INTRODUÇÃO
Reading edition
I A criança; sua concepção bio-psíquica e social
1.—Como
organismo vivo
que é, a
criança
, do mesmo modo que as
plantas
e os
animais
, está sujeita às
leis físico-químicas
e
biológicas
, que regulam a
actividade
de todos os
sêres vivos
, que existem à superfície da terra.
Mas, alêm da
vida vegetativa
, que pertence às
plantas
, e da
vida sensitiva
, que é própria dos
animais superiores
, possue ainda a
criança
a
vida intelectual
, apenas partilhada com o
homem
, do qual incessantemente se aproxima, desde o início da sua
evolução
.
2.—Por virtude da
vida vegetativa
, a criança «
cresce
», isto é,
aumenta de volume e de densidade
, à medida que se afasta do
nascimento
, de conformidade com as
leis específicas
, que determinam o
ritmo
e as outras
características
dêsse «
crescimento
».
Sob êste aspecto, a
criança
não tem outra
função
senão a de «
crescer
», isto é, de adquirir um
desenvolvimento somático
, cujo termo, em
circunstâncias normais
, só à
hereditariedade
pertence estabelecer e fixar.
3.—Mercê da
vida sensitiva
que, no sentido rigoroso do têrmo, é apanágio exclusivo dos sêres dotados dum
sistema nervoso
, a
criança
aprende, cada vez com maior eficácia e precisão, a manter com o
meio
, em que tem de viver, o
equilíbrio
, de que carece, para a conservação da sua
vida
, isto é, a
adaptar-se
.
Seja qual fôr o conceito que se fizer da
sensação
, como expressão mais simples, e elemento irredutível da
consciência
; mas, tendo em vista o
processo evolutivo
da
diferenciação
e da
complexidade orgânica
, não padece dúvida que o
fenómeno da irritabilidade
, que já se encontra no
mundo vegetal
, de par com os
tropismos das plantas
, pode ajudar a esclarecer o
mistério
da
sensibilidade geral
, que os
animais superiores
tambêm usufruem, e por cuja virtude a
criança
se torna capaz de tirar o máximo proveito das suas
experiências
, em relação ao
mundo externo
[2]
.
4.—Finalmente, pela
vida do pensamento
, que se manifesta sempre em perfeita correlação com o
desenvolvimento cerebral
, a criança adquire a
capacidade de reagir
, por um
dinamismo progressivo
, à
acção das influências cosmo-telúricas
, subtraíndo-se a essas e a outras
influências
, ou atenuando-as, em proveito da sua
individualidade
.
Manifestações desta
vida
(tambêm chamada
de relação
), alêm da
espontaneidade
, que torna possível a resistência ao
automatismo dos instintos
e dos
hábitos orgânicos
, são a
reflexão
, que prepara o advento e a consolidação da
personalidade
, e a tendência de
integração no meio social
, como uma das bases essenciais do
carácter
[3]
.
5.—Importa, porêm, advertir que, apesar desta tríplice
existência funcional
, a
vida da criança
, como a do
homem
, não se scinde, nem sofre
soluções de continuidade
, antes constitue uma
unidade orgânica
, e uma
concentração de energias
, que não divergem entre si, senão pelo
mecanismo
, a que dão origem, e pelas
tendências
e
impulsividades
, que despertam
[4]
.
6.—Vê-se, pois, que a
criança
, na integral complexidade dos
elementos
que a constituem, e na plenitude das
fôrças
que a caracterizam, é um
organismo
, cuja
estrutura
e
actividade
dependem, não sómente das
energias físico-químicas
, a que todo o
Universo
está sujeito, como tambêm sofrem a influência de tôdas as
leis biológicas e psíquicas
, que interveem, tanto na formação da
consciência reflexa do homem adulto
, como na
dinamogenia dos instintos
, que engendram a
vida social
[5]
.
II Sciências da Criança: Pedologia, Psico-pedagogia Pedagogia experimental; outros ramos da Pedagogia
1.—A
pedagogia moderna
, aceitando a proposta do professor Blum, de Lyon
[6]
, emprega a palavra
pedologia
para designar a
sciência natural da criança
[7]
.
