XIII.
Reading edition
A H. C.
OB MAESTITIAM.
Por que descrês, mulher, do amor, da vida? Por que esse Hermon tranformas em Calvario? Por que deixas que, aos poucos, do sudario Te aperte o seio a dobra úmedecida?
Que visão te fugio, que assim perdida Buscas em vão n'este ermo solitario? Que fatal maldição, destino vário, Te faz trazer a fronte ao chão pendida?
Nenhuma! Todo o bem em ti assiste; Deus, em penhor, te deu a formosura, Uma benção do ceu traz-te cada hora;
E descrês do viver?! E eu, pobre e triste, Que só no teu olhar leio a ventura, Se tu descrês, em que hei-de eu crer agora?…