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Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 03

1858 (continued 2)

Reading edition

Na

noticia

dos homens do mosteiro de Cartavio publicada na

Colleccion de Fueros

[106]

lê-se

in Garrio, Maria Ectaz medium cum suis filiis mediis... in Mirites... Savaricum integrum... in Mintes... Petrum Vistiz integrum cum suis filiis mediis

, etc. Temos, pois, nos proprios documentos publicados pelo sr. Muñoz a prova de que um individuo morador em certa granja ou aldeia podia pertencer integralmente ou parcialmente ao dono dessas glebas. É uma das hypotheses que eu figurei, e que o sr. Muñoz nos não diz como se resolveria no seu systema.

[107]

A interpretação que dou aos documentos que se referem á divisão dos servos originarios, e que eu supponho geralmente adscriptos, é tão obvia; esses documentos provam tão pouco que a divisão dos membros da familia serva se haja forçosamente de entender como uma divisão material; era tão possivel moverem-se os individuos, em relação ao dominio, n'uma esphera diversa daquella em que se moviam as prestações agrarias e os serviços pessoaes; a confusão da terra com o homem, da obrigação com a pessoa a quem ella imcumbia, era tão vulgar na linguagem juridica, que o proprio sr. Muñoz adopta o meu systema de interpretação a proposito de documentos analogos nas expressões áquelles com que pretende refutar o mesmo systema. Falando de diplomas, em que se faz doação, venda, ou permutação de solares incluindo os solarengos, accrescenta:

Obstam muito pouco alguns documentos de venda, doação e troca feitas junctamente com os solarengos. Não quer isto dizer que se vendessem as pessoas; mas sim os tributos e serviços que estas tinham obrigação de prestar.

Se a linguagem dos documentos se póde tomar como figurada em relação aos solarengos, porque não se poderá entender do mesmo modo em relação aos servos originarios ou homens de creação? Como se pretende deduzir dessa linguagem um argumento para provar que estes eram vendidos, escambados, ou doados como cousas, como bens semoventes, e sem personalidade, não se permittindo tirar igual inferencia a respeito dos solarengos?

A questão do estado das classes servas na monarchia néo-gothica comportava maiores desenvolvimentos. Esses desenvolvimentos não cabem, porêm, neste breve opusculo e na forma de publicação a que é destinado: por isso pararei aqui. Permitta-me o sr. Muñoz y Romero que repita, acabando, as expressões de sincero apreço pelo seu alto merito litterario, e pelos seus esforços para derramar luz nas trevas da nossa idade media. O que ha de abnegação, de zelo pela sciencia, de forças intellectuaes consummidas em desbravar os desvios por onde o sr. Muñoz se embrenhou só o conhece aquelle que nesse duro lavor deixou passar os melhores dias da vida, sem saber o que a mocidade tem de gozos, a idade viril de ambições, e a velhice de vaidades, e cuja recompensa unica será escrever-se-lhe na campa:

Aqui dorme um homem que conquistou para a grande mestra do futuro, para a historia, algumas importantes verdades.

INDICE

A batalha de Ourique

I Eu e o Clero 3

II Considerações pacificas 35

III Solemnia Verba 1.ª 72

IV Solemnia Verba 2. 99

V A Sciencia arabico-academica 185

Do estado das classes servas na Peninsula

I 237

II 245

III 263

IV 265

V 285

VI 317

VII 318

Notas:

[1]

Sermo De Convers. S. Paul.

[2]

Epistolar. Epist. 152.

[3]

Mem. de D. Fr. Caetano Brandão, T. II, p. 411.

[4]

Concil. Trident. Sess. 25, Decr. de Purgat.

[5]

Concil. Colon I, tit. 6 c. 25.

[6]

Van-Espen, Jus Eccles. P. 1 tit. 22 cap. 10.

[7]

Gesch. der Italienisch. Staat. IV B., 4 kap. § 6.

[8]

Vol. 1 Nota 3 p. 466 e segg.

[9]

S. P. Damiani Epistol. ad Sum. Pontif. L. 1 Epist. 16.

[10]

Greg. VII Epistolar. Liv. 8 Epist. 21.

[11]

De Considerat. L. 3 c. 3.

[12]

Ibid. Liv. 4 c. 4.

[13]

Um grande numero dessas passagens e cantigas, relativas aos seculos XI, XII e XIII, acham-se colligidas na Historia dos Hohenstaufen de Raumer, Vol. 6, pag. 178 e segg.

[14]

Scriptores Rer. Francicar., T. XVII p. 558.

[15]

Art de Verif. les Dates, vol. 1 pag. 299.

