AO SR. MARIO DE SÁ-CARNEIRO.
Reading edition
Ha pouco quando bordava Picou-me a ponta dos dedos A agulha com que bordava…
E a seda toda de branca, Branca da côr dos meus dedos, Essa seda que era branca Ficou com papoulas rubras…
Que o sangue das minhas veias Já creou papoulas rubras…
Mas tão sós e tão alheias!
Junho, 1915.