SCENA VII
Reading edition
Barnabé e Liborio
LIBORIO
(entrando pelo fundo, sem vêr Barnabé, e olhando para a porta do gabinete que está aberta) Ah! já a soltaram! Sim... definitivamente é a melhor resolução... (Vendo Barnabé) Olá! o senhor!
BARNABÉ
Eu ia sahir.
LIBORIO
Eu tambem parto.
BARNABÉ
E para onde vae?
LIBORIO
Isso é que eu não sei; sei que vou para muito longe. (Passa á esquerda).
BARNABÉ
Muito longe?
LIBORIO
Se vir sua filha, diga-lhe que morri.
BARNABÉ
(tranquillamente) Está bem; direi.
LIBORIO
Diga-lhe que me matou Macario--dê-lhe esse regalão.
BARNABÉ
Está dito. Vá descançado.
LIBORIO
Vou arranjar a mala. (Entra no gabinete).
BARNABÉ
(vê-o sahir e ata o seu monogolo) É no Candal, suburbios de Villa Nova de Gaya; visitarei os armazens. Gaya dizem que tem um castello feito por um rei Mouro, e uma fonte celebre com uma agua muito fina, que seria a melhor bebida do mundo, se não estivessem ali perto as garrafeiras de 1815. Logo ali ao pé está o convento da serra, um logar historico... É um bello arranjo... com repuxo. (Desapparece pelo fundo--A scena fica vasia).