Mas a
criança
pode ser estudada
em si mesma
, sem outro intuito que não seja o de a
conhecermos
, do mesmo modo que o botanista estuda as
plantas
, ou o entomólogo, os
costumes dos animais
. Neste caso, o
estudo
da criança será
desinteressado
; e, para ser profícuo, não poderá deixar de submeter-se às
regras do método
, que a sciência preconiza para a
investigação
de não importa que
fenómenos da natureza
. Teremos, então, a
pedologia pura
que, sendo o
estudo integral da criança
, compreende:
1) a
biologia infantil
(conhecimento da
natureza física da criança
, em todos os
estádios da sua evolução
);
2) a
psicologia infantil
(estudo da
mentalidade da criança
); e
3) a
sociologia infantil
(estudo da
sociabilidade da criança
).
Pelo seu lado, cada um dêstes
ramos
da
pedologia
subdivide-se ainda em diferentes
capítulos
, consoante as necessidades da
especialização scientífica
.
Assim, a
biologia infantil
ou
fisio-pedologia
inclue o estudo da
anatomia
e da
fisiologia do embrião
; do
recêm-nascido
; e da
criança
, em tôdas as
idades do «crescimento»
[8]
.
A
psicologia infantil
ou
psico-pedologia
, consoante descreve os
processos mentais da criança
, ou procura explicar a
sua origem e evolução
, assim se denomina
estrutural
ou
estática
, e
funcional
ou
dinâmica
[9]
.
A
psico-pedologia estrutural
deve os seus mais assinalados progressos aos
trabalhos
de Tiedemann, Sigismund, Kussmaul, Preyer, etc.
[10]
Quanto à
psico-pedologia dinâmica
, importa ainda distinguir o estudo dos
processos mentais da criança
, na sua
continuidade vital (genética)
, ou no seu
funcionamento orgânico (cinemática)
, como fizeram, alêm doutros psicólogos notáveis, John Dewey, de Chicago, e o seu discípulo Irving King
[11]
.
2.—Considerando, porêm, a
criança
, sob um
aspecto utilitário
, isto é, estudando-a com
determinados intuitos
, ou para
determinado fim
, é da
pedologia aplicada
que temos de nos socorrer, ou da
pedotecnia
, como agora se diz.
Esta tambêm sofre divisões, conforme incide sobre a
criança doente
, que importa
curar (pediatria)
, ou sobre a
criança delinqùente
, que é necessário
regenerar (pedotecnia judiciária)
, ou ainda sobre a
criança
, que nos propomos
educar (pedagogia experimental)
.
A
pediatria
compreende a
higiene infantil
, a
clínica infantil
e a
psiquiatria infantil
; e a
pedotecnia judiciária
subdivide-se em
criminologia infantil
, e
profiláctica pedológica
.
Resta a
pedagogia experimental
, que se desdobra na
psico-pedagogia
(
psicologia infantil
aplicada à
pedagogia
), na
higiene escolar
, e na
ortofrenia
(estudo das
crianças mentalmente anormais
).
O
esquêma
que, a seguir, publicamos condensa e mostra as relações que as
sciências pedológicas
manteem, entre si.
Como se observa, nêsse
quadro
, pelo lugar que nêle ocupa, a
pedagogia experimental
é a sciência que aplica ao estudo da
criança normal
os
princípios
da
pedologia teórica ou pura
, no intuito de a
educar
.
3.—Há, porêm, outros
ramos da pedagogia
que, embora na aparência independentes, todavia, não derivam doutra
fonte
que não seja da
pedologia
:
sciência comum e geral da criança
. São os seguintes:
1) a
pedagogia filosófica
, que estuda as
questões gerais da pedagogia e da pedologia
(
conceito e natureza da educação
;
fins
a que tende;
leis
que a regulam;
possibilidade e necessidade da educação
;
factores da educação
; e seus
agentes
;
princípios gerais
e
fundamentais da pedagogia
[12]
;
2) a
pedagogia histórica
, que estuda os
sistemas de educação
,
na vida da humanidade
,
através da história
[13]
;
3) a
pedagogia propedêutica
, ou
arte de educar
(aprendizagem da
técnica do ensino
);
4) a
pedagogia escolar
, que se ocupa da
organização material e pedagógica das escolas
[14]
;
5) e, finalmente, a
pedagogia administrativa
, que trata da
administração e do govêrno do ensino
[15]
.
anatomia infantil.
