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A Biblia Sagrada, Contendo o Velho e o Novo Testamento

O SANCTO EVANGELHO SEGUNDO S. MATTHEUS. (continued 2)

João Ferreira d' Almeida translation

3 E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e não quizeram vir.

4 Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eisque tenho o meu jantar preparado, [2] os meus bois e cevados já mortos, e tudo já prompto: vinde ás bodas.

5 Porém elles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu trafico:

6 E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7 E o rei, tendo noticia d’isto, encolerisou-se: [3] e, enviando os seus exercitos, destruiu aquelles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8 Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, [4] mas os convidados não eram dignos.

9 Ide pois ás saidas dos caminhos, e convidae para as bodas a todos os que encontrardes.

10 E os servos, saindo pelos caminhos, [5] ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e as bodas encheram-se de convidados.

11 E o rei, entrando para vêr os convidados, viu ali um homem [6] que não estava trajado com vestido de bodas,

12 E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido de bodas? E elle emmudeceu.

13 Disse então o rei aos servos: Amarrae-o de pés e mãos, levae-o, [7] e lançae-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.

14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

A questão do tributo.

Mar. 12.13-17. Luc. 20.20-26.

15 Então, retirando-se os phariseos, consultaram entre si como o surprehenderiam n’alguma palavra;

16 E enviaram-lhe os seus discipulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus, segundo a verdade, e de ninguem se te dá, porque não olhas á apparencia dos homens;

17 Dize-nos, pois, que te parece? É licito pagar o tributo a Cesar, ou não?

18 Jesus, porém, conhecendo a sua malicia, disse: Porque me experimentaes, hypocritas?

19 Mostrae-me a moeda do tributo. E elles lhe apresentaram um dinheiro.

20 E elle diz-lhes: De quem é esta effigie e esta inscripção?

21 Dizem-lhe elles: De Cesar. Então elle lhes diz: [8] Dae pois a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus.

22 E elles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram.

23 No mesmo dia chegaram junto d’elle os sadduceos, [9] que dizem não haver resurreição, e o interrogaram,

24 Dizendo: [10] Mestre, Moysés disse: Se morrer alguem, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher d’elle, e suscitará descendencia a seu irmão:

25 Ora houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu, e, não tendo descendencia, deixou sua mulher a seu irmão.

26 Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao setimo;

27 Por fim, depois de todos, morreu tambem a mulher.

28 Portanto, na resurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuiram?

29 Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: [11] Erraes, não conhecendo as Escripturas, nem o poder de Deus;

30 Porque na resurreição nem casam nem se dão em casamento; [12] mas serão como os anjos de Deus no céu.

31 E, ácerca da resurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo:

32 Eu sou o Deus d’Abrahão, [13] o Deus d’Isaac, e o Deus de Jacob? Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

33 E, as turbas, ouvindo isto, [14] ficaram maravilhadas da sua doutrina.

O grande mandamento.

Mar. 12.28-34. Luc. 10.25-27.

34 E os phariseos, ouvindo que fizera emmudecer os sadduceos, reuniram-se no mesmo logar;

35 E um d’elles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37 E Jesus disse-lhe: [15] Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38 Este é o primeiro e grande mandamento.

39 E o segundo, similhante a este, é: [16] Amarás o teu proximo como a ti mesmo.

40 D’estes dois mandamentos depende toda a lei e os prophetas.

Christo Filho de David.

Mar. 12.35-37. Luc. 20.41-44.

41 E, [17] estando reunidos os phariseos, interrogou-os Jesus,

42 Dizendo: Que pensaes vós do Christo? De quem é filho? Elles disseram-lhe: De David.

43 Disse-lhes elle: Como é então que David, em espirito, lhe chama Senhor, dizendo:

44 Disse o Senhor ao meu Senhor: [18] Assenta-te á minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabello de teus pés.

45 Se David pois lhe chama Senhor, como é seu filho?

46 E ninguem podia [19] responder-lhe uma palavra: nem desde aquelle dia ousou mais alguem interrogal-o.

Jesus censura os escribas e os phariseos.

23 Então fallou Jesus á multidão, e aos seus discipulos,

2 Dizendo: [1] Na cadeira de Moysés estão assentados os escribas e phariseos.

3 Observae, pois, e practicae tudo o que vos disserem; mas não procedaes em conformidade com as suas obras, [2] porque dizem e não praticam:

4 Pois atam fardos pesados e difficeis de supportar, [3] e os põem aos hombros dos homens; elles, porém, nem com o dedo querem movel-os;

5 E fazem todas as obras [4] a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largas phylacterias, e estendem as franjas [5] dos seus vestidos,

6 E amam os primeiros logares nas ceias [6] e as primeiras cadeiras nas synagogas,

7 E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens—Rabbi, Rabbi.

8 Vós, porém, não queiraes ser chamados Rabbi, [7] porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Christo: e todos vós sois irmãos.

9 E a ninguem na terra chameis vosso pae, [8] porque um só é o vosso Pae, o qual está nos céus.

10 Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Christo.

11 Porém [9] o maior d’entre vós será vosso servo.

12 E o que a si mesmo se exaltar [10] será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

13 Mas ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [11] pois que fechaes aos homens o reino dos céus; porque nem vós entraes nem deixaes entrar aos que entram.

14 Ai de vós, escribas e phariseos, [12] hypocritas! pois que devoraes as casas das viuvas, e isto com pretexto de prolongadas orações; por isso soffrereis mais rigoroso juizo.

15 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um proselyto; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós.

16 Ai de vós, conductores cegos! [13] pois que dizeis: Qualquer que jurar pelo templo isso nada é; mas o que jurar pelo oiro do templo é devedor.

17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o oiro, [14] ou o templo, que sanctifica o oiro?

18 E aquelle que jurar pelo altar isso nada é; mas aquelle que jurar pela offerta que está sobre o altar é devedor.

19 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a offerta, [15] ou o altar, que sanctifica a offerta?

20 Portanto, o que jurar pelo altar jura por elle e por tudo o que sobre elle está:

21 E o que jurar pelo templo jura por elle [16] e por aquelle que n’elle habita:

22 E o que jurar pelo céu jura pelo throno de Deus [17] e por aquelle que está assentado n’elle.

23 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [18] pois que dizimaes a hortelã, o endro e o cominho, e desprezaes o mais importante da lei, o juizo, a misericordia e a fé: deveis, porém, fazer estas coisas, e não omittir aquellas.

