1.3. II Tim. 2.8.Note 65 · Psa. 16.10. cap. 13.35.Note 66 · ver. 24.Note 67 · cap. 1.8.Note 68 · cap. 5.31. Phi. 2.9. Heb. 10.12.Note 69 · João 14.26 e 15.26 e 16.7, 13. cap. 1.4.Note 70 · cap. 10.45. Eph. 4.8.Note 71 · Psa. 110.1. Mat. 22.44. Heb. 1.13.Note 72 · cap. 5.31.Note 73 · Zac. 12.10. Luc. 3.10. cap. 9.6.Note 74 · Luc. 24.47. cap. 3.19.Note 75 · Joel 2.28. cap. 3.25.Note 76 · cap. 10.45 e 11.15, 18.Note 77 · ver. 46. cap. 1.14. Rom. 12.12. Eph. 6.18.Note 78 · Mar. 16.17. cap. 4.33 e 5.12.Note 79 · cap. 4.32, 34.Note 80 · Isa. 58.7.Note 81 · cap. 1.14.Note 82 · Luc. 24.53.Note 83 · cap. 20.7.Note 84 · Luc. 2.52. Rom. 14.18.Note 85 · cap. 5.14 e 11.24.Note 86 · cap. 2.46.Note 87 · Psa. 55.17.Note 88 · cap. 14.8.Note 89 · João 9.8.Note 90 · cap. 4.10.Note 91 · Isa. 35.6.Note 92 · cap. 4.16, 21.Note 93 · João 9.8.Note 94 · João 10.23. cap. 5.12.Note 95 · cap. 5.30.Note 96 · João 7.39 e 12.16 e 17.1.Note 97 · Mat. 27.2.Note 98 · Mat. 27.20. Mar. 15.11. Luc. 23.18, 20, 21. João 18.40 e 19.15. cap. 13.28.Note 99 · Psa. 16.10. Mar. 1.24. Luc. 1.35. cap. 2.27 e 4.27.Note 100 · cap. 7.52 e 22.14.Note 101 · Heb. 2.10 e 5.9. cap. 2.24.Note 102 · cap. 2.32.Note 103 · Mat. 9.22. cap. 4.10 e 14.9.Note 104 · Luc. 23.34. João 16.3. cap. 13.27. I Cor. 2.8. I Tim. 1.13.Note 105 · ou, magistrados.Note 106 · Luc. 24.44. cap. 26.22.Note 107 · Psa. 22. Isa. 50.6 e 53.5, etc. Dan. 9.26. I Ped. 1.10, 11.Note 108 · cap. 2.38.Note 109 · cap. 1.11.Note 110 · Mat. 17.11.Note 111 · Luc. 1.70.Note 112 · Deu. 18.15, 18, 19. cap. 7.37.Note 113 · cap. 2.39. Rom. 9.4, 8 e 15.8. Gal. 3.26.Note 114 · Gen. 12.3 e 18.18 e 22.18 e 26.4 e 28.14. Gal. 3.8.Note 115 · Mat. 10.5 e 15.24. Luc. 24.47. cap. 13.32, 33, 46.Note 116 · ver. 22.Note 117 · Mat. 1.21.Note 118 · Mat. 22.23. Act. 23.8.Note 119 · Luc. 3.2. João 11.49 e 18.13.Note 120 · Exo. 2.14. Mat. 21.23. cap. 7.27.Note 121 · Luc. 12.11, 12.Note 122 · cap. 3.6, 16.Note 123 · cap. 2.4.Note 124 · Psa. 118.22. Isa. 28.16. Mat. 21.42.Note 125 · Mat. 1.21. cap. 10.43. I Tim. 2.5, 6.Note 126 · Mat. 11.25. I Cor. 1.27.Note 127 · cap. 3.11.Note 128 · João 11.47.Note 129 · cap. 3.9.Note 130 · cap. 5.40.Note 131 · cap. 5.29.Note 132 · cap. 1.8 e 2.32.Note 133 · cap. 22.15. I João 1.1, 3.Note 134 · Mat. 21.26. Luc. 20.6, 19 e 22.2. cap. 5.26.Note 135 · cap. 3.7, 8.Note 136 · cap. 12.12.Note 137 · II Reis 19.15.Note 138 · Psa. 2.1.Note 139 · Mat. 26.3. Luc. 22.2 e 23.1, 8.Note 140 · Luc. 1.35.Note 141 · Luc. 4.18. João 10.36.Note 142 · cap. 2.23 e 3.18.Note 143 · ver. 13, 31. cap. 9.27 e 13.46 e 14.3 e 19.8 e 26.26 e 28.31. Eph. 6.19.Note 144 · cap. 2.43 e 