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Educação nova

PEDOLOGIA PSÍQUICA

Reading edition

(A mentalidade da Criança)

CAPÍTULO I

1) Órgãos dos sentidos: sensibilidade cutânea; sua discriminação. 2) Sensações tácteis, de pressão, térmicas, álgicas. 3) Sentido cinestésico e sentido estereognóstico. 4) A cinestesia. 5) Acuidade do tacto; sua medida. 6) Estesiometria. 7) Educação dos sentidos cutâneos.

CAPÍTULO II

1) A visão; anatomia e fisiologia do bolbo ocular; mecanismo da visão. 2) Emetropia, ametropia e hipermetropia. 3) Medida da acuidade visual. 4) Sentido cromático; suas anomalias. 5) Medida dêste sentido; tábuas pseudo-isocromáticas de Stilling.

CAPÍTULO III

1) A audição; mecanismo das sensações auditivas. 2) Medida da acuidade auditiva. 3) Sentido otolítico.

CAPÍTULO IV

1) Os sentidos químicos: olfacto e gôsto. 2) Morfologia e funcionamento dos respectivos órgãos. 3) Olfactometria e gustometria.

CAPÍTULO V

1) A atenção; suas espécies. 2) Patologia da atenção. 3) Medida da atenção. 4) Educabilidade da atenção.

CAPÍTULO VI

1) A memória; suas operações fundamentais. 2) Patologia da memória. 3) Análise qualitativa da memória: processos; experiências. 4) Análise quantitativa da memória. 5) Educação da memória.

CAPÍTULO VII

1) A inteligência; sua noção. 2) Nível intelectual e nível escolar. 3) Medida da inteligência: processos; escala métrica da inteligência. 4) Estudo scientífico do trabalho mental. 5) A fadiga física e a fadiga mental: sua medida.

CAPÍTULO VIII

1) Noção da personalidade. 2) O carácter; seus elementos constitutivos e manifestações. 3) Formação do carácter; princípios sobre que deve assentar. 4) Os estados mórbidos da personalidade: a mentira, a preguiça, a timidez, a cólera, as fobias das crianças. 5) Patologia da vontade. 6) Os vícios da educação tradicional. 7) Educação moral e cívica das crianças, segundo os princípios da pedagogia moderna. 8) A moral na escola.

VI O estudo do «crescimento», no Colégio Moderno de Coimbra, pela aplicação do método auxanológico

O estudo do «crescimento», pelo

método auxanológico

, faz-se presentemente, sob a nossa direcção, em alunos internos do

Colégio Moderno

, de Coimbra.

As primeiras

mensurações

foram realizadas, durante os meses de maio e junho, do ano de 1918.

Em maio e junho, dêste ano de 1919, ao prefazerem-se doze meses completos, continuou-se êste

serviço antropométrico

, que não pôde ser executado em novembro e dezembro (fim do 1.º semestre), como convinha, mercê das

ocorrências políticas

, que perturbaram a

vida nacional

.

Foram

observados

e

mensurados

(e continuá-lo hão a ser) 115 alunos, de

idades

que se acham compreendidas entre os dez e os dezoito anos.

As

medidas

são tomadas, sempre, sobre o

corpo nu do aluno

; o

material pedométrico

empregado é aquele que indicámos, a página 145 (

nota

); e a

técnica

regula-se, pelas

instruções

do D.

r

Paulo Godin, publicadas, a página 243 e seguintes, do seu livro: «

La Croissance pendant l'âge scolaire

», Paris, 1913.

Alêm das

medidas segmentares

, relativas ao

crescimento físico

, colhemos, nas

observações

, todos os elementos necessários para o estudo da

puberdade

. E nem sómente nos preocupou a

pedometria somática

, mas tambêm iniciamos trabalhos, que aproveitem à

pedometria psíquica

, isto é, à

medida da acuidade sensorial

, e ao

exame psíquico, etológico e psiquiátrico

dos alunos.

Nesta primeira exposição, limitar-nos hemos a divulgar os

resultados antropométricos

obtidos, condensando-os, nos seguintes mapas: 1) das

projecções verticais

; 2) do

pêso

; 3) da

puberdade

.

I

Projecções Verticais Sintéticas (médias)

Idades (anos) Número de indivíduos Altura (milímetros) Busto (milímetros) Bx100 ——————[227] A

10 9 1,273 0,680 53

11 5 1,382 0,716 51

12 7 1,412 0,724 51

13 14 1,474 0,737 50

14 32 1,496 0,765 51

15 25 1,587 0,800 50

16 15 1,614 0,810 50

17 7 1,649 0,850 51

18 1 1,635 0,844 51

Total 115 — — —

Verifica-se, pela

leitura

dêste primeiro

mapa

, que o «crescimento» dêstes alunos do

Colégio Moderno

não se afasta sensivelmente dos

resultados gerais

, a que chegámos, em relação à

criança portuguesa

.

Assim, a

macrosquelia

(característica da

adolescência

e da

puberdade

) é evidente, do mesmo modo que tambêm é normal o

índice do tronco

, que, como se vê, oscila entre 50 e 53.

II

Pêso (médias)

Idades (anos) Número de indivíduos Quilogramas

10 9 26

11 5 33

12 7 34

13 14 38,5

14 32 40,5

15 25 42

16 15 43

17 7 54,5

18 1 52

Total 115 —

E, quanto a

crises

do «crescimento», a conformidade com a

curva

, que traçámos

[228]

é absoluta: veja-se como o

ritmo

, em geral, se mantêm, e como o

paralelismo das acelerações e das acalmias

(relativas) se acusa, em todo o percurso da

escala

.

Sobre

pêso

, apenas há a observar que, de conformidade com as conclusões a que se tem chegado, a

marcha

do «

crescimento

» é regular; e que tambêm de harmonia com a

curva

do

gráfico

respectivo

[229]

, a

fisionomia

desta é análoga.

Segue-se o

mapa da puberdade

, cuja

leitura

será, de grande interêsse e importância, para todos quantos se interessem pelos estudos de pedologia, entre nós.

Puberdade (sinais físicos)

Idades (anos) Número de indivíduos P1, 2, 3 ou 4[230] P3 A1[231] P5 A5[232]

10 9 0 0 0

11 5 0 0 0

12 7 1 0 0

13 14 5 1 0

14 32 12 3 2

15 25 5 13 4

16 15 5 4 5

17 7 0 1 6

18 1 0 0 1

Total 115 — — —

Verifica-se, em presença dêste

mapa

que, sem dúvida por influência do

internato

, a

puberdade

, entre os alunos do

Colégio Moderno

, manifesta-se, um pouco tardiamente, em relação a perto de 50% dêstes alunos.

Efectivamente, antes dos catorze anos, em trinta e cinco alunos, apenas sete, de mais de doze anos, apresentam vestígios dos

sinais físicos

, característicos da

puberdade

.

