*SONETO.*
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*SONETO.*
Pungido pela dor, banhado em pranto, Desato, Elmano, minha voz truncada, Que de gemer, de suspirar cançada, Acha o rouquejo no lugar do canto.
Debalde em pragas mil a voz levanto Contra o Cypreste, lúgubre morada, Que de funereas Aves carregada, Te condensa o pavor, o susto, o espanto.
Para baldar o agoiro, em vão tentára Loiros dispôs em mimo esperançoso, Que na aridez não vinga a ténue vara.
Rouba-me embora, ó Fado rigoroso, Esse que Lysia, o Mundo assoberbára, Que o pranto he meu, prantearei saudoso.
Do mesmo.
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Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage.