PROGRAMA DE PEDOLOGIA
Reading edition
Pedologia
.—Sua definição e importância. Movimento pedológico.
Pedologia e pedotecnia.
Psicologia e pedagogia.
Pedagogia experimental e pedagogia geral. Psicopedologia e psicopedagogia.
Relação da pedologia com a pedagogia
.
Pedologia somática
e pedologia psíquica.
Métodos da
pedologia somática
.
Os caracteres descritivos e os caracteres métricos.
Noções elementares de antropometria escolar
.—Estudo dos principais caracteres métricos. Relação entre o pêso, a altura e o perímetro torácico.
Coeficientes de robustez.
Mensurações nos alunos segundo a «Ficha individual».
O crescimento durante a idade escolar
.—Ideas gerais sôbre os métodos do estudo do crescimento.
Proporções métricas do corpo da criança desde o nascimento à idade adulta.
Influências que actuam no crescimento. Leis do crescimento.
Crescimento visceral.
A criança, o adolescente e o adulto
.
Crescimento irregular. Perturbações orgânicas que produz e suas consequências pedagógicas.
A puberdade
.—Sua definição.
Características fisiológicas e psicológicas da puberdade.
Duração do período da puberdade.
Pedologia psíquica
.—Definição. Métodos.
Desenvolvimento intelectual e psíquico em geral
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Factores dêste desenvolvimento e diferentes estádios.
Desenvolvimento sensorial
.—Visão. Audição. Olfacto. Gôsto. Tato. Os sentidos estereognósticos. O sentido cinestésico.
A atenção. A associação. A imaginação. A memória e o hábito. A percepção. O juízo e o raciocínio.
Desenvolvimento dos sentimentos
.—Os movimentos. Os sentimentos em geral. As emoções e as tendências. Os instintos. Os interesses infantis; seu papel na educação. A vontade. O carácter.
A linguagem, os gestos, a fisionomia e os costumes das crianças.
Medida do desenvolvimento psíquico nas diferentes idades
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Tests
mentais
.
Relações entre o crescimento físico e o crescimento psíquico
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Influências psíquicas imediatas da escola
.
Herança psicológica e educação
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Crianças visuais, auditivas e motoras
.—Os tipos mixtos.
Fadiga intelectual
.
Generalidades
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Noções gerais dos processos de medição da «fadiga intelectual»
:
a) Processos directos. Ditado, leitura, cálculo, cópia, memoriação, etc.
b) Processos indirectos. Estesiometria, algesimetria, dinamometria, ergografia, etc.
Influência de diversos factores sôbre a fatigabilidade.
Influência do trabalho físico sobre a fadiga mental.
Sobernal
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O repouso
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O sono.
Dextrismo, sinistrismo e ambidextrismo.
Alunos preguiçosos
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Ideas gerais sôbre as crianças anormais
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Sua diagnose e classificação
.
As relações do professor com o médico
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Puericultura
.—Puericultura intra-uterina. Primeiros cuidados a dispensar aos recêm-nascidos. Alimentação do 0 aos 2 anos. Noções gerais da higiene da primeira infância.
PROGRAMA DE HIGIENE ESCOLAR
História da higiene escolar
.—Evolução da higiene escolar em Portugal.
Edifício escolar
.—Suas condições higiénicas. Salas de classe e anexos, recreios, etc.
Mobiliário escolar
.—Bases fisiológicas do mobiliário racional. Diferentes tipos de mobiliário.
Iluminação das escolas
.—Iluminação natural e artificial.
Fotometria escolar.
Aquecimento.
Ventilação das escolas.
—Diferentes processos de ventilação.
Higiene da vista
.—Higiene da leitura e da escrita. Os livros e os cadernos escolares. Condições higiénicas da sua impressão.
Higiene do ouvido
.
Higiene do nariz e da bôca
.
Higiene da garganta
.—Fisiologia da voz. Afecções de laringe. Profilaxia das perturbações da fonação. Defeitos de pronúncia. Sua profilaxia e correcção.
Atitudes viciosas
.—Suas conseqùências.
Doenças escolares não contagiosas
.
Doenças contagiosas
.—Profilaxia das doenças contagiosas, na escola. Desinfecção. Vacinações e revacinações.
Relações recíprocas entre alunos e professores
, sob o duplo ponto de vista das doenças contagiosas e das influências morais.
Educação física
.—Bases fiisiológicas desta educação.
Princípios a que deve obedecer a elaboração dum horário
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Repartição das horas do trabalho e do repouso
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Cantinas escolares
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Colónias escolares
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Escolas e classes ao ar livre
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Internatos e externatos
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Passeios e excursões escolares
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PROGRAMA DE HIGIENE ESCOLAR I
Antes te esqueças de lavar a cara do que a bôca e os dentes.
II
Habitua-te, tam cedo quanto possível, à higiene dentária. Aquele que é desleixado em criança, dificilmente se corrige mais tarde.
III
A conservação e o bem-estar dos dentes de leite é tam importante, como o dos dentes permanentes.
IV
Não abuses de doces e de alimentos muito moles. O melhor meio natural de evitar a cária é mastigar com fôrça pão com côdea espêssa.
V
Nunca te esqueças de lavar a bôca, à noite.
VI
A limpeza mecânica dos dentes, feita com uma escôva e com um palito, constitue a base de tôda a higiene dentária.
VII
As lavagens da bôca com líquidos antisépticos inofensivos e um bom pó ou pasta dentifrícia são muito eficazes para completar a higiene dentária e bocal. Os dentifrícios que são cáusticos para a mucosa, ou que descalcificam os dentes, devem ser rejeitados. O sabão é um bom dentifrício.
VIII
Faze inspeccionar os dentes, uma ou duas vezes por ano, por um dentista, a fim de que êle descubra os focos mórbidos e os faça desaparecer, antes que sejam muito extensos.
IX
O tártaro (pedra) deve ser extraído, de tempos a tempos.
X
Os dentes e as raízes que não possam ser conservados e tratados, devem ser extraídos, sejam dolorosos ou não.
INSTRUÇÕES SOBRE PEDOMETRIA
Condições gerais
:—As modificações morfológicas, fisiológicas e psíquicas, produzidas pelos exercícios de educação física (exercícios neuro-musculares e de adaptação aos meios) podem ser medidas ou apreciadas e formarem dois grupos principais: somático e físico-psíquico.
As mensurações constituem o processo mais racional de verificar os efeitos dos exercícios, se nelas se observarem as indicações seguintes:
O observador possuìrá a técnica de medir e conhecerá a razão e o fim de cada medida. Tomará as medidas à mesma hora, de preferência de manhã, antes de qualquer exercício ou refeição e tanto quanto possível nas mesmas condições e em períodos bem determinados, ex.: em Outubro e Junho.
Estas medidas e observações serão apontadas em colunas individuais no livro das mensurações, donde se tirarão tôdas as notas para a organização das médias e dos índices de classificação individual somática e fisiológica.
Os alunos serão medidos e observados de torso nu e descalços e as alunas só com os fatos de gimnástica.
Para se assegurar bem da medida deverá esta repetir-se, acto contínuo, as vezes que forem necessárias.
Nota
.—As mensurações obtidas gráficamente por bons instrumentos oferecem mais confiança.
TÉCNICA:
Para medir a altura
:—O examinando colocar-se há na craveira na atitude de sentido.
Para medir o pêso
:—Torna-se necessário uma balança decimal bem tarada e de fácil manejo. Os alunos serão pesados em ceroulas; as alunas com os seus fatos de gimnástica.
Para medir a capacidade vital
:—É necessário utilizar um espirómetro, como o de Charles Verdin, colocá-lo a conveniente altura, usar duas tubuladuras de borracha com as competentes embocaduras de vidro para se poderem substituir a cada exame e desinfectar convenientemente.
Modo de medir
:—O examinando, em face do aparelho, toma o tubo de vidro (embocadura) na bôca, depois de ter enchido quanto pode o pulmão, cerra os lábios sôbre o tubo para não perder ar e expira suavemente todo o ar que possa, o que será registado pelo espirómetro.
Para medir a mobilização torácica
:—O examinando, de calcanhares juntos, mantêm os braços laterais e horizontais. Fazem-se 3 provas e tira-se a média.
Diâmetros xifoìdianos
:—É necessário um compasso de espessura como o grande de
Collin
.
Modo de medir
:
Diâmetro transverso
:—Aplicam-se as pontas do compasso nos pontos mais laterais do tórax e no nível do ponto esterno-xifoìdiano; o examinando faz, então, a maior inspiração e logo a seguir a mais completa expiração e toma-se nota dos diâmetros máximo e mínimo.
Diâmetro ântero-posterior
:—Aplica-se uma das pontas do compasso no ponto esterno-xifoìdiano e a outra na linha das apófises espinhosas e ao nível daquele ponto; no resto procede-se como no transverso.
Perímetros xifoìdianos
:—Na falta dum instrumento que nos dê com precisão e facilidade gráficamente o perímetro torácico é mais prático usar, com o devido cuidado, a fita métrica inextensível.
Modo de medir com a fita
:—Aplica-se esta horizontalmente ao nível do ponto esterno-xifoìdiano, o examinando faz a máxima inspiração e logo a seguir a máxima expiração e o observador toma nota dos perímetros máximo e mínimo.
Perímetro umbilical
:—Procede-se como no perímetro torácico.
Nota
.—Os perímetros tomam-se só aos alunos.
Para medir a fôrça de pressão e de tracção
:—Para a de pressão é necessário um dinamómetro como o de
Collin
; para a de tracção um dinamómetro como o de
Andrew
.
Modos de medir
:—Na pressão toma-se o dinamómetro na concha da mão e cerra-se esta com a máxima fôrça, repete-se duas vezes e toma-se a prova maior; na tracção tomam-se os anéis das cadeias, um em cada mão, tiram-se para os lados, repete-se e toma-se a maior prova.
Para se obter o ritmo respiratório
:—Na falta de um adequado pneumógrafo, o número e o ritmo podem obter-se pela palpação; o observador, colocado por detrás do examinando, aplica as mãos sôbre os seus ombros, estendendo os quatro dedos sôbre as clavículas e as primeiras costelas e os polegares estendidos para o dorso, ou em face do examinando, aplica-lhe as mãos nos lados do tórax e em presença de um relógio observa o ritmo e conta as respirações num minuto.
Para tomar o ritmo cardíaco
:—Na falta dum esfigmógrafo de uso e de precisão, o professor, tomando o pulso, obterá o número, o ritmo, a forma e apreciará a pressão em repouso e depois dum escolhido exercício, ex.: uma pequena carreira.
Para classificar os desvios ósseos da coluna vertebral
:—Na falta dum raquiógrafo conveniente, o professor pode chegar por uma observação inteligente: dos movimentos da coluna, da sua forma na atitude de sentido, das atitudes das espáduas e da cabeça, da forma torácica, etc., a conhecer os desvios.
Do tórax
:—Na falta dum toracógrafo o observador pode usar o cirtómetro de chumbo ou ainda, o compasso de espessura tirando os diâmetros necessários para o que o examinando tomará a atitude de sentido com os braços laterais e horizontais.