Aos catorze anos, de trinta e dois alunos, só dezassete entram na

fase pubertária

; e torna-se necessário ultrapassar essa

idade

, para que todos se submetam à eficiência da

lei

.

Importa, porêm, notar que, dentre aqueles, em quem o «crescimento» se afirma normal, a

puberdade

aparece, de facto, pelos catorze anos, de conformidade com o que se acha estabelecido, em relação à

criança portuguesa

; instala-se, aos quinze; e encerra-se, pelos dezassete anos.

ÍNDICE

Páginas

Nota Preambular 7

Introdução

I—A criança; sua concepção bio-psíquica e social 11

II—Sciências da criança: Pedologia, Psico-pedagogia, Pedagogia experimental; outros ramos da Pedagogia 14

III—A vida da criança; fases que atravessa, durante o «crescimento», ou idades da evolução do organismo humano 18

IV—Elementos e subsídios, de que podemos dispor, para a constituição de uma Pedologia nacional 25

V—Bibliografia portuguesa de assuntos relativos à psicologia e à pedologia 29

PEDOLOGIA SOMÁTICA O CORPO DA CRIANÇA

Capítulo I—Fases da vida dos organismos. «Crescimento»; suas espécies, e modos de o estudar. Leis do «crescimento», e factores que o modificam 35

Capítulo II—«Crescimento» absoluto; sua determinação, em relação à criança portuguesa; tabelas de médias, e respectivas curvas. O ritmo do «crescimento», em Portugal 39

Capítulo III—Insuficiência do estudo do «crescimento» absoluto, para a solução de todos os problemas antropométricos. «Crescimento» relativo ou segmentar; sua determinação, tanto sintética, como analítica, pelo confronto dos respectivos elementos 59

Capítulo IV—Medidas segmentares, para avaliação do «crescimento» relativo, ou das proporções do corpo, nas idades de evolução. Cânones antropométricos da criança portuguesa 69

Capítulo V—Processo bio-químico do «crescimento»: osteogénese 105

Capítulo VI—Fórmulas antropométricas do «crescimento» normal, nas idades de evolução. Anomalias do «crescimento»; sua determinação, pelo processo antropométrico 110

Capítulo VII—Doenças das crianças, nas idades de evolução. A mortalidade infantil, em Portugal. «Crescimento» desequilibrado; suas consequências 116

Capítulo VIII—Higiene do «crescimento»; exercícios físicos: jogos e gimnástica 120

Capítulo IX—Evolução geral da mentalidade; fases desta evolução e leis que a regulam. Os factores bio-psíquicos do «crescimento» 125

APÊNDICES

I

Elementos para a organização de uma caderneta pedológica, destinada a sistematizar o estudo do «crescimento» 141

II

A criança portuguesa (sumário da tese apresentada, discutida e integralmente adoptada pelo I Congresso nacional de educação física, realizado em Lisboa, em 1916) 151

III

Programas de Pedologia, e de higiene escolar; prescrições de higiene dentária; e instruções sôbre pedometria, constantes do decreto, n.º 2.213, publicado no «Diário do Govêrno» n.º 24 de 10 de Fevereiro de 1916, que aprovou o regulamento e programas para execução da lei n.º 233 de 7 de Julho de 1914 sôbre o ensino normal primário 157

IV

Decreto n.º 4.900, que reformou as escolas normais superiores 165

V

Índice analítico do 2.º volume desta obra 166

VI

O estudo do «crescimento», no Colégio Moderno, de Coimbra, pela aplicação do método auxanológico 168

Livrarias Aillaud e Bertrand

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Cada volume brochado 1$20

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A série da ANTOLOGIA PORTUGUESA, que virá a constar de uns trinta volumes, pelo menos, não será apresentada ao público com numeração editorial. Cada possuidor a ordenará como entenda, ou cronológicamente, ou por poetas e prosadores, segundo o seu critério e vontade.

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Manoel Bernardes, 2 volumes. Alexandre Herculano, 2 volumes. Frei Luís de Sousa, 2 volumes. Guerra Junqueiro, 1 volume.

Em preparação:

Camões lírico, Antonio Vieira Fernão Lopes, Eça de Queiroz, Bocage, Lucena, Damião de Góis, Castilho, Antéro de Figueiredo, Sá de Miranda, João de Barros, Camilo, Os Cancioneiros, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Garrett, Garcia de Rezende, etc., etc.

Notas:

[1]

Cf. o

índice analítico

, no fim dêste livro.

[2]

Cf. Ch. Richet,

Essai de psychologie générale

, Paris, 1912; G. Bohn,

La nouvelle psychologie animale

, Paris, 1911; P. H. Souplet,

De l'animal à l'enfant

, Paris, 1913.

[3]

Cf. John Dewey,

L'école et l'enfant

, Paris, 1913.

[4]

Cf. Dewey,

Interpretation of the savage mind, apud Psychol. Review

, 1902, pág. 217 e segs.

[5]

Cf. Th. Ruyssen,

Essai sur l'évolution psychólogique du jugement

, Paris, 1904.

[6]

Cf. G. Persigout,

Essais de Pédologie générale

, Paris, 1909.

[7]

E. Claparède,

Psychologie de l'enfant et Pédagogie expérimentale

, Paris, 1916.

[8]

Cf. Preyer,

Physiologie de l'embryon

, Paris, 1885; Ch. Letourneau,

La Biologie

(origine et lois de la vie), Paris, 1912; A. Soulié,

Précis d'anatomie topographique

, Paris, 1911.

[9]

Cf. E. Claparède,

Psychologie de l'enfant et Pédagogie expérimentale

, Paris, 1916.

[10]

Cf. Pérez,

La psychologie de l'enfant

, Paris, 1878; Preyer,

L'âme de l'enfant

, Paris, 1881.

[11]

Cf.

The psychology of child development

, Chicago, 1903.

[12]

Para o estudo de todos êstes

problemas

, cf. E. Roehrich,

Philosophie de l'éducation

(essai de pédagogie générale), obra premiada pelo

Instituto de França

, Paris, 1910; L. Cellerier,

Esquisse d'une science pédagogique

, Paris, 1910; J. Dubois,

Le problème pédagogique

, Paris, 1911; L. Dugas,

Le problème de l'éducation

, Paris, 1911; J. de la Vaissière,

Psychol. Pédag.

, Paris, 1916.

[13]

Cf. Paul Barth,

Principi di Pedagogia e didattica

, trad. ital., Milão, 1917.

[14]

Cf. J. Carré et Roger Liquier,

Traité de Pédagogie scolaire

, Paris, 1905.

[15]

Cf. E. Brouard,

Inspection des écoles primaires

, Paris, 1887.

[16]

Cf. E. Claparède,

Ob. cit.

; G. Persigout,

Ob. cit.

; E. Blum,

La pedologie

, apud

L'année psychologique

, 5.º Vol., Paris, 1899.

[17]

A criança

pensa

e

age

, segundo

leis diferentes

, à medida que

evoluciona

da

infância

à

puerícia

e daí à

puberdade

. Cf. Dr. Alves dos Santos,

O Ensino primário em Portugal

(nas suas relações com a história geral da Nação), Pôrto, 1913, pág. 201.

