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Chronica de el-rei D. Affonso V (Vol. III)

INDEX

Reading edition

1º VOLUME

capitulo pagina

I―Narração 12

II―Alevantamento d'El-Rei 14

III―De como começaram de entender nas cousas do reino e se viu o testamento d'El-Rei 17

IV―Da vinda do Infante D. Anrique á côrte, e das cousas que se logo acordaram 19

V―Como o Infante D. Fernando foi jurado por Principe, se El-Rei não houvesse filho legitimo 21

VI―Primeiro consentimento da Rainha para El-Rei seu filho casar com a filha do Infante D. Pedro 22

VII―Resposta do Infante D. Pedro á Rainha 23

VIII―Contradicção que houve em algumas pessoas no consentimento do casamento d'El-Rei com a filha do Infante D. Pedro 24

IX―De como se fez o saimento d'El-Rei no mosteiro da Batalha 26

X―Como ante de se fazerem as primeiras côrtes em Torres Novas, se fez uma conjuração contra o Infante D. Pedro 27

XI―Como se deu a obediencia e fizeram as menagens a El-Rei e se praticou sobre quem regeria 29

XII―Concordia feita entre a Rainha e o Infante D. Pedro acerca do regimento 30

XIII―Da contradicção e mudança que houve n'este acordo 31

XIV―Apontamentos que publicamente se fizeram contra o testamento de El-Rei para a Rainha não dever reger 32

XV―Do meio que o Infante D. Anrique tomou entre a Rainha e o Infante D. Pedro acerca do Regimento 34

XVI―Como a Rainha por meio do conde de Barcellos enviou pedir ao Infante D. Pedro o alvará que lhe tinha dado sobre o casamento d'El-Rei 37

XVII―Como El-Rei se foi a Lisboa, onde o Infante D. João veiu a primeira vez 39

XVIII―Do despacho que se deu aos embaixadores de Castella 40

XIX―Como a Rainha começou de reger e ser em seu regimento prasmada 42

XX―Fallecimento da Infante D. Filippa 43

XXI―Nascimento da Infante D. Joana 43

XXI―Praticas que o Infante D. Pedro teve sobre descontentamentos que tinha da Rainha ácerca do regimento 44

XXII―Como o Infante D. Pedro e o Infante D. João ambos se viram e fallaram sobre o regimento 45

XXIII―Como a rainha lançou fora de sua casa certas donzellas por suspeitas a ella, e affeiçoadas ao Infante D. Pedro 48

XXIV―Do alvoroço que se seguiu contra a Rainha pela execução dos varejos de Lisboa 49

XXV―Ida do conde d'Arrayolos a Lisboa sobre assessego d'ella, e como não aproveitou 51

XXVI―Como o Infante D. Pedro foi a Lisboa reprender e assessegar as uniões da cidade 54

XXVII―Como a Rainha mandou secretamente preceber os de sua valia que viessem ás côrtes armados 56

XXVIII―Como o Infante D. Pedro e o Infante D. João sobre estas cousas se tornaram a vêr, e o que acordaram 58

XXIX―Como o Infante D. Pedro avisou e percebeu o reino sobre os alvoroços que se ordenavam 60

XXX―Como se o Infante despediu da Rainha, e da falla que como descontente lhe fez 61

XXXI―Como a Rainha com El Rei e seus filhos se foi a Alanquer, e do que se seguiu em Lisboa 62

XXXII―Acordo que o povo de Lisboa fez acerca do regimento 64

XXXIII―Como a cidade de Lisboa entendeu contra o Arcebispo D. Pedro pelos cubelos da alcaçova que tomou 65

XXXIV―Vinda do Infante D. João á cidade 67

XXXV―Como a Rainha escreveu a Lisboa e todo o reino sobre o assessego d'elle 67

XXXVI―Declaração que Lisboa fez de o Infante D. Pedro só reger o reino 68

XXXVII―Forma do acordo sobre o Regimento 70

XXXVIII―Notificação d'este acordo ao Infante D. João, que o approvou 72

XXXIX―Notificação do dito acordo á Rainha, que o contrariou, e assi aos Infantes e ao reino 73

