SCENA IV
Reading edition
Os mesmos e Joaquina
Joaquina, entrando
Que grandes trapalhões, aqui a badalar numa palrice enorme e toda a gente á espera que o doutor mais o cura acabem de fallar...
Ruy
Por que ha de ser assim tão má e tão severa?
Padre
Rabugice de velha!...
Joaquina
É só meu o proveito...
Ruy, abraçando-a
Deixe-o fallar, Joaquina, aquillo é tudo inveja... da sua mocidade!...
Riem ambos
Joaquina, entre risonha e severa
Ai, ai! o malcreado! Esquece a obrigação e falta-me ao respeito! E a culpada sou eu! Ora não ha! Pois veja que emquanto está gastando o seu palavreado, seria bem melhor que cuidasse da enferma, que vive ali no escuro abandonada e erma.
Padre
E você que fazia?
Joaquina
Eu fui tratar do almoço; não andei de conversa á espera que o maná nos cahisse do céo.
Ruy
Por isso falla grosso!
Joaquina
Não é da sua conta, ouviu?
Ruy, com a maior gravidade
Ouvi...
Joaquina
Pois vá tratar do seu dever porque não faz favor...
Padre
Então que succedeu?
Joaquina, amenisando a voz
É que a pobre pequena já cançou de esperar e quer vêr se o doutor lhe permitte que venha até aqui á sala.
Padre
Que diz, Senhor Doutor?
Ruy
Que se Talitha ordena...
Padre
Pois faça-se a vontade...
Joaquina
Então, eu vou buscal-a...
Joaquina sae.—O Padre, ancioso, passeia ao longo da sala; Ruy, encostado á meza, olha para a porta por onde sahiu Joaquina.—Pausa cheia de anciedade.