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O Oraculo do Passado, do presente e do Futuro (2/7)

O SUSPIRO

Reading edition

Vai, terno Suspiro meu, Ligeiro fendendo o ar, Nos labios da minha amada Saudosamente expirar.

Mas primeiro, o meu suspiro, Brando gira ante o meu seio, E podes alguns momentos Alli pousar sem receio.

N'esse logar delicioso Espreita a mais leve acção: Indaga attento por quem Suspira o seu coração.

Se um só ai do peito amante Lhe escapar e me pertença, Então, então não expires, Vem trazer-m'o sem detença.

Mas se aleivosa comigo A outrem seu ai mandar, Então nos labios da ingrata Tu deves logo expirar.

Nada mais lenho a dizer-te, Corre, vôa onde te ordeno, Brandos zefiros te guiem, Conserve-se o ar sereno.

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