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A virtude laureada

*SONETO.*

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*SONETO.*

Depois que a teus ouvidos grata vôa Mensagem pura, que ante os Ceos te expia, Por mil Sóes, Orbes mil, por Lactea Via Jove ao proprio teu lar desce em pessoa:[1]

Colloquio amigo, que entre os Dois resôa, Par não soffre em ternura, em energia, He d'hum Cysne expirante a melodia, He a fraze efficaz d'hum Deos, que trôa:

Consagrados eis são Mortal, e Immenso; Fogem subito ao pacto renovado Vã lida, torpe invéja, e morbo intenso!

Rasgou-se o véo do nubilo teu Fado; Dás fragil myrrha por eterno incenso, D'Home és Nume, de Vate és invocado.

De Santos e Silva.

[1] Contracção de Jehova.

* * * * *

Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage, achando-se o A. molesto.

*SONETO.*

A Musa, que bebeo comtigo alento, Que ao lado teu paixões commerciava, Os sons, que alegre outr'hora derramava, São ais viuvos, que dirige ao vento.

D'entre meus braços te apertar sedento, Por vingar o intervallo soluçava, Que a mal firme existencia me embargava, Sem que podésse olhar-te hum só momento.

Se não pude fartar voraz saudade, Inda mádida a face, enternecida Chora males do amigo em soledade.

Minha alma em tua dor toda embebida, Implora em ais, em pranto aos Ceos piedade, Ama doirar-te a tenebrosa vida.

De Pedro José Constancio.

* * * * *

Ao Senhor Manoel Maria Barbosa du Bocage.

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