XL―Partida do Arcebispo D. Pedro fóra do reino 75

XLI―Como o castello de Lisboa foi pela cidade tomado e dado ao Infante D. João, e o que se n'isso seguiu 77

XLII―Mandou a Rainha velar e afortalezar Alanquer, onde tinha El-Rei 81

XLIII―Dissensão que a Rainha procurou d'haver entre o Infante D. Pedro e o Infante D. Anrique 81

XLIV―Embaixada dos Infantes á Rainha 83

XLV―Recado da Rainha ao Infante D. Pedro quando de Coimbra vinha para Lisboa ás côrtes 85

XLVI―Entrada do Infante D. Pedro em Lisboa, e como ante as côrtes acceitou o Regimento 88

XLVII―Notificação do acordo passado á Rainha, que o não consentiu 91

XLVIII―Ida do Infante D. Anrique á Rainha para leixar vir El-Rei ás côrtes, e lh'o tornarem 92

XLIX―Entrada de El-Rei em Lisboa para as côrtes 93

L―De como se apontou e aprovou não ser bem El-Rei se crear em poder da Rainha 96

LI―Como a rainha teve pratica com os seus principaes sobre a ida dos Infantes a ella como se foi a Cintra e leixou El-Rei e seu irmão 101

LII―Como Lisboa cometeu de querer fazer uma estatua ao Infante D. Pedro pelo beneficio do relevamento das aposentadorias, e do que lhe respondeu 104

LIII―Como a Rainha sobre suas cousas se querellou aos Infantes d'Aragão seus irmãos, e da embaixada que enviaram 106

LIV―De como se entendeu na redempção do Infante D. Fernando, e do que se seguiu 108

LV―Como a Rainha D. Lianor se partiu de Cintra para Almeirim contra vontade de d'El-Rei e dos Infantes, e como se El-Rei foi a Santarem, e do que se seguiu 113

LVI―Liança do Infante D. Pedro com o Condestabre e Mestre d'Alcantara de Castella, contra os Infantes d'Aragão, e das ajudas que lhe deu 115

LVII―Conselhos que o Infante D. Pedro teve sobre o assessego e segurança d'estas cousas, e como a Rainha fingidamente se concordou com elle 117

LVIII―Como o conde de Barcellos desdisse muito á Rainha esta concordia com o Infante, em caso que não fosse verdadeira 119

LIX―Como o Priol do Crato consentiu em receber a Rainha em suas fortalezas 120

LX―Como o conde de Barcellos fez liança com os Infantes d'Aragão, e como foi por isso muito prasmado 121

LXI―Como o Infante D. Anrique se viu com o conde de Barcellos seu irmão para o concordar com o Infante D. Pedro 123

LXII―De como veiu a El-Rei embaixada de Castella, e como foi recebida 124

LXIII―Como o Infante D. Anrique procurou de trazer o Priol do Crato a serviço e prazer do Infante D. Pedro, e do que n'isso passou 127

LXIV―De como se a Rainha aconselhou sobre a ida para o Crato, e como emfim posposto o conselho se partiu 128

LXV―Do que fizeram os da Rainha depois que souberam da sua partida 130

LXVI―De como o Regente foi avisado da secreta partida da Rainha, e do que logo sobr'isso se fez 131

LXVII―Do que a Rainha fez depois de ser no Crato 134

LXVIII―Como falleciam os mantimentos á Rainha e ao Priol do Crato 135

LXIX―De uma embaixada d'El-Rei d'Aragão e de Napoles que veiu ao Infante D. Pedro sobre os feitos da Rainha 136

LXX―De como o Regente determinou pôr cêrco ao Crato e ás outras fortalezas do Priol, e a que pessoas os cêrcos foram encommendados 137

LXXI―Como El-Rei quiz vêr e viu o capitão na ordenança de guerra em que vinha 139

