Note 198 — INTRODUCCIÓN (continued 3)
Reading edition
Sobre la fe de Teófilo Braga cito la edición de 1575, que no he visto ni encuentro descrita en ninguna parte. Brunet dio por primera la de 1585 (Lisboa, por Marcos Borges, 1585, dos partes en un volumen en 4.º, la primera de 2 + 50 pp. y la segunda de 2 + 52). Tampoco he visto ésta ni la de Lisboa, 1589 (por Juan Alvares), á la cual se agregó la tercera parte impresa en 1596 por Simón Lopes. Nuestra Biblioteca Nacional sólo posee cinco ediciones, todas del siglo XVII, y al parecer algo expurgadas.
—Primeira, segunda e terceira parte dos contos e historias de proveito e exemplo. Dirigidos a Senhora Dona Ioana D'Alburquerque, molher que foy do Viso Rey da India, Ayres de Saldanha. E nesta impressão vão emendados. (Á continuación estos versos):
«Diversas Historias, et contos preciosos, Que Gonçalo Fernandez Trancoso ajuntou, De cousas que ouvio, aprendeo, et notou, Ditos et feytos, prudentes, graciosos: Os quaes com exemplos bõs et virtuosos, Ficão en partes muy bem esmaltados: Prudente Lector, lidos, et notados, Creo achareis que sam proveitosos.
Anno 1608. Com licença da Sancta Inquisiçam. Em Lisboa. Per Antonio Alvarez.
4.º, 4 hs. prls. y 68 pp. dobles.
Aprobación de Fr. Manuel Coelho (9 de agosto de 1607).—Licencia de la Inquisición.—Escudo del Impresor.—Dedicatoria del mismo Antonio Alvarez á doña Juana de Alburquerque (29 de mayo de 1608).—Soneto de Luis Brochado, en alabanza del libro.
Tiene este volumen tres foliaturas, 52 pp. dobles para la 1.ª parte, 58 para la 2.ª, 68 para la 3.ª Al principio de la segunda hay estos versos:
Se a parte primeira, muy sabio Lector, Vistes e lestes da obra presente, Lede a segunda, que muy humilmente, Aqui vos presenta agora o Auctor: Pedevos muito, pois sois sabedor Mostreis, senhor, ser discreto, prudente, Suprindo o que falta, de ser eloquente, Com vossa eloquencia, saber e primor.
Procede este raro ejemplar de la biblioteca de D. Pascual de Gayangos.
—Primeira, segunda e terceira Parte dos Contos e Historias de Proveito, e exemplo... Anno 1624. Com todas as licenças et approuaçoes necessarias. Em Lisboa. Por Iorge Rodriguez. Taixado em papel em seis vintens.
4.º, 4 hs. prls. y 140 pp. dobles.
Aprobación de Fr. Antonio de Sequeyra (16 de marzo de 1620). De ella se infiere que además de las enmiendas que llevaba la edición anterior, se suprimió un pasaje en la Tercera Parte.—Licencias, Tasa, etc.—Soneto de Luis Brochado.—Tabla.
Procede de la biblioteca de D. Agustín Durán.
—Anno 1633. Com todas as licenças e aprouaçoes necessarias. Em Lisboa. Por Iorge Rodriguez. Taixado na mesa do Paço a seis vintens em papel.
Edición idéntica á la anterior.
—Anno de 1646... Em Lisboa, por Ant.º Alvares, Impressor del Rey N. S.
8.º, 381 pp. de texto y tres de tabla. Á la vuelta de la portada van las licencias y el soneto de Luis Brochado.
—Historias proveitozas. Primeira, segunda e terceira parte. Que contem Contos de proveito et exemplo, para boa educaçam da vida humana. Compostos per Gonzalo Fernandez Trancoso. Leva no fin a Policia e Urbanidade Christian. Em Lisboa, na officina de Domingos Carneiro, 1681.
8.º, 343 pp.
