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Os sonetos completos de Anthero de Quental

INDICE

Reading edition

A cruz dizia á terra, onde assentava [pag. 64] Adornou o meu quarto a flor do cardo [pag. 26] Ali, onde o mar quebra, n'um cachão [pag. 52] Altas horas da noite, o Inconsciente [pag. 103] Amar! mas d'um amor que tenha vida [pag. 25] Amem a noite os magros crapulosos [pag. 65] Aquella, que eu adoro, não é feita [pag. 44] Aquelles, que eu amei, não sei que vento [pag. 49] Ardentes filhas do prazer, dizei-me [pag. 48] Chamei em volta do meu frio leito [pag. 96] Chovam lyrios e rosas no teu collo [pag. 35] Como um vento de morte e de ruina [pag. 84] Conheci a belleza que não morre [pag. 7] Conquista pois sósinho o teu futuro [pag. 58] Deixae-os vir a mim, os que lidaram [pag. 120] Deixal-a ir, a ave, a quem roubaram [pag. 46] Depois que dia a dia, aos poucos desmaiando [pag. 22] Disse ao meu coração: Olha por quantos [pag. 119] Dorme a noite encostada nas colinas [pag. 114] Dorme entre os gelos, flor immaculada [pag. 85] Embebido n'um sonho doloroso [pag. 113] Empunhasse eu a espada dos valentes! [pag. 45] Em sonho, ás vezes, se o sonhar quebranta [pag. 37] Em vão luctamos! Como nevoa baça [pag. 19] Entre os filhos d'um seculo maldito [pag. 86] Erguendo os braços para o céo distante [pag. 83] Espectros que velaes, em quanto a custo [pag. 87] Esperemos em Deus! Elle ha tornado [pag. 10] Espirito que passas, quando o vento [pag. 32] Esse negro corcel, cujas passadas [pag. 80] Estava a morte ali, em pé, deante [pag. 82] Estreita é do prazer na vida a taça [pag. 6] Eu amo a vasta sombra das montanhas [pag. 30] Eu bem sei que te chamam pequenina [pag. 27] Eu não sei quem tu és mas não procuro [pag. 103] Eu vi o Amor—mas nos seus olhos baços [pag. 97] Força é pois ir buscar outro caminho! [pag. 57] Fui rocha, em tempos, e fui, no mundo antigo [pag. 102] Fumo e scismo. Os castellos do horizonte [pag. 40] Ha mil annos, bom Christo, ergueste os magros braços [pag. 20] Ha mil annos, e mais, que aqui estou morto [pag. 69] Já não sei o que vale a nova idea [pag. 66] Já socega, depois de tanta lucta [pag. 101] Junto do mar, que erguia gravemente [pag. 117] Lá! mas aonde é lá? aonde? Espera [pag. 62] Longo tempo ignorei—mas que cegueira [pag. 106] Mãe, que adormente este viver dorido [pag. 38] Mas a Idea quem é? quem foi que a vio [pag. 59] Mas o velho tyranno solitario [pag. 77] Meus dias vão correndo vagarosos [pag. 8] Muito longe d'aqui, nem eu sei quando [pag. 94] Na capella, perdida entre a folhagem [pag. 34] Na floresta dos sonhos, dia a dia [pag. 104] Na mão de Deus, na sua mão direita [pag. 121] Na tua mão, sombrio cavalleiro [pag. 78] Nas florestas solemnes ha o culto [pag. 68] Não busco n'esta vida gloria ou fama [pag. 18] Não duvido que o mundo no seu eixo [pag. 41] Não choreis, ventos, arvores e mares [pag. 112] Não morreste, por mais que o brade á gente [pag. 91] Não se perdeu teu sangue generoso [pag. 63] Não me fales de gloria: é outro o altar [pag. 16] No céo, se existe um céo para quem chora [pag. 11] Nenhum de vós ao certo me conhece [pag. 75] Noite, irmã da Razão e irmã da Morte [pag. 110] Noite, vão para ti meus pensamento [pag. 89] No meu sonho desfilam as visões [pag. 92] N'um céo intemerato e crystalino [pag. 67] N'um sonho todo feito de incerteza [pag. 88] O espectro familiar, que anda commigo [pag. 79] Oh chimera, que passas embalada [pag. 47] Oh! o noivado barbaro! o noivado [pag. 61] Onde te escondes? eis que em vão clamamos [pag. 93] Os que amei, onde estão? idos, dispersos [pag. 116] Outra amante não ha! não ha na vida [pag. 60] Ouve tu, meu cançado coração [pag. 31] Pallido Christo, oh conductor divino! [pag. 56] Para além do Universo luminoso [pag. 93] Para tristezas, para dar nasceste [pag. 50] Pelas rugas da fronte que medita [pag. 43] Pelo caminho estreito, aonde a custo [pag. 90] Pois que os deuses antigos e os antigos [pag. 55] Porque descrês, mulher, do amor, da vida? [pag. 15] Poz-te Deus sobre a fronte a mão piedosa [pag. 5] Quando nós vamos ambos, de mãos dadas [pag. 31] Que belleza mortal se te assemelha [pag. 3] Que nome te darei, austera imagem [pag. 107] Quem anda lá por fora, pela vinha [pag. 28] Razão, irmã do Amor e da Justiça [pag. 71] Reprimirei meu pranto!… Considera [pag. 118] Sáe das nuvens, levanta a fronte e escuta [pag. 76] Se comparo poder, ou ouro, ou fama [pag. 9] Se é lei, que rege o escuro pensamento [pag. 12] Sempre o futuro, sempre! e o presente [pag. 14] Só! Ao ermita sósinho na montanha [pag. 13] Só males são reaes, só dor existe [pag. 17] Só quem teme o Não-Ser é que se assusta [pag. 108] Só por ti, astro ainda e sempre occulto [pag. 34] Sonho-me ás vezes rei, n'alguma ilha [pag. 29] Sonhei—nem sempre o sonho é cousa vã [pag. 33] Sonho de olhos abertos, caminhando [pag. 109] Sonho que sou um cavalleiro andante [pag. 42] Tu, que eu não vejo e estás ao pé de mim [pag. 115] Tu, que dormes, espirito sereno [pag. 70] Tu, que não crês, nem amas, nem esperas [pag. 81] Um dia, meu amor, e talvez cedo [pag. 36] Um diluvio de luz cáe da montanha [pag. 4] Vae-te na aza negra da desgraça [pag. 21] Vozes do mar, das arvores, do vento [pag. 111]

Porto Typographia Occidental. Fabrica 66

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