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Despedidas: 1895-1899

Monologo d'Outubro

Reading edition

A MEU IRMÃO AUGUSTO

Outomno, meu Outomno, ah! não te vás embora! Ás minhas, eu comparo as tuas extranhezas. Ah! nos teus dias não ha Julhos nem aurora, E só crepusculos... Crepusculos são tristezas! E tu que já passaste o Outomno só commigo Não pensas ao cahir de tantas agonias Nas minhas, que tu sabes, ó meu melhor amigo? Cahi, folhas, cahi! tombae melancholias! Ides morrer, folhas! mas morrer que importa? Lá vae mais uma... mal nasceu e já vae morta. Levaes saudades? Coitadinha, sois tão nova! Tendes razão? Nem sei a fallar a verdade. Tombar quizera eu, só p'ra esquecer. Saudade, Irmão, não a terei tambem, lá pela cova?...

Foz, 1897.

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