Bio-pedologia (Somática)
fisiologia infantil.
estrutural.
Geral ou pura (Desinteressada) Psico-pedologia (Psíquica) genética.
funcional
cinemática.
Sócio-pedologia. (Social)
higiene infantil.
pedologia (Sciência natural da criança).[16] Pediatria (a criança doente ou anormal) clinica infantil.
psiquiatria infantil.
criminologia infantil.
Aplicada ou Pedotecnia (Intencional) Pedotecnia Judiciária (a criança delinqùente)
profiláctica pedológica.
psico-diagnóstica.
psico-pedagogia
psico-técnica.
Pedagogia experimental (a criança sã e normal) higiene escolar.
ortofrenia.
III A vida da criança; fases que atravessa durante o «crescimento», ou idades da evolução do organismo humano
1.—A
vida da criança
, tanto sob o ponto de vista
somático
, como em relação à sua
actividade psíquica
, varia com a
idade
e com o
sexo
; e difere, não só
em quantidade
, como tambêm e principalmente
em qualidade
, da vida do adulto
[17]
.
A existência incontestável desta
diferenciação estrutural e dinâmica
das crianças entre si, e da
criança
com o
adulto
, levanta o problema dos
factores do desenvolvimento
, e o da
progressão funcional das energias bio-psíquicas
, que nêle interveem.
¿Em que medida é que a
hereditariedade
e o
meio
influem na
evolução da criança
; e porque é que o
aparecimento
e a
acção dos processos psíquicos
estão sujeitos à lei do
progresso contínuo
?
Dum modo mais geral, pode preguntar-se, se existe alguma relação entre o
desenvolvimento bio-psíquico da criança
e o da
espécie humana
, através das
idades geológicas
; ou se, pelo contrário, a
doutrina da recapitulação
carece de
apoio sólido
, em que se firme
[18]
.
Nós, remetendo o leitor para os
estudos especializados
, que se referem à
interpretação genética das energias orgânicas do crescimento
, e à
apreciação das influências mesológicas
, que sôbre elas agem
[19]
, passamos à enumeração das
fases da vida das crianças
, de conformidade com o
critério fisiológico da dentição, combinado com o da maturidade sexual
[20]
.
2.—São seis as
idades da evolução do organismo humano
, desde o início da
vida extra-uterina
, até à
idade adulta
:
1)
recêm-nascença
(até ao fim do
primeiro mês
, depois do
nascimento
);
2)
infância
(desde o fim do
primeiro mês
, até aos
três anos
);
3)
puerícia
(desde os
três anos
, até aos
sete
);
4)
adolescência
(desde os
sete
, até à idade que oscila, para os rapazes,
entre os doze e os catorze anos
; para as raparigas,
entre os onze e os treze
);
5)
puberdade
(desde o
fim da adolescência
, até a
uma época
que, segundo as circunstâncias, tambêm varia, em relação a cada
sexo
; não indo, porêm, entre nós, em regra, alêm dos
dezasseis anos
, para os rapazes, e dos
quinze
para as raparigas);
6)
nubilidade
(desde os
quinze ou dezasseis
anos, até aos
vinte
)
[21]
.
3.—A
recêm-nascença
inicia-se pela
crise
, resultante da passagem da
vida intra-uterina
do
feto
para a
vida extra-uterina
; e assinala-se, no
recêm-nascido
, pela existência de
características
, que importam o mais absoluto
automatismo
[22]
.
À
criança que vem de nascer
, chamou Virchow «
um ser espinhal
», para significar, sem dúvida, que é como um
anencéfalo
, que ela se comporta, em todos os seus movimentos.
Efectivamente, o
recêm-nascido
é uma pura
máquina de reflexas
, que a
necessidade de adaptação ao meio
exclusivamente acciona,
sob risco de morte
. A
espontaneidade
só virá com o
funcionamento sensorial
que, nesta curtíssima
idade
, só muito imperfeitamente se manifesta
[23]
.