LXXII―Como a Rainha meteu de Castella gente d'armas n'estes reinos para se bastecer, e do que fizeram 141

LXXIII―Da resposta que o Regente houve d'algumas cousas que com sua embaixada enviou a Roma requerer 142

LXXIV―Como em se accordando o cêrco do Crato soube o regente que a Rainha D. Lianor era partida do Crato para Castella, e como todavia seguiu, e do que se fez 144

LXXV―Como o Infante D. Pedro e o Infante D. Anrique se foram a Lamego para passarem entre Doiro e Minho. E como o conde de Barcellos se poz em defeza, e do que se n'isso passou 148

LXXVI―Das côrtes que se fizeram sobre o casamento d'El-Rei com a Rainha D. Isabel, filha do Infante D. Pedro 152

LXXVII―Como o Regente por meio do conde de Barcellos procurou de se concordar com a Rainha D. Lianor, e das cousas porque ella não quiz 153

LXXVIII―Como a Rainha D. Lianor se foi á côrte de El-Rei de Castella, e das embaixadas que vieram a Portugal 155

LXXIX―De como o Regente sobre a resposta que a estas embaixadas se daria, fez côrtes geraes 157

2.º VOLUME

LXXX―D'outra embaixada que ao Regente veiu d'El-Rei e do povo de Castella, sobre as mesmas cousas da Rainha, e da resposta que houveram, e como se entendeu em alguma concordia e contentamento da Rainha 5

LXXXI―De como o Infante D. João falleceu, e que filhos d'elle ficaram 10

LXXXII―De como falleceu o filho do Infante D. João que era Condestabre, e como o filho maior do Infante D. Pedro foi d'aquella dinidade provido, que foi causa e fundamento da morte do dito Infante D. Pedro 12

LXXXIII―De como foi a morte do Infante D.Fernando que era captivo em Fez 14

LXXXIV―De como foi a morte da Rainha D. Lianor em Toledo, estando já para se tornar a Portugal 15

LXXXV―Como o Condestabre filho do Infante D. Pedro foi enviado a Castella com gentes d'armas, em ajuda de El-Rei de Castella contra os Infantes d'Aragão, e do que se passou até tornar 19

LXXXVI―De como o Regente fez côrtes geraes, em que leixou a El-Rei a primeira vez o Regimento do Reino, segundo era obrigado, e como El-Rei lh'o tornou a dar 22

LXXXVII―De como as filhas do Infante D. João foram casadas 25

LXXXVIII―Como El-Rei por meio do duque e de seu filho o conde d'Ourem pediu ao Infante o Regimento do Reino, e como inteiramente lh'o leixou 27

LXXXIX―Das cousas que o conde de Barcellos fez em abatimento do Infante D. Pedro depois que soube que já não regia, e para lançarem o Infante fóra da côrte 29

XC―Como o Infante D. Anrique entendeu nas cousas do Infante D. Pedro para seu favor, e assi o conde d'Abranches 34

XCI―Vinda do conde d'Abranches ás côrtes 35

XCII―De como o Infante D. Anrique se foi vêr a Coimbra com o Infante D. Pedro, e com elle o conde d'Abranches, e das novidades que se seguiram 37

XCIII―De uma fórma de concordia que El-Rei fez em escripto entre o Infante D. Pedro e o duque de Bragança e d'outras cousas que contra o dito Infante se seguiram 39

XCIV―De como El-Rei enviou requerer ao Infante D. Pedro as suas armas, que tinha em Coimbra 41

XCV―Como o conde d'Arrayolos veiu de Ceuta para concordar o Infante com El-Rei, e as causas porque se presumio que estas cousas se damnavam mais 43

XCVI―De como El-Rei mandou vir o duque de Bragança á sua côrte, e como o Infante D. Pedro determinou que em auto de guerra como vinha não leixaria-o passar por sua terra 46