[18]

Cf. J. M. Baldwin,

El desenvolvimiento mental en el niño y en la raza

, trad. esp. , Barcelona, 1910; J. Wilbois,

Les nouvelles méthodes d'éducation

, Paris, 1914; P. Hachet-Souplet,

De l'animal à l'enfant

, Paris, 1913.

[19]

Cf. Th. Ribot,

L'hérédité psychologique

, Paris, 1910; Davidson,

The recapitulation theory and human infancy

, New-York, 1914; Jacques Loeb,

Fisiologia comparata del cervello e psicologia comparata

, trad. ital., Milão, 1908.

[20]

Há outros

critérios

de classificação das

idades do crescimento

; por exemplo: o

critério psico-biológico da aparição dos interesses

; o

critério psicológico da adaptação sensorial

; o

critério didascálico

; etc.; etc. Cf. E. Claparède,

Ob. cit.

; G. Stanley Hall,

Adolescence its psychology and its relations to physiology, anthropology, sociology, sex, crime, religion and education

, New-York, 1911.

[21]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

O crescimento da criança portuguesa

, Coimbra, 1917.

[22]

Cf.

Année psychologique

, 1911, pág. 48; Th. Ruyssen,

Essai sur l'évolution psychologique du jugement

, Paris, 1904, pág. 71 e segs.; Ch. Letourneau,

La psychologie ethnique

, Paris, pág. 25 e segs.; E. Apert,

Les maladies des enfants

, Paris, 1914.

[23]

Cf. E. Cramaussel,

Le premier éveil intellectuel de l'enfant

, Paris, 1911.

[24]

A

evolução dentária

é um

fenómeno contínuo

, que tem a sua origem no segundo mês da

vida intra-uterina

, embora a

erupção dos dentes

só principie, pelo sexto mês, depois do

nascimento

. Os primeiros dentes são os

incisivos inferiores medianos

; entre os oito e os dez meses, irrompem os

incisivos superiores medianos

; pelo décimo mês, os

incisivos superiores laterais

; do décimo até ao décimo segundo mês, os

incisivos inferiores laterais

. Depois do

primeiro ano

, aparece todo o

grupo dos oito incisivos

. Até aos quinze meses, saem os

quatro primeiros prè-molares

; pelos dois anos, os

quatro caninos

; pelos dois anos e meio, os

quatro últimos prè-molares

.

[25]

Cf. Th. Ruyssen,

Ob. cit.

; Ch. Letourneau,

La psychologie ethnique

, cit.

[26]

Cf. B. Perez,

Les trois premières années de l'enfant

, Paris, 1911, pág. 289 e segs.

[27]

Tôda a criança que, aos dezasseis mêses,

não andar

, deve ter-se por suspeita de

raquitismo

, ou de

afecções crónicas do sistema nervoso

. Cf. E. Apert.

Les maladies des enfants

, cit., pág. 16.

[28]

Os

vinte dentes do leite

começam a caír, pelos

sete anos

, sendo substituídos, sucessivamente, pela mesma ordem da sua aparição, por

dentes definitivos

. Os

incisivos medianos

são substituídos, dos sete para os oito anos; os

laterais

, dos oito para os nove; os

primeiros prè-molares

, pelos dez anos; os

caninos

, pelos onze; os

segundos prè-molares

, dos doze para os treze anos. Ao mesmo tempo, completa-se o

sistema dentário

, pela erupção dos

grandes molares

, nos espaços ainda livres das maxilas: pelos seis anos, os

quatro primeiros grandes molares

; pelos doze anos, os

segundos grandes molares

; finalmente, pelos vinte anos, os

últimos grandes molares

(

dentes do siso

). Cf. Apert.,

Ob. cit.

, pág. 14.

[29]

G. Compayré,

L'adolescence

, Paris, 1909, pág. 187.

[30]

La Croissance pendant l'âge scolaire

, Paris, 1913, pág. 114.

[31]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

O «crescimento» da criança portuguesa

, Coimbra, 1917; e

apèndice

ao presente livro.

[32]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

Ob. cit.

, pág. 64, nota 3.ª

[33]

Esta

escola

tem uma

aula de educação dos sentidos

, e publica, actualmente, um

Boletim

, que é a continuação da

Revista de Pedagogia

(

Educação

), da qual saíram doze números.

[34]

Esta

Instituição

publica

estudos

e

trabalhos

sobre as

crianças

, numa

Revista

mensal, que tem por título «

A Tutoria

».

[35]

Esta

Sociedade

tem por órgão um

Boletim

trimestral (

Revista de Educação Geral e Técnica

), onde são publicados os resultados das investigações, a que procede, sobre «

o desenvolvimento físico e, psíquico da criança

».

[36]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

Psicologia e Pedologia

(relatório uma

missão de estudo

, no estrangeiro), Coímbra, 1913.

[37]

Cf. V. Houssay,

La forme et la vie

, Paris, 1900.

[38]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

O «crescimento» da criança portuguesa

(subsídios para a constituíção de uma pedologia nacional), Coímbra, 1917, pág. 63 e segs.

[39]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

Ob. cit.

; P. Godin,

La croissance pendant l'âge scolaire

, Paris, 1913; E. Apert,

Maladies des enfants

, Paris, 1914; J. Comby,

Traité du rachitisme

, Paris, 1901; J. Philippe,

Les anomalies mentales chez les écoliers

, Paris, 1905.

[40]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

O «crescimento» da criança portuguesa

, cit., pág. 7 e segs.

[41]

Cf. Dr. Alves dos Santos,

O «crescimento» da criança portuguesa

, Ob. cit., pág. 10 e segs.

[42]

Anuários

do

Rial Colégio Militar

: anos de 1899-1900; 1900-1901; 1901-1902; 1902-1903; 1903-1904; 1904-1905.

[43]

La gymnastique médicale au collège de Campolide

, 1910.

[44]

Cf. Memória do

Terceiro Congresso Pedagógico

, promovido pela

Liga Nacional de Instrução

, Lisboa, 1913, pág. 211 e segs.:

Contribuição ao estudo do crescimento da criança portuguesa

.

[45]

Cf. Alfredo da Costa,

Quelques renseignements statistiques sur la maternité provisoire de Lisbonne

, Lisboa, 1906.

[46]

Cf.

Relatórios dos serviços médicos e farmacêuticos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

, anos económicos de 1907-1908 a 1912-1913, seis fascículos.

[47]

Sobre as

medidas pedométricas

, a que se referem os n.

os

6, 7, 8, 9 e 10, cf. o nosso livro, cit.

O crescimento da criança portuguesa

.

[48]

Cf. E. J. Marey,

La méthode graphique dans les sciences expérimentales

, Paris, 1885; E. Claparède,

Psychologie de l'enfant et pédagogie expérimentale

, Genève, 1916.

[49]

Cf.