24 Conductores cegos! que coaes o mosquito e engulis o camelo.

25 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [19] pois que limpaes o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e iniquidade.

26 Phariseo cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que tambem o exterior fique limpo.

27 Ai de vós, escribas e phariseos, hypocritas! [20] pois que sois similhantes aos sepulchros caiados, que por fóra realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios d’ossos de mortos e de toda a immundicia.

28 Assim tambem vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estaes cheios de hypocrisia e iniquidade.

29 Ai de vós, [21] escribas e phariseos, hypocritas! pois que edificaes os sepulchros dos prophetas e adornaes os monumentos dos justos.

30 E dizeis: Se existissemos no tempo de nossos paes, nunca nos associariamos com elles para derramar o sangue dos prophetas.

31 Assim, [22] vós mesmos testificaes que sois filhos dos que mataram os prophetas.

32 Enchei [23] vós pois a medida de vossos paes.

33 Serpentes, [24] raça de viboras! como escapareis da condemnação do inferno?

34 Portanto, eis que [25] eu vos envio prophetas, sabios e escribas; e a uns d’elles matareis e crucificareis; e a outros d’elles açoitareis nas vossas synagogas e os perseguireis de cidade em cidade;

35 Para que sobre vós caia todo o sangue justo, [26] que foi derramado sobre a terra, desde o sangue d’Abel, o justo, até ao sangue de Zacharias, filho de Baraquias, que matastes entre o templo e o altar.

36 Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração.

37 Jerusalem, Jerusalem, [27] que matas os prophetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quiz eu ajuntar os teus filhos, como a gallinha ajunta os seus pintos debaixo das azas, e vós não quizestes!

38 Eis que a vossa casa vae ficar-vos deserta;

39 Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digaes: [28] Bemdito o que vem em nome do Senhor.

O sermão prophetico; o principio de dôres.

Mar. 13.1. Luc. 21.5-36.

24 E, quando Jesus ia saindo do templo, approximaram-se d’elle os seus discipulos para lhe mostrarem a estructura do templo.

2 Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo [1] que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3 E, estando assentado no monte das Oliveiras, [2] chegaram-se a elle os seus discipulos em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas, e que signal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: [3] Acautelae-vos, que ninguem vos engane;

5 Porque [4] muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Christo; e seduzirão muitos.

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhae não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, [5] e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em varios logares.

8 Mas todas estas coisas são o principio de dôres.

9 Então vos hão de entregar para serdes atormentados, [6] e matar-vos-hão: e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome.

10 Então muitos serão escandalizados, [7] e trahir-se-hão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão,

11 E surgirão muitos falsos prophetas, [8] e enganarão muitos.

12 E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

13 Mas aquelle que perseverar até ao fim [9] será salvo.

14 E este evangelho do reino será prégado em todo o mundo, [10] em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

O sermão continúa. A grande tribulação.

15 Quando pois virdes que a abominação da desolação, [11] de que fallou o propheta Daniel, está no logar sancto; quem lê, attenda;

16 Então, os que estiverem na Judea, fujam para os montes;

17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa da sua casa;

18 E quem estiver no campo não volte atraz a buscar os seus vestidos.

19 Mas ai das gravidas [12] e das que amamentarem n’aquelles dias!

20 E orae para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem em sabbado;

21 Porque [13] haverá então grande afflicção, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tão pouco ha de haver.

22 E, se aquelles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; [14] mas por causa dos escolhidos serão abreviados aquelles dias.

23 Então, se alguem vos disser: Eis que [15] o Christo está aqui, ou ali, não deis credito;

24 Porque [16] surgirão falsos christos e falsos prophetas, e farão tão grandes signaes e prodigios que, se possivel fôra, enganariam até os escolhidos.

25 Eis que eu vol-o tenho predito.

26 Portanto, se vos disserem: Eis que elle está no deserto, não saiaes; Eis que elle está nas camaras; não acrediteis.

27 Porque, como o relampago [17] sae do oriente e apparece até ao occidente, assim será tambem a vinda do Filho do homem.

28 Pois onde estiver o cadaver, [18] ahi se ajuntarão as aguias.

O sermão continúa: A vinda do Filho do homem.

29 E, logo depois da afflicção d’aquelles dias, [19] o sol escurecerá, e a lua não dará o seu resplendor, e as estrellas cairão do céu, e as potencias dos céus serão abaladas.

30 Então apparecerá no céu [20] o signal do Filho do homem; e todas as tribus da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande gloria.

31 E enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, [21] e ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma á outra extremidade dos céus.

32 Aprendei pois esta parabola da figueira: [22] Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está proximo o verão.

33 Egualmente, quando virdes todas estas coisas, [23] sabei que está proximo ás portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração [24] sem que todas estas coisas aconteçam.

35 O céu e a terra passarão, mas [25] as minhas palavras não hão de passar.

O sermão continúa: Exhortação á vigilancia.

36 Porém d’aquelle dia e hora ninguem sabe, [26] nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pae.

37 E, como foi nos dias de Noé, assim será tambem a vinda do Filho do homem.

38 Porque como, [27] nos dias anteriores ao diluvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,

39 E não o conheceram, até que veiu o diluvio, e os levou a todos,—assim será tambem a vinda do Filho do homem.

40 Então, [28] dois estarão no campo; será levado um, e deixado outro.

41 Duas estarão moendo no moinho; será levada uma, e deixada outra.

42 Vigiae, pois, [29] porque não sabeis a que hora ha de vir o vosso Senhor:

43 Mas considerae isto: [30] se o pae de familia soubesse a que vigilia da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44 Por isso, [31] estae vós apercebidos tambem; porque o Filho do homem ha de vir á hora em que não penseis.

O sermão continúa: A parabola dos dois servos.

45 Quem é pois o servo fiel e prudente, [32] que o Senhor constituiu sobre os seus servos, para lhes dar o sustento a seu tempo?

