A
Reading edition
*Abássia*, f. Ant. O mesmo que Abyssínia. Cf. Lusíadas, X, 50; Barros, Déc., (passim)
*Abdera*, (dé) cidade thrácia. (Lat. Abdéra)
*Abido*, antiga cidade egípcia. (Lat. Abýdos)
*Abidos*, (não *Ábidos*) antiga cidade egýpcia. (Lat. Abýdos)
*Ábila*, antigo nome de Ceuta.
*Abranches*, (e não *Avranches*), cidade francesa. Cf. Lusíadas, IV, 25.
*Abydo*, antiga cidade egýpcia. (Lat. Abýdos)
*Abydos*, antiga cidade egýpcia. (Lat. Abýdos)
*Ábyla*, antigo nome de Ceuta.
*Abyssínia*, grande região da África Oriental, conhecida também em português pelo nome de Abássia.
*Achém*, (não *Achim*) antigo reino, na ilha de Samatra. Cf. Fr. José do Sacramento, Chrón. dos Carmelitas Descalços.
*Achemênia*, (que) nome, dado por poétas á Pérsia. Cf. Lusíadas, IX, 60. (Lat. Achaemênia)
*Ádem*, (e não *Aden*) cidade e pôrto da Arábia. Cf. Hist. dos Port. no Malabar, p. 95; Barros, Déc. II, liv. III, cap. 3; Lusíadas, X, 99.
*Ádige*, rio da Itália. (Do lat. Áthesis)
*Ádria*, antiga cidade da Itália.
*Afaganistão*, região da Ásia.
*Afeganistão*, região da Ásia.
} *Afghanistan*, Fórma bárbara de Afeganistão. (V. Afeganistão)
*Ainão*, ilha do mar da China. Cf. Lusíadas, X, 129; M. Godinho, Caminho da Índia. (Fórmas estranhas, Hai-Nan, Hainan)
*Aires*, (e não *Ayres*) povo do concelho de Marvão.
*Aisne*, (éne) departamento francês.
*Aix*, (éss) cidade francesa.
*Alanos*, (não *Álanos*) antigo povo da Scýthia, que invadiu a Gállia no séc. V. (Lat. Alani)
*Alanquer*, o mesmo ou melhór que Alenquer. Cf. R. Pina, Affonso V, c. XXXI; Lusíadas, III, 61.
*Alão-quer*, (outra fórma de Alanquer)
*Albion*, (álbion) nome indígena da Gran-Bretanha.
*Alcouchete*, (outra fórma de Alcochete, villa de Portugal). Cf. Peregrinação, XCI.
*Alemanha*, (e não *Allemanha*) nação europeia. Cf. Lusíadas, III, 11; VI, 69. (Lat. Alemannia)
*Alemquer*, Orthogr. usual, mas injustificável. (V. Alenquer)
*Alemtejo*, Orthogr. moderna e menos aceitável que Alentejo. (V. Alentejo)
*Alemtém*, Fórma usada, mas injustificável, em vez de Alentém. Cf. L. Cardoso, Diccion. Geogr.
*Alencastro*, cidade inglesa. Cf. Lusíadas, VI, 46. (Ingl. Lancaster)
*Aquemênia*, nome, dado por poétas á Pérsia. Cf. Lusíadas, IX, 60. (Lat. Achaemênia)
*Alenquer*, villa do districto de Lisbôa.—Modernamente, por uma falsa comprehensão da composição da palavra, e pela errada pronúncia dos que a imaginam composta de àlém e quer, escreve-se, geral e insensatamente, Alemquer. Na formação da palavra não entra o adv. àlém: é palavra de origem árabe e aínda no século XVI se escrevia Alanquer. Cf. L. Cardoso, Diccion. Geogr.; Barros, Déc. I, liv. III, cap. 9; Figueiredo, Lições Práticas, vol. I.
*Alentejo*, uma das províncias de Portugal.—A antiga escrita portuguesa da palavra, o valor comparativo das duas líquidas m e n, a pronúncia vulgar da palavra como simples, etc., tudo aconselha a preferência de Alentejo a Alemtejo. Cf. L. Cardoso, Diccion. Geogr.; Couto, Déc. IV, liv. VII, cap. 14.
*Alentém*, aldeia do concelho de Guimarães.
*Alexandría*, cidade do Egypto.—Alexândria é prosódia italiana e inglesa, errónea. (Lat. Alexandría)
*Alger*, (Fórma afrancesada, em vez de Argel)
*Algéria*, (Fórma afrancesada, em vez de Argélia)
*Alijó*, m. Villa trasmontana. Fórma archaica, Legioo. Cf. Portug. Monum. Hist., p. 605.
*Allegany*, (áleganei) cordilheira da América do Norte.
*Allemanha*, (Fórma usual, mas inexacta, em vez Alemanha. V. Alemanha)
*Almodóvar*, villa de Portugal.
} *Altenbourg*, (V. Altenburgo)
*Altenburgo*, cidade aleman.
*Áltona*, cidade aleman.
*Amacuça*, ilha do Japão.