La última obra que se cita en la portada tiene distinta paginación y frontis, que dice:
Policia e Urbanidade Christiam. Composta pelos PP. do Collegio Monipontano da Companhia de Jesu, e traduzida per Joam da Costa, Lisboa, 1681.
Tanto esta edición, como la anterior, llevan intercalado, entre la portada y el texto de los cuentos, un pequeño Catecismo, que atestigua la gran popularidad del libro de Trancoso, al cual acompañaba (Breve Recopilaçam da Doctrina dos Misterios mais importantes de nossa Sancta Fe, a qual todo o Christão he obrigado saber e crer com Fe explicita, quer dizer conhecimento distincto de cada hum: recopilado pelo P. Antonio Rebello, irmão professo da 3.ª Ordem de Nossa Senhora do Carmo).
Además de estas ediciones existen, por lo menos, las siguientes, enumeradas por Inocencio da Silva, en su Diccionario bibliographico portuguez (III, 155-156; IX, 427).
—Coimbra, por Thomé Carvalho, 1600, 8.º
—Lisboa, por Antonio Craesbeck de Mello, 1671.
—Por Felipe de Sousa Villela, 1710.
—Historias proveitosas: Primeira, segunda e terceira parte; que contem contos de proveito e exemplo, para boa educação da vida humana. Leva no fim a Policia e urbanidade christā. Lisboa, na off. de Filippe de Sousa Villela, 1722. 8.º, XVI + 383 pp.
—Por Manuel Fernandes da Costa, 1734, 8.º
En su ya citada obra Contos tradicionaes do povo portuguez (II, pp. 63-128) ha reproducido Teófilo Braga diez y nueve cuentos de la colección de Trancoso, ilustrándolos con curiosas notas y paradigmas. En todos ellos el erudito profesor suprime las moralidades y divagaciones retóricas de Trancoso y abrevia mucho el texto. Tanto de estos cuentos, como de los que omite, pondré el índice por el orden que tienen en las ediciones del siglo XVII, únicas que he podido manejar.
Parte 1.ª
«Conto primeiro. Que diz que todos aquelles que rezão aos Sanctos que roguem por elles, tem necessidade de fazer de sua parte por conformarse com o que querem que os Sanctos lhe alcancem. Tratase hūa Historia de hum Ermitão, et hum Salteador de caminhos» (Está en Braga, n. 151).
Cont. II. «Que as filhas devem tomar o conselho da sua boa may, e fazer seus mandamentos. Trata de hūa que o não fez, e a morte desastrada que ouve» (Braga, n. 152).
Cont. III. «Que as donzellas, obedientes, devotas e virtuosas, que por guardar sua honra se aventurão a perigo da vida, chamando por Deos, elle les acode. Trata de hūa donzella tal que he digno de ser lido» (Braga, n. 153).
Cont. IV. «Que diz que as zombarias são perjudiciaes, e que he bom não usar delles, concluesse autorizado con hum dito grave».
Es meramente un dicho sentencioso de un caballero de la Corte de D. Juan III: «Senhor, não zombo, porque o zombar tem resposta».
Cont. V. «Trata do que aconteceo en hūa barca zombando, e hūa resposta sotil».
Son zumbas y motejos entre un corcobado y un narigudo, que acabaron mal.
Cont. VI. «Que en toda parceria se deve tratar verdade, porque o engano ha se de descobrir, e deixa envergonhado seu mestre. Trata de dous rendeiros».
Historia insulsa que tiende á recomendar la buena fe en los contratos.
Cont. VII. «Que aos Principes convem olhar por seus vassalos, para lhe fazer merce. E os despachadores sempre devem folgar disso, e não impedir o bõ despacho das partes. Trata hum dito gravissimo de hum Rey que Deos tem».
Un Rey justiciero da á un mancebo de Tras os Montes el cargo de contador del almojarifazgo que tenía su padre, y haciéndole alguna observación su veedor de Hacienda sobre la inutilidad del cargo, le replica: «Se nos não havemos mister o contador, o mancebo ha mister o officio».