4.—A
infância
é a época, em que se completa a
primeira dentição
(os vinte
dentes do leite
)
[24]
; e em que, ao
ser fisiológico
, que era a
criança
, se ajunta agora um
ser intelectual
[25]
.
Compreende duas
fases principais
, indo a
primeira
, desde o início do
segundo mês
, até aos
catorze ou dezasseis
meses
; e a
segunda
, desde aí, até aos
três anos completos
.
Infância
, quer dizer:
idade em que se não fala
(de
infans
,
antis
); todavia, a partir dos
doze ou trêze mêses
, a criança principia já a emitir
sons articulados
; e, desde os
dezoito
até aos
vinte e quatro
, mostra-se possuidora da
linguagem pròpriamente dita
[26]
.
Alêm desta aquisição, tambêm pertence à
segunda fase da infância
a
auto-locomoção
ou a
marcha
, que entra de ensaiar-se, em regra, nos rapazes, entre os
doze e os dezasseis mêses
; e, nas raparigas, entre os
dez e os quinze
[27]
.
5.—À terceira
idade do «crescimento»
chamou (e com muita propriedade) o nosso Garrett
puerícia
(de
puer
,
ĕris
). É a
segunda infância
, dos franceses, que se compreende entre os
três anos
e os
sete
(início da
segunda dentição
, que apenas se completará, aos
vinte anos
)
[28]
.
Como, em seu lugar, veremos, as
tendências
dominantes desta
idade
são os
jogos
; a
imitação activa
; a
sugestibilidade
; e os
interesses
, que predominam, ligam-se ao
desenvolvimento da vida mental
.
6.—A
fase peri-pubertária
costuma designar-se pela palavra
adolescência
(de
adolĕscens
,
ĕntis
).



10 anos 11 anos 12 anos
Alunos do Colégio Moderno fase pubertária


14 anos 15 anos
Nesta
idade
, como veremos, «a
criança
principia a
emancipar-se
; a sua
personalidade
desenha-se, esboça-se»
[29]
; numa palavra, a
natureza
, neste
estádio da evolução
, cuida de preparar o
individuo
para a grande
transformação orgânica e psíquica
, que vai ser realizada, na idade seguinte.
7.—Essa
idade
é a
puberdade
.
Segundo Paul Godin, a
fase pubertária
é «o momento do desenvolvimento humano, em que o
poder germinal
orienta tôdas as fôrças do organismo para a
função da reprodução
»
[30]
.
Outros chamam-lhe a
idade crítica
; o
eixo do crescimento
; e todos são concordes em atribuir os
desequilibrios biológicos e psíquicos
, em que é fertil, à
convulsão orgânica
, produzida pelo
despertar do gérmen vivo
, que
dormitava na criança
, desde o dia do
nascimento
.
A
puberdade
, cuja aparição, entre nós, eu tenho estudado
[31]
, alêm dos
efeitos pilares do púbis e das axilas
, da
mudança da voz
e, no sexo feminino, do aparecimento do
fluxo menstrual
, manifesta-se tambêm pelo aumento do
tecido conjuntivo
, pelo engrossamento dos
ossos
, pelo robustecimento dos
músculos
, e pelo máximo de
volume e densidade do cérebro
[32]
.
8.—A última
fase da evolução
é a
nubilidade
, que muitos identificam já com a
idade adulta
.
O
indivíduo
, perdendo as
características infantis
, diferenciou-se, segundo a
lei dos sexos
; e tornou-se definitivamente apto para
viver sobre si
, e para assegurar a
persistência da espécie
.
IV Elementos e subsídios, de que podemos dispor, para a constituição de uma pedologia nacional
1.—De modo análogo ao que sucede em países estrangeiros, tambêm, entre nós, se há procurado obter (embora com fortuna vária)
factos em primeira mão
, que possam esclarecer os
problemas relativos ao «crescimento» da criança portuguesa
.
