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Scenas do século XVIII em Portugal

ÍNDICE

Reading edition

CAPÍTULO I

O nascimento de Leonor de Almeida.—Seu avô Pedro de Almeida nas guerras da sucessão de Espanha. O seu govêrno da Índia. Sucessos que o assinalaram.—O título de marquês de Alorna.—Sua avó a marquesa de Távora D. Leonor no terremoto. Versos que ela inspirou.—A marquesa de Távora D. Leonor na Índia.—Festas pomposas.—Tragédia de Corneille.—O teatro de Pangim.—Influências atávicas do carácter de Leonor de Almeida.—Influências directas.—O atentado contra D. José.—A prisão dos fidalgos.—O tribunal da inconfidência.—A sentença.—O cadafalso de Belêm.—A morte da marquesa de Távora.—Com que altiva elegância ela sofre a execução.—A carnificina de 13 de Janeiro de 1759.—José Maria Távora.—Duelo de morte entre Pombal e a nobreza da côrte.—A política pombalina.—A ferocidade de todos os condutores de homens.—Como é que na bravura de carácter português conseguem destoar vigorosamente os tipos de fôrça.—Lógica medonha da situação.—A marquesa de Alorna na Junqueira.—A marquesa de Alorna e Leonor de Almeida em Chelas. 7

CAPÍTULO II

Leonor era Chelas.—Antiguidade e origem dêste convento.—Vida conventual.—As cartas do marquês de Alorna a sua mulher.—Não são escritas com sangue.—Correspondência entre Leonor e o pai.—O incidente entre Leonor e o arcebispo de Lacedemónia.—Versão correcta e autêntica dêste incidente que anda desfigurado nas biografias de Leonor.—Estudos.—Leitura dos filósofos franceses.—Lutas de Leonor com o pai, a mãe, a condessa do Vimieiro.—O esquecimento do passado e do presente procurado no estudo.—Confiança que Leonor tem no pai.—Festas de Chelas.—Outeiros.—Representação de Atália.—Intermédios jocosos.—Coragem e alegria de Leonor através de todo o seu infortúnio.—O problema religioso.—Ilusões simpáticas do espírito de Leonor.—O marquês de Alorna condena Voltaire a ser queimado.—Admirável resposta de Leonor.—Discussões acesas de Leonor com os confessores do convento.—Lutas de consciência.—Antagonismo entre Leonor e o seu meio.—Fantásticos projectos de salvar seus pais.—Cartas a Luís XV e a Voltaire.—Mau francês e óptimos sentimentos.—Controvérsias literárias e poéticas entre o marquês de Alorna e Leonor.—Bom senso e bom gôsto do marquês.—O que Leonor diz a respeito do amor.—A Zamparini e várias anedotas da côrte.—O marquês de Gouveia e Maria de Almeida.—Entusiasmo com que Leonor antevê a factura existência dos seus no campo.—Influência de Rousseau.—Dois projectos de casamento para Leonor.—Retrato de um fidalgo ignorante.—Versos de Chelas.—Os sonhos de Leonor.—O príncipe azul.—Morte do rei que vem libertar a família de Alorna. 57

CAPÍTULO III

Morte de el-rei.—É despedido brutalmente o marquês de Pombal.—Soltura dos presos da Junqueira.—O marquês de Alorna na portaria de Chelas.—Orgulho do marquês.—Seus esforços para uma pronta reabilitação que alcançou.—Retirada da família de Alorna para Almeirim.—Desilusões de Leonor.—Antagonismo moral do pai e da filha.—Reacção desbragada do reinado de D. Maria I.—O ministério da rainha.—Angeja.—Vila Nova.—Martinho de Melo.—O cardeal da Cunha.—Tancredo e Maria de Almeida.—Desgôsto do marquês de Alorna.—A côrte de D. Maria I.—A rainha e sua loucura.—O rei.—O principe do Brasil.—O confessor da rainha arcebispo de Tessalónica e o seu leigo.—Os marqueses de Marialva e a sua principesca hospitalidade.—Festas típicas da sua casa.—Os Penalvas.—Várias figuras do tempo.—O duque de Lafões e o mestre Gluk.—Pitoresco da vida portuguesa, mas falta de influência feminina.—A castidade da rainha e o teatro.—Do estado lastimável a que êle desceu.—Farças, entremesses, tragédias.—Conflito entre Leonor de Almeida e o seu meio.—Casamento que a liberta dêsse meio.—O conde de Oeynhausen.—Cerimónia do seu baptisado.—Testemunha ocular que a narra minuciosamente.—O sermão do frade dominicano.—Oposição do marquês de Alorna ao casamento da filha.—Desobediência de Leonor e seu casamento com o conde alemão.—Referência de Bocage a Alcipe. 151

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