46 Bemaventurado aquelle servo que o Senhor, [33] quando vier, achar fazendo assim.

47 Em verdade vos digo [34] que o porá sobre todos os seus bens.

48 Porém, se aquelle mau servo disser comsigo: O meu senhor tarde virá;

49 E começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os temulentos,

50 Virá o senhor d’aquelle servo n’um dia em que o não espera, e á hora em que elle não sabe,

51 E separal-o-ha, e porá a sua parte com os hypocritas: [35] ali haverá pranto e ranger de dentes.

O sermão prophetico continúa: A parabola das dez virgens.

25 Então o reino dos céus será similhante a dez virgens que, tomando as suas [AFV] lampadas, sairam ao encontro do [1] esposo.

2 E cinco d’ellas eram prudentes, [2] e cinco loucas.

3 As loucas, tomando as suas lampadas, não levaram azeite comsigo,

4 Mas as prudentes levaram azeite nos seus vasos, com as suas lampadas.

5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, [3] e adormeceram.

6 Mas á meia noite ouviu-se um clamor: [4] Ahi vem o esposo, sahi-lhe ao encontro.

7 Então todas aquellas virgens se levantaram, [5] e prepararam as suas lampadas.

8 E as loucas disseram ás prudentes: Dae-nos do vosso azeite, porque as nossas lampadas se apagam.

9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide antes aos que o vendem, e comprae-o para vós.

10 E, tendo ellas ido compral-o, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com elle para as bodas, [6] e fechou-se a porta.

11 E depois chegaram tambem as outras virgens, dizendo: [7] Senhor, Senhor, abre-nos.

12 E elle, respondendo, disse: Em verdade vos digo [8] que vos não conheço.

13 Vigiae pois, [9] porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem ha de vir.

O sermão continúa: A parabola dos dez talentos.

Luc. 19.11-27.

14 Porque, é tambem como um homem que, partindo para fóra da sua terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens;

15 E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, [10] e ausentou-se logo para longe.

16 E, tendo elle partido, o que recebera cinco talentos negociou com elles, e grangeou outros cinco talentos.

17 Da mesma sorte, o que recebera dois, grangeou tambem outros dois;

18 Mas o que recebera um foi enterral-o no chão, e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 E muito tempo depois veiu o senhor d’aquelles servos, e fez contas com elles.

20 Então approximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que grangeei com elles.

21 E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. [11] Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; [12] entra no gozo do teu senhor.

22 E, chegando tambem o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com elles grangeei outros dois talentos.

23 Disse-lhe o seu senhor: [13] Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Mas, chegando tambem o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste;

25 E, atemorisado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei;

27 Por isso te cumpria dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

28 Tirae-lhe pois o talento, e dae-o ao que tem os dez talentos.

29 Porque a qualquer que tiver será dado, [14] e terá em abundancia; mas ao que não tiver até o que tem será tirado.

30 Lançae pois o servo inutil nas trevas exteriores: ali haverá pranto e [15] ranger de dentes.

O fim do sermão prophetico: A vida eterna e o castigo eterno.

31 E quando o Filho do homem vier em sua gloria, [16] e todos os sanctos anjos com elle, então se assentará no throno da sua gloria;

32 E todas as nações serão reunidas diante d’elle, e apartará uns dos outros, [17] como o pastor aparta dos bodes as ovelhas,

33 E porá as ovelhas á sua direita, mas os bodes á esquerda.

34 Então dirá o Rei aos que estiverem á sua direita: [18] Vinde, bemditos de meu Pae, possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 Porque tive fome, [19] e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

36 Estava nú, [20] e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te démos de comer? ou com sede, e te démos de beber?

38 E quando te vimos estrangeiro, e te hospedámos? ou nú, e te vestimos?

39 E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo [21] que, quando o fizestes a um d’estes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.

41 Então dirá tambem aos que estiverem á sua esquerda: [22] Apartae-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

42 Porque tive fome, e não me destes de comer: tive sede, e não me destes de beber;

43 Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nú, não me vestistes; enfermo, e na prisão, não me visitastes.

44 Então elles tambem lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nú, ou enfermo, ou na prisão, e te não servimos?

45 Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando [23] a um d’estes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

46 E estes irão [24] para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.

A consulta dos sacerdotes e dos escribas.

Mar. 14.1, 2. Luc. 22.1, 2.

26 E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discipulos:

2 Bem sabeis que d’aqui a dois dias é [1] a paschoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

3 Então os principes dos sacerdotes, e os escribas, [2] e os anciãos do povo reuniram-se na sala do summo sacerdote, o qual se chamava Caiphás,

4 E consultaram-se juntamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem.

5 Porém diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.

O jantar em Bethania.

Mar. 14.3-9. João 11.1-8.

6 E, estando Jesus em Bethania, em casa de Simão, o leproso,

7 Approximou-se d’elle uma mulher com um vaso d’alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lh’o sobre a cabeça, estando elle assentado á mesa.

8 E os seus discipulos, vendo isto, [3] indignaram-se, dizendo: Porque se faz este desperdicio?

9 Pois este unguento podia vender-se por grande preço, e dar-se o dinheiro aos pobres.

10 Jesus, porém, conhecendo isto, disse-lhes: Porque affligis esta mulher? pois praticou uma boa acção para comigo.

11 Porquanto [4] sempre tendes comvosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.

12 Ora, derramando ella este unguento sobre o meu corpo, fel-o preparando-me para o meu enterramento.

13 Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho fôr prégado, em todo o mundo, tambem será dito o que ella fez, para memoria sua.

O preço da traição.

Mar. 14.10, 11. Luc. 22.3-6.

14 Então um dos doze chamado Judas Iscariotes, foi ter [5] com os principes dos sacerdotes,

15 E disse: [6] Que me quereis dar, e eu vol-o entregarei? E elles lhe arbitraram trinta [AFW] moedas de prata,

16 E desde então buscava opportunidade para o entregar.

A ultima paschoa, a sancta ceia.

Mar. 12.14-26. Luc. 22.7-23. I Cor. 11.23-29.

17 E, no [7] primeiro dia da festa dos pães asmos, chegaram os discipulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que te preparemos o necessario para comer a paschoa?

18 E elle disse: Ide á cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está proximo; em tua casa celebro a paschoa com os meus discipulos.