Cont. VIII. «Que os Prelados socorram com suas esmolas a seus subditos, e os officiaes de sua casa lhe ajudem. Trata de hum Arcebispo e seu veador».
El Arzobispo de Toledo de quien se trata es D. Alonso Carrillo, y el cuento procede de la Floresta Española, como decimos en el texto: «Vos faço saber que estes que me servem ham de ficar em casa, porque eu os ey mister, e estes que me não servem, tambem ficarão, porque elles me ham mister a mi».
Cont. IX. «Que ha hum genero de odios tam endurecido que parece enxerido pello demonio. Trata de dous vezinhos envejosos hum do outro» (Braga, II, 154).
Cont. X. «Que nos mostra como os pobres com pouca cousa se alegram. E he hum dito que disse hum homen pobre a seus filhos» (Braga, II).
Cont. XI. «Do que acontece a quem quebranta os mandamentos de seu pay, e o proveyto que vem de dar esmolla, e o dano que socede aos ingratos. Trata de hum velho e seu filho» (Braga, II, 157, con el título de O segredo revelado).
Cont. XII. «Que offerecendosemos gostos ou perda, o sentimento ou nojo seja conforme a causa, concluindo con elle. Trata hum dito de hum Rey que mandou quebrar hūa baixella».
Cont. XIII. «Que os que buscam a Deos sempre o achão. Trata de hum hermitan, e hum pobre lavrador que quis antes un real bem ganhado que cento mal ganhados» (Braga, n. 156).
Cont. XIV. «Que todo tabellião e pessoa que da sua fe em juizo, deve attentar bem como a da. Trata hūa experiencia que fez hum senhor para hum officio de Tabellião» (Braga, n. 158).
Cont. XV. «Que os pobres não desesperem nas demandas que lhe armão tyrannos. Trata de dous irmãos que competiam em demanda hum com outro, e outras pessoas» (Braga, 159).
Cont. XVI. «Que as molheres honradas e virtuosas devem ser calladas. Trata de hūa que fallou sem tempo e da reposta que lhe derão.
Anécdota insignificante, fundado en el dicho de una mujer de Llerena.
Cont. XVII. «Como castiga Deos accusadores, e liura os innocentes. Trata de hum Comendador que foy com falsidade accusado diante del Rey» (Braga, n. 160, con el título de Don Simão).
Cont. XVIII. «De quam bom he tomar conselho com sabedores e usar delle. Trata de hum mancebo que tomou tres conselhos, e o sucesso» (Braga, n. 161).
Cont. XIX. «Que he hūa carta do Autor a hūa senhora, com que acaba a primeira parte destas historias e contos de proveito e exemplo. E logo começa segunda, em que estão muitas historias notaveis, graciosas, e de muito gosto, como se vera nella».
Parte 2.ª.
Cont. I. «Que trata quanto val a boa sogra, e como por industria de hūa sogra esteve a nora bem casada com o filho que a aborrecia» (Braga, n. 162).
Cont. II. «Que diz que honrar os Sanctos e suas Reliquias, e fazerlhe grandes festas he muito bem, e Deos e os Sanctos o pagão. Trata de hum filho de hum mercador, que con ajuda de Deos e dos Sanctos veo a ser Rey de Inglaterra».
Cont. III. «Que diz nos conformemos com a vontade do Senhor. Trata de hum Medico que dizia: Tudo o que Deos fez he por melhor» (Braga, n. 163).
Cont. IV. «Que diz que ninguem arme laço que não caya nelle. Trata de hum que armou hūa trampa para tomar a outro, e cahio elle mesmo nella».
Cont. V. «Que diz que a boa mulher he joya que não tem preço, e he mellior para o homen que toda a fazenda e saber do mundo como se prova claro ser assi no discorso do conto».
Es un largo ejemplo moral.
