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Sonetos

V

Reading edition

Que nome te darei, austera imagem, Que avisto já num angulo da estrada, Quando me desmaiava a alma prostrada Do cansaço e do tedio da viagem?

Em teus olhos vê a turba uma voragem, Cobre o rosto e recua apavorada… Mas eu confio em ti, sombra vellada, E cuido perceber tua linguagem…

Mais claros vejo, a cada passo, escritos, Filha da noite, os lemmas do Ideal, Nos teus olhos profundos sempre fitos…

Dormirei no teu seio inalteravel, Na communhão da paz universal, Morte libertadora e inviolavel!

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