+A PROSTITUTA+
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A rua é miseravel, suja, estreita, Como um terrivel antro criminoso, E d'uma porta a prostituta espreita O transeunte lubrico, cioso.
É repellente, quanto mais enfeita O cabello postiço e unctuoso. Teve illusões, quem sabe, hoje desfeita, A graça d'esse rosto alvar oleoso,
Veio cahir n'aquelle lodaçal Onde se espoja torpe, embriagada, Até ir decompor-se no hospital
Se o amante que tem a desgraçada Não lhe der caridoso, bestial, O descanço pr'a sempre á navalhada.
Lisboa, 1891