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Despedidas: 1895-1899

Affirmações religiosas

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Ó meus queridos! Ó meus S.tos limoeiros! Ó bons e simples padroeiros! Santos da minha muita devoção! Padres choupos! ó castanheiros! Basta de livros, basta de livreiros! Sinto-me farto de civilisação! Rezae por mim, ó minhas boas freiras Rezae por mim escuras oliveiras De Coimbra, em S.to Antonio de Olivaes: Tornae-me simples como eu era d'antes, Sol de Junho queima as minhas estantes Poupa-me a Biblia, Anthero... e pouco mais! No mar da Vida cheia de perigos Mais monstros ha, diziam os antigos, Que lá nas agoas d'esse outro mar. O que pensaes vós a respeito d'isto, Ó navegantes d'esse mar de Christo! Heroes, que tanto tendes que contar? Chorae por mim, ó prantos dos salgueiros, Pois entre os tristes eu sou dos primeiros! Lamentos ao luar, dos pinheiraes, E vós ó sombra triste das figueiras! Chorae por mim ó flôr das amendoeiras Chorae tambem ó verdes cannaviaes! E quando emfim, já farto de soffrer Eu um dia me fôr adormecer Para onde ha paz, maior que n'um convento: Cobri-me de vestes, ó folhas d'outomno, Ai não me deixeis no meu abandono! Chorae-me cyprestes, batidos do vento...

1897.

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