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Despedidas: 1895-1899

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Reading edition

Pedi-te a fé, Senhor! pedi-te a graça, Mas não te curvas nunca, p'ra me ouvir. Tudo acaba no mundo... tudo passa, Mas só meu mal se foi e torna a vir. Não busco a morte com arma ou veneno, Mas emfim póde vir quando quizer. Eu estarei de pé, firme e sereno, Sorrir-lhe-hei até, quando vier. Tristes vaidades d'este pobre mundo! Já me parecem taes como ellas são: Tristes mizerias deste mar sem fundo. Se tive algumas eu, na mocidade, Não foram ellas mais que uma illuzão. E um dia eu ri da minha ingenuidade!

Lisboa, janeiro, 1898.

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