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Lyra da Mocidade

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Trabalho. E cada dia que decorre Vem trazer-me maior desilusão. É mais uma esperança que me morre, É mais um fundo golpe ao coração.

E acreditava, louco, no direito! E cria, visionario, na honradez! Inda abrigava puras no meu peito Illusões que este pantano desfez!

A ganancia, a ambição, a intriga vil, Como sapos e rãs n'um lodaçal, Asquerosos, vão tudo macular.

Vence o ladrão, o nescio, o imbecil Oh! Quem tivesse o rir de Juvenal, Um raio pr'a orgia fulminar!

Lisboa, 1892

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