Anthropométrie ou mésure des différentes facultés de l'homme

, Bruxelles, 1871.

[50]

TAILLE MOYENNE DES PORTUGAIS CONTEMPORAINS, DISTRIBUÉS PAR PROVINCES

Provinces (Caractères démonstratifs) TAILLE

Hommes Femmes

Moyenne Millimètres Basse Moyenne Haute

M=Minho 1627.95 Jusqu'à 1520 De 1521mm jusqu'à 1620 Au dessus de 1621mm

TM=Trás-os-Montes 1645.53

D=Douro 1652.64

BA=Beira Alta 1630.15

BB=Beira Baixa 1646.83

E=Estremadura 1634.55

A=Alentejo 1625.34

Alg=Algarve 1633.20

IA=Ile des Açores 1651.45

IM=Ile de Madère

33.33% 54% 12.67%

Moyenne générale 1639

Envergure générale 1673 100.00

[51]

Cf. Th. Ruyssen,

Essai sur l'évolution psychologique du jugement

, Paris, 1904, pág. 72.

[52]

Cf.

Psychologie de l'enfant et pédagogie expérimentale

, cit., pág. 419.

[53]

Cf. Dr. A. Aurélio da Costa Ferreira,

O peso do corpo da criança

(lição de encerramento do curso de pedologia, na escola normal de Lisboa no ano lectivo de 1914-15) apud

Archivo de anatomia e anthropologia

, Lisboa, 1915, vol. 3.º, n.º 2.

[54]

O

perímetro torácico

ultrapassa, em média, a metade da

altura

, no

adulto

; e fica inferior a essa metade, na criança, cuja idade se ache compreendida entre os sete e os dezasseis anos.

[55]

Cit. por Stanley Hall,

ob. cit.

, vol. 1, pág. 99.

[56]

Cf. Pierre Mendousse,

L'âme de l'adolescent

, Paris, 1911; A. Marro,

La puberté chez l'homme et chez la femme

, Paris, 1901.

[57]

Cf. P. Godin,

La croissance pendant l'âge scolaire

, cit.; E. Apert,

Les enfants retardataires

, Paris, 1902.

[58]

Cf. Dr. E. Apert,

Les enfants retardataires

, Paris, 1902, páginas 10 e segs., donde se extraíu esta fotogravura.

[59]

Cf. Pierre Mendousse,

L'âme de l'adolescent

, cit., P. Godin,

ob. cit.

, Stanley Hall,

ob. cit.

[60]

Étude sur les rapports anthropométriques en général et sur les principales proportions du corps

(

Mém. de la Soc. d'Anthrop. de Paris

, 1902, vol. II, 3.ª série, fasc. 3.º).

[61]

Cf.

Der Körper des Kindes

, Stuttgart, 1909.

[62]

Segundo Deniker, a

puberdade

faz a sua aparição, nos

países quentes

, entre os onze e os catorze anos; nos

países frios

, entre os quinze e os dezoito; e nos

países temperados

, entre os treze e os dezasseis; acrescentando, porêm, que é mistér contar com as

influências étnicas

,

género de vida

,

regime alimentar

, etc. Cf.

Les races et les peuples de la terre

, pág. 132.

[63]

P. e A. exprimem a

eclosão pilar

do

púbis

e das

axilas

. A

mudança da voz

e, no sexo feminino, o

fluxo menstrual

tambêm são características da

puberdade

. Os expoentes referem-se à

quantidade

.

[64]

Confrontem-se os

dados antropométricos

inscritos na figura n.º 12, com as

tabelas

que exprimem as médias de quatro mil

mensurações

feitas por Variot e Chaumet, em escolas e creches da cidade de Paris. Cf, págs. 54 e 58 dêste

trabalho

.

[65]

Aida nasceu em 14 de dezembro de 1903. Estatura do pai, 1,474; da mãe, 1,579. Doenças: 1)

sarampo

(aos 2

1

⁄

2

anos); 2)

coqueluche

(aos 3 anos); 3)

bronquite aguda

(aos 3

1

⁄

2

anos); 4)

enterites freqùentes

(dos 6 até aos 11 anos); 5)

variola benigna

(aos 8 anos); 6)

trasorelho

(aos 8 anos); 7)

escarlatina

(aos 11

1

⁄

2

anos). Duas

quedas

, aos 5 anos. Como o

gráfico

indica, o

crescimento, em altura

, a partir dos seis anos,

diminue de intensidade

, para não

recrudescer

, senão, pelo aparecimento da

puberdade

.

Aos onze anos (dezembro de 1914),

desenvolvimento dos seios

, e P.

1

. Em 10 de março de 1915,

primeiras regras

, e P.

2

. Em setembro, do mesmo ano, P.

3

A.

1

.

[66]

Na organização dos

cânones antropométricos

, temos de acumular esta lacuna, considerando, provisòriamente,

valores estrangeiros

, que serão substituídos por

valores nacionais

, quando os houver apurados.

[67]

Cf. Prof. Alfredo da Costa,

Quelques renseignements

, etc., cit., pág. 96, donde são extraídos os

elementos

desta

tabela

.

[68]

O F

designa o

diâmetro occipito-frontal

(ântero-posterior máximo, da

glabela

à

parte posterior occipital

).

B P

significa o

diâmetro bi-parietal

(a maior distância que separa transversalmente as duas

bossas parietais

).

S O F

representa a

circunferência do crânio

, à altura das

bossas frontais

.

[69]

Cf.

ob. cit.

, pág. 95.

[70]

Cf. Mies,

Le poids du cerveau des nouveau-nés

, apud

Revue d'anthropologie

, 1889. Dr. G. Paul-Boncour,

Anthropologie anatomique

, § 3.º.

Volume et capacité du crâne

.

Indice cubique

, pág. 261 e segs.

[71]

Cf.

Quelques considérations sur les dimensions de la tête du foetus à terme

, apud

Compte-rendu du Congrès intern. de méd.

, Lisbonne, pág. 277 e segs.

[72]

O

índice cefálico

varia, durante a

infância

e na

puerícia

: a sua

fixidez

não se estabelece, senão a partir dos nove anos. «Ordináriamente, ao nascer, diz J. Deniker, as crianças parecem mais dolicocéfalas, do que os adultos da sua raça; mas, a partir do primeiro mês, a cabeça cresce mais de-pressa, em largura, do que em comprimento...». «As nossas investigações pessoais convencem de que a cabeça do infante aumenta, a princípio, em largura, para chegar, em seguida, gradualmente, à forma definitiva, que se estabelece, pelos dez, doze ou quinze anos, segundo as raças».

Races et peuples de la terre

, Paris, 1900, págs. 88 e 89.

[73]

Cf.

Contribuição para o estudo da bacia na mulher portuguesa

, Pôrto, 1916, pág. 72 e segs.

[74]

Cf. C

ontribuição para o estudo da bacia

, etc.,

cit.

[75]

Cf.