Podem considerar-se como
centros de investigação pedológica
os seguintes
institutos
:
1) a
Escola-oficina n.º 1
, de Lisboa, que é uma
escola de ensino integral e de preparação profissional
, destinada a
adolescentes
(dos 7 aos 14 anos)
[33]
;
2) o
Instituto médico-pedagógico da Casa Pia
, de Lisboa, dirigido pelo ilustre pedagogista, Dr. Costa Ferreira, que é autor de
publicações
interessantes sobre
pedologia
;
3) a
Tutoria do Pôrto
, onde teem sido feitos
exames e observações antropométricas e psiquiátricas em menores delinqùentes
, pelo distinto antropologista, Dr. Mendes Corrêa;
4) a
Tutoria de Lisboa
, de que foi
juiz presidente
o Dr. Pedro de Castro
[34]
;
5) a
Sociedade de estudos pedagógicos
[35]
;
6) a
Escola preparatória Rodrigues Sampaio
, de que foi director o consideradíssimo professor e eminente pedagogista, Dr. Adolfo Coelho;
7) a
Escola Central de Reforma, de Caxias
, dirigida pelo P.
e
António d'Oliveira;
8) o
Laboratório de psicologia experimental da Faculdade de Letras da Universidade de Coímbra
, que nós fundámos e dirigimos, por deliberação desta
Faculdade
, que, em 1912, nos mandou à França e à Suíça, a fim de estudarmos a organização dos
laboratórios psicológicos
, e de adquirirmos os
utensílios
e
aparelhos necessários
para o funcionamento de um, em Coímbra
[36]
.
2.—Algumas das
investigações
, realizadas nestes
Institutos
, tanto sobre
pedometria
, como sobre
psico-física dos órgãos dos sentidos
, e outros
processos psicométricos
, foram divulgadas pela
imprensa
; mas o maior número das
observações
e
experiências pedológicas
, de que felizmente podemos dispor, tem-se conservado
inédito
, mercê de várias causas, entre as quais avulta aquela que se refere à carência de
recursos pecuniários
, para ocorrer às despesas a efectuar com a sua publicação, dada a criminosa
indiferença do Estado
por esta
ordem de serviços
, que tem reputado de
somenos importância
, visto que ainda se não resolveu a votar as
verbas necessárias
para a sua
organização
, como
base essencial
de todo o
sistema de ensino público
e de tôda a
obra de educação nacional
.
No
laboratório de psicologia
da Universidade de Coímbra, desde 1912, que se não cessa de
observar
e
experimentar
sobre
crianças
e
adultos
, no intuito de esclarecer alguns dos mais importantes
problemas da psico-física
, da
psico-fisiologia
e da
pedologia
, sendo considerável já o
dossier
dos
trabalhos realizados
, principalmente na parte que se refere à
acuidade sensorial
;
função mnésica
;
tempos de reacção
;
ergografia
;
sugestibilidade
;
psico-patologia da atenção, da imaginação, da inteligência
;
sentido cromático
;
doenças oculares
;
psicologia do testemunho
;
dinamogenia dos sentimentos
; etc.; etc.
Universidade de Coímbra:
Laboratório de Psicologia Experimental
Sala de conferências

Sala do laboratório

Os
resultados
de tôdas estas
experiências
serão devidamente considerados, no presente trabalho (principalmente, no 2.º volume), de par com as
observações e estudos
análogos feitos nos outros
estabelecimentos
que indicamos.
V Bibliografia portuguesa de assuntos relativos à psicologia e à pedologia
1.—
Questões gerais de pedagogia e pedologia:
1) Almeida Garrett,
Da Educação
, 1.ª ed. Londres, 1829;
2) Dr. Adolfo Coelho,
Os elementos tradicionais da educação
, Pôrto, 1883;
3) Idem,
Questões pedagógicas
(os exercícios militares na escola), separata do
Instituto
, Coímbra, 1911;
4) Idem,
A pedagogia do povo português
, apud
Portugalia
, V. I, fasc. I;
5) Idem,
O estudo da criança
, apud "
A Tutoria
" (revista mensal defensora da infância), n.
os
correspondentes aos anos de 1912 e 1913, Lisboa;
6) Idem,
Educação e Pedagogia
, apud
Boletim da Direcção Geral de Instrução Pública
, Lisboa, 1902, fasc. I-V;
7) Dr. Alves dos Santos,
A nossa escola primária
, Pôrto, 1910;
8) Idem,
O ensino primário em Portugal
(nas suas relações com a história geral da Nação), Pôrto, 1913;
9) Agostinho de Campos,
Educação e Ensino
, Pôrto, 1911;
10) Idem,
Casa de pais, escola de filhos
, 3.ª ed., Lisboa, 1917;
11) D. Virgínia de Castro e Almeida,
Como devemos criar e educar os nossos filhos
, Lisboa, 1908;
12) Idem,
Como devo governar a minha casa
, Lisboa, 1916;
13) Carneiro de Moura,
A instrução educativa e a organização geral do Estado
, Lisboa, 1909;
14) Faria de Vasconcelos,
Lições de Pedologia e Pedagogia experimental
, Lisboa;
15) Mário Fortes,
Manual de educação fisica
, Viseu, 1906;
16) F. Palyart Pinto Ferreira,
Algumas notas pedagógicas
, Lisboa, 1916;
17) António Sérgio,
Educação Cívica
, Pôrto;
18) Luísa Sérgio,
O Método Montessori
, Pôrto;
19) Dr. Mendes Corrêa,
Crianças delinqùentes
, Coímbra, 1915;
20) P.
e
António d'Oliveira,
Criminalidade-Educação
, Lisboa, 1918;
21) J. Augusto Coelho,
Manual Prático de Pedagogia
, Pôrto.
2.—
Assuntos especiais, e monografias sobre pedometria e pedotecnia:
1) Dr. Alves dos Santos,
Psicologia e Pedologia
, Coímbra, 1913;
2) Idem,
O Crescimento da criança portuguesa
, Coímbra, 1917;
3) J. Freire de Matos,
Medida da atenção, por meio dos tempos de reacção
, apud
Revista da Universidade de Coímbra
, vol. IV, n.
os
2 e 3;
4) A. C. Barroso da Silveira,
Determinação do valor físico do adulto
(memento das mensurações mais importantes do corpo humano), Lisboa, 1917;
5) Dr. Costa Ferreira,
O pêso do corpo da criança
, apud
Archivo de Anatomia e anthropologia
, Lisboa, 1915, vol. 3.º, n.º 2;
6) Idem,
Sobre psicologia e pedagogia do gesto
, Lisboa, 1916;
7) Idem,
Sobre umas provas de exame da atenção voluntária visual
, Coímbra, 1916;
8) Idem,
Agudeza visual e auditiva das crianças
, Lisboa, 1916;
9) Idem,
A visão das côres
, Coímbra, 1916;
10) Idem,
Auxanometria Militar
, Lisboa, 1917;
11) Idem,
Sobre a pigmentação da íris nalguns escolares portugueses
, Coímbra, 1918;
12) A. Pires de Lima,
Jogos e canções infantis
, Pôrto, 1916;
13) António Alfredo Alves,
Jogos infantis
, apud
Revista de Educação
(boletim da S. E. P.), Lisboa, 1912, n.º 4;
14) Alberto Pessoa,
A prova testemunhal
, Coímbra, 1913;
15) Costa Sacadura,
A escrita direita e a escrita inclinada
(sua influência na função respiratória), Lisboa, 1907;
16) Eugénio de Castro Rodrigues,
Méthodes d'enseignement dans les écoles primaires
, Lisboa, 1900;
17) Salvador Marques,
Algumas palavras em defesa da criança
, Lisboa, 1918;
18) Novais e Sousa,
Assistência e Maternidade
, Coímbra, 1915;
19) Costa Ferreira e José Pontes,
Wounded of the war at the Institute of S.
ta
Isabel
, Lisboa, 1918;
20) A. M. de Lima Carvalho,
A reeducação da fala dos gagos e tatibitátes
(tratado de ortofonia), Coímbra, 1918;
21) Costa Santos,
Higiene ocular
, Lisboa, 1914;
22) A. Aurélio da Costa Ferreira,
Dois sphygmogramas de gagos
, Lisboa, 1918.