5.12.Note 145 · cap. 35.16.Note 146 · ver. 27.Note 147 · cap. 2.2, 4 e 16.26.Note 148 · ver. 29.Note 149 · cap. 5.12. Rom. 15.5, 6. II Cor. 13.11. Phi. 1.27 e 2.2. I Ped. 3.8.Note 150 · cap. 2.44.Note 151 · cap. 1.8.Note 152 · cap. 1.22.Note 153 · cap. 2.47.Note 154 · cap. 2.45.Note 155 · ver. 27. cap. 5.2.Note 156 · cap. 2.45 e 6.1.Note 157 · ver. 34, 35. cap. 5.1, 2.Note 158 · cap. 4.37.Note 159 · Num. 30.2. Deu. 23.21. Ecc. 5.4.Note 160 · Luc. 22.3.Note 161 · ver. 10, 11.Note 162 · João 19.40.Note 163 · ver. 3. Mat. 4.7.Note 164 · ver. 5.Note 165 · ver. 5. cap. 2.43 e 19.17.Note 166 · cap. 2.43 e 14.3. Rom. 15.19. Heb. 2.4.Note 167 · cap. 3.11.Note 168 · João 9.22 e 12.42. cap. 2.47 e 4.21.Note 169 · Mat. 9.21 e 14.36. cap. 19.12.Note 170 · Mat. 16.17, 18. João 14.12.Note 171 · cap. 4.1, 2, 6.Note 172 · cap. 21.12.Note 173 · cap. 12.7 e 16.26.Note 174 · João 6.68 e 17.3. I João 5.11.Note 175 · cap. 4.5, 6.Note 176 · Gr. meirinhos.Note 177 · Luc. 22.4. cap. 4.1.Note 178 · Mat. 21.26.Note 179 · cap. 4.18.Note 180 · cap. 2.23, 36 e 3.15 e 7.52.Note 181 · Mat. 23.35 e 27.25.Note 182 · cap. 4.19.Note 183 · cap. 3.13, 15. cap. 10.39. Gal. 3.13. I Ped. 2.24.Note 184 · cap. 2.33, 36. Phi. 2.9. Heb. 2.10.Note 185 · cap. 3.15.Note 186 · Mat. 1.21.Note 187 · Luc. 24.47. cap. 3.26 e 13.38. Eph. 1.7. Col. 1.14.Note 188 · João 15.26, 27.Note 189 · cap. 2.4 e 10.44.Note 190 · cap. 2.27 e 7.54.Note 191 · cap. 22.3.Note 192 · Pro. 21.30. Isa. 8.10. Mat. 15.13.Note 193 · Luc. 21.15. I Cor. 1.25.Note 194 · cap. 7.51 e 9.5 e 23.9.Note 195 · cap. 4.18.Note 196 · Mat. 10.17 e 23.34. Mar. 13.9.Note 197 · Mat. 5.12. Rom. 5.3. II Cor. 12.10. Phi. 1.29. Heb. 10.34. Thi. 1.2. I Ped. 4.13, 16.Note 198 · cap. 4.20, 29.Note 199 · cap. 2.41. ver. 7.Note 200 · cap. 9.29 e 11.20.Note 201 · cap. 4.35.Note 202 · Exo. 18.17.Note 203 · Deu. 1.13. cap. 1.21 e 16.2. I Tim. 3.7.Note 204 · cap. 2.42.Note 205 · cap. 11.24.Note 206 · cap. 8.5, 26 e 21.8.Note 207 · Apo. 2.6, 15.Note 208 · cap. 1.24.Note 209 · cap. 8.17 e 9.17. I Tim. 4.14 e 5.22.Note 210 · cap. 12.24 e 19.20. Col. 1.6.Note 211 · João 12.42.Note 212 · Luc. 21.15. cap. 5.39. Exo. 4.12. Isa. 54.17.Note 213 · I Reis 21.10, 13. Mat. 26.59, 60.Note 214 · cap. 22.1.Note 215 · Gen. 12.1.Note 216 · Gen. 11.31 e 12.4, 5.Note 217 · Gen. 12.7 e 13.15 e 15.3, 18 e 17.8 e 26.3.Note 218 · Gen. 15.13, 16.Note 219 · Exo. 12.46. Gal. 3.17.Note 220 · Exo. 3.12.Note 221 · Gen. 17.9, 10, 11.Note 222 · Gen. 21.2, 3, 4.Note 223 · Gen. 25.26.Note 224 · Gen. 35.23.Note 225 · Gen. 37.4, 11, 28.Note 226 · Gen. 39.2, 21, 23. Psa. 105.17.Note 227 · Gen. 41.37 e 42.6.Note 228 · Gen. 