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Rogações de Eremita

II

Reading edition

Se para nos guardar na terra a formosura e alimentar nas veias o calor elegeste na sebe um missionário, servidor desvelado da tua graça, se nem esses teus bens mais preciosos viveram sem o abrigo e a caridade dos companheiros que lhes destinaste, como poderei eu, Senhor, criar no peito, neste peito gerado da fraqueza, o amor fecundo em que ele se arrebate, florindo em bondade e mansidão, se em tua misericórdia não mandares anjos bons que me guardem e dos teus inimigos me defendam?!...

Sinta eu sempre a meu lado, protegendo-me, o doce abrigo de filhos teus, Senhor, daqueles teus eleitos e inspirados que na tua bondade e em teu{67} amor souberam redimir-se! Que por sua voz e sua fortaleza arranquem meu coração ao sinistro abutre da descrença, do ódio e da avareza a que lugubremente se entregaram os que em solitário orgulho te ignoram!{68}{69}

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