XCVII―Do recado que o Infante D. Pedro enviou ao duque, sendo já em caminho 48

XCVIII―Da resposta do duque ao Infante D. Pedro 49

XCIX―Do que o conde d'Ourem ordenou em favor do duque seu pae para não leixar de proseguir seu caminho, e dos recados que El-Rei ao Infante D. Pedro enviou 51

C―De como o Infante D. Pedro determinou impedir a passagem ao duque, e se percebeu e partiu para isso 55

CI―De uma falla que o Infante D. Pedro fez aos seus, estando todos a cavallo 56

CII―De outra falla que o duque tambem fez aos seus em seu favor contra o Infante, e de como Alvaro Pires de Tavora lhe respondeu 58

CIII―D'outra falla que o duque fez a todolos seus, em que determinou não leixar o seu caminho 60

CIV―De como o conde d'Abranches fallou ao Infante, aconselhando-o que desse no duque 62

CV―De como o duque não quiz esperar o Infante, e se salvou atravessando secretamente a Serra d'Estrella, e do que o Infante sobr'isso disse e fez 63

CVI―Como o duque se foi a Santarem onde era El-Rei, e do que se fez contra o Infante 66

CVII―De como El-Rei declarou o Infante por desleal, e mandou fazer geraes percebimentos de guerra para ir sobr'elle 68

CVIII―Do que o Condestabre filho do Infante D. Pedro fez, estando entre o Tejo e Odiana 70

CIX―De uma carta que a Rainha enviou ao Infante D. Pedro seu padre, sobre um conselho que acerca d'elle se tivera para sua morte ou destruição, e do conselho e determinação que o Infante sobr'ella teve 72

CX―Dos conselhos desvairados que ao Infante sobre sua proposição foram dados 75

CXI―De como o Infante se teve ao conselho do conde d'Abranches, que foi morrer 78

CXII―Como o Infante D. Pedro e o conde d'Abranches consagraram ambos de morrer um quando outro morresse 79

CXIII―Como a Rainha houve d'El-Rei que perdoaria ao Infante seu padre se elle lhe pedisse perdão, e assi lh'o escreveu, e a causa porque não houve effeito 81

CXIV―Como os imigos do Infante D. Pedro procuravam haver antes odio que amor nem afeição entre El-Rei e a Rainha sua mulher 84

CXV―De um cumprimento que o Infante D. Pedro acerca de sua innocencia por meio de religiosos fez com El-Rei 85

CXVI―Como El-Rei não tinha possibilidade de ir sobre o Infante como proposera, e como a partida do Infante de Coimbra foi causa da sua morte 87

CXVII―Como o Infante D. Pedro partiu de Coimbra, e como seguiu seu caminho até Rio Maior, e do conselho que hi teve 89

CXVIII―Como o Infante partiu de Rio Maior e se foi a Alcoentre, e as pessoas d'El-Rei que hi mandou matar, e a causa porque 94

CXIX―Como El-Rei proveu e segurou a cidade de Lisboa, para o Infante se não recolher a ella 96

CXX―Como o Infante partiu de Castanheira, e se foi alojar no Ribeiro d'Alfarrobeira 97

CXXI―Como El-Rei chegou sobre o arraial do Infante D. Pedro, e como por caso e sem deliberação se seguiu sua morte 99

CXXII―Como o conde d'Abranches tambem logo foi morto, e como acabou como esforçado cavalleiro, e do que se mais seguiu no cabo da batalha 102

CXXIII―Da maneira que se teve com o corpo do Infante D. Pedro, e como foi vilmente tratado e soterrado 104

CXXIV―Exclamação á morte do Infante D. Pedro 105

CXXV―Das feições, costumes e virtudes do Infante D. Pedro 110

CXXVI―Do que a Rainha fez com a nova da morte do Infante seu padre 113

CXXVII―Como a Infante mulher do Infante D. Pedro soube de sua morte, e do que se fez de seus filhos 114

CXXVIII―Como os imigos do Infante procuravam que El-Rei se quitasse da Rainha, e quão virtuosamente El-Rei o fez com ella 115