19 E os discipulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a paschoa.

20 E, chegada a tarde, [8] assentou-se á mesa com os doze.

21 E, comendo elles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me ha de trahir.

22 E elles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, Senhor?

23 E elle, respondendo, disse: [9] O que mette a mão no prato comigo, esse me ha de trahir.

24 Em verdade o Filho do homem vae, como ácerca [10] d’elle está escripto, mas ai d’aquelle homem por quem o Filho do homem é trahido! bom seria a esse homem se não houvera nascido.

25 E, respondendo Judas, o que o trahia, disse: Porventura sou eu, Rabbi? Elle disse: Tu o disseste.

26 E, quando comiam, [11] Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discipulos, e disse: Tomae, comei, isto é o meu corpo.

27 E, tomando o calix, e dando graças, deu-lh’o, dizendo: [12] Bebei d’elle todos;

28 Porque isto é o meu sangue, [13] o sangue do [AFX] Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos peccados.

29 E digo-vos que, desde agora, não beberei [14] d’este fructo da vide até áquelle dia em que o beber de novo comvosco no reino de meu Pae.

30 E, tendo cantado [15] o hymno, sairam para o monte das Oliveiras.

Pedro é avisado.

Mar. 14.27-31. Luc. 22.31-34. João 13.36-38.

31 Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; [16] porque está escripto: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

32 Mas, depois de eu resuscitar, [17] irei adiante de vós para a Galilea.

33 Pedro, porém, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei.

34 Disse-lhe Jesus: [18] Em verdade te digo que, n’esta mesma noite, antes que o gallo cante, tres vezes me negarás.

35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja mister morrer comtigo, não te negarei. E o mesmo todos os discipulos disseram.

Jesus em Gethsemane.

Mar. 14.32-42. Luc. 22.39-46. João 18.1.

36 Então chegou Jesus com elles a um logar chamado Gethsemane, e disse aos discipulos: Assentae-vos aqui, emquanto vou além, a orar.

37 E, levando comsigo Pedro e [19] os dois filhos de Zebedeo, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.

38 Então lhes disse: [20] A minha alma está cheia de tristeza até á morte; ficae aqui, e velae comigo.

39 E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando [21] e dizendo: Meu Pae, [22] se é possivel, passe de mim este calix; porém, não como eu quero, mas como tu queres.

40 E voltou para os seus discipulos, e achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora podeste velar comigo?

41 Vigiae e orae, [23] para que não entreis em tentação: na verdade, o espirito está prompto, mas a carne é fraca.

42 E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pae, se este calix não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.

43 E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam carregados.

44 E, deixando-os, voltou, e orou terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

45 Então chegou junto dos seus discipulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousae; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos peccadores.

46 Levantae-vos, partamos; eis que é chegado o que me trahe.

Jesus é preso.

Mar. 14.43-50. Luc. 22.47-53. João 18.2-11.

47 E, estando elle ainda a fallar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com elle uma grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos principes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

48 E o que o trahia tinha-lhes dado signal, dizendo: O que eu beijar é elle; prendei-o.

49 E logo, approximando-se de Jesus, disse: Eu te saudo Rabbi. E [24] beijou-o.

50 Jesus, porém, lhe disse: [25] Amigo, a que vieste? Então, approximando-se, lançaram mão de Jesus, e prenderam-n’o.

51 E eis que [26] um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do summo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.

52 Então Jesus disse-lhe: Mette no seu logar a tua espada; porque [27] todos os que lançarem mão da espada á espada morrerão.

53 Ou pensas tu que não poderia eu agora orar a meu Pae, e elle não me daria mais de doze legiões [28] d’anjos?

54 Como pois se cumpririam as Escripturas, [29] que dizem que assim convem que aconteça?

55 Então disse Jesus á multidão: Saistes, como a um salteador, com espadas e varapaus para me prender? todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.

56 Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escripturas dos prophetas. [30] Então todos os discipulos, deixando-o, fugiram.

Jesus perante o synhedrio.

Mar. 14.53-65. Luc. 22.63-71. João 18.12-27.

57 E, os que prenderam a Jesus, o conduziram ao summo sacerdote, Caiphás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

58 E Pedro o seguiu de longe até ao pateo do summo sacerdote: e, entrando dentro, assentou-se entre os creados, para vêr o fim.

59 E os principes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para o poderem matar,

60 Mas não o achavam, apezar de se apresentarem [31] muitas testemunhas falsas; [32] mas por fim chegaram duas falsas testemunhas,

61 E disseram: Este disse: Eu posso [33] derribar o templo de Deus, e reedifical-o em tres dias.

62 E, levantando-se o [34] summo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?

63 Jesus, porém, [35] guardava silencio. E, insistindo o summo sacerdote, disse-lhe: [36] Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Christo, o Filho de Deus.

64 Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis [37] em breve o Filho do homem assentado á direita da magestade divina, e vindo sobre as nuvens do céu.

65 Então [38] o summo sacerdote rasgou os seus vestidos, dizendo: Blasphemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasphemia.

66 Que vos parece? E elles, respondendo, disseram: [39] E réu de morte.

67 Então cuspiram-lhe [40] no rosto; e uns lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,

68 Dizendo: [41] Prophetiza-nos, Christo, quem é o que te bateu?

Pedro nega a Jesus.

Mar. 14.66-72. Luc. 22.54-62. João 18.15-18.

69 E Pedro estava assentado fóra, no pateo, e approximou-se d’elle uma creada, dizendo: Tu tambem estavas com Jesus, o galileo.

70 Mas elle negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

71 E, saindo para o vestibulo, viu-o outra, e disse aos que ali estavam: Este tambem estava com Jesus, o nazareno.

72 E elle negou outra vez com juramento, dizendo: Não conheço tal homem.

73 E, d’ahi a pouco, approximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente tambem tu és um d’elles, pois a [42] tua falla te denuncia.

74 Então começou elle a [43] imprecar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E immediatamente o gallo cantou.

75 E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: [44] Antes que o gallo cante, tres vezes me negarás. E, saindo d’ali, chorou amargamente.

O suicidio de Judas.

Act. 1.16-19.