Elementos elucidativos sôbre a relação dos índices cefálicos e da estatura com a capacidade craniana

, apud

O Instituto

, 1900, mês de setembro.

[76]

Cf.

Crânios portugueses

, Coímbra, 1906.

[77]

Índices cefálicos dos portugueses

, Coímbra, 1898.

[78]

Estudo de antropometria portuguesa

, Lisboa, 1898.

[79]

Notas sôbre Portugal

, Lisboa, 1908, tomo I.

[80]

Cf. Fonseca Cardoso,

ob. cit.

, pág. 66. Cf. tambêm sobre êste assunto, Bento Carqueja,

O Povo Português

, págs. 47 e segs.

[81]

Em França, H. Muffang, professor do liceu de Saint-Brieuc, procedeu, em vários estabelecimentos de ensino do seu país, a

investigações cefalométricas

, no intuito de verificar, se as

leis da antropo-sociologia

são ou não aplicáveis a

determinados grupos de população

; e se existe alguma relação entre as

aptidões intelectuais das crianças e as suas dimensões cranianas, ou seu índice cefálico

. As conclusões que formulou são as seguintes: «Il semble qu'il existe une rélation entre les formes du crâne et certaines tendances, novatrices ou conservatrices, en matière d'enseignement, et une rélation entre les succés scolaires et les dimensions absolues du crâne. Une plus forte longueur cranienne semble coïncider soit avec plus d'énergie, soit avec plus d'aptitude intellectuele». Cf.

Études d'anthropo-sociologie

, Paris, 1897, págs. 2 e 3.

[82]

Cf.

L'homme dans la nature

, Paris, 1891, pág. 149.

[83]

Cf. G. de Lapouge,

Les lois de l'anthropo-sociologie

, apud

Revue Scientifique

, fasc. de outubro de 1897.

[84]

Êste diâmetro é o

sacro-púbico

.

[85]

Cf. H. Vierordt,

Anatomische, physiologische und physikalische Daten und Tabellen

, Iena, 1906.

[86]

Alêm das

mensurações

, que temos indicado, existem outras, pertencentes à

Escola de alunos marinheiros do Norte

, sobre

perímetros do braço

, do

antebraço

, da

côxa

, da

perna

, do

pescôço

, da

bacia

; sobre a

distância inter-mamilar

, e outras; sobre a

capacidade vital

;

fôrça muscular

, etc.

[87]

O

índice torácico

, que calculamos para cada

idade

, é o que exprime

a relação do diâmetro transverso máximo, multiplicado por 100, com o diâmetro ântero-posterior máximo

.

[88]

Em

Campolide

, tambêm se empregava esta mesma

técnica

. No

livro das mensurações

, a oitava coluna tinha a seguinte rubrica:

«

Diâmetros xifoidianos

(transversal e ântero-posterior) tomados durante a inspiração, a expiração e o tempo médio.»

[89]

Cf. A. Soulié,

Précis d'anatomie topographique

, Paris, 1911, pág. 8-12; Godin,

ob. cit.

, P. Topinard,

L'anthropologie

, págs. 311 e segs.

[90]

Proporções

de Topinard.

[91]

Os

valores métricos absolutos dos segmentos

são referidos à

estatura

(1

m

,66, no

homem

; 1

m

,54, na

mulher

).

[92]

Do

Vértex

ao

Queixo

.

[93]

Do

Queixo

à

Fúrcula esternal

.

[94]

[95]

e

[96]

Da

Fúrcula esternal

à

base da Bacia

.

[97]

(

Espádua

,

braço

e

cotovêlo

) do

acrómion

ao

cotovêlo

; (

antebraço

,

punho

e

mão

) do

cotovêlo

à

apófise estilóide

.

[98]

(

Anca

,

côxa

e

joelho

) da

base da bacia

ao

centro do joelho

; (

Perna

e

tornozêlo

) do

joelho

ao

tornozêlo

; (Pé) do

tornozêlo

ao solo.

[99]

Circunferência máxima.

[100]

Perímetro

xifoidiano

.

[101]

[102]

[103]

[104]

Sobre estas

medidas

, cf. P. Godin,

ob. cit.

, págs. 252 e 253.

[105]

No plano compreendido entre o

ponto metópico

e a

convexidade occipital

(a parte mais saliente).

[106]

Entre os

parietais, ubicumque inveniatur

, de modo a obter o máximo afastamento das pontas do

compasso

.

[107]

Ao nível da extremidade inferior do esterno. É o diâmetro

esterno-vertebral

.

[108]

Ao nível da 8.ª

costela

.

[109]

Sacro-púbico.

[110]

Biilíaco

(distância entre as cristas ilíacas).

[111]

Fórmula do índice pélvico

:

Diâmetro sacro-púbico da Bacia x 100

Índice =

Distância entre as cristas ilíacas

[112]

Cf.

L'homme dans la nature

, cit., pág. 126.

[113]

O desenho destas figuras pertence ao sr. Eduardo Ferraz, que o executou, sob a nossa direcção.

[114]

Cf. António Arroio,

O povo português

, apud

Notas sôbre Portugal

, t. II, págs. 73 e segs.; Marques Braga,

Ensaio sôbre a psicologia do povo português

, Coimbra, 1902.

[115]

Cf. J. Augusto Coelho,

Evolução geral das sociedades ibéricas

, Lisboa, 1908, t. II.

[116]

As

percentagens

e os

valores métricos

são referidos à

altura média do recêm-nascido

(0

m

,50).

[117]

Quási a quarta parte da

altura

.

[118]

Quási dois terços da

altura

.

[119]

Braço, antebraço, mão.

[120]

Côxa, perna, pé. Pouco mais de um têrço da

altura

.

[121]

Êste

índice

exprime a relação do

diâmetro transverso

, multiplicado por 100, com o

diâmetro ântero-posterior

.

[122]

Êste 2.º

índice

exprime a relação do

perímetro torácico

, multiplicado por 100, com a

altura do corpo

.

[123]

Ambos os

sexos

.

[124]

Cf. Charlton Bastian,

Le cerveau organe de la pensée

, t. II, cap. 1.º.

[125]

Cf. Ch. Letourneau,

La psychologie ethniqne

, Paris, págs. 25 e segs.

[126]

Cf. Bernard Perez,

Les trois premières années de l'enfant

, Paris, 1911, págs. 10 e segs.

[127]

Cf. P. Hachet-Souplet,

De l'animal à l'enfant

, Paris, 1913, pág. 127 e segs.

[128]

Cf. P. Hachet-Souplet,

ob. cit.

, pág. 127.

[129]

Altura

total do corpo: 83

cm

(s. m.); 81

cm

(s. fem.).

[130]

J. J. Rousseau,

Émile, ou de l'éducation

, 4 vols., La Haye, 1762.

[131]

Cf. Th. Ruyssen,

Essai sur l'évolution psychologique du jugement

,

cit.

, págs. 67 e segs.

[132]

Cf. P. Hachet-Souplet,

ob. cit.