CXXIX―Como El-Rei fez aos Reis e Principes christãos uma geral notificação da morte do Infante, e das respostas que houve, e da embaixada do duque e duqueza de Borgonha, que sobre a morte do dito Infante e sua desculpa foi principal 117

CXXX―De como a judaria de Lisboa foi roubada, e a causa porque 119

CXXXI―De como foi o casamento da Imperatriz D. Lianor irmã d'El-Rei com o Imperador Frederico, e festas que por elle se fizeram 120

CXXXII―Da partida da Imperatriz d'estes reinos, e das pessoas que com ella foram 124

CXXXIII―Como a Imperatriz chegou á Italia e foi do Imperador recebida, e assim como ambos foram pelo Papa recebidos e coroados em Roma 126

CXXXIV―Dos filhos que a Rainha pario, e de como o Infante D. Fernando secretamente se foi d'estes reinos, e logo tornou a elles 128

CXXXV―Como o Gram Turco tomou a cidade de Constantinopola, e o Papa publicou cruzada contra elle, e El-Rei D. Affonso a tomou 133

CXXXVI―De como a Rainha pariu o Principe D. João e d'outras cousas a que El-Rei satisfez ácerca do Infante D. Pedro, e como casou a Rainha D. Joana com El-Rei D. Anrique de Castella 135

CXXXVII―Da treladação e exequias que se fizeram aos ossos do Infante D. Pedro, e como a Rainha sua filha logo falleceu, e os ossos da Rainha D. Lianor foram de Castella trazidos ao mosteiro da Batalha 137

CXXXVIII―Como El-Rei outra vez acceitou a cruzada contra os turcos quando fez os Cruzados, e com os percebimentos que para isso fez passou em Africa e tomou aos mouros a villa d'Alcacere 140

CXXXIX―Como El-Rei se foi d'Alcacere a Ceuta, e como a villa foi por El-Rei de Fez cercada, e El-Rei a não pôde socorrer, e desafiou El-Rei de Fez 150

CXL―Das cousas que passaram n'este cerco, até que de todo se alevantou 153

3.º VOLUME

CXLI―De como se fez em Alcacere a coiraça para defensão e segurança da villa, e como D. Duarte, capitão, se houvera de perder 5

CXLII―De como a villa d'Alcacere foi de segunda vez cercada por El-Rei de Fez, e do que se passou n'este segundo cêrco até que se alevantou 9

CXLIII―Como D. Duarte foi feito conde de Vianna, e El-Rei quizera outra vez passar em Africa para que se percebeu 13

CXLIV―De como falleceu o Infante D. Anrique, e de seus feitos, bondades, e virtudes 15

CXLV―De como falleceu o duque de Bragança, e sobcedeu sua casa e herança o marquez de Villa Viçosa, e como D. Fernando seu filho passou em Africa, e de vinda foi feito conde de Guimarães 19

CXLVI―De como falleceu a Infante D. Caterina, sendo já concertada para casar 20

CXLVII―De como foi a ida d'El-Rei em Africa com os dois mil de cavallo, e do escallamento de Tangere 21

CXLVIII―Da grande e danosa tormenta que El-Rei e o infante passaram no mar 25

CXLIX―De como foi o primeiro cometimento do escalamento de Tangere 26

CL―De como o Infante D. Fernando sem El-Rei entrou d'Alcacere e correu a terra aos mouros 27

CLI―De como o Senhor D. Pedro, filho do Infante D. Pedro, se foi de Ceuta para Barcellona e se intitulou Rei d'Aragão 29

CLII―De como o escalamento de Tangere se commetteu a segunda vez pelo Infante D. Fernando sem consentimento d'El-Rei 33

CLIII―De como o escallamento de Tangere se commetteu finalmente a terceira vez pelo Infante D. Fernando e do desastrado sobcedimento que houve 36

CLIV―Como El-Rei foi d'este triste caso avisado em Ceuta, o dia que tinha concertadas vistas em Gibraltar com El-Rei de Castella, a que todavia foi, e o fundamento das ditas vistas 42