41.54.Note 229 · Gen. 42.1.Note 230 · Gen. 45.4, 16.Note 231 · Gen. 45.9, 27.Note 232 · Gen. 46.27. Deu. 10.22.Note 233 · Gen. 46.5.Note 234 · Gen. 49.32. Exo. 1.6.Note 235 · Exo. 13.19. Jos. 24.32.Note 236 · Gen. 23.16 e 33.19.Note 237 · Gen. 15.13. ver. 6.Note 238 · Exo. 1.7, 8, 9. Psa. 105.24, 25.Note 239 · Exo. 1.22.Note 240 · Exo. 2.2.Note 241 · Heb. 11.23.Note 242 · Exo. 2.3, 10.Note 243 · Luc. 24.19.Note 244 · Exo. 2.11, 12.Note 245 · Exo. 2.13.Note 246 · Luc. 12.14. cap. 4.7.Note 247 · Exo. 2.15, 22 e 4.20 e 13.3, 4.Note 248 · Exo. 3.2.Note 249 · Mat. 22.32. Heb. 11.16.Note 250 · Exo. 3.5. Jos. 5.15.Note 251 · Exo. 3.7.Note 252 · Gr. redemptor.Note 253 · Exo. 14.19. Num. 20.16.Note 254 · Exo. 12.41 e 33.1.Note 255 · Exo. caps. 7 até 14. Psa. 105.27.Note 256 · Exo. 14.21, 27, 28, 29.Note 257 · Exo. 16.1, 35.Note 258 · Deu. 18.15. cap. 3.22.Note 259 · Mat. 17.5.Note 260 · Exo. 19.3, 17.Note 261 · Isa. 63.9. Gal. 3.19. Heb. 2.2.Note 262 · Exo. 21.1. Deu. 5.27, 31 e 33.4. João 1.17.Note 263 · Rom. 3.2.Note 264 · Exo. 32.1.Note 265 · Deu. 9.16. Psa. 106.19.Note 266 · Psa. 81.12. Rom. 1.25. II The. 2.11.Note 267 · Deu. 4.19. II Reis 17.16. Jer. 19.13.Note 268 · Amós 5.25, 26.Note 269 · Exo. 25.40 e 26.30. Heb. 8.5.Note 270 · Jos. 3.14.Note 271 · Neh. 9.24. Psa. 44.2, 3. cap. 13.19.Note 272 · I Sam. 16.1. II Sam. 7.1. Psa. 19.20.Note 273 · I Reis 8.17. I Chr. 22.7. Psa. 132.4, 5.Note 274 · I Reis 6.1 e 8.20. I Chr. 17.12. II Chr. 3.1.Note 275 · I Reis 8.27. II Chr. 2.6.Note 276 · Isa. 66.1, 2. Mat. 5.34, 35.Note 277 · Exo. 32.9 e 33.3. Isa. 48.4.Note 278 · Lev. 26.41. Deu. 10.16. Jer. 4.4 e 6.10. Eze. 44.9.Note 279 · II Chr. 36.16. Mat. 21.35. I The. 2.15.Note 280 · cap. 3.14.Note 281 · Exo. 20.1. Gal. 3.19. Heb. 2.2.Note 282 · cap. 5.33.Note 283 · cap. 6.5.Note 284 · Eze. 1.1. Mat. 3.16. cap. 10.11.Note 285 · Dan. 7.13.Note 286 · I Reis 21.13. Luc. 4.29. Heb. 13.12.Note 287 · Lev. 24.16.Note 288 · Deu. 13.9, 10 e 17.7. cap. 22.20.Note 289 · cap. 9.14.Note 290 · Psa. 31.5. Luc. 23.46.Note 291 · cap. 9.40 e 20.36 e 21.5.Note 292 · Mat. 5.44. Luc. 6.28 e 23.34.Note 293 · cap. 7.58 e 22.20.Note 294 · cap. 11.19.Note 295 · Gen. 23.2 e 50.10. II Sam. 3.31.Note 296 · cap. 7.58 e 9.1, 13, 21. I Cor. 15.9. Gal. 1.13. Phi. 3.6. I Tim. 1.13.Note 297 · Mat. 10.23. cap. 11.19.Note 298 · cap. 6.5.Note 299 · Mar. 16.17.Note 300 · cap. 13.6.Note 301 · cap. 5.36.Note 302 · cap. 1.3.Note 303 · cap. 2.38.Note 304 · cap. 19.2.Note 305 · Mat. 28.19. cap. 2.38.Note 306 · cap. 10.48 e 19.5.Note 307 · cap. 8.6 e 19.6. Heb. 6.2.Note 308 · Mat. 10.8. II Reis 5.16.Note 309 · cap. 2.38 e 10.45 