SCENA IV
Reading edition
Itelvina (fechada) e Barnabé
BARNABÉ
(entrando pelo fundo) Ora aqui está! Em quanto eu estive aqui fechado, o Braga vendeu a casa da Carriça... Tenho de procurar outra... (Itelvina bate á porta do gabinete. Barnabé que está perto, recua assustado) Que diabo é isto?
ITELVINA
Abra-me a porta!
BARNABÉ
A minha filha fechada! (alto) Tu que fazes ahi?
ITELVINA
Abra, meu pae, abra!
BARNABÉ
Mas como foi isto? (Vae para abrir).
ITELVINA
Foi meu marido... Abra que eu lhe contarei.
BARNABÉ
(retirando-se) Teu marido!... diabo! diabo! isso é mais serio...
ITELVINA
Então, abre?
BARNABÉ
Minha filha, um sôgro não deve intervir entre marido e mulher.
ITELVINA
Então não abre?
BARNABÉ
Procedo como fino politico... Mantenho-me na neutralidade, na não intervenção.
ITELVINA
Mas eu suffoco!... (Grando tropel dentro).
BARNABÉ
Não suffocas, não... Isso passa!... (á parte) Ella arromba o sobrado!... (Sahe).
ITELVINA
(batendo sempre) Meu pae! meu pae! Foi-se?... Socorram-me! Acudam-me!