, págs. 70 e segs.

[133]

Cf. Ed. Cramaussel,

Le premier éveil intellectuel de l'enfant

, Paris, 1911.

[134]

Altura

total do corpo: 114

cm

,5 (s. m.); 106

cm

(s. fem.).

[135]

Cf. M.

me

Necker de Saussure,

L'éducation progressive

, L. II, cap. IV; Fr. Queyrat,

La logique chez l'enfant

, Paris, 1907; B. Perez,

L'enfant de trois a sept ans

, Paris, 1907.

[136]

Cf.

Le développement mental chez l'enfant et dans la race

, trad. fr., págs. 15 e 16.

[137]

Cf. E. Claparède,

Psychologie de l'enfant et pedagogie expérimentale

, Paris, 1916, págs. 515 e segs.

[138]

Altura

total do corpo: 154

cm

,8 (s. m.); 152

cm

(s. fem.)

[139]

Cf.

L'âme de l'adolescent

,

cit.

, pág. 21.

[140]

Cf.

Adolescence

,

etc.

,

cit.

, t. II, págs. 75 e segs.

[141]

«

L'adolescence

est l'âge de la

puberté

, l'âge où la sexualité s'établit définitivement, où le garçon devient homme, où la fille devient femme. Et personne ne saurait contester que la puberté marque une étape importante et décisive dans le cours de la vie humaine». Cf. G. Compayré,

L'adolescence

, Paris, 1909, pág. 5.

[142]

Cf. J. Laumonier,

La physiologie générale

cit.

[143]

Cf. Paul-Boncour,

Anthropologie anatomique

, cit., pág. 56 e segs.

[144]

Cf. Topinard,

L'anthropologie

, cit.; Quételet,

Anthropométrie

, Paris, 1871; Paul-Boncour,

Ob. cit.

, pág. 60.

[145]

Cf. J. Deniker,

Les races et les peuples de la terre

, Paris, 1900.

[146]

Lannois depois de explicar essa

transformação

, pelo estudo das

modificações estruturais

que a

lâmina cartilaginosa

sofre, a partir do seu centro para o

ôsso diafisiário

, desde o

tecido hialino típico

, até à

zona osteóide ou de ossificação

, escreve: «assim se forma o tecido ósseo, primitivamente esponjoso, que se juxtapõe e assimila ao do corpo e da extremidade dos ossos. O modo de ossificação indicado é activo e contínuo, prosseguindo, durante a infância, e exagerando-se na adolescência, muitas vezes, por forma brusca, determinando um crescimento mais ou menos rápido; que, todavia, definitivamente se extingue, dos vinte aos vinte e cinco anos. Se, então, examinarmos a região que corresponde à faixa cartilagínea juxta-epifisiária, nenhuns vestígios encontraremos dela: a cartilagem substituíu o ôsso, sendo completa a fusão da epífise com a diáfise». Cf.

Études biologiques sur les géants

, cit., págs. 333, 334 e 335.

[147]

Cf.

L'Anthropologie

, cit., pág. 143; cf. mais: Papillaut,

L'homme moyen à Paris

, apud

Bull. et Mém. de la Soc. d'Anthrop.

, 1902; P. E. Launois,

Causes et consèquences de la prolongation de l'ossification des cartilages de conjugaison

, apud

Compt. rendus de l'association des anatomistes

, Liège, 1903; Alexis Julien,

Loi de l'apparition du premier point épiphysaire des os longs

, 1892.

[148]

Cf. Dr. G. Paul-Boncour,

Anthropologie anatomique

, cit, pág. 117 e seg.

[149]

Cf. Alves dos Santos,

O Crescimento da Criança portuguesa

, cit., pág. 78-80 e 90; 71-77.

[150]

As

notações

que apresentamos, representativas aliás de grande número de

mensurações

, divergem muito do

índice torácico

de Weisgerber, pelo que respeita ao

adulto

, pois que o fixa em 118. Cf. P. Topinard,

L'homme dans la nature

, cit., pág. 260.

[151]

Cf. Dr. L. Manouvrier,

Étude sur les rapports anthropométriques en général et sur les principales proportions du corps

, apud

Mém. de la Soc. anthr.

, Paris, 1902, T. II.

[152]

Cf. Dr. E. Apert,

Les enfants retardataires

, Paris, 1902; J. Comby,

Traité du rachitisme

, Paris, 1901.

[153]

Cf. E. Regis,

Précis de psychiatrie

, Paris, 1914; Baréty,

De l'infantilisme, du sénilisme, du féminisme, du masculisme et du facies scrofuleux

,

Nice médical

, 1876.

[154]

Cf. L. Testut,

Traité d'anatomie humaine

, Paris, 1911, T. III, 6.ª ed., págs. 762 e segs.

[155]

Cf.

La physiologie générale

, cit., págs. 424-426.

J. Héricourt atribue tambêm à insuficiência funcional da

glândula tiroide

outros acidentes e perturbações, que pertencem ao

reumatismo crónico

: dôres nervosas e musculares, retracções aponevróticas, cefalalgias, moléstias de pele, etc.

Cf.

L'hygiène moderne

, Paris, 1907, pág. 12.

[156]

O sr. Dr. A. Aurélio da Costa Ferreíra, num artigo publicado na

Medicina Moderna

(fevereiro de 1917) atribue a

gaguez

a excessos de secreção da

glândula tiroide

. Cf.

Anuário da Casa-Pia

, 1916-1917, pág. 544-546; cf. tambêm do mesmo autor,

Dois sphygmogramas de gagos

, Lisboa, 1918.

Sobre as relações do

corpo tiroide

com as perturbações da

ossificação

, cf. C. Denis,

De l'influence de la glande thyròide sur le développement du squelette

, Lyon, 1896; Boullenger,

De l'action de la glande thyròide sur la croissance

, Paris, 1896; Rogowitch,

Effets de l'ablation du corps thyròide

, apud

Arch. de Physiol.

, nov. de 1888; Gley,

Sur les fonctions du corps thyròide

, apud

Arch. de physiol. norm. et pathol.

, Paris, 1892; P. E. Launois,

Études biologiques sur les géants

, cit., págs. 340 e segs.;

Iunta para ampliacion de estudios

...

Anales

, T. XVII,

memoria 3.ª, Investigaciones acerca de la inervación del páncreas como glándula de secreción interna

, por José Maria de Corral, Madrid, 1918.

[157]

Cf. E. Apert,

Maladies des enfants

, cit., M. Springer,

Études sur la croissance et son rôle en pathologie

, Paris, 1890; J. Comby,

Traité des maladies de l'enfance

, Paris, 1899;

Maladies de croissance

, apud

Arch. de Médéc.

, 1890.

[158]

Cf. Dr. Álvaro F. de Novais e Sousa,

Assistência e Maternidade

, Coímbra, 1915; Sobral Cid,

Mortalité infantile en Portugal—XV Congrès International de Médicine

, Lisboa, 1906.

[159]

Cf.

