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Canções

+V+

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Foi n'uma tarde de Julho. Conversávamos a mêdo, —Receios de trahir Um tristissimo segrêdo.

Sim, duvidávamos ambos: Elle não sabia bem Que o amava loucamente Como nunca amei ninguem. E eu não acreditava Que era por mim que o seu olhar De lagrimas se toldava…

Mas, a duvida perdeu-se; Fallou alto o coração! —E as nossas taças Foram erguidas Com infinita perturbação!

Os nossos braços Formaram laços.

E, aos beijos, ébrios, tombámos; —Cheios d'amôr e de vinho!

(Uma suplica soáva:)

«Agora… morre commigo, Meu amôr, meu amôr… devagarinho!…»

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