} *Amakoussa*, (V. Amacuça)
} *Amsterdám*, (V. Amsterdão)
*Amsterdão*, cidade da Holanda.
*Aname*, Estado da Índia transgangética. Cf. G. Viana, Apostilas, vb. bonzo.
*Anciães*, (V. Ansiães)
* *Ancóna*, cidade italiana. (Lat. Ancóna)
*Andaluzia*, (e não *Andalusia*) região meridional da Espanha. Em latim bárbaro Vandalitia, do nome dos Vândalos, que alli habitaram. (Cp. ár. andalos)
} *Anderney*, ilhota inglesa, que os Franceses e os francesistas chamam Aurigny. (Cp. Aurigny)
*Angoleima*, cidade francesa. Cf. Castro, Paráfrase, 45.
*Angolema*, o mesmo que Angoleima.
*Angora*, (Angóra, não Ângora) cidade da Turquia Asiática. (Do lat. Ancyra)
} *Angoulême*, (v. Angoleima)
*Annám*, (v. Aname)
*Annão*, (v. Aname)
*Ansiães*, povoação trasmontana. É fórma preferível á hoje usada, Anciães. No lat. medieval Ansianes, (séc. XI e XII).
*Antívari*, cidade da Albânia.
* *Antínoe*, antiga cidade do Egypto. (Lat. Antínoe)
* *Antínoi*, antiga cidade do Egypto. (Lat. Antínoe)
*Antuérpia*, cidade da Holanda, que, em português, algumas vezes se tem chamado Anveres.
*Anveres*, (v. Antuérpia)
*Aónia*, Designação poética da Beócia. Cf. Lusíadas, V, 87. (Lat. Aónia)
} *Aracan*, (v. Arracão)
*Árcole*, (não Arcóle) cidade italiana.
*Argel*, cidade capital da Argélia. Cf. Eufrosina, 223. (Do ár. aljezair)
*Argélia*, colónia francesa da África setentrional.
} *Arkiko*, (v. Arquico)
*Aceiceira*, povoação do districto de Santarém. Dantes, predominava a fórma Aceiceira. Cf. L. Cardoso, Diccion. Geogr. o mesmo ou melhór que Asseiceira. (V. Asseiceira)
*Arómata*, (outro nome do cabo Gurdafui). Cf. Lusíadas, X, 97.
*Arquico*, pôrto nas vizinhanças de Maçuá, designado nos mappas modernos por Arkiko. Cf. Lusíadas, X, 52.
*Arracão*, Nome de um antigo reino da Índia. Cf. Lusíadas, X, 122. (Aracan é fórma hodierna, mas estranha).
*Arraiolos*, (não Arrayollos) villa de Portugal.
*Arroios*, (e não *Arroyos*) Nome de uma freguesia de Lisbôa. Cp. arroio.
*Arroyos*, Escrita tradicional, mas injustificável, em vez de Arroios. (V. Arroios)
*Arsinário (cabo)*, Designação antiga do Cabo-Vêrde. Cf. Lusíadas, V, 7.
*Artabro*, Designação antiga do cabo Finisterra. Cf. Lusíadas, IV, 28. (Lat. Artabrus)
*Arundel*, (árandel) cidade inglesa.
*Arzila*, (melhór escrita que *Arzilla*) cidade africana. Cf. Filinto, D. Man., I, 260 e 340.
*Assaboro*, Designação antiga do Moçandão. Cf. Lusíadas, X, 102. (Cp. Moçandão)
*Asseiceira*, povoação do districto de Santarém. Dantes, predominava a fórma Aceiceira. Cf. L. Cardoso, Diccion. Geogr.
*Assúcar*, É assim que, nalguns livros de Geographia, e por uma confusão facilmente explicável, se nomeia a cidade de Sucre, na Bolívia. (V. Sucre)
*Atlante*, o mesmo ou melhór que Atlas. Cf. Lusíadas, III, 73.
*Atlas*, grande montanha da África setentrional, que em português se chama Atlante. (Cp. Atlante)
*Áurea-Chersosoneso*, (quer) o mesmo que Malaca. Cf. Lusíadas, II, 54.
} *Aurigny*, (orinhi) Nome francês de uma ilhota do mar da Mancha, pertencente aos Ingleses, e que êlles chamam Anderney. É êste o nome que lhe devemos dar, á falta de nome português.
*Austerlitz*, (áusterliz) cidade austríaca.
*Avis*, (e não *Aviz*) villa do Alentejo.—Não encontro justificação para o z final. Em português antigo, a palavra não tem z. Cf. Port. Mon. Hist., 595; Car. Michaëlis, Uma obra do Condestável, 2.
*Avranches*, (v. Abranches)
*Áxio*, (csi) Nome antigo do Vardar. Cf. Lusíadas, III, 13. (Lat. Áxius)
*Ayres*, Fórma inexacta de Aires. Advirta-se que Barros, não obstante sêr de uma época em que dominava a fórma ditongal ay, ey, oy…, escreveu Aires. Cf. Dec., (passim).