Boletim mensal de estatística demográfico-sanitária

, Lisboa, Impr. Nacional.

[160]

Cf.

Anuário estatístico de Portugal

(vol.

es

de 1903 a 1916), Lisboa, Impr. Nac.

[161]

Cf. Dr. Novaís e Sousa,

ob. cit.

, págs. 5 e segs.

[162]

Êste

gráfico

foi-nos amavelmente cedido pelo snr. Dr. Novais e Sousa, que o publicou, pela primeira vez, na

Assistência e Maternidade

, cit.

[163]

Cf. Pierre Mendousse,

L'âme de l'adolescent

, cit.

[164]

Cf. Paul Godin,

ob. cit.

, pág. 143 e segs.

[165]

Cf. Paul Godin,

ob. cit.

, pág. 152 e segs.

[166]

Cf. Dr. E. Claparède,

Psychologie de l'enfant

, etc., cit., pág. 429 e segs.; Fréd. Queyrat,

Les jeux des enfants

, Paris, 2.ª ed., 1908; Dr. Alves dos Santos,

O ensino primário em Portugal

, cit.; Stanley Hall,

Adolescence

, etc., cit.; Colozza,

Psychol. und Pädagogik des Kinderspiels

, Altenburg, 1900.

[167]

Cf. J. Wilbois,

Les nouvelles méthodes de l'éducation

, Paris, 1914.

[168]

Cf. P. Hachet-Souplet,

De l'animal à l'enfant

, Paris, 1913; Th. Ribot,

L'hérédité psychologique

, Paris, 1910.

[169]

Cf. para conhecimento dessas

classificações

, Dr. E. Claparède,

ob. cit.

, págs. 462 e segs.; Queyrat,

Les jeux de l'enfant

, Paris, 1905.

[170]

Cf. António Alfredo Alves,

Jogos infantis

, apud

Revista de educação

, Lisboa, julho de 1912; F. Adolfo Coelho,

Jogos e rimas infantis

, Pòrto; Augusto Pires de Lima,

Jogos e canções infantis

, Pòrto, 1916.

[171]

Pertencem a Mosso estas palavras concludentes: «Até há pouco tempo, os educadores e os fisiologistas limitavam-se a dizer que a gimnástica alemã era inútil e perigosa; começa-se a dizer agora que essa gimnástica é prejudicial. Cf.

Éducation physique de la jeunesse

, Paris, 1895, pág. 256. E Cellérier acrescenta: «A gimnástica não passa de uma abstracção do jôgo; tiraram-lhe os atractivos dêste para lhe conservarem apenas o esfòrço e a fadiga, que importa». Cf.

Esquisse d'une science pédagogique

, Paris, 1910, págs. 192 e 193.

[172]

O homem nasce, vive e morre, num

meio aéreo

; por isso, o

ciclo da vida

compreende-se entre uma

inspiração inicial

e uma

expiração final

. A vida é, portanto, uma

oxidação

, assegurada pelo jôgo elástico dos pulmões e do coração. Donde resulta que tôda a

gimnástica

(para ser racional) deve facilitar aquele jôgo, isto é,

ser respiratória

. Cf. Dr. Tissié,

Précis de gymnástique rationelle

, Paris, 1900.

[173]

Cf. Dr. Desfossés,

La gymnastique respiratoire chez les enfants

, Paris, 1900. Cf. Tambêm P. Barth,

Pedagogia e Didatica

, trad. ital., Turim, 1917, pág. 453 e segs.

[174]

Cf. Dr. E. Toulouse,

Le Cerveau

, Paris, 1901; Th. Ribot,

Les maladies de la mémoire

, Paris, 1900; Ch. Richet,

Essai de psychologie générale

, Paris, 1912.

[175]

Cf. Claude Bernard,

La science expérimentale

, Paris, 1878, págs. 367-403; K. Pearson,

La grammaire de la science

, trad. franç. do inglês, Paris, 1912, pág. 49 e segs.

[176]

Cf. R. Turro,

La méthode objective

, apud

Revue philosophique

, n.

os

10 e 11, de out. e nov. de 1916.

[177]

Cf. G. Bohn,

La nouvelle psychologie animale

, cit., pág. 17 e segs.

[178]

Cf. Jacques Loeb,

Die Bedeutung der Tropismen für die Tierpsycholog.

; E. Gley,

Études de psychologie physiol. et pathol.

, Paris, 1903.

[179]

Cf. Ch. Richet,

Dictionnaire de physiol.

, pal.

cerveau

; W. James,

Principii dí psicologia

, trad. ital., Milão, 1909, pág. 10-91.

[180]

Cf. James Sully,

Études sur l'enfance

, trad. franç., Paris, 1898; Ch. Letourneau,

La psychologie éthnique

, Paris, 1900.

[181]

Cf.

Traité International de Psychologie Pathologique

, Paris, 1911-1912, T. I, cit.; P. Flechsig,

Études sur le cerveau

, trad. franç., Paris, 1898; J. P. Morat,

Traité de physiologie

(Fonctions d'innervation), Paris, 1902; W. Bechterew,

La psychologie objective

, Paris, 1913; Meumann,

Experimentelle Pädagogik

, 1907; W. James,

Principii di psicologia

, cit.

[182]

Cf. Ch. Letourneau,

La psychol. éthn.

, cit.

[183]

Cf. J. Deniker,

Les races et les peuples de la terre

, cit., pág. 119 e segs.

[184]

Traité Intern. de psychol. pathol.

T. I, cit., pág. 472.

[185]

As

notações

que o

diagrama

(

fig. n.º 19

) exprime, pertencem aos

cânones antropométricos

, expostos a páginas 85-104.

[186]

Cf. J. Deniker,

Ob. cit.

, pág. 123;

Traité intern. de psych. pathol.

, cit. T. I, págs. 297-314; H. Höffding,

Esquisse d'une psychologie fondée sur l'expérience

, Paris, 1909, págs. 39-94; 118-122; W. James,

Ob. cit.

; Preyer,

L'âme de l'enfant

, págs. 298—304.

[187]

Os

elementos

que consideramos para a

concepção

desta

curva

, assim como os da

curva da consciência

(

fig. n.º 22

) são hauridos dos

testemunhos dos psicólogos e dos fisiologistas

, dispersos pelos

livros de sciência

, e tambêm da

observação e da experiência pessoal

. A

forma gráfica dessa concepção

é absolutamente original.

[188]

Cf. o pref. do T. II do

Traité international de psychologie pathologique

, cit.

[189]

Cf. Ch. Feré,

Sensation et mouvement

, Paris, 1900, pág. 94 e segs.

[190]

Cf. B. Perez,

Les trois premières années de l'enfant

, Paris, 1911, com pref. de James Sully; págs. 1-9.