27 E, chegando a manhã, [1] todos os principes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem;

2 E levaram-n’o maniatado, [2] e entregaram-n’o ao [AFY] presidente Poncio Pilatos.

3 Então Judas, [3] o que o trahira, vendo que fôra condemnado, devolveu, arrependido, as trinta [AFZ] moedas de prata aos principes dos sacerdotes e aos anciãos,

4 Dizendo: Pequei, trahindo o sangue innocente. Elles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é comtigo.

5 E elle, atirando para o templo as moedas de prata, [4] retirou-se, e, indo, enforcou-se.

6 E os principes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é licito mettel-as no cofre das offertas, porque são preço de sangue.

7 E, tendo deliberado juntamente, compraram com ellas o campo do oleiro, para sepultura dos estrangeiros.

8 Por isso foi chamado aquelle campo, [5] até ao dia d’hoje, Campo de sangue.

9 Então se realisou o que vaticinara o propheta Jeremias: [6] Tomaram as trinta moedas de prata, preço do avaliado, que os filhos d’Israel avaliaram,

10 E deram-n’as pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.

Jesus perante Pilatos.

Mar. 15.1-20. Luc. 23.1-25. João 18.26-28; 19.1-16.

11 E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos judeos? E disse-lhe [7] Jesus: Tu o dizes.

12 E, sendo accusado pelos principes dos sacerdotes e pelos anciãos, [8] nada respondeu.

13 Disse-lhe então Pilatos: [9] Não ouves quanto testificam contra ti?

14 E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.

15 Ora, [10] por occasião da festa, costumava o presidente soltar um preso, escolhendo o povo aquelle que quizesse.

16 E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás.

17 Portanto, reunindo-se elles, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Christo?

18 Porque sabia que por inveja o haviam entregado.

19 E, estando elle assentado no tribunal, mandou sua mulher dizer-lhe: Não entres na questão d’esse justo, porque n’um sonho muito soffri por causa d’elle.

20 Mas os [11] principes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram á multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.

21 E, respondendo o presidente, disse-lhes: Qual d’esses dois quereis vós que eu solte? E elles disseram: Barrabás.

22 Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Christo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado.

23 O [AGA] presidente, porém, disse: Pois que mal tem feito? E elles mais clamavam, dizendo: Seja crucificado.

24 Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto [12] crescia, tomando agua, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou innocente do sangue d’este justo: considerae-o vós.

25 E, respondendo todo o povo, disse: O [13] seu sangue seja sobre nós e sobre nossos filhos.

26 Então soltou-lhes Barrabás, e, tendo mandado [14] açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

27 E logo os soldados do presidente, conduzindo Jesus [AGB] á audiencia, reuniram junto d’elle toda a cohorte.

28 E, despindo-o, o cobriram com uma capa de [15] escarlata;

29 E, tecendo uma corôa [16] d’espinhos, pozeram-lh’a na cabeça, e em sua mão direita uma canna; e, ajoelhando diante d’elle, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos judeos.

30 E, cuspindo [17] n’elle, tiraram-lhe a canna, e batiam-lhe com ella na cabeça.

31 E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe os seus vestidos e o levaram a crucificar.

A crucifixão.

Mar. 15.21-24. Luc. 23.26-49. João 19.17-37.

32 E, quando sahiam, [18] encontraram um homem cyreneo, chamado Simão: a este constrangeram a levar a sua cruz.

33 E, chegando ao [19] logar chamado Golgotha, que se diz: Logar da Caveira,

34 Deram-lhe a beber vinagre misturado [20] com fel; mas, provando-o, não quiz beber.

35 E, havendo-o crucificado, repartiram [21] os seus vestidos, lançando sortes: para que se cumprisse o que foi dito pelo propheta: Repartiram [22] entre si os meus vestidos, e sobre a minha tunica lançaram sortes.

36 E, assentados, o [AGC] guardavam ali.

37 E por cima da sua cabeça pozeram [23] escripta a sua accusação: [24] ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEOS.

38 E foram crucificados [25] com elle dois salteadores, um á direita, e outro á esquerda.

39 E os que passavam [26] blasphemavam d’elle, meneando as cabeças,

40 E dizendo: [27] Tu, que destroes o templo, e em tres dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz.

41 E da mesma maneira tambem os principes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e phariseos, escarnecendo, diziam:

42 Salvou a outros, a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei d’Israel, desça agora da cruz, e creremos n’elle;

43 Confiou em Deus; [28] livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus.

44 E o mesmo lhe lançaram tambem em rosto os salteadores [29] que estavam crucificados com elle.

45 E desde a hora [30] sexta houve trevas sobre toda a terra, até á hora nona.

46 E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, [31] dizendo: Eli, Eli, lama sabachthani; isto é, [32] Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?

47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Este chama por Elias.

48 E logo um d’elles, correndo, tomou uma esponja, [33] e encheu-a de vinagre, e, pondo-a n’uma canna, dava-lhe de beber.

49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem livral-o.

50 E Jesus, [34] clamando outra vez com grande voz, rendeu o espirito.

51 E eis que o véu do templo [35] se rasgou em dois, d’alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as [AGD] pedras,

52 E abriram-se os sepulchros, e muitos corpos de sanctos que dormiam foram resuscitados,

53 E, saindo dos sepulchros, depois da resurreição d’elle, entraram na cidade sancta, e appareceram a muitos.

54 E o centurião [36] e os que com elle guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam succedido, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era o Filho de Deus.

55 E estavam ali olhando de longe muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galilea, [37] servindo-o,

56 Entre as quaes estavam Maria Magdalena, [38] e Maria, mãe de Thiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeo.

A sepultura de Jesus.

Mar. 15.42-47. Luc. 23.50-57. João 19.38-42.

57 E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimathea, por nome José, que tambem era discipulo de Jesus.

58 Este chegou a Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado.

59 E José, tomando o corpo, envolveu-o n’um fino e limpo lençol,

60 E o poz no seu sepulchro novo, [39] que havia lavrado n’uma rocha, e, revolvendo uma grande pedra para a porta do sepulchro, foi-se.

61 E estavam ali Maria Magdalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulchro.

62 E no dia seguinte, que é depois da preparação, reuniram-se os principes dos sacerdotes e os phariseos em casa de Pilatos,

63 Dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquelle enganador, vivendo ainda, disse: [40] Depois de tres dias resuscitarei.

