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Elegias

DE NOITE

Reading edition

Quando me deito ao pé da minha dôr, Minha Noiva-phantasma; e em derredor Do meu leito, a penumbra se condensa, E já não vejo mais que a noite imensa, Ante os meus olhos intimos, acêsos, Extaticos, surprêsos, Aparece-me o Reino Espiritual… E ali, despido o habito carnal, Tu brincas e passeias; não comigo, Mas com a minha dôr… o amôr antigo.

A minha dôr está comtigo ali, Como, outrora, eu estava ao pé de ti… Se fôsse a minha dôr, com que alegria, De novo, a tua face beijaria!

Mas eu não sou a dôr, a dôr etérea… Sou a Carne que soffre; esta miseria Que no silencio clama!

A Sombra, o Corpo doloroso, o Drama…

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