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Claridades do sul

*A UM CORPO PERFEITO*

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*A UM CORPO PERFEITO*

Nenhum corpo mais lacteo e sem defeito Mais roseo, esculptural e femenino, Pode igualar-se ao seu, branco e divino Immovel, nù, sobre o comprido leito!—

Nada te eguala! O ferro do assassino Podia, hoje, matal-a, que o meu peito Seria o esquife embalsamado e fino D'aquelle corpo sem rival, perfeito.

Por isso é muito altiva e apetecida;— E o goso sensual de a vêr vencida Ha de ser forte, extranho e singular…

Como o das cousas dignas de castigo; —Ou d'um amante sacerdote antigo, Derrubando uma deusa d'um altar.

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