64 Manda pois que o sepulchro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não seja caso que os seus discipulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Resuscitou dos mortos; e assim o ultimo erro será peior do que o primeiro.

65 E disse-lhes Pilatos: [AGE] Tendes a guarda; ide, guardae-o como entenderdes.

66 E, indo elles, seguraram o sepulchro com a guarda, [41] sellando a pedra.

A resurreição.

Mar. 16.1-8. Luc. 24.1-12. João 20.1-18.

28 E, no fim do sabbado, quando já começava a despontar para o primeiro dia da semana, Maria Magdalena e a outra Maria foram vêr o sepulchro;

2 E eis que houvera um grande terremoto, porque o anjo [1] do Senhor, descendo do céu, chegou, e revolveu a pedra da porta, e estava assentado sobre ella.

3 E o seu [2] aspecto era como um relampago, e o seu vestido branco como neve.

4 E os guardas, com medo d’elle, ficaram muito assombrados, e tornaram-se como mortos.

5 Mas o anjo, fallando, disse ás mulheres: Vós não tenhaes medo; pois eu sei que buscaes a Jesus, que foi crucificado.

6 Não está aqui, porque já resuscitou, como havia dito. [3] Vinde, vêde o logar onde o Senhor jazia.

7 E ide immediatamente, e dizei aos seus discipulos que já resuscitou dos mortos. E eis que elle vae [4] adiante de vós para a Galilea; ali o vereis. Eis que eu vol-o tenho dito.

8 E, saindo ellas pressurosamente do sepulchro, com temor e grande alegria, correram a annuncial-o aos seus discipulos;

9 E, indo ellas annuncial-o aos seus discipulos, eis que Jesus lhes sae ao encontro, [5] dizendo: Eu vos saúdo. E ellas, chegando, abraçaram os seus pés, e o adoraram.

10 Então Jesus disse-lhes: Não temaes; ide, e annunciae a [6] meus irmãos que vão a Galilea, e lá me verão.

A mentira dos judeos.

11 E, indo ellas, eis que alguns da guarda, chegando á cidade, annunciaram aos principes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido.

12 E, congregados elles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, dizendo:

13 Dizei: Vieram de noite os seus discipulos e, dormindo nós, o furtaram;

14 E, se isto chegar a ser ouvido pelo [AGF] presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança.

15 E elles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruidos. E foi divulgado este dito entre os judeos, até ao dia d’hoje.

Jesus apparece aos seus discipulos em Galilea.

16 E os onze discipulos partiram para Galilea, para o monte, que [7] Jesus lhes tinha destinado.

17 E, quando o viram o adoraram; mas alguns duvidaram.

18 E, chegando-se Jesus, fallou-lhes, dizendo: [8] É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 Portanto ide, [9] [AGG] ensinae todas as nações, baptizando-as em nome do Pae, e do Filho e do Espirito Sancto;

20 Ensinando-as [10] a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou comvosco todos os dias, até á consummação do mundo. Amen.

