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Despedidas: 1895-1899

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O Senhor, cuja Lei é sempre justa, Deu-me uma infortunada mocidade, Talvez para eu saber (o que é verdade) Quanto é bom ser feliz, mas quanto custa! Feliz de quem no mundo sem piedade, Encontrou alma que lhe entenda a sua, Que o mesmo é que ter na mão a Lua Tão longe n'essa triste Eternidade! Os meus dias passavam tristemente Quando encontrei o teu olhar ridente: Foi a bençam de luz da Mãe de Deus! Vaes deixar-me de novo, só na vida! Ao cabo de viagem tão comprida Talvez sintas mais perto os olhos meus!

Ilha da Madeira, janeiro de 1899.

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