*SONETO.*
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*SONETO.*
Quando meu coração de Amor vivia, Ufana a liberdade em ver-se escrava, E quando para mim se variava O Ceo n'um riso, o Ceu n'um ai de Ulmia!
Das escuras Irmans a mais sombria, E que mais com seu pêzo o Mundo aggrava, Na vista divinal, que me encantava, Roubou luz á minha alma, e luz ao dia.
Não mais, Dor, Fado meu, Dor, meu costume, Cedo a paz gozarei, que o peito anhéla, Nos olhos do meu Bem, do Ceo já lume;
Junto á Nynfa immortal, na Estancia bella, Os dias perennaes, que vive hum Nume, Irei (Nume em ser seu) viver com Ella.
Bocage.
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*SONETO.*
Il n'est de malheureux que les coeurs détrompés. Voltaire. Merop. Trag.
Em vão, para tecer-me hum ledo engano, Filosofo ostentoso industrias cança; Diz-me em vão, que exhalando-se a esperança, Repousa na apathía o peito humano.
O nauta a soçobrar no Pégo insano Vê rir ao longe a cérula bonança; A mente esperançosa enfreia, amansa Os roncos, e as bravezas do Oceâno.
Se nos míseros cahe da mão dos Fados O negro desengano, eillos anciosos, E á desesperação, e á furia dados.
Doirai-nos o por-vir, oh Ceos piedosos! Justos Ceos! dêm sequer jardins sonhados As flores da ventura aos desditosos.
Bocage.
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Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage, por occasião de se ter dito, que recebêra o Sagrado Viatico.