*O DOENTE ROMANTICO*
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*O DOENTE ROMANTICO*
Eu sei que morrerei, discreta amante, Antes do inverno vir; mas, lentamente, Quero morrer á tua luz radiante, Como os tisicos á luz do sol poente!
Sou romantico assim! O tempo ardente Das chimeras vae longe! Vão, constante, Morrerei crendo em ti… e o azul distante Olhando como um sabio ou um doente!…
—Mas, eu não preso a tarde ensanguentada… Nem o rumor do Sol!—quero a calada Noute brumosa junto do Oceano…
E assim, sem ai nem dôr, entre a neblina, Morrer-me, como morre a balsamina, —E ouvindo, em sonho, os ais do teu piano.