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O Assassino de Macario

SCENA VII

Reading edition

Os mesmos e Sebastiana

SEBASTIANA

(entrando pelo fundo) Está prompto o almoço, senhora. Onde quer a meza?

ITELVINA

Não tenho appetite...

LIBORIO

Nem eu tão pouco, a não ser que... Que ha que almoçar?

SEBASTIANA

Ostras cruas, pasteis de camarão e sallada de lagosta.

LIBORIO

Ui! querem-me incendiar!

ITELVINA

Não gosta do almôço?

LIBORIO

Ha occasiões, menina, ha occasiões... mas, no estado actual, o que eu precisava era limonadas e orchatas.

ITELVINA

Porque não vae almoçar com meu pae ao botequim?

LIBORIO

Pensa que eu a deixava...

ITELVINA

Não tem duvida... vá que eu preciso descançar.

LIBORIO

Tambem eu...

ITELVINA

Cá fica a Sebastiana... Vá e demore-se por lá, que eu preciso dormir.

LIBORIO

(que passou para a direita) Pois bem, seja assim; vá dormir, que eu vou tomar um pouco d'ar. (á parte) Ah! Itelvina, Itelvina, por que polkaste tu com o tabellião! (Sahe pelo fundo).

SEBASTIANA

(que passou para a esquerda) Então, pelo que vejo, ninguem almoça...

ITELVINA

Depois, Sebastiana, depois... mas tu não esperes. Almoças quando tiveres vontade.

SEBASTIANA

Eu não posso deixar a senhora sósinha...

ITELVINA

Pódes... Vou dormir... Vae, e fecha-me esta porta. (Sebastiana passa para a direita) Olha, para eu não acordar estremunhada, espreita, e quando o senhor vier, vem prevenir-me.

SEBASTIANA

Sim, minha senhora. (á parte) Ella quer aqui dormir sósinha... porque será? (Sahe pelo fundo).

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