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O Assassino de Macario

SCENA XIII

Reading edition

Liborio, Itelvina, Barnabé e Sebastiana

BARNABÉ

(entra pelo fundo e recúa) Elles lá se estão a trincar um ao outro!

LIBORIO

(erguendo-se) Está enganado... não nos trincamos.

ITELVINA

(o mesmo) Meu pae, eu adoro o meu marido!

BARNABÉ

Ora ainda bem!

LIBORIO

Aqui entre nós, eu creio que ella está de todo desméxicada.

BARNABÉ

Antes isso, meus filhos, antes isso... Eu vinha annunciar-lhes que me installei definitivamente no Candal.

SEBASTIANA

(a Liborio) Meu senhor, a sege foi-se embora. Quer que se chame outra?

LIBORIO

Só se fôr para meu sogro que se muda, acho eu...

BARNABÉ

Effectivamente mudo para sermos todos felizes de uma assentada. Gosto do Candal. Tenho lá para me entreter o castello do rei mouro, os armazens de Villa Nova. Nos armazens... oh! isso lá é que ha fontes sem ser moiras; fontes christans... christans talvez de mais, por serem muito baptisadas... E depois a serra do Pilar, logares historicos, etc. Vocês cá ficam muito felizes...

ITELVINA

Sim, meu pae, muito felizes... (abraça estremecidamente o marido).

LIBORIO

(com ternura) Então, esta noite, não me penduras a bota nem escondes o chinelo?

ITELVINA

(com meiguice) Não.

LIBORIO

Nem torces um pé?

ITELVINA

Tambem não...

BARNABÉ

Bem! Regalem-se por cá. Lua de mel á portugueza... e nada de Mexico...

FIM

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