DEPOIS DA VIDA
Reading edition
Quando meu coração parar desfeito Em sombra, na profunda sepultura, E o meu sêr, já phantastico e perfeito, Vaguear entre o Infinito e a terra dura;
Quando eu sentir, emfim, todo o meu peito A transformar-se em constelada Altura; Eu, divino Phantasma, o claro Eleito, O Enviado da Vida á Morte escura;
Quando eu fôr para mim minha esperança, Meu proprio amôr jamais anoitecido, E a minha sombra apenas fôr lembrança;
Quando eu fôr um Espectro de Saudade, Entre o luar e a nevoa amanhecido, Serei comtigo, Amôr, na Eternidade.