[16]

Matth. Paris, p. mihi 607 col. 2.

[17]

Chronic. pag. mihi 287.

[18]

Def. de la Declar. I. 6.

[19]

D. Hilar. Pictav., In Psalm. 53.

[20]

D. Gregor., Expos. in Job L. 8 c. 6, L. 13 c. 4.

[21]

Recordo-me de ler em a

Nação

um communicado de Coimbra, assignado por um parocho, em que se me dizia que, se as assaduras da inquisição tinham acabado, cá estavam os bispos. O bom do homem ainda espera que os bispos de Portugal possam queimar gente. É uma doce illusão como qualquer outra.

[22]

«ne ab uberiori auctorum copia alliciamur, sed potiùs ab ipsorum merito et

gravitate

; multotiès enim fit, ut

gravis

, periti atque sinceri scriptoris auctoritas, etc.»

Que diria um desses furiosos que crêm que o vocabolario dos prostibulos póde supprir os rudimentos da sciencia, e que me condemnou como ignorante por falar em

gravidade da historia

em relação, não ao estylo, mas sim á materia, se ouvisse o venerando Mabillon falar na gravidade do historiador tambem em relação á essencia e não á forma, e isso duas vezes n'um unico paragrapho!! Chamava-lhe ignorantissimo. Oh clero português, clero português!

[23]

«Elle

ne craint que

de n'être pas connue»: Fleury diz que, não a igreja, mas o proprio christianismo

teme

. Em Portugal a theologia das tabernas entende-o d'outro modo. É uma consolação ser impio e herege com o virtuoso prior de Argenteuil. Pobre igreja portuguesa.

[24]

Todas as pessoas mediocremente instruidas sabem o que quer dizer

theocratico

; mas o demente que escreveu estas blasphemias não sabe português, quanto mais grego. Fez uma phrase ridicula para introduzir ahi um vocabulo que os ignorantes não entendessem e que portanto admirassem.

[25]

Accentuado por causa das freiras que dizem missa. A ignorancia das freiras é a razão capital da accentuação nos livros rituaes, segundo o digno sacerdote que, por vingança, acceitou das

capellas

o pio mister de me injuriar e calumniar sanctamente.

[26]

Nova Insistencia, etc., pag. 34.

[27]

Demonstração pag. 34.―Insistencia pag. 10.

[28]

Poucos annos antes, os embaixadores de D. Dinis tinham offerecido inutilmente ao pontifice uns artigos com o mesmo intuito, e contendo em substancia o mesmo que os de Pedro Escacho. Ahi nem uma palavra se diz sobre a acclamação em Ourique, em que tambem não fala nenhum dos chronicons coevos. Assim, a invenção da historia da acclamação póde fixar-se no principio do seculo XIV, tendo talvez em parte dado motivo a ella esta questão da desmembração da ordem de Sanctiago, negocio que foi assaz rudioso e importante. Veja-se a Historia de Portugal, Vol. I, pag. 489 (Nota XVIII).

[29]

Estes chronicons estão publicados nos

Portugaliae Monumenta Historica

, Vol. 1, p. 26.

[30]

Tanto este como os dez paragraphos precedentes foram supprimidos nas edições avulsas das

Solemnia Verba

. Era uma digressão que pouco servia para rebater as opiniões adversas, e que entretanto affrouxava o cerrado da argumentação.

[31]

Os Cuidados Litterarios de Cenaculo, a Memoria de frei Joaquim de Sancto Agostinho sobre os codices d'Alcobaça, o Elucidario de Viterbo, as Observações de J. P. Ribeiro publicaram-se proximamente pelo mesmo tempo. Viterbo, frei Joaquim de Sancto Agostinho, Ribeiro eram

innovadores perigosos

então, como eu o sou hoje. Cenaculo era um bispo erudito. Quantas palestras litterarias, quantas contendas oraes precederiam a publicação daquelles escriptos oppostos!

[32]

«à l'heure que je commence a dicter ce present escrit je suis en la soixante sexieme année de ma vie.» Petitot fá-lo nascido em 1426. Falleceu no 1.º de fevereiro de 1502, segundo se deprehende da sua inscripção sepulchral, com 76 annos d'idade.

[33]

D'aqui vinha por certo o titulo de

conde palatino

de que usava Vasco de Lucena, titulo que tanto tem feito scismar os nossos antiquarios.

[34]

Vejam-se as provas indisputaveis d'isto em Ribeiro, Observações de Diplomatica, pag. 79 e seg.

[35]

Et cette opinion je tiens de plusieures notables gens portugalois qui ont esté de ma congnoissance.

