ARGUMENTO DA SEGUNDA PARTE, que comtem a Synthesis das Cores.
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SECÇAÕ PRIMEIRA.
Para recebermos a sensaçaõ das Cores, he necessario, que concorraõ trez cousas, a luz, os corpos illuminados, e o orgaõ sensorio § 35.
O orgaõ sensorio da vista nada contribue para a formaçaõ das Cores § 37.
A formaçaõ das Cores naõ depende só da diversa contextura dos corpos § 40.
As Cores primitivas, e as que dellas se derivaõ, dependem para se manifestarem, e da luz, e da contextura dos corpos § 43.
Analogia das Cores originarias com o fogo electrico § 44.
A Luz, pelo reflexo, transmite a imagem dos corpos; e pelo reflexo, e refracçaõ, os faz ver de differentes Cores § 47.
As duas Cores primitivas se manifestaõ pela descomposiçaõ, que a luz padece, urtando os corpos naturaes § 48.
A diversidade das Cores resulta da differente combinaçaõ das duas primitivas, e das que immediatamente dellas se derivaõ, nascida das diversas refracçoens, comque a luz se modifica, urtando a superficie dos corpos § 48.
Os phenomenos do Prisma saõ os mesmos que os do Iris § 49.
SECÇAÕ SEGUNDA.
A Natureza, para colorir todo o Universo, se servio unicamente de duas Cores; mas a Arte para imitar as suas admiraveis obras, necessita de se servir de seis § 51.
Para mudar as Cores, se devem mudar as superficies § 52.
Modo de formar toda a sorte de Cores § 55.