CLV―De como El-Rei em pessoa correu o campo d'Arzilla 44

CLVI―De como El-Rei D. Affonso foi correr a serra de Benafocú, e como foi em grande perigo e como mataram os mouros o conde D. Duarte, e a Diogo da Silveira, escrivão da poridade 45

CLVII―De como El-Rei se veiu a Portugal e foi em romaria a Guadalupe, e se viu com El-Rei D. Anrique e com a Rainha sua mulher 50

CLVIII―De como houve em Castella grande divisão, sobre que houve vistas na cidade da Guarda com a Rainha irmã d'El Rei 51

CLIX―De como se concertou casamento entre o Principe D. João com a Senhora D. Lianor filha do Infante D. Fernando 52

CLX―De como o Infante D. Fernando passou por si em Africa, e tomou a cidade de Anafee 53

CLXI―Do fallecimento do Infante D. Fernando, e dos filhos que d'elle ficaram 54

CLXII―De como tendo El-Rei determinado passar em Africa, convertia a armada contra os inglezes pela tomada das náos de Portugal, e desistiu d'isso pela morte do conde Baroique, e se ordenou a ida sobre Arzilla 56

CLXIII―De como El-Rei levou comsigo o Principe seu filho e como embarcaram, e com que gente e frota 58

CLXIV―De como El-Rei tomou terra em Arzilla 59

CLXV―De como a villa foi entrada, e o Principe foi armado cavalleiro, e morreram o conde de Marialva e o conde de Monsanto e outros 61

CLXVI―De como Mollexeque vinha socorrer Arzilla, e fez pazes com El-Rei D. Affonso 64

CLXVII―De como El-Rei foi certificado que os mouros de Tangere tinham leixado a cidade, e do que sobr'isso logo proveu, e de como se foi a ella, e de hi para o reino 66

CLXVIII―De como a Infante D. Joana filha de El-Rei foi metida no mosteiro d'Odivellas, e de hi ao mosteiro d'Aveiro, e d'outras cousas que El-Rei fez 68

CLXIX―Foi feito primeiro conde de Penella D. Affonso de Vasconcellos 69

CLXX―Tomou o principe D. João sua casa 69

CLXXI―De como houve embaixadas e vistas entre El-Rei de Castella e de Portugal, e sobre que 69

CLXXII―De como os ossos do Infante D. Fernando foram a estes reinos trazidos de Fez 71

CLXXIII―Do fundamento que El-Rei D. Affonso teve para entrar em Castella por morte d'El-Rei D. Anrique 72

CLXXIV―Como El-Rei determinou todavia entrar em Castella, e dos requerimentos que logo enviou a El-Rei D. Fernando e á Rainha D. Isabel 74

CLXXV―De como El-Rei se foi a Arronches, por onde acordou de entrar em Castella 75

CLXXVI―De como a este tempo naceu o Principe D. Affonso neto d'El-Rei 76

CLXXVII―Da gente com que El-Rei entrou em Castella e em que ordenança ia 76

CLXXVIII―De como El-Rei chegou a Prazença onde publicamente foi jurado por Rei, e esposado com a Rainha D. Joana, e d'outras cousas 78

CLXXIX―De como El-Rei D. Affonso e a Rainha se foram á cidade de Touro, e como El-Rei D. Fernando veiu sobre elle com todo seu poder 79

CLXXX―De como El-Rei D. Affonso se foi a Çamora, e de hi querendo ir descercar o castello de Burgos tomou Baltanas, e prendeo o conde de Benavente 81

CLXXXI―De como El-Rei tomou Cantalapedra, e se tornou a Çamora 84

CLXXXII―Do cuidado que o Principe D. João tinha em governar e defender Portugal, e como 84

CLXXXIII―De como o principe cercou a villa d'Ougela, e a tomou, e da morte de João da Silva 86

CLXXXIV―De como o Principe indo vêr-se com El-Rei D. Affonso seu padre, foi por elle avisado da traição da ponte de Çamora, e se tornou de Miranda do Doiro 87