[191]

Cf. páginas 18 e segs. Cf. Preyer,

L'âme de l'enfant

, trad. franç. cit; B. Perez,

Les trois premières années de l'enfant

, Paris, 1911; A criança, quando

nasce

, exerce duas espécies de

actividades

(ambas inconscientes): 1)

reacções

, consecutivas a

excitações

(reflexas); 2)

actos hereditários

, necessários à manutenção da vida (instintos). Os

centros nervosos

dêstes

movimentos

encontram-se no

eixo cinzento

(medula) e nos

centros sub-corticais

.

[192]

A

linguagem

é função do

sistema nervoso

. Depois dos

centros nervosos hereditários

, e dos

centros corticais sensoriais

, o primeiro

centro

que se organiza é o da

linguagem falada

; mas esta só existirá verdadeiramente, quando existir uma perfeita

imagem cerebral

, isto é, uma

idea

ou um

símbolo

, de que seja expressão.

Aos

sons inarticulados

do

recêm-nascido

(puras

reflexas

do

sistema nervoso

), segue-se a

linguagem imitativa

e

balbuciada

do

infante

; depois a

palavra rudimentar

da criança que atinge o fim do

primeiro ano

; e só, por último, é que surge a

linguagem propriamente dita

, isto é, a

linguagem, como expressão do pensamento

. Cf. Dr. Alves dos Santos,

Elementos de Filosofia scientífica

, 2.ª ed., Lisboa, 1918, pág. 221 e segs.;

Revue Philosophique

, Jan. de 1918, fasc. n.º 1.

[193]

Pertencem à

adolescência

e ao

período peri-pubertário

, como características, que lhes são

específicas

:

1)

espírito combativo

e

audaz

;

2)

optimismo

;

ingenuidade

;

consciência do próprio valor

;

3)

coragem

;

luta contra o mêdo

;

4)

egotismo

ou

egocentrismo

(expansão da

personalidade

;

amor de si

);

5)

sociabilidade

;

6)

instabilidade

(mental e moral);

7)

superactividade e dinamogenia dos sentimentos

;

etc.

,

etc.

Cf. Pierre Mendousse,

L'âme de l'adolescent

, Paris, 1911; G. Compayré,

L'adolescence

, Paris, 1909.

[194]

A êste

paralelismo

chama A. Marie:

lei da simultaneidade e da correlação necessária entre a energia nervosa e a actividade mental

.

[195]

Meios de fortuna

ou

recursos materiais dos pais ou tutores

.

[196]

Conduta

(normal ou anormal)

da família

.

[197]

Profissão dos progenitores ou tutores.

[198]

Oficial, particular ou doméstico.

[199]

Fisiológicos e patológicos.

[200]

Dentição, marcha, fala

(épocas em que se produziram).

[201]

Acidentes

(doenças, quedas, traumatismos, assimetrias).

[202]

Bom, mau, péssimo; grande, pequeno, médio; nutrido, magro, esquelético; esbelto, atarracado.

[203]

Estado da

pele

; sua coloração e dos

cabelos

.

[204]

«Crescimento» (normal ou anormal) do

sistema ósseo

.

[205]

Estado da

bôca

e dos

dentes

.

[206]

Determinação da

capacidade vital

(quantidade de ar que podem conter os

pulmões

dilatados): 3 a 4,

m3

no adulto, normal.

Freqùência de respiração

: a) no

adulto

, normal, 14 a 18

respirações

, por minuto; b) no

recêm-nascido

, 50; c) nas

idades

intermediárias, entre 15 e 45, caminhando para êsses extremos, consoante a

criança

, pela sua idade, se aproxima ou afasta da

recêm-nascença

. Cada

respiração

compreende uma

inspiração

e uma

expiração

. A

capacidade vital

mede-se com o

espirómetro

.

[207]

estado da

circulação sanguínea

pode apreciar-se, por meio do

cardiógrafo

(que mede ou regista as

pulsações do coração

), do

pneumógrafo

(que avalia a

amplitude torácica

), e do

esfigmógrafo

(que mede as

pulsações da artéria radial

(pulso). Segundo Mathias Duval, o número médio de

pulsações

, por minuto (medidas com o auxílio dum

relógio

,

de segundos

), em regra, é: à

nascença

, 160 a 180; 2) no

fim do primeiro ano

, 100 a 115; 3) na

puerícia

(pelos 7 anos), 90 a 100; 4) no

período peri-pubertário

, de 80 a 90; 5) na

idade adulta

, 70 a 75.

[208]

Desenvolvimento dos

órgãos genitais

; e sinais da

puberdade

.

[209]

Desenvolvimento da

musculatura

.

[210]

Tonus

ou

capacidade de reacção

.

[211]

Defeitos de

construção orgânica

.

[212]

Modificações

sobrevindas, durante o «crescimento».

[213]

Fôrça muscular

(das mãos, dos rins, etc.), medida pelos

dinamómetros

.

[214]

Fadiga física

e

fadiga mental

; sua medida, por

processos directos

e

indirectos

.

[215]

Observação geral

: Tòdas as

medidas

são tomadas sôbre a

criança nua

. O

material pedométrico

é o

auxanómetro de Paul Godin

: dois

compassos de espessura

(um, mais pequeno, para

medidas cranianas

; outro, maior, para os

diâmetros torácicos

); uma

fita métrica inextensível

, para as

circunferências

; e uma

balança de precisão

, para as

pesagens

.

O

perímetro torácico

mede-se à altura da extremidade inferior do

esterno

, na sua articulação com o

apêndice xifóide

.

O

diâmetro vertical do crânio

toma-se, desde o

vértex

ao

anti-tragus

.

O

diâmetro vertical do tronco

mede-se, desde a

fúrcula esternal

até ao

grande-trocânter

.

Antebraço (máximo) representa a

grossura muscular

; (mínimo) representa a

grossura óssea

(pulso).

[216]

E (estatura) B (busto).

[217]

C (cérebro) V (vísceras).

[218]

O (ossatura).

[219]

S (superfície do corpo) E (estatura) D (diâmetro ântero-posterior máximo do crânio) d (diâmetro bi-acromial).

[220]

Eclosão pilar do púbis.

Primeiros sinais da

Puberdade

.

[221]

Instalação da Puberdade.

P (púbis) A (axilas).

[222]

Encerramento do

período pubertário

.

[223]

D. tr. (diâmetro transverso do crânio) D. ant. p. m. (diâmetro ântero-posterior máximo do crânio).

[224]

D. transv. (diâmetro transverso do tórax) D. ant. post. (diâmetro ântero-posterior do tórax).

[225]

D. s. p. b. (diâmetro sacro-púbico da bacia) Dist. cr. ilíacas (distância entre as

cristas ilíacas

).

[226]

É a

fórmula de Pignet

.—C. R. (coeficiente de robustez física) E (estatura) P (pêso) Per. T. (perímetro torácio) insp. (inspiração) exp. (expiração).

[227]

Índice do tronco

.

[228]

Cf. pág. 48.

[229]

Cf. pág. 53.

[230]

Aparição da

Puberdade

.

[231]

Instalação da

Puberdade

.

[232]

Encerramento da

Puberdade

.

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