e 11.17.Note 310 · II Tim. 2.25.Note 311 · Heb. 12.15.Note 312 · Gen. 20.7, 17. Exo. 8.8. Num. 21.7. I Reis 13.6. Job 42.8. Thi. 5.16.Note 313 · Sof. 3.10.Note 314 · João 12.20.Note 315 · Isa. 53.7, 8.Note 316 · ou, tirado o seu julgamento.Note 317 · Luc. 24.27. cap. 18.28.Note 318 · cap. 10.47.Note 319 · Mat. 28.19. Mar. 16.16.Note 320 · Mat. 16.16. João 6.69 e 9.35, 38 e 11.27. cap. 9.20. I João 4.15 e 5.5, 13.Note 321 · I Reis 18.12. II Reis 2.16. Eze. 3.12, 14.Note 322 · cap. 8.3. Gal. 1.13. I Tim. 1.13.Note 323 · cap. 22.6 e 26.12. I Cor. 15.8.Note 324 · Mat. 25.40, etc.Note 325 · cap. 5.39.Note 326 · Luc. 3.10. cap. 2.37 e 16.36.Note 327 · Dan. 10.7. cap. 22.9 e 26.13.Note 328 · cap. 22.12.Note 329 · cap. 21.39 e 22.3.Note 330 · ver. 1.Note 331 · ver. 21. cap. 7.59. I Cor. 1.2. II Tim. 2.22.Note 332 · cap. 13.2 e 22.21. Rom. 1.1. I Tim. 2.7. II Tim. 1.11.Note 333 · Rom. 1.5. Gal. 2.7, 8.Note 334 · cap. 25.22, 23.Note 335 · cap. 20.23 e 21.11. II Cor. 11.23.Note 336 · cap. 22.12, 13.Note 337 · cap. 8.17.Note 338 · cap. 2.4 e 4.31.Note 339 · cap. 26.20.Note 340 · cap. 8.37.Note 341 · cap. 8.3. ver. 1. Gal. 1.13, 23.Note 342 · cap. 18.28.Note 343 · cap. 23.12 e 25.3. II Cor. 11.26.Note 344 · II Cor. 11.32.Note 345 · Jos. 2.15. I Sam. 19.12.Note 346 · cap. 22.17. Gal. 1.17, 18.Note 347 · cap. 4.36 e 13.2.Note 348 · ver. 20, 22.Note 349 · Gal. 1.18.Note 350 · cap. 6.1 e 11.20.Note 351 · ver. 23. II Cor. 11.26.Note 352 · cap. 8.1.Note 353 · cap. 8.14.Note 354 · cap. 3.3, 16 e 4.10.Note 355 · I Chr. 5.16.Note 356 · cap. 11.21.Note 357 · que é, gazella.Note 358 · I Tim. 2.10. Tito 3.8.Note 359 · cap. 1.13.Note 360 · Mat. 9.25.Note 361 · cap. 7.60.Note 362 · Mar. 5.41, 42. João 11.43.Note 363 · João 11.45 e 12.11.Note 364 · cap. 10.6.Note 365 · ver. 22. cap. 8.2 e 22.12.Note 366 · ver. 35.Note 367 · ver. 30. cap. 11.13.Note 368 · cap. 9.43.Note 369 · cap. 11.14.Note 370 · cap. 11.5, etc.Note 371 · cap. 7.56. Apo. 19.11.Note 372 · Lev. 11.4 e 20.25. Deu. 14.3, 7. Eze. 4.14.Note 373 · Mat. 15.11. ver. 28. Rom. 14.14, 17, 20. I Cor. 10.25. I Tim. 4.4. Tito 1.15.Note 374 · cap. 11.12.Note 375 · cap. 15.7.Note 376 · ver. 1, 2, etc.Note 377 · cap. 22.12.Note 378 · ver. 45. cap. 11.12.Note 379 · cap. 14.14, 15. Apo. 19.10 e 22.9.Note 380 · João 4.9 e 18.28. cap. 11.3. Gal. 2.12, 14.Note 381 · cap. 15.8, 9. Eph. 3.6.Note 382 · cap. 1.10.Note 383 · Mat. 28.3. Mar. 16.5. Luc. 24.4.Note 384 · Dan. 10.12.Note 385 · Heb. 6.10.Note 386 · Deu. 10.17. II Chr. 19.7. Rom. 2.11. Eph. 6.9. I Ped. 1.17.Note 387 · cap. 15.9. Rom. 2.13, 27. I Cor. 12.13. Gal. 3.28. Eph. 2.13, 18.Note 388 · Isa. 