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Despedidas: 1895-1899

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Reading edition

O mar que embala, ás noites, o teu somno É o mesmo, flor! que á noite embala o meu. Mas em vão canta a minha ama do Outomno, Pois pouco dorme quem muito soffreu. Mas tu feliz qual rainha sobre o throno, Dormes e sonhas... no que, bem sei eu! O teu cabello solto ao abandono, As mãos erguidas de fallar ao céo... Feliz! feliz de ti, doce Constança! Reza por mim, na tua voz chymerica, Uma Avè-Maria de Esperança! Por minha saude e gloria (Deus m'a dê) Por essa viagem que vou dar a America... Quando, um dia, voltar, dir-te-ei porquê!

Ilha da Madeira, maio, 1898.

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