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Os descobrimentos portuguezes e os de Colombo

Note 2 — I Os problemas geographicos do seculo XV

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Publicado por Dumont no Corpo Diplomatico, tom. III, parte I, pag. 200. E além d’esta as bullas de Calixto III, de 14 de maio de 1455 e de Xisto XV, de 21 de julho de 1481, e a famosa divisão dos mares entre Portugal e a Hespanha por Alexandre VI, e os tratados entre Portugal e Hespanha, em que sempre se reconheceu o direito que tinhamos á costa africana pela prioridade do descobrimento, e a deferencia com que a França sempre reconheceu o nosso direito, mandando Luiz XII restituir uma caravela portugueza vinda da Mina, tomada pelos francezes, e prohibindo Francisco I, a 28 de junho de 1532, que fossem navios francezes á costa da Guiné, em attenção aos tratados! V. Visconde de Santarem: Recherches sur la découverte des pays situés sur la côte occidentale d’Afrique au delà du cap Bojador etc., § VII, pag. 67 e segg. E em 1513, publicou-se em França, um livro intitulado: Nouveau Monde et navigations fectes dans les pays et iles auparavant inconnues, e cujo primeiro livro se intitula Livro da primeira navegação pelo Occeano para a terra dos Negros da baixa Ethiopia por ordem do illustre senhor infante D. Henrique, irmão de D. Duarte, rei de Portugal. E esse livro reimprimiu-se em 1516! E note-se que Francisco I não se desinteressava na questão dos descobrimentos, e os marinheiros francezes procuravam seguir as nossas pisadas. É conhecido o famoso dito do rei de França, que queria saber qual o artigo do testamento de Adão que deixava parte do mundo aos reis de Portugal e de Hespanha. Podendo pôr embargos, era de estranhar que o não fizesse.

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