57.19. Eph. 2.14, 16, 17. Col. 1.20.Note 389 · Mat. 28.18. Rom. 10.12. Eph. 1.20, 22. I Ped. 3.22. Apo. 17.14.Note 390 · Luc. 4.14.Note 391 · Luc. 4.18. cap. 2.22 e 4.27. Heb. 1.9.Note 392 · João 3.2.Note 393 · cap. 2.32.Note 394 · cap. 5.30.Note 395 · cap. 2.24.Note 396 · João 14.17, 22. cap. 13.31.Note 397 · Luc. 24.30, 43. João 21.13.Note 398 · Mat. 28.19, 20. cap. 1.8.Note 399 · João 5.22, 27.Note 400 · Rom. 14.9, 10. II Cor. 5.10.Note 401 · Isa. 53.11. Jer. 31.34. Dan. 9.24. Miq. 7.18. Mal. 4.2.Note 402 · cap. 15.9. Rom. 10.11. Gal. 3.22.Note 403 · cap. 4.31.Note 404 · ver. 23.Note 405 · cap. 11.18. Gal. 3.14.Note 406 · cap. 11.17. Rom. 10.12.Note 407 · I Cor. 1.17.Note 408 · cap. 2.38.Note 409 · cap. 10.45. Gal. 2.12.Note 410 · cap. 10.28.Note 411 · Gal. 2.12.Note 412 · Luc. 1.3.Note 413 · cap. 10.9, etc.Note 414 · João 16.13. cap. 10.19 e 15.7.Note 415 · cap. 10.23.Note 416 · cap. 10.30.Note 417 · cap. 2.4.Note 418 · Mat. 3.11. João 1.26, 33. cap. 1.5 e 19.4.Note 419 · Isa. 44.3. Joel 2.28 e 3.18.Note 420 · cap. 15.8, 9.Note 421 · cap. 10.47.Note 422 · Rom. 10.12, 13 e 15.9, 16.Note 423 · cap. 8.1.Note 424 · cap. 6.1 e 9.29.Note 425 · Luc. 1.66. cap. 2.47.Note 426 · cap. 9.35.Note 427 · cap. 9.27.Note 428 · cap. 13.43 e 14.22.Note 429 · cap. 6.5.Note 430 · ver. 21. cap. 5.14.Note 431 · cap. 9.30.Note 432 · cap. 2.17 e 13.1 e 15.32 e 21.9. I Cor. 12.28. Eph. 4.11.Note 433 · cap. 21.10.Note 434 · Rom. 15.26. I Cor. 16.1. II Cor. 9.1.Note 435 · cap. 12.25.Note 436 · Mat. 4.21 e 20.23.Note 437 · Exo. 13.14, 15 e 23.15.Note 438 · João 21.18.Note 439 · cap. 5.19.Note 440 · Psa. 126.1.Note 441 · cap. 10.3, 17 e 11.5.Note 442 · cap. 16.26.Note 443 · Psa. 34.7. Dan. 3.28 e 6.22. Heb. 1.14.Note 444 · Job 5.19. Psa. 38.18, 19 e 34.22 e 41.2 e 97.10. II Cor. 1.10. II Ped. 2.9.Note 445 · cap. 4.23.Note 446 · cap. 15.37.Note 447 · ver. 5.Note 448 · Gen. 48.16. Mat. 18.10.Note 449 · cap. 13.16 e 19.33 e 21.40.Note 450 · I Reis 5.9, 11. Eze. 27.17.Note 451 · I Sam. 25.38. II Sam. 24.17.Note 452 · Psa. 115.1.Note 453 · Isa. 55.11. cap. 6.7 e 19.20.Note 454 · cap. 13.5, 13 e 15.37.Note 455 · ver. 12.Note 456 · cap. 11.27 e 14.20 e 15.35.Note 457 · cap. 11.22, 26.Note 458 · Rom. 16.21.Note 459 · Num. 8.14. cap. 9.15 e 22.21. Rom. 1.1. Gal. 1.15 e 2.9.Note 460 · Mat. 9.38. cap. 14.26. Rom. 10.15. Eph. 3.7, 8. I Tim. 2.7. II Tim. 1.11. Heb. 5.4.Note 461 · cap. 6.6.Note 462 · cap. 4.36.Note 463 · ver. 46.Note 464 · cap. 12.25 e 15.37.Note 465 · cap. 8.9.Note 466 · Exo. 7.11. II Tim. 3.8.Note 467 · cap. 4.8.Note 468 · Mat. 13.38. João 8.44. I João 3.8.Note 469 · Exo. 9.3. I Sam. 5.6.Note 470 · cap. 15.38.Note 471 · cap. 16.13 e 17.2 e 18.4.Note 472 · Luc. 4.16. ver. 27.Note 473 · Heb. 13.22.Note 474 · cap. 12.17.Note 475 · ver. 26, 42, 43. cap. 10.35.Note 476 · Deu. 7.6, 7.Note 477 · Exo. 1.1. Psa. 105.23, 24. cap. 7.17.Note 478 · Exo. 6.6 e 13.14, 16.Note 479 · Exo. 16.35. Num. 14.33, 34. cap. 7.36.Note 480 · Deu. 7.1.Note 481 · Jos. 14.1, 2. Psa. 78.55.Note 482 · Jui. 2.16.Note 483 · I Sam. 3.20.Note 484 · I Sam. 8.5 e 10.1.Note 485 · I Sam. 15.23, 26, 28 e 16.1. Ose. 13.11.Note 486 · I Sam. 16.13. II Sam. 2.4 e 5.3.Note 487 · Psa. 89.20.Note 488 · I Sam. 13.14. cap. 7.46.Note 489 · Isa. 11.1. Luc. 1.32, 69. cap. 2.30. Rom. 1.3.Note 490 · II Sam. 7.12. Psa. 132.11.Note 491 · Mat. 1.21. Rom. 11.26.Note 492 · Mat. 3.1. Luc. 3.3.Note 493 · Mat. 3.11. Mar. 1.7. Luc. 3.16. João 1.20, 27.Note 494 · Mat. 10.6. Luc. 24.47. cap. 3.26.Note 495 · Luc. 23.34. I Cor. 2.8.Note 496 · ver. 14, 15. cap. 15.11.Note 497 · Luc. 24.20, 44. cap. 26.22. Mat. 27.22.Note 498 · Mar. 15.13, 14. João 19.6, 15.Note 499 · cap. 3.13, 14.Note 500 · Luc. 18.31.Note 501 · Mat. 27.59. Mar. 15.46. João 19.38.Note 502 · Mat. 28.6. cap. 2.24.Note 503 · Mat. 28.16. cap. 1.3. I Cor. 15.5, 6, 7.Note 504 · cap. 1.11.Note 505 · cap. 1.8 e 2.32.Note 506 · Gen. 3.15 e 12.3 e 22.18. Rom. 4.13. Gal. 3.16.Note 507 · Psa. 2.7. Heb. 1.5 e 5.5.Note 508 · Isa. 55.3.Note 509 · Gr. As coisas fieis e sanctas.Note 510 · Psa. 16.10. cap. 2.31.Note 511 · I Reis 2.10. cap. 2.29.Note 512 · Jer. 31.34. I João 2.12.Note 513 · Isa. 53.11. Rom. 3.28. Heb. 7.19.Note 514 · Isa. 29.14. Hab. 1.5.Note 515 · cap. 11.23 e 14.22.Note 516 · Tito 2.11. Heb. 12.15. I Ped. 5.12.Note 517 · cap. 18.6. I Ped. 4.4. Jud. 10.Note 518 · Mat. 10.6. cap. 3.26. ver. 26. Rom. 1.16.Note 519 · Exo. 32.10. Deu. 32.21. Isa. 55.5. Mat. 21.43. Rom. 10.19.Note 520 · cap. 18.6 e 28.28.Note 521 · Isa. 42.6 e 49.6.Note 522 · cap. 2.47.Note 523 · II Tim. 3.11.Note 524 · Mat. 10.14. Mar. 6.11. Luc. 9.5. cap. 18.6.Note 525 · Mat. 5.12. João 16.22. cap. 2.46.Note 526 · Mar. 16.20. Heb. 2.4.Note 527 · cap. 13.3.Note 528 · II Tim. 3.11.Note 529 · Mat. 10.23.Note 530 · cap. 3.2.Note 531 · Mat. 8.10 e 9.28, 29.Note 532 · Isa. 35.6.Note 533 · cap. 8.10 e 28.6.Note 534 · Dan. 2.46.Note 535 · Mat. 26.65.Note 536 · cap. 10.26.Note 537 · Thi. 5.17.Note 538 · I Sam. 12.21. I Cor. 8.4.Note 539 · Jos. 3.10.Note 540 · Gen. 1.1. Apo. 14.7.Note 541 · Psa. 81.13. I Ped. 4.3.Note 542 · cap. 17.27. Rom. 1.20.Note 543 · Lev. 26.4. Deu. 11.14 e 28.12. Job 5.12. Psa. 65.10 e 68.9, 10 e 147.8. Jer. 14.22. Mat. 5.45.Note 544 · cap. 13.45.Note 545 · II Cor. 11.25. II Tim. 3.11.Note 