Cont. VI. «Que nāo confie ninguem em si que sera bom, porque ja o tem promettido: mas andemos sobre aviso fugindo das tentações. Trata hum dito de hum arraez muito confiado».
Cont. VII. «Que nāo desesperemos nos trabalhos, e confiemos em Deos que nos proverá, como fez a huma Rainha virtuosa con duas irmãas que o nāo erão, do que se trata no conto seguinte» (Braga, n. 164).
Cont. VIII. «Que o poderoso nāo seja tyranno, porque querendo tudo, nāo alcança o honesto e perde o que tem. Como se ve em hūa sentença sotil em caso semelhante» (Braga, n. 165).
Cont. IX. «Que diz que conformes com a vontade de Deos nosso Senhor lhe demos louvores e graças por tudo o que faz. Trata de hum dito do Marquez de Pliego, em tempo del Rey Don Fernando Quinto de Castella».
Terceira parte.
Cont. I. «Que todos sejamos sojeitos a razam, e por alteza de estado nāo ensoberbeçamos, nem por baixeza desesperamos. Trata de hū Principe, que por soberbo hum seu vassallo pos as mãos nelle, e o sucesso do caso he notavel» (Braga, n. 166).
Cont. II. «Que quem faz algum bem a outro, nāo lho deve lançar em rosto, e que sempre se deve agradecer a quem nos da materia de bem obrar».
Trátase de una carestía de Córdoba. Este cuento, ó más bien dicho sentencioso y grave contra los que echan en cara los beneficios recibidos, parece de origen castellano.
Cont. III. «Que diz quanto val o juizo de hum homen sabio, e como por hum Rey tomar con elle, o tirou de huma duvida en que estava com hum seu barbeiro» (Braga, n. 168).
El Rey invita á su barbero á que le pida cualquier merced, prometiendo concedérsela. El barbero le pide la mano de la princesa su hija. Sorprendido el rey de tal petición, consulta con un sabio, el cual le aconseja que mande abrir la tierra en el sitio donde había estado el barbero, porque sin duda habría puesto los pies sobre un gran tesoro, que le daba humos para aspirar tan alto. El tesoro aparece en efecto, y el rey lo reparte entre el barbero y el letrado que dió tan buen consejo. Ignoro el origen de este absurdo cuento.
Cont. IV. «Trata como dous mancebos se quiseran em estremo grao, e como hum delles por guardar amizade se vio em grandes necessidades, e como foy guardado do outro amigo».
Cont. V. «Que inda que nos vejamos em grandes estados nāo nos ensoberbeçamos, antes tenhamos os olhos onde nacemos para merecer despois a vir a ser grandes senhores, como aconteceo a esta Marqueza de que he o conto seguinte». (Braga, n. 107, con el título de Constancia de Griselia).
Cont. VI. «Em que mostra de quanto preço he a virtude nas molheres, especialmente nas donzelas, e como hūa pobre lavradora por estimar sua honra em muyto, veo a ser grande senhora».
Cont. VII. «Neste conto atraz tratei hūa grandeza de animo que por comprir justiça usou Alexandro de Medices Duque de Florença com hūa pobre Donzela, e porque este he de outra nobreza sua que usou com hūa pobre viuva, a qual he o seguinte» (Braga, n. 169, O achado da bolsa).
Cont. VIII. «Em que se conta que estando hūa Raynha muyto perseguida e sercada em seu Reyno, foy liurada por hum cavaleyro de quem ella era en estremo enemiga, e ao fim veio a casar com elle».
Cont. IX. «Que mostra de quanta perfeição he o amor nos bōs casados, e como hum homen nobre se pos em perigo da morte por conservar a hōra de sua molher, e por a liurar das miserias em que vivia, e como lhe pagou com o mesmo amor».
Cont. X. «Em o qual se trata de hum Portuguez chegar a cidade de Florença, e o que passou com o Duque senhor della, com hūa peça que lhe den a fazer, o qual he exemplo muy importante para officiaes».]