NOITES EM CLARO
Reading edition
Passas em claro as noites a chorar; Dia a dia, teu rosto empalidece… Faze tu, pobre Mãe, por serenar, Santa Resignação sobre ela desce!
Rochedo que a penumbra desvanece, Tu, por acaso, não lhe podes dar Um pouco d'esse frio que entorpece O coração e o deixa descançar?…
Jamais! Não ha remedio! Nem as horas Que passam! Toda a fria noite choras; Tua sombra, no chão, é mais escura.
Soffres! E sinto bem que a tua dôr, Como se fôra um beijo, acêso amôr, Vae-lhe aquecer, ao longe, a sepultura.