546 · Mat. 28.19.Note 547 · cap. 11.23 e 13.43.Note 548 · Mat. 10.38 e 16.24. Luc. 22.28, 29. Rom. 8.17. II Tim. 2.11, 12 e 3.12.Note 549 · Tito 1.5.Note 550 · cap. 13.1, 3.Note 551 · cap. 15.40.Note 552 · cap. 15.4, 12 e 21.19.Note 553 · I Cor. 16.9. II Cor. 2.12. Col. 4.3. Apo. 3.8.Note 554 · Gal. 2.12.Note 555 · João 7.32. ver. 5. Gal. 5.2. Phi. 3.2. Col. 2.11. Lev. 12.3.Note 556 · Gal. 2.1.Note 557 · Rom. 15.24. I Cor. 16.6, 11.Note 558 · cap. 14.27.Note 559 · ver. 12. cap. 14.27 e 21.19.Note 560 · ver. 1.Note 561 · cap. 10.20 e 11.12.Note 562 · I Chr. 28.9. cap. 1.24.Note 563 · cap. 10.44.Note 564 · Rom. 10.11.Note 565 · cap. 10.15, 28, 43. I Cor. 1.2. I Ped. 1.22.Note 566 · Mat. 23.4. Gal. 5.1.Note 567 · Rom. 3.24. Eph. 2.8. Tito 2.11 e 3.4, 5.Note 568 · cap. 21.19.Note 569 · cap. 14.27.Note 570 · cap. 12.17.Note 571 · ver. 7.Note 572 · Amós 9.11, 12.Note 573 · ver. 28.Note 574 · I The. 1.9.Note 575 · Gen. 35.2. Exo. 20.3, 23.Note 576 · I Cor. 6.9, 18. Gal. 5.19. Eph. 5.3. Col. 3.5. I Ped. 4.3.Note 577 · Gen. 9.4. Lev. 3.17.Note 578 · cap. 13.15, 27.Note 579 · cap. 1.23.Note 580 · ver. 1. Gal. 2.4 e 5.12. Tito 1.10, 11.Note 581 · cap. 13.50 e 14.19. I Cor. 15.30. II Cor. 11.23, 26.Note 582 · ver. 20. cap. 21.25. Apo. 2.14, 20.Note 583 · Lev. 17.14.Note 584 · cap. 14.22 e 18.23.Note 585 · I Cor. 16.11. Heb. 11.31.Note 586 · cap. 13.1.Note 587 · cap. 13.4, 13, 14, 51 e 14.1, 6, 24, 25.Note 588 · cap. 12.12, 25 e 13.5. Col. 4.10. II Tim. 4.11. Phi. 24.Note 589 · cap. 13.13.Note 590 · cap. 14.26.Note 591 · cap. 16.5.Note 592 · cap. 14.6.Note 593 · cap. 19.22. Rom. 16.21. I Cor. 4.17. Phi. 2.19. I The. 3.2. I Tim. 1.2. II Tim. 1.2.Note 594 · II Tim. 1.5.Note 595 · cap. 6.3.Note 596 · I Cor. 9.20. Gal. 2.3 e 5.2.Note 597 · cap. 15.28, 29.Note 598 · cap. 15.41.Note 599 · II Cor. 2.12. II Tim. 4.13.Note 600 · cap. 10.30.Note 601 · II Cor. 2.13.Note 602 · Phi. 1.1.Note 603 · Luc. 24.45.Note 604 · Gen. 19.3 e 33.11. Jui. 19.21. Luc. 24.29. Heb. 13.2.Note 605 · I Sam. 28.7.Note 606 · cap. 19.24.Note 607 · Mar. 1.25, 34.Note 608 · Mar. 16.17.Note 609 · cap. 19.25, 26.Note 610 · II Cor. 6.5. Mat. 10.18.Note 611 · I Reis 18.17. cap. 17.6.Note 612 · II Cor. 6.5 e 11.23, 25. I The. 2.2.Note 613 · cap. 4.31.Note 614 · cap. 5.19 e 12.7, 10.Note 615 · Luc. 3.10. cap. 2.37 e 9.6.Note 616 · João 3.16, 36 e 6.47. I João 5.10.Note 617 · Luc. 5.29 e 19.6.Note 618 · cap. 22.25.Note 619 · Mat. 8.34.Note 620 · ver. 14.Note 621 · Luc. 4.16. cap. 9.20 e 13.5, 14 e 14.1 e 16.13 e 19.8.Note 622 · Luc. 24.26, 46. cap. 18.28. Gal. 3.1.Note 623 · cap. 28.24.Note 624 · cap. 15.22, 27, 32, 40.Note 