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Claridades do sul

*DESPEDIDA AO SOL*

Reading edition

*DESPEDIDA AO SOL*

Adeus, adeus, ó Sol! grão moribundo Tão amado dos mysticos amantes! Vae dourando inda os ninhos e os mirantes E os sinceiraes, o Mar, o velho mundo!

Vae! vae! ó astro lyrico! no fundo Das aguas apagar-te!… Os teus instantes São curtos, coração largo e profundo! Mas da minha amargura semelhantes! E, no entanto, astro de fogo, astro tyrano! Se a tua chaga é funda, no Oceano Todo o teu sangue ali podes lavar!…

Mas eu recalco, ó Sol! meu mal no seío… Peja-me o pranto e a magoa!… e até receio Que os ais da minha dôr vibrem no ar!

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