CLXXXV―De como foi a dita traição, e da maneira que El-Rei D. Affonso sobre isto teve 87

CLXXXVI―De como El-Rei combateu a ponte, e do que se seguiu, e como El-Rei D. Affonso leixou Çamora, e se foi a Touro 89

CLXXXVII―Dos percebimentos que o Principe fez em Portugal para ir socorrer a El-Rei D. Affonso seu padre, e como entrou em Castella 90

CLXXXVIII―De como El-Rei D. Fernando e a Rainha D. Isabel se apoderaram de Çamora, e pozeram cerco ao castello 92

CLXXXIX―De como El-Rei D. Affonso e o Principe cercaram Çamora da parte da ponte 93

CXC―De como se ordenou a batalha dos Reis entre Touro e Çamora 94

CXCI―De como romperam as batalhas, e as do Principe venceram as d'El-Rei D. Fernando, e a d'El-Rei D. Fernando venceu a d'El-Rei D. Affonso, que se recolheu a Crasto Nunho, e do mais que se seguiu até fim da batalha 97

CXCII―De como o Principe se tornou a Portugal, e do que El-Rei D. Affonso fez por então em Castella 102

CXCIII―De como se ordenou a ida d'El-Rei em França, e se veio a Portugal com a Rainha D. Joana 104

CXCIV―De como El-Rei partiu de Lisboa para França, e da maneira em que foi até se vêr com El-Rei de França 106

CXCV―Da primeira vez que El-Rei D. Affonso se vio com El-Rei de França em Tors em Toraina 109

CXCVI―Do que El-Rei de França e El-Rei D. Affonso entre si acordaram para execução de sua ida 111

CXCVII―De como foram a Roma embaixadores d'El-Rei de França e d'El-Rei D. Affonso requerer a despensação para poder casar com a Rainha D. Joana sua sobrinha 113

CXCVIII―De como El-Rei D. Affonso se foi vêr com o duque de Borgonha, e como logo se seguio a morte do dito duque 114

CXCIX―Da resposta que os embaixadores houveram em Roma ácerca da despensação que requereram 117

CC―Da conclusão que El-Rei D. Affonso tomou com El-Rei de França, quando com elle se vio a segunda vez 118

CCI―Como o Principe cercou a villa d'Alegrete e a tomou, e d'outras cousas que no reino se seguiram andando El-Rei D. Affonso em França 119

CCII―De como El-Rei D. Affonso desappareceu em França, e o Principe seu filho por seu mandado se alevantou por Rei em Portugal 121

CCIII―De como El-Rei D. Affonso embarcou em França e se veio a Portugal, e se vio com o Principe seu filho 125

CCIV―De como Lopo Vaz Torrão se alevantou com a villa de Moura por El-Rei de Castella, e do que se seguio 127

CCV―De como se seguiu a batalha de Merida, em que o Bispo d'Evora, capitão-mór, foi vencido 128

CCVI―De como se ordenaram e trataram as pazes entre Portugal e Castella, e por quaes pessoas, e com que condições e cousas sustancialmente 130

CCVII―Da publicação das pazes e das mais cousas que para cumprimento d'ellas se fizeram, principalmente ácerca da Excellente Senhora D. Joana 136

CCVIII―Da grande pestelença que sobreveio a estes reinos, e como se fez a profissão á Excellente Senhora D. Joana 139

CCIX―De como se fizeram as entregas do Infante D. Affonso e da Infante D. Isabel nas terçarias de Moura 142

CCX―Do socorro que pelo Bispo d'Evora foi enviado contra o Turco, quando tomou a cidade do Tranto em Italia 146

CCXI―De como o duque de Vizeu foi a Castella, e se tornou a Portugal o Senhor D. Manuel seu irmão 147

CCXII―De como foi a morte d'El-Rei D. Affonso 148

CCXIII―-Das feições, bondades e virtudes d'El-Rei D. Affonso 150

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