ESTOICISMO
Reading edition
Tu que não crês, nem amas, nem esperas, Espirito de eterna negação, Teu halito gelou-me o coração E destroçou-me da alma as primaveras…
Atravessando regiões austeras, Cheias de noite e cava escuridão, Como num sonho mau, só oiço um não Que eternamente echôa entre as esféras…
—Porque suspiras, porque te lamentas, Cobarde coração? Debalde intentas Oppôr á Sorte a queixa do egoísmo…
Deixa aos timidos, deixa aos sonhadores A esperança van, seus vãos fulgores… Sabe tu encarar sereno o abismo!