+CEMITERIO+
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No cemiterio alvejam mausoléos De pedras rendilhadas e custosas; Elegantes, guindados corucheos; Epithaphios, legendas caprichosas.
Ali jazem os ricos. Nas pompozas Inscripções se vae ler os nomes seus. Em outras campas só se vêem rozas, Goivos, martyrios, contemplando os ceos.
A jazida dos pobres. Trabalhando Morreram e ali estão alimentando A terra onde essas flôres se vão nutrir.
Em quanto os outros distraidos, futeis, Viveram ociosos, sempre inuteis, E nem sequer d'estrume vão servir!
Lisboa, 1891