MINHA ALEGRIA
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Minha alegria foi no teu caixão; Deitou-se ao pé de ti, na sepultura, A fim de acalentar teu coração E tornar-te mais branda a terra dura.
Por isso, é para mim consolação Esta sombria dôr que me tortura! E ponho-me a cantar na solidão, Meu cantico esculpido em noite escura!
Consola-me saber minha alegria Longe de mim, perto de ti, na fria Cova a que tu baixaste apoz a morte.
Fôste tu que m'a deste, meu amôr; Agora, dou-t'a eu: é a minha flôr; Eu quero que ela soffra a tua sorte.