625 · Rom. 16.21.Note 626 · cap. 16.20.Note 627 · Luc. 23.2. João 19.12. I Ped. 2.13.Note 628 · cap. 9.25. ver. 14.Note 629 · Isa. 34.16. Luc. 16.29. João 5.39.Note 630 · Mat. 10.26.Note 631 · cap. 18.5.Note 632 · I Ped. 2.8.Note 633 · cap. 14.15.Note 634 · Mat. 11.25.Note 635 · cap. 7.48.Note 636 · Psa. 50.8.Note 637 · Gen. 2.7. Num. 16.22. Job 12.10 e 27.3 e 33.4. Isa. 42.5 e 57.16. Zac. 12.1.Note 638 · Deu. 32.8.Note 639 · Rom. 1.20.Note 640 · cap. 14.17.Note 641 · Col. 1.17. Heb. 1.3.Note 642 · Tito 1.12.Note 643 · Isa. 40.18.Note 644 · cap. 14.16. Rom. 3.25.Note 645 · velando.Note 646 · Luc. 24.47. Tito 2.11, 12. I Ped. 1.14 e 4.3.Note 647 · cap. 10.42. Rom. 2.16 e 14.10.Note 648 · cap. 2.24.Note 649 · Rom. 16.3. I Cor. 16.19. II Tim. 4.19.Note 650 · cap. 20.34. I Cor. 4.12. I The. 2.9. II The. 3.8.Note 651 · cap. 17.2.Note 652 · cap. 17.14, 15.Note 653 · Job 32.18. cap. 17.3. ver. 28.Note 654 · cap. 13.45. I Ped. 4.4.Note 655 · Neh. 5.13. Mat. 10.14. cap. 13.51.Note 656 · Lev. 20.9, 11, 12. II Sam. 1.16. Eze. 18.13 e 33.4.Note 657 · Eze. 3.18, 19 e 33.9. cap. 20.26 e 13.46 e 28.28.Note 658 · I Cor. 1.14.Note 659 · cap. 23.11.Note 660 · Jer. 1.18, 19. Mat. 28.20.Note 661 · cap. 23.29 e 25.11, 19.Note 662 · I Cor. 1.1.Note 663 · Num. 6.18. cap. 21.24.Note 664 · Rom. 16.1.Note 665 · I Cor. 4.19. Heb. 6.3. Thi. 4.15.Note 666 · Gal. 1.2 e 4.14.Note 667 · cap. 14.22 e 15.32, 41.Note 668 · I Cor. 1.12 e 3.5, 6 e 4.6. Tito 3.13.Note 669 · Rom. 12.11.Note 670 · cap. 19.3.Note 671 · I Cor. 3.6.Note 672 · cap. 9.22 e 17.3. ver. 5.Note 673 · I Cor. 1.12 e 3.5, 6.Note 674 · cap. 8.16. I Sam. 3.7.Note 675 · cap. 18.25.Note 676 · Mat. 3.11. João 1.15, 27, 30. cap. 1.5 e 11.16 e 13.24, 25.Note 677 · cap. 8.16.Note 678 · cap. 6.6 e 8.17.Note 679 · cap. 2.4 e 10.46.Note 680 · cap. 17.2 e 18.4.Note 681 · cap. 1.3 e 28.23.Note 682 · II Tim. 1.15. II Ped. 2.2. Jud. 10.Note 683 · cap. 9.2 e 22.4 e 24.14. ver. 23.Note 684 · cap. 20.31.Note 685 · Mar. 16.20. cap. 14.3.Note 686 · cap. 5.15. II Reis 4.29.Note 687 · Mat. 12.27.Note 688 · Mar. 9.38. Luc. 9.49.Note 689 · Luc. 1.65 e 7.16. cap. 2.43 e 5.5, 11.Note 690 · Mat. 3.6.Note 691 · cap. 6.7 e 12.24.Note 692 · Rom. 15.25. Gal. 2.1.Note 693 · cap. 20.22.Note 694 · cap. 18.21 e 23.11. Rom. 15.24, 28.Note 695 · cap. 13.5.Note 696 · Rom. 16.23. II Tim. 4.20.Note 697 · II Cor. 1.8. cap. 9.2.Note 698 · cap. 16.16, 19.Note 699 · Psa. 115.4. Isa. 44.10-20. Jer. 10.3.Note 700 · Rom. 16.23. I Cor. 1.14.Note 701 · cap. 20.4 e 27.2. Col. 4.10. Phi. 24.Note 702 · I Tim. 1.20. II Tim. 4.14. cap. 12.17.
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