Notes in this chapter

Note 1 · Pro. 9.2.Note 2 · Dan. 9.26. Luc. 19.27.Note 3 · cap. 10.11. Act. 13.46.Note 4 · cap. 13.38.Note 5 · II Cor. 5.3. Eph. 4.24. Col. 3.10, 12. Apo. 3.4 e 16.15.Note 6 · cap. 8.12 e 20.16.Note 7 · cap. 17.25. Rom. 13.7.Note 8 · Mar. 12.18. Luc. 20.27. Act. 23.8.Note 9 · Deu. 25.5.Note 10 · João 20.Note 11 · I João 3.2.Note 12 · Exo. 3.6, 16. Mar. 12.26. Luc. 20.37. Act. 7.32. Heb. 11.16.Note 13 · cap. 7.28.Note 14 · Deu. 6.5 e 10.12 e 30.6. Luc. 10.27.Note 15 · Lev. 19.18. Mar. 12.31. Rom. 13.9. Gal. 5.14. Thi. 2.8.Note 16 · cap. 7.12. I Tim. 1.5.Note 17 · Psa. 110.1. Act. 2.34. I Cor. 15.25. Heb. 1.13 e 10.12, 13.Note 18 · Luc. 14.6 e 20.40. Mar. 12.34.Note 19 · Neh. 8.4, 8. Mal. 2.7. Mar. 12.38. Luc. 20.45.Note 20 · Rom. 2.19, etc.Note 21 · Luc. 11.46. Act. 15.10. Gal. 6.13.Note 22 · cap. 6.1, 2, 5, 16.Note 23 · Num. 15.38. Deu. 6.8 e 22.12. Pro. 3.3.Note 24 · Mar. 12.38. Luc. 11.43. III João 9.Note 25 · Thi. 3.1. II Cor. 1.24. I Ped. 5.3.Note 26 · Mal. 1.6.Note 27 · cap. 20.26, 27.Note 28 · Job 22.29. Pro. 15.33. Luc. 14.11. Thi. 4.6. I Ped. 5.5.Note 29 · Luc. 11.52.Note 30 · Mar. 12.40. Luc. 20.47. II Tim. 3.6. Tito 1.11.Note 31 · cap. 15.14 e 5.33, 34. ver. 24.Note 32 · Exo. 30.29.Note 33 · Exo. 29.37.Note 34 · I Reis 8.13. II Chr. 6.2. Psa. 26.8.Note 35 · Psa. 11.4. cap. 5.34. Act. 7.49.Note 36 · Luc. 11.42. I Reis 15.22. Ose. 6.6. Miq. 6.8. cap. 9.13.Note 37 · Mar. 7.4. Luc. 11.39.Note 38 · Luc. 11.44. Act. 23.3.Note 39 · Luc. 11.47.Note 40 · Act. 7.51, 52. I The. 2.15.Note 41 · Gen. 15.16. I The. 2.16.Note 42 · cap. 3.7 e 12.34.Note 43 · cap. 21.34 e 10.17. Luc. 11.49. Act. 5.40 e 7.58 e 22.19. II Cor. 11.24, 25.Note 44 · Apo. 18.24. Gen. 4.8. I João 3.12. II Chr. 24.20.Note 45 · Luc. 13.34. II Cor. 24.21. Deu. 32.11. Psa. 17.8 e 91.4.Note 46 · Psa. 118.26. cap. 21.9.Note 47 · I Reis 9.7. Jer. 26.18. Miq. 3.12. Luc. 19.44.Note 48 · Mar. 13.3. I The. 5.1.Note 49 · Eph. 5.6. Col. 2.8, 18. II The. 2.3. I João 4.1.Note 50 · Jer. 14.14 e 23.21. João 5.43.Note 51 · II Chr. 15.6. Isa. 19.2. Agg. 2.23. Zac. 14.13.Note 52 · cap. 10.17. Mar. 13.9. Luc. 21.21. João 15.20. Act. 4.2. I Ped. 4.16. Apo. 2.10.Note 53 · cap. 11.6 e 13.57. II Tim. 1.15 e 4.9, 16.Note 54 · cap. 7.15. Act. 20.29. II Ped. 2.1. I Tim. 4.1.Note 55 · cap. 10.22. Mar. 13.13. Heb. 3.6, 14. Apo. 2.10.Note 56 · cap. 4.23 e 9.35. Rom. 10.18. Col. 1.6, 26.Note 57 · Mar. 13.14. Luc. 21.20. Dan. 9.27 e 12.11.Note 58 · Luc. 23.29.Note 59 · Dan. 9.26 e 12.1. Joel 2.2.Note 60 · Isa. 65.8, 9. Zac. 14.2, 3.Note 61 · Mar. 13.21. Luc. 17.23 e 21.8.Note 62 · Deu. 13.1. II The. 2.9. Apo. 13.13. João 6.37. Rom. 8.28. II Tim. 2.19.Note 63 · Luc. 17.24.Note 64 · Job 39.30. Luc. 17.37.Note 65 · Dan. 7.11. Isa. 13.10. Eze. 32.7. Joel 2.10. Amós 5.20. Mar. 13.24. Luc. 21.25. Act. 2.20. Apo. 6.12.Note 66 · Dan. 7.13. Zac. 12.12. cap. 16.27. Mar. 13.26. Apo. 1.7.Note 67 · cap. 13.41. I Cor. 15.52. I The. 4.15.Note 68 · Luc. 21.29.Note 69 · Thi. 5.9.Note 70 · cap. 16.28. Mar. 13.30. Luc. 21.32.Note 71 · Isa. 51.6. Jer. 31.36. Mar. 13.31. Luc. 21.33. Heb. 1.11.Note 72 · Mar. 13.32. Act. 1.7. I The. 5.2. II Ped. 3.10. Zac. 14.7.Note 73 · Gen. 6.3. Luc. 17.26. I Ped. 3.20.Note 74 · Luc. 17.34, etc.Note 75 · cap. 25.13. Mar. 13.33. Luc. 21.36.Note 76 · Luc. 12.39. I The. 5.2. II Ped. 3.10. Apo. 3.3 e 16.15.Note 77 · cap. 25.13. I The. 5.6.Note 78 · Luc. 12.42. Act. 20.28. I Cor. 4.2. Heb. 3.5.Note 79 · Apo. 16.15.Note 80 · cap. 25.21, 23. Luc. 22.29.Note 81 · cap. 8.12 e 25.30.Note 82 · ou, os seus fachos.Note 83 · Eph. 5.29. Apo. 19.7 e 21.2, 9.Note 84 · cap. 13.47 e 22.10.Note 85 · I The. 5.6.Note 86 · cap. 24.31.Note 87 · Luc. 12.35.Note 88 · Luc. 13.25.Note 89 · cap. 7.21, 22, 23.Note 90 · Psa. 5.6. Hab. 1.13. João 9.31.Note 91 · cap. 24.42, 46. Mar. 13.33, 35. Luc. 21.36. I Cor. 16.13. I The. 5.6. I Ped. 5.8. Apo. 16.15.Note 92 · Rom. 12.6. I Cor. 12.7, 11, 29. Eph. 4.11.Note 93 · cap. 24.47. ver. 34, 46. Luc. 12.44 e 22.29, 30.Note 94 · II Tim. 2.12. Heb. 12.2. I Ped. 1.8.Note 95 · ver. 21.Note 96 · cap. 13.12. Mar. 4.25. Luc. 8.18 e 19.26. João 15.2.Note 97 · cap. 8.12 e 24.51.Note 98 · Zac. 14.5. cap. 16.27. Mar. 8.38. Act. 1.11. I The. 4.16. II The. 1.7. Jud. 14. Apo. 1.7.Note 99 · Rom. 14.10. II Cor. 5.10. Apo. 20.12. Eze. 20.38 e 34.17. cap. 13.49.Note 100 · Rom. 8.17. I Ped. 1.4. Apo. 21.7. cap. 20.23. Mar. 10.40. I Cor. 2.9. Heb. 11.16.Note 101 · Isa. 58.7. Eze. 18.7. Thi. 1.27. Heb. 13.2. III João 5.Note 102 · Thi. 