MYRTHO.
Reading edition
O myrtho foi consagrado a Venus e a Minerva. Venus, após o nascimento, tendo-se na ilha de Chypre envergonhado da sua nudez, escondeu-se atraz de um myrtho, adoptando-o depois em signal de reconhecimento, como planta bem amada.
Minerva e a nympha Myrsiné desafiaram-se um dia a vêr qual era mais veloz na carreira. Venceu Myrsiné e Minerva despeitada, transformou-a em myrtho, planta com que em seguida se enfeitou para constantemente recordar o ultrage de que fôra victima.
Na Grecia e em Roma antiga coroavam com myrtho os recem-casados, por isso que na sua qualidade de planta dedicada a Venus, a deusa do amor, não só tinha a virtude de fazer nascer um violento amor no coração dos esposos mas tambem de o conservar constante por toda a vida.
Este uso ainda está ao presente em vigor em algumas localidades da Europa central, especialmente na Allemanha.
Em todo o imperio romano era prohibido, sob severas penas, colocar ramos de myrtho nos altares da Bona Dea, por isso que o myrtho fazia recordar aos fieis os gosos materiaes que no logar sagrado deviam ser completamente esquecidos.