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Lyra da Mocidade

+O GUERRILHEIR0+

Reading edition

Excerpto

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Na lucta, sim! Na lucta! Ella ha-de ser perigosa, Tem força o estrangeiro e nós desamparados, Na lucta, sim, na lucta! Antes a morte honrosa E contra o invasor todos somos soldados. Na lucta, sim, na lucta! A patria tão querida Não querem ambições estranhas respeitar; Não sabem que pr'a nós ella é santa guarida Onde temos familia, a mãe, a esposa, o lar! A patria! O berço querido aonde nós brincámos, As doces illusões, formoso eden de amores, O prado onde corremos, onde balbuciámos, Onde tudo são risos, onde tudo são flôres. Imaginar alguem que pode impunemente Roubar, acommetter a nossa boa terra! Á lucta havemos de ir desassombradamente, E por todos os meios lhe faremos a guerra! Á lucta! Hão-de correr os rudes camponezes, Á lucta! Hão-de chegar os destros marinheiros, Á lucta! Hão-de accudir todos os portuguezes, Á lucta! Havemos de ir contra esses estrangeiros! Os rios, a montanha, as selvas, o arvoredo, As pedras da calçada, os vagalhões do mar, O solo, o proprio solo! A voz do fragoedo, Tudo isso contra elles se ha-de levantar. Á lucta! Ha-de echoar n'um gigantesco brado Da extensa planicie ao recondito val, O povo ha-de accudir. Um homem um soldado, Um soldado um heroe pr'a salvar Portugal!

Acto I Scena final

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