2. II Tim. 1.16.Note 103 · Pro. 14.31 e 19.17. cap. 10.42. Mar. 9.40. Heb. 6.10.Note 104 · Psa. 6.8. cap. 7.23 e 13.40. Luc. 13.27. II Ped. 2.4. Jud. 6.Note 105 · Pro. 14.31 e 17.5. Zac. 2.8. Act. 9.5.Note 106 · Dan. 12.2. João 5.29. Rom. 2.7.Note 107 · João 13.1.Note 108 · Psa. 2.2. João 11.47. Act. 4.25, etc.Note 109 · João 12.4.Note 110 · Deu. 15.11. João 12.8 e 13.33 e 14.19. cap. 18.20.Note 111 · João 13.2, 30. cap. 10.4.Note 112 · Zac. 11.12. cap. 27.3.Note 113 · ou, peças.Note 114 · Exo. 12.6, 18.Note 115 · Mar. 14.17, 21. Luc. 22.14. João 13.21.Note 116 · Psa. 41.9. Luc. 22.21. João 13.18.Note 117 · Isa. 53. Dan. 9.26. Mar. 9.12. Luc. 24.46. Act. 17.2. I Cor. 15.3. João 17.12.Note 118 · Mar. 14.22. Luc. 22.19. I Cor. 11.23, 24, 25 e 10.16.Note 119 · Mar. 14.23.Note 120 · Exo. 24.8. Lev. 17.11. Jer. 31.31. cap. 20.28. Rom. 5.15. Heb. 9.22.Note 121 · ou, novo concerto.Note 122 · Mar. 14.25. Luc. 22.18. Act. 10.41.Note 123 · Mar. 14.26.Note 124 · João 16.32. cap. 11.6. Zac. 13.7.Note 125 · cap. 28.7, 10, 16. Mar. 14.28 e 16.7.Note 126 · Mar. 14.30. Luc. 22.34. João 13.38.Note 127 · cap. 4.21.Note 128 · João 12.27.Note 129 · Mar. 14.36. Luc. 22.42. Heb. 5.7.Note 130 · João 12.27 e 5.30 e 6.38. cap. 20.22. Phi. 2.8.Note 131 · Mar. 13.33 e 14.38. Luc. 22.40, 46. Eph. 6.18.Note 132 · II Sam. 20.9.Note 133 · Psa. 41.9 e 54.3.Note 134 · João 18.10.Note 135 · Gen. 9.6. Apo. 13.10.Note 136 · II Reis 6.17. Dan. 7.10.Note 137 · Isa. 53.7, etc. ver. 24. Luc. 24.25, 44, 46.Note 138 · Lam. 4.20. ver. 54. João 18.15.Note 139 · Psa. 27.12 e 35.11. Mar. 14.55. Act. 6.13.Note 140 · Deu. 19.15.Note 141 · cap. 27.40. João 2.19.Note 142 · Mar. 14.60.Note 143 · Isa. 53.7. cap. 27.22.Note 144 · Lev. 5.1. I Sam. 14.24.Note 145 · Dan. 7.13. Luc. 21.27. João 1.51. Rom. 14.10. I The. 4.15. Apo. 1.7. Psa. 110.1. Act. 7.55.Note 146 · II Reis 18.37 e 19.1.Note 147 · Lev. 24.16. João 19.7.Note 148 · Isa. 50.6 e 53.3. cap. 27.30. Luc. 22.63. João 19.3.Note 149 · Mar. 14.65. Luc. 22.64.Note 150 · Luc. 22.59.Note 151 · Mar. 14.71.Note 152 · ver. 34. Mar. 14.30. Luc. 22.61, 62. João 13.38.Note 153 · Psa. 2.2. Mar. 15.1. Luc. 22.66 e 23.1. João 18.28.Note 154 · cap. 20.19. Act. 3.13.Note 155 · ou, governador.Note 156 · cap. 26.14, 15.Note 157 · ou, peças.Note 158 · II Sam. 17.23. Act. 1.18.Note 159 · Act. 1.19.Note 160 · Zac. 11.12, 13.Note 161 · João 18.37. I Tim. 6.13.Note 162 · cap. 26.53. João 19.9.Note 163 · cap. 26.62. João 19.10.Note 164 · Mar. 15.6. Luc. 21.17. João 18.39.Note 165 · Mar. 15.11. Luc. 23.18. João 18.40. Act. 8.14.Note 166 · ou, governador.Note 167 · Deu. 21.6.Note 168 · Deu. 19.10. Jos. 2.19. II Sam. 1.16. I Reis 2.32. Act. 5.28.Note 169 · Isa. 53.5. Mar. 15.15 e 16. Luc. 23.16, 24, 25. João 19.1, 16 e 19.2.Note 170 · ou, ao pretorio.Note 171 · Luc. 23.11. João 19.2.Note 172 · Psa. 69.20. Isa. 53.3.Note 173 · Isa. 50.6. cap. 26.67.Note 174 · Num. 15.35. I Reis 21.13. Act. 7.57. Heb. 13.12.Note 175 · Mar. 15.22. Luc. 23.33. João 19.17.Note 176 · Psa. 69.21. ver. 48.Note 177 · Mar. 15.24. Luc. 23.34. João 19.24.Note 178 · Psa. 22.18.Note 179 · ou, vigiavam.Note 180 · ver. 54.Note 181 · Mar. 15.26. Luc. 23.38. João 19.19.Note 182 · Isa. 53.12. Mar. 15.27. Luc. 23.32, 33. João 19.18.Note 183 · Psa. 22.7 e 109.25. Mar. 15.29. Luc. 23.35.Note 184 · cap. 26.61, 63. João 2.19.Note 185 · Psa. 22.7, 8.Note 186 · Mar. 13.32. Luc. 23.39.Note 187 · Amós 8.9. Mar. 15.33. Luc. 23.44.Note 188 · Heb. 5.7.Note 189 · Psa. 22.1.Note 190 · Psa. 69.21. Mar. 15.36. Luc. 23.36. João 19.29.Note 191 · Mar. 15.37. Luc. 23.46.Note 192 · Exo. 26.31. II Chr. 3.14. Mar. 15.38. Luc. 23.45.Note 193 · ou, rochas.Note 194 · ver. 36. Mar. 15.39. Luc. 23.47.Note 195 · Luc. 8.2, 3.Note 196 · Mar. 15.40.Note 197 · Isa. 53.9.Note 198 · cap. 16.21 e 26.61. Mar. 8.31 e 10.34. Luc. 9.22 e 24.6. João 2.19.Note 199 · ou, levae a guarda.Note 200 · Dan. 6.17.Note 201 · Mar. 16.5. Luc. 24.4. João 20.12.Note 202 · Dan. 10.6.Note 203 · cap. 12.40 e 16.21 e 17.22 e 20.19.Note 204 · cap. 26.32. Mar. 16.7.Note 205 · Mar. 16.9. João 20.14.Note 206 · João 20.17. Rom. 3.29. Heb. 2.11.Note 207 · ou, governador.Note 208 · cap. 26.32.Note 209 · Dan. 7.14. cap. 11.27. Luc. 10.22. João 13.3 e 17.2. Act. 2.36. Rom. 14.9. I Cor. 15.27. Eph. 1.10. Phi. 2.9. Heb. 1.2 e 2.8. I Ped. 3.22. ANote 210 · Mar. 16.15. Isa. 52.10. Luc. 24.47. Act. 2.38. Rom. 10.18. Col. 1.23.Note 211 · ou, fazei discipulos.Note 212 · Act. 2.42.
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