II
Reading edition
A geographia classica não é de todo omissa a respeito d'esta antiga povoação. O testimunho de Plinio, que é o A. mais expresso, vem a ser o seguinte: A Durio Lusitania incipit. Turduli veteres, Paesuri, flumen Vagia[3], Oppidum Talabrica, Oppidum et flumen Aeminium, Oppida Coniumbrica,{9} Collippo, Eburobritium. (C. Plinii Secundi, Nat. Hist., ed. de Detlefsen, IIII, 113). Isto tem o ar de uma sêca enumeração chorographica, que se desdoba do norte para o sul, a contar do Douro, e que, restringida ao nosso caso, nos dá esta sequencia:
a) rio Vouga;
b) cidade de Talabrica;
c) cidade e rio de Aeminio (Coimbra);
d) e as cidades de Conimbrica (Condeixa),
e) Collippo (Leiria) e
f) Eburobricio (Obidos, Vejam-se Relig. da Lusit., II, 31).
Se não fôr certo, como não me parece, que Vouga é ao norte de Talabriga e este oppido ao sul do mesmo rio, pelo menos conclue-se que Talabriga vizinha de um lado ou outro aquelle estuario.
Não trago nenhum outro autor antigo, porque elles não adeantam o problema chorographico. Na Cosmografia de Ravennate (ed. de Pinder & Parthey, p. 307) Talabrica apparece transformada em Terebrica e fica na seguinte localização relativa: Olisipona—Terebrica—Langobrica—Cenoopido—Calo...