[36]

Pina, Chron. de D. João II, c. 15.

[37]

Bulla:

Ut saluti

5 febr. 13.º Sixti IV.

[38]

Preafatae ecclesiae, a qua regiae dignitatis culmen accepisti, cuique annuum censum debes: Ibid.

[39]

Bulla:

Venerabilis frater

: 6 febr. 13.º Sixti IV.

[40]

Carta de D. Alvaro de Bragança escripta de Castella a D. João II. (Ms. da Biblioth. R.)

[41]

Talvez seja gente de mais. Mas deixe v.. passar; porque isto era já estylo peninsular naquella epocha.

[42]

Jorn. de Coimbra, 1813, Abril, p. 310.

[43]

Memor. do R. Archivo, pag. 59.

[44]

Chancell. d'Aff. II. (M. 12 de For. Ant. N.º 3).

[45]

Veja-se o alvará de D. Manuel, de 1502, no Liv. dos Privileg. de Sancta Cruz fl. 2, o doc. de 1458 a fl. 157 do mesmo Liv., o do L. 5 da Estremadura fl. 116 v. no Arch. Nac., etc.

[46]

Chron. dos Coneg. Regr., L. 9, c. 29.

[47]

Prodrom. ad refutat. Alcorani

passim

.

[48]

Uber die Länderverwaltung unter dem Khalifate (Berlim 1835) Schaefer, Gesch. Span. 3 Th. S. 145.

[49]

O

digno

academico refere-se evidentemente á traducção de Moura; porque nem o commum dos leitores, que elle convida para lerem esses capitulos, entendem o arabe, nem o original tem capitulos, como se deprehende do prologo de Moura, e se vê das citações do texto arabe feitas pelo sr. Gayangos nas suas notas á versão inglesa de Al-Makkari.

[50]

Nesta classe, como em todas, ha excepções respeitaveis: falo em geral.

[51]

Dominac. de los Arab., P. 3 in fine.

[52]

Al-Khatib, Bibl. apud Casiri Bibl. Arab., T. 2, p. 216 e segg.

[53]

Abu-l-Feda, Annales Moslemici, T. 3, p. 359.

[54]

Al-Makkari (versão de Gayangos), Liv. 7 c. 5 e segg. L. 8 c. 1 e 2. Veja-se tambem a taboa chronologica a p. 89 dos Append. do 2 vol., e os extractos no livro

Kitabu-l-iktifá

(Append. C. ad fin.). O reinado de Abu-Is'hák, sitiado em Marrocos pelos almohades, foi apenas nominal.

[55]

Chron. Gothor. ad aer. 1125-1155.

[56]

Chron. Conimbric, ad aer. 1155.

[57]

Roder. Tolet. Histor. Arabum, cap. 49.

[58]

Assaleh, versão de Moura, c. 43, 44, 45.

[59]

Ibid. c. 40.

[60]

Conde, P. 3, c. 33.

[61]

Casiri, T. 2, p. 218, col. 2.

[62]

España Sagr., 21, 373.

[63]

O nome mais geral nos auctores arabes é

Lamtuna

; mas Ibn-Khaldun (Gayangos, vol. 1, p. 408 nota

a

) chama-lhe

Lamtah

e Leão Africano (Casiri, vol. 2, p. 219)

Lemta

.

[64]

A pag. 22 do opusculo diz-se que escrever

emir

é erro do vulgo dos traductores em vez de

amir

(o caso é serio), e a pag. 11 diz-se que em vez de

emir-el-muminin

eu deveria escrever

emir el-muminina

. Em que ficamos? Em

emir

ou em

amir

? Quanto a

muminina

, Gayangos, Casiri, etc. escrevem sempre

muminin

.

[65]

Gayang. vers. d'Al-Makkari, Vol. 2, p. 386

[66]

Abulfeda, Annal. Mosl., T. 2, p. 471.

[67]

Versão francesa de Pellissier et Rémusat p. 192. Ibn-Khalddun denomina frequentemente khalifas os imperadores almohades. (Gayangos, Vol. 2, App. D.)

[68]

Assaleh. c. 45. Neste capitulo fala-se muitas vezes no

califado

e no

califa

Abdelmumen.

[69]

Não é só a chronica de Affonso VII que refere a queda de Aurelia: os Annaes Toledanos referem-na igualmente.

[70]

O Karttás (titulo da historia d'Abdel-halim), é propriamente, segundo o testimunho de Haji-Khalfah, e conforme o que se lê em diversos exemplares da obra, escripto por Ibn-Abi-Zara, que viveu no seculo XIII. Ab-del-halim parece ter sido um copista, ou talvez um abbreviador. Veja-se a nota do sr. Gayangos ao L. 8, c. 2 de Al-Makkari.

[71]

Assaleh―vers. de Moura, c. 40 p. 182.

[72]

Chronica Adef. Imper. Praef. et § 64.

[73]

Sigo a paginação do opusculo, tirado á parte depois d'impresso na

Revista de Ambos-Mundos

. Um exemplar delle que possuo, devo-o á urbanidade e benevolencia do sr. Muñoz, que teve a bondade de m'o remetter.

[74]

Em documentos do seculo XIII vemos ainda a designação de servos applicada aos escravos mouros. N'um testamento de 1232 são legados ao mosteiro d'Alcobaça

sarracenos et sarracenas servos et servas

. Doc. de Alcobaça na Collecç. Especial, Gav. 81 na Torre do Tombo.

[75]

Hist. de Port., T. 3, p. 313 da 3.ª edic.

[76]

Hist. de Port., T. 3.º, p. 255 (nota 4) 274 &c.

[77]

Esp. Sagr., T. 40, Append. 19.

[78]

Doc. de Moreira na Torre do Tombo, Collecç. Especial, G. 78.

[79]

Por exemplo, o 1.º bispo de Coimbra depois da restauração, Paterno, que, sendo bispo de Tortosa e vindo por embaixador dos Beni-Huds de Saragoça a Fernando-magno, foi alliciado pelo alvasir Sesnando para acceitar o episcopado de Coimbra, o que fez alguns annos depois.

Qui suprafatus episcopus

(diz o documento do Livro Preto da Sé de Coimbra que refere o facto)

eo tempore Tortuosane Urbis sedem tenebat, sed propter societatem paganorumofficium et ordinem suum minimè adimplere valebat

.

[80]

N'uma doação de 1083 á igreja de Vouséla (Livro Preto f. 144) mencionam-se entre outras alfaias

una casula tiraz et una dalmadiga tiraz

. O

tiraz

era um estofo precioso de fabrica sarracena, de que usavam as pessoas principaes entre os mussulmanos, onde se liam bordadas orações do culto islamitico e sentenças de koran. Quando os sacerdotes da igreja de Arcozelo á qual tinham pertencido aquelles paramentos, ou os da de Vouséla, á qual se doaram, celebrassem, revestidos com elles, os officios divinos, os assistentes que não ignorassem a leitura do arabe poderiam ir misturando as preces da igreja com as do islamismo, e lendo as sentenças do koran, emquanto os

celebrantes

repetiam os textos do evangelho.

[81]

Gothorum ordinem... tam in ecclesia... quam in palatio... statuit: Chron. Albeld § 58.

[82]

Martim Moniz (genro do conde Sesnando e seu successor no governo de Coimbra) doa perpetuamente a João Gosendes os bens na villa de S. Martinho

que ibi obtinuit Cidel Pelagis in autondo de consule domno Sesnando

. (Livro Preto da Sé de Coimbra f...) Aqui

atondo

significa serviço (

no serviço do conde Sesnando

) ou retribuição por serviço, mas temporaria, por isso que os bens se doam depois hereditariamente a outro.

Documento hoje publicado nos

Portugaliæ Monumenta Historica, Diplomata et Chartæ

, Pars. 1.º N.º 770.

[83]

Pag. 7.

[84]

Pag. 12 e 13.

[85]

surda aure cum inimicis summi Dei amicitias conligamus, et placentes eis nostrae fidei derogamus―Quotidie opprobriis et mille contumeliorum fascibus obrupti, persecutionem nos dicimus non habere―Christianos contra fidei suae socios, pro regis gratia et pro vendibilibus muneribus et defensione gentilium praeliantes, non maledicimus nec detestamus, sed religiosos pro vero Deo certantes anathemate percutimus et infamamus―Nonne ipsi qui videbantur columnae, qui putabantur ecclesiae petrae... nullo cogente... Dei martyres infamaverunt? Nonne pastores Christi, doctores ecclesiae, episcopi, abbates, presbyteres, proceres et magnates haereticos eos esse publicè clamaverunt?―Dùm enim circumcisionem ob improperantium ignominiam devitandam... cum dolore etiam non medio corporis exercemus―Et dùm eorum versibus et fabellis mille suis delectamus, eisque inservire, vel ipsis nequissimis obsecundare etiam premio emimus... ex inlicito servitio et execrando ministerio abundantiores opes congregantes, fulgores, odores, vestimentorumque, sive opum diversarum opulentiam, in longa tempora nobis filiisque nostris atque nepotibus praevidentes,―ob honores saeculi fratres cum crimine regibus impiis accusamus,.. inimicis summi Dei ad occidendum gregem Domini gladium revelationis porrigimus, ducatumque eorum et ministerium ad ipsum facinus exercendum pecuniis emimus.―Nonne omnes juvenes christiani, vultu decori, linguae disserti, habitu gestuque conspicui, gentilitia eruditione praeclari, arabico eloquio sublimati, volumina chaldaeorum avidissimè tractant, intentissimè legunt, ardentissimè disserunt?―linguam suam nesciunt christiani, et linguam propriam non advertunt latini, ita ut omni Christi collegio vix inveniatur unus in milleno hominum numero, qui salutatorias fratri possit rationabiliter dirigere litteras, et reperitur absque numero multiplex turba qui eruditè chaldaicas verborum explicet pompas.

Alvar. Cordub. Indicul. Lumin. passim.

[86]

ille dixit quomodo fuit suo avolo Ezerag de Condeixa, et quando filarunt mauros Colimbria fuit ille Ezerag ad Farfon ibn Abdella et fecit se mauro et petibit XXX.ª mauros de arragaza et metivit illos in matos et dixit ad illos christianos de illas villas exite gente benedicta quia jam pace filavi cum mauros et exibant de illos matos et populabant illas villas et exiebant illos mauros de illos matos et levarunt eos ad Sanctaren et venundabant eos et fecerunt in illos VI haretas de argento et inderenzarunt illos ad Cordova cum carta de Farfon et cum isto ganato, et petivit illos molinos de Forma et alias villas multas et donavit illos. Almanzor:

Lib. Testamentor. f. 76 v.

[87]

Na freguesia de S. Martinho, aldeia de Valloura, districto de Aguiar de Pena, havia 3 casaes, cujos moradores, além de outros onus, tinham o seguinte:

et vadunt in mandatum ad Legionem, ut sciatur per ipsos quid facit rex legionensis

: Inquirições de 1220: Liv. 5 de D. Diniz f. 118 v.

[88]

Pag. 19 e 20.

[89]

Pag. 124 e 153.

[90]

Pag. 12.

[91]

La Russie, Lettre X.

[92]

Pag. 15.

[93]

Pag. 44 e segg.

[94]

Hist. de Port., T. 4, pag. 336 e 482.

[95]

Doação de Diogo Olidiz a Tructesindo Gutierriz da igreja de S. Marina: «damus ad vobis illa pro plagas et feridas malas que cemus (

sic

) ad vestros malados, et non abuimus unde illas pectare:» Doc. original do mosteiro de Moreira de 1075 no Arch. Nacional.

[96]

Liv. 1, Tit. 7, l. 2.

[97]

Qui conductarium alienum occiderit dominus ejus accipiat inde homicidium. Similiter de suo ortolano et de suo quartario et de suo molendinario et de suo solarengo.

[98]

Et homo de Nomam qui suos homines habuerit in suis hereditatibus, aut sui vassali fuerint, et aliquis illum mactaverit, suus senior colligat inde homicidium: For. de Numão de 1130.

[99]

...... peccato impediente battivimus vestro junior, nomine Froila, cum alios meos galiasianes... et pervenit ipse Froila de ipsa badtedura ad mortem, et pro ipso homicidium abui vobis ad dare in judicato quinque boves, et pro ipsis quinque boves incommunio vobis pro medio &. Est. de las Person., pag. 15.

[100]

Collecc. de Fuer. Municip., pag. 130 e seg.

[101]

Hist. de Port., Vol. 3., Nota final XVI.

[102]

Collecc. de Fuer. Municip., pag. 126.

[103]

Pag. 2.

[104]

Liv. 5, tit. 4, l. 13.

[105]

Liv. 2, tit. 4, l. 5.

[106]

Pag. 160

[107]

A confusão, na phrase, entre o colono e o predio, tomados um pelo outro, confusão que sobretudo se deduz claramente das singulares expressões

homem inteiro

,

meio homem

, etc. apparece ainda ás vezes nos nossos monumentos do seculo XIII. Nas Inquirições da terra de Faria, feitas naquella epocha, lê-se, por exemplo: «S. Leocadia de Pedrafurada: homines de ista collacione solebant pectare vocem et calumniam, sed modo non pectant nisi quinque homines et medium qui dant annuatim singulas gallinas, et

medius homo

dat mediam gallinam: et ista casalia... dant vocem et calumniam et singulas gallinas et duos, duos solidos, tribus vicibus in pedida, sed

medium casale

medium forum facit. Inquir